Magna Concursos

Foram encontradas 50 questões.

1606657 Ano: 2019
Disciplina: Veterinária
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
Um cão da raça Labrador com 3 anos de idade, chegou ao hospital veterinário com história de apatia, hiporexia, emagrecimento progressivo e lesões pruriginosas e exsudativas com alopecia.
HEMOGRAMA
Eritrograma Paciente Valores de Referência
Hemácias !$ (×10^6/μL) !$ 5,0 5,5 – 8,5
Hb (g/dL) 11,0 12,0 – 18,0
VG (%) 34 37 – 55
VCM (fL) 68 60 – 77
CHCM (g/dL) 32 32 – 36
IIC (unidade) 2 2 - 5
PTP (g/dL) 12 6,0 – 8,0
Citologia: presença de rouleaux.
Leucograma Paciente Valores de Referência
Leucócitos (μL) 34.200 6.000 – 17.000
Bastonetes (μL) 900 0 – 300
Neutrófilos (μL) 19.800 3.000 – 11.500
Linfócitos (μL) 4.500 1.000 – 4.800
Eosinófilos (μL) 3.600 100 – 1.250
Basófilos (μL) 0 Raro
Monócitos (μL) 5.400 150 – 1.350
Citologia: monócitos ativados
URINÁLISE
Exame Físico Exame Químico Exame do Sedimento
Cor: amarela pH: 6,0 Hemácias: 7 por cp/400x
Odor: sui generis Proteína: 3+ Leucócitos: 6 por cp/400x
Aspecto: disc. Turvo Glicose: negativo Células: 3 por cp/400x
Densidade: 1,020 Corpos Cetonicos: negativo Cilindros: granuloso
Bilirrubina: negativo Bactérias: raras
Urobilinogênio: normal Cristais: ausente
Sangue oculto: traços
EXAME BIOQUÍMICO (SÉRICO)
Exame Paciente Valores de Referência
Ureia mg/dL 50,2 42,8 – 64,2
Creatinina mg/dL 1,0 0,8 – 1,8
ALT U/L 200 21-102
Fosfatase alcalina U/L 90 20-156
Proteina total g/dL 10,1 5,4-7,1
Albumina g/dL 3,0 2,6-3,3
Globulina g/L 7,1 2,7-4,4
Analisando o exame de urina acima, os achados da urinálise indicam:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1606547 Ano: 2019
Disciplina: Veterinária
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
Um cão, SRD, com 5 anos de idade, apresentando hipotermia, taquicardia, fratura pélvica e presença de líquido na cavidade abdominal.
HEMOGRAMA
Eritrograma Paciente Valores de Referência
Hemácias !$ (×10^6/μL) !$ 9,4 5,5 – 8,5
Hb (g/dL) 18,5 12,0 – 18,0
VG (%) 57 37 – 55
VCM (fL) 60,63 60 – 77
CHCM (g/dL) 32,45 32 – 36
PPT (g/dL) 10,0 6,0 – 8,0
Citologia: Nada digno de nota.
Leucograma Paciente Valores de Referência
Leucócitos (μL) 33.400 6.000 – 17.000
Metamielócitos (μL) 0 0
Bastonetes (μL) 334 0 – 300
Segmentados (μL) 26.386 3.000 – 11.500
Linfócitos (μL) 1.670 1.000 – 4.800
Eosinófilos (μL) 0 100 – 1.250
Basófilos (μL) 0 Raro
Monócitos (μL) 5.010 150 – 1.350
Citologia: Nada digno de nota.
URINÁLISE
Exame Físico Exame Químico Exame do Sedimento
Cor: amarela pH: 6,0 Hemácias: 15-20 por cp/400x
Odor: sui generis Proteína: 1+ Leucócitos: 25-30 por cp/400x
Aspecto: turvo Glicose: negativo Células epiteliais: raras
Densidade: 1,023 Corpos Cetonicos: negativo Cilindros: ausentes
Bilirrubina: negativo Bactérias: raras
Urobilinogênio: normal Cristais: ausentes
Sangue oculto: 1+ Espermatozoides: ausentes
EXAME DE EFUSÃO
Exame Físico Exame Químico Citologia
Cor: Amarela pH: 7,0 Presença de neutrófilos degenerados, raras células mesoteliais e raros cocos dentro dos neutrófilos.
Odor: inodoro Coagulação: ausente
Aspecto: turvo Proteína: 2,5 g/dL
Densidade: 1,040 Prova de Rivalta: positiva
Hemácias: 980/μL
CTCN: 1.693/μL
Ureia: 367 mg/dL
Creatinina: 21,9 mg/dL
EXAME BIOQUÍMICO
Exame Paciente Valores de Referência
Ureia mg/dL 254 21,4 – 59,92
Creatinina mg/dL 5,1 0,5 – 1,5
ALT U/L 84 21 – 102
Fosfatase alcalina U/L 83 20 – 156
Proteina total g/dL 8,4 5,40 – 7,10
Albumina g/dL 4,4 2,60 – 3,30
Globulina g/L 4,0 2,70 – 4,40
Os monócitos tem como função a fagocitose de partículas volumosas, como fungos e protozoários, assim como ingestão e remoção de partículas de restos celulares nos tecidos. Levando em consideração as funções dos monócitos, a provável causa da monocitose é(são):
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
TEXTO II
VACINAS, PARA QUE AS QUERO?
O mecanismo que torna esses imunológicos mais duradouros ou não ainda segue sem resposta. Mas ninguém deveria duvidar de seu poderoso efeito protetor.
Em um momento em que os menos avisados suspeitam das vacinas, as autoridades em saúde pública e imunologia apresentam dados mostrando que, na realidade, as vacinas precisam, sim, ser inoculadas com mais frequência. Esse é o teor do artigo ‘Quanto tempo duram as vacinas?’, assinado pelo escritor e roteirista norte-americano Jon Cohen e publicado na prestigiosa revista Science, em abril de 2019. Nele, Cohen indaga, entre outros assuntos, por que o efeito protetor das vacinas contra a gripe dura tão pouco (em média, depois de 90 dias, a proteção começa a cair) e em outras, como as da varíola e da febre amarela, a ação é bem mais prolongada.
Alguns especialistas argumentam que certos vírus sofrem altas taxas de mutação e geram novos clones, que, por serem ligeiramente diferentes dos originais, não seriam reconhecidos pelas células do sistema imune. Mas, a coisa não é tão simples assim.
Ao estudar a caxumba (que ainda afeta os humanos), por exemplo, os epidemiologistas descobriram que a recorrência da doença acontece com mais frequência em uma determinada faixa etária (entre 18 e 29 anos de idade). Se a reinfecção dependesse apenas de mutações, todas as idades deveriam ser igualmente afetadas. Assim, o enigma perdura.
No entanto, o consenso entre os imunologistas especializados em vacinas é que, de fato, precisamos de mais exposição aos agentes infecciosos ou às próprias vacinas. Em outras palavras, no caso da gripe, teríamos que tomar doses seguidas da vacina a fim de aumentar seu efeito protetor. Em razão desses achados, os pesquisadores chegaram até a criticar a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de recomendar que a vacina contra a febre amarela devesse ser inoculada apenas uma vez, isto é, seria uma vacina vitalícia.
A necessidade da exposição constante aos agentes infecciosos vai de encontro à hipótese do biólogo norte-americano Jared Diamond que, em seu livro Armas, germes e aço, defende a ideia de que, ao longo da história, o sucesso dos conquistadores se deveu, em parte, ao fato de eles serem originalmente cosmopolitas e, dessa maneira, terem adquirido resistência imunológica aos agentes infecciosos da época. Mesmo resistentes, seriam portadores desses agentes, o que manteria a memória imunológica. Já os conquistados, grupo formado por populações menores, sucumbiriam ao confronto por não serem capazes de se defender tanto dos invasores humanos quanto daqueles microscópicos.
Outro aspecto interessante desse tema é fruto da biotecnologia recente. A vacina contra o papiloma vírus humano (HPV), que, aparentemente, deu certo, é constituída de um agente imunogênico que não é o vírus propriamente dito, mas, sim, o que os pesquisadores chamam de partículas semelhantes aos vírus (virus like particles, VLPs).
Os VLPs podem ser considerados vírus artificiais, ou seja, contêm a capa de proteína dos vírus, mas não o material genético, que, em geral, é formado por ácidos nucleicos (DNA ou RNA). Desse modo, os VLPs não são infecciosos. Alguns deles ocorrem naturalmente, mas também podem ser sintetizados no laboratório, e é aí que repousa a grande esperança tanto contra os vírus quanto contra alguns tipos de câncer cuja ocorrência foi correlacionada a infecções virais prévias, como o caso do câncer de útero.
Embora o avanço nessa área seja promissor, o mecanismo que torna uma vacina mais duradoura ou não ainda segue sem resposta. Como afirma Cohen em seu artigo, “essa é uma pergunta de um milhão de dólares!” (aproximadamente, o valor do prêmio Nobel).
A despeito disso, ninguém deveria duvidar do poder das vacinas. Muito pelo contrário. A tendência atual no tratamento de doenças crônicas, como o câncer e a artrite reumatoide, é a imunoterapia. Um dia, quem sabe, teremos vacinas contra todos esses males.
http://cienciahoje.org.br/artigo/vacinas-para-que-as-quero/ Acesso: 15/06/2019.
Analise as afirmações a seguir, assinalando V para as assertivas verdadeiras e F para as assertivas falsas. Em seguida, marque a opção CORRETA.
( ) O título do texto II “Vacinas, para que as quero?”, de antemão, traz o posicionamento do autor a respeito da imunização por vacinas, aderindo este ao pensamento de que o ser humano não precisa da exposição a agentes infecciosos por meio das vacinas.
( ) Cohem questiona a efetividade da imunização por vacinas em seu artigo a partir da pergunta “quanto tempo duram as vacinas?”, para isso o autor utiliza como argumento a duração da proteção oferecida pela vacina da gripe, cerca de noventa dias.
( ) A OMS contraria a opinião de imunologistas especializados em vacinas ao recomendar que a vacina contra a febre amarela seja vitalícia.
( ) A ideia de que a exposição aos agentes infecciosos ou às vacinas deve ser elevada, defendida por especialistas da área de imunologia, vai ao encontro da hipótese construída pelo biólogo Jared Diamond.
( ) Cohem afirma que a resposta para a pergunta “Qual o mecanismo que torna uma vacina mais duradoura” é de um milhão de dólares, aproximadamente o mesmo valor pago ao prêmio Nobel, logo, quem descobrir a resposta para tal pergunta ganhará o prêmio Nobel.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
TEXTO II
VACINAS, PARA QUE AS QUERO?
O mecanismo que torna esses imunológicos mais duradouros ou não ainda segue sem resposta. Mas ninguém deveria duvidar de seu poderoso efeito protetor.
Em um momento em que os menos avisados suspeitam das vacinas, as autoridades em saúde pública e imunologia apresentam dados mostrando que, na realidade, as vacinas precisam, sim, ser inoculadas com mais frequência. Esse é o teor do artigo ‘Quanto tempo duram as vacinas?’, assinado pelo escritor e roteirista norte-americano Jon Cohen e publicado na prestigiosa revista Science, em abril de 2019. Nele, Cohen indaga, entre outros assuntos, por que o efeito protetor das vacinas contra a gripe dura tão pouco (em média, depois de 90 dias, a proteção começa a cair) e em outras, como as da varíola e da febre amarela, a ação é bem mais prolongada.
Alguns especialistas argumentam que certos vírus sofrem altas taxas de mutação e geram novos clones, que, por serem ligeiramente diferentes dos originais, não seriam reconhecidos pelas células do sistema imune. Mas, a coisa não é tão simples assim.
Ao estudar a caxumba (que ainda afeta os humanos), por exemplo, os epidemiologistas descobriram que a recorrência da doença acontece com mais frequência em uma determinada faixa etária (entre 18 e 29 anos de idade). Se a reinfecção dependesse apenas de mutações, todas as idades deveriam ser igualmente afetadas. Assim, o enigma perdura.
No entanto, o consenso entre os imunologistas especializados em vacinas é que, de fato, precisamos de mais exposição aos agentes infecciosos ou às próprias vacinas. Em outras palavras, no caso da gripe, teríamos que tomar doses seguidas da vacina a fim de aumentar seu efeito protetor. Em razão desses achados, os pesquisadores chegaram até a criticar a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de recomendar que a vacina contra a febre amarela devesse ser inoculada apenas uma vez, isto é, seria uma vacina vitalícia.
A necessidade da exposição constante aos agentes infecciosos vai de encontro à hipótese do biólogo norte-americano Jared Diamond que, em seu livro Armas, germes e aço, defende a ideia de que, ao longo da história, o sucesso dos conquistadores se deveu, em parte, ao fato de eles serem originalmente cosmopolitas e, dessa maneira, terem adquirido resistência imunológica aos agentes infecciosos da época. Mesmo resistentes, seriam portadores desses agentes, o que manteria a memória imunológica. Já os conquistados, grupo formado por populações menores, sucumbiriam ao confronto por não serem capazes de se defender tanto dos invasores humanos quanto daqueles microscópicos.
Outro aspecto interessante desse tema é fruto da biotecnologia recente. A vacina contra o papiloma vírus humano (HPV), que, aparentemente, deu certo, é constituída de um agente imunogênico que não é o vírus propriamente dito, mas, sim, o que os pesquisadores chamam de partículas semelhantes aos vírus (virus like particles, VLPs).
Os VLPs podem ser considerados vírus artificiais, ou seja, contêm a capa de proteína dos vírus, mas não o material genético, que, em geral, é formado por ácidos nucleicos (DNA ou RNA). Desse modo, os VLPs não são infecciosos. Alguns deles ocorrem naturalmente, mas também podem ser sintetizados no laboratório, e é aí que repousa a grande esperança tanto contra os vírus quanto contra alguns tipos de câncer cuja ocorrência foi correlacionada a infecções virais prévias, como o caso do câncer de útero.
Embora o avanço nessa área seja promissor, o mecanismo que torna uma vacina mais duradoura ou não ainda segue sem resposta. Como afirma Cohen em seu artigo, “essa é uma pergunta de um milhão de dólares!” (aproximadamente, o valor do prêmio Nobel).
A despeito disso, ninguém deveria duvidar do poder das vacinas. Muito pelo contrário. A tendência atual no tratamento de doenças crônicas, como o câncer e a artrite reumatoide, é a imunoterapia. Um dia, quem sabe, teremos vacinas contra todos esses males.
http://cienciahoje.org.br/artigo/vacinas-para-que-as-quero/ Acesso: 15/06/2019.
No trecho, “Cohen indaga, entre outros assuntos, por que o efeito protetor das vacinas contra a gripe dura tão pouco”, em relação à expressão “por que”, é CORRETO afirmar que:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1569088 Ano: 2019
Disciplina: Veterinária
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
Um cão da raça Cocker spaniel inglês com 4 anos, chegou ao hospital veterinário com apatia, anorexia, emagrecimento, polidipsia e polaquiúria, dispneia, cansaço fácil, espirros, dificuldade de deglutição e apreensão e presença de ectoparasitas. Os achados do exame físico foram: mucosas pálidas; deslocamento cranial da mandíbula, impedindo o fechamento da boca; e instabilidade na região da mandíbula, com sensibilidade e crepitação à palpação. Ao exame radiográfico a mandíbula estava descalcificada.
HEMOGRAMA
Eritrograma Paciente Valores de Referência
Hemácias !$ (×10^6/μL) !$ 1,60 5,5 – 8,5
Hb (g/dL) 4,0 12,0 – 18,0
VG (%) 12 37 – 55
VCM (fL) 75 60 – 77
CHCM (g/dL) 33,33 32 – 36
IIC (unidade) 02 2 - 5
PTP (g/dL) 7,5 6,0 – 8,0
Citologia: Nada digno de nota
Plaquetas (μL) 100.000 150.000 – 500.000
Leucograma Paciente Valores de Referência
Leucócitos (μL) 9.300 6.000 – 17.000
Bastonetes (μL) 0 0 – 300
Neutrófilos (μL) 7.068 3.000 – 11.500
Linfócitos (μL) 744 1.000 – 4.800
Eosinófilos (μL) 558 100 – 1.250
Basófilos (μL) 0 Raro
Monócitos (μL)10 930 150 – 1.350
Citologia: Presença de discreta basofilia citoplasmática de neutrófilos e Corpúsculo de Döhle.
URINÁLISE
Exame Físico Exame Químico Exame do Sedimento
Cor: amarela palha pH: 6,5 Hemácias: raras
Odor: sui generis Proteína: 1+ Leucócitos: raros
Aspecto: límpido Glicose: 1+ Células: raras
Densidade: 1,008 Corpos Cetonicos: negativo Cilindros: ausente
Bilirrubina: negativo Bactérias: raras
Urobilinogênio: normal Cristais: ausente
Sangue oculto: negativo
EXAME BIOQUÍMICO (SÉRICO)
Exame Paciente Valores de Referência
Ureia mmol/L 38,2 1,67 – 8,36
Creatinina mmol/L 812,0 44,2 – 132,3
Pelos sinais clínicos e exames bioquímicos, o animal apresenta:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
TEXTO I
Assim os algoritmos perpetuam a desigualdade social
Cathy O'Neil, autora de 'Armas de Destruição Matemática', afirma que já é tarde para nos preocuparmos com a disponibilidade de nossos dados, que agora é preciso perguntar o que as empresas fazem com eles.
Cathy O’Neil é uma matemática de cabelo azul que dedica todos os seus esforços a abrir os olhos das pessoas sobre os algoritmos que dominam o mundo. Desde os que indicam ao banco se você é apto ou não a receber uma hipoteca, até os que decidem quem merece uma vaga de trabalho. Um sistema que pode perpetuar as desigualdades existentes no mundo se não começarmos a ser críticos, defende a cientista. “Estamos dando poder a mecanismos sem nos perguntar se realmente funcionam, isso é uma falha como sociedade”, explica de Nova York ao outro lado do telefone.
O’Neil, em seu livro Armas de Destruição Matemática, mostra alguns exemplos para colocar essa teoria em termos reais. Viaja em algumas de suas páginas a Reading, uma pequena cidade da Pensilvânia (Estados Unidos) que em 2011 tinha um nível de pobreza superior a 41%, o mais alto de todo o país. Com um efetivo reduzido pela crise, o chefe de polícia investiu em um programa de predição de crimes chamado PredPol que funciona com big data. O aplicativo divide a cidade em quadrantes e determina em qual deles é mais possível que se cometa um crime baseando-se no registro histórico da polícia. No leque de dados estão desde crimes mais leves como perturbação da ordem pública (beber na rua, por exemplo), até homicídios.
Quanto maior for o número de agentes enviados aos pontos indicados pelo programa, mais prisões ocorrem e assim se entra em um círculo vicioso que enche as prisões de gente, em sua maioria, acusada de crimes menos graves. A maioria dos detidos é de negros e hispânicos. “O mapa da delinquência gerado desse modo traça na realidade um rastro de pobreza”, diz a autora. “Continuamos prendendo negros por coisas pelas quais não prendemos brancos, mas agora já não o dizemos abertamente e disfarçamos de ciência porque o fazemos com o PredPol. Continuamos com o ciclo, porque continuamos prendendo gente de um bairro e os dados nos dizem que precisamos voltar a esse bairro, dessa forma a injustiça policial continua”, afirma na entrevista.
Vários estudos já indicaram que estamos cedendo o controle a mecanismos automáticos que perpetuam a discriminação. Do algoritmo do Google que identificou um negro como um gorila em uma foto, até a máquina que relaciona estar na cozinha com uma mulher, ou o algoritmo do Facebook que mostrava anúncios de casas à venda somente a usuários brancos. “Os engenheiros pensam em termos de otimização dos recursos, o que é preciso é diversidade nas equipes que escrevem os algoritmos para que incluam pessoas que pensem nas violações dos direitos humanos e na forma como esses códigos irão afetar a sociedade: sociólogos, advogados, psicólogos...”, afirma.
A matemática afirma que já é tarde para se preocupar pelo fato de que nossos dados estejam disponíveis, que agora é preciso perguntar às empresas e gigantes tecnológicos o que estão fazendo com eles. “Não nos damos conta na maioria das vezes que nos analisam, especialmente na Internet. Quando somos conscientes de que recebemos uma pontuação de acordo com nossos dados, a primeira coisa que precisamos fazer é pedir explicações, que nos mostrem o processo pelo qual fomos qualificados, se é algo importante como uma hipoteca e um trabalho, até mesmo utilizando mecanismos legais. As vezes em que não percebemos, são os Governos europeus e o dos Estados Unidos que precisam estabelecer normas que indiquem que a cada vez que recebemos essa pontuação precisamos saber”, diz O’Neil.
O’Neil apagou sua conta do Facebook há um ano (e a do Twitter também não está disponível há algumas semanas), logo depois das eleições vencidas por Donald Trump e que agora estão sendo investigadas pelo uso dos dados de milhões de usuários do Facebook. O escândalo levou seu criador, Mark Zuckerberg, a dar explicações no Senado dos Estados Unidos. “É preciso obrigar empresas como o Facebook a explicar o que estão conseguindo com produtos, em vez de assumir que estão fazendo o melhor. Já temos a suspeita de que o Facebook ajudou a divulgar notícias falsas, a influenciar o resultado de votações, a fazer com que as pessoas acreditassem em teorias da conspiração. Por que não temos as provas reais, por que não as mostram?”, pergunta a especialista.
O que acontece nos países menos desenvolvidos? São mais vulneráveis? “Lamentavelmente não acho que têm a oportunidade de tomar o controle porque as empresas norte-americanas e chinesas estabelecerão suas regras mais rápido do que as próprias pessoas”. Os dados variam, mas a Africa 2.0 International Foundation dizia em uma conversa há um ano que no continente africano existem 800 milhões de terminais, quando há 50 anos só existiam 40.000 telefones. Esses dispositivos, com Internet ou sem, já são uma fonte inesgotável de dados às empresas.
A matemática se mostra otimista, porque pelo menos os algoritmos fazem parte do debate atual, e não se cansa de alertar sobre a confiança cega no big data: “Se você só usa dados do passado, está condenado a repeti-lo. É preciso se perguntar aonde você quer chegar, em vez de se limitar a analisar de onde você vem. Se estivéssemos orgulhosos de nosso sistema, poderíamos querer usar esses dados para manter tudo igual, mas não é o caso”.
PEIRÓ, Patrícia. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/04/12/tecnologia/1523546166_758362.html?%3Fid_externo_rsoc=FB_BR_CM&fbclid=IwAR1vUSeLMXpeiPJgtISOITMEQnfN2fbvPPm7mm02i9SCz3UwBh3onctnHBU (Acesso em 14/06/2019).
A partir da leitura e interpretação do texto I, analise as informações a seguir e assinale a opção CORRETA.
I. De acordo com informações do texto I, o big data é um sistema inteligente que ajuda no funcionamento eficiente da sociedade, utilizando dados matemáticos que favorecem a identificação de aspectos relacionados, por exemplo, a crimes, a venda de imóveis e a outros setores que podem ser geridos quantitativamente, mas a criadora do sistema alerta para o risco de perpetuação de desigualdades sociais;
II. Um ponto negativo de se utilizar inteligência artificial como auxílio no efetivo policial diz respeito ao fato de que o programa funciona, enviando pontos de determinados lugares para um computador central, de modo que as prisões de pessoas vão acontecendo a partir de quantos pontos forem enviados de um mesmo lugar. Assim, mais negros e hispânicos são presos, e ainda são acusados de crimes menos graves;
III. Os países desenvolvidos, de acordo com O’Neil, terminam sendo mais vulneráveis, por serem incapazes de tomarem o controle do poderio norte-americano e chinês, que estabelecem suas regras de controle de pessoas e avançam por todo o planeta. Um exemplo disso é o Facebook, que influenciou com o controle de dados, as informações de usuários e as utilizou com fins políticos e econômicos.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
TEXTO I
Assim os algoritmos perpetuam a desigualdade social
Cathy O'Neil, autora de 'Armas de Destruição Matemática', afirma que já é tarde para nos preocuparmos com a disponibilidade de nossos dados, que agora é preciso perguntar o que as empresas fazem com eles.
Cathy O’Neil é uma matemática de cabelo azul que dedica todos os seus esforços a abrir os olhos das pessoas sobre os algoritmos que dominam o mundo!$ ^{A,B,C,D,E)} !$. Desde os que indicam ao banco se você é apto ou não a receber uma hipoteca, até os!$ ^{A,B,C,D,E)} !$ que decidem quem merece uma vaga de trabalho. Um sistema que pode perpetuar as desigualdades existentes no mundo se não começarmos a ser críticos, defende a cientista. “Estamos dando poder a mecanismos sem nos perguntar se realmente funcionam, isso é uma falha como sociedade”, explica de Nova York ao outro lado do telefone.
O’Neil, em seu livro Armas de Destruição Matemática, mostra alguns exemplos para colocar essa teoria em termos reais. Viaja em algumas de suas páginas a Reading, uma pequena cidade da Pensilvânia (Estados Unidos) que em 2011 tinha um nível de pobreza superior a 41%, o mais alto de todo o país. Com um efetivo reduzido pela crise, o chefe de polícia investiu em um programa de predição de crimes chamado PredPol que funciona com big data. O aplicativo divide a cidade em quadrantes e determina em qual deles é mais possível que se cometa um crime baseando-se no registro histórico da polícia. No leque de dados estão desde crimes mais leves como perturbação da ordem pública (beber na rua, por exemplo), até homicídios.
Quanto maior for o número de agentes enviados aos pontos indicados pelo programa, mais prisões ocorrem e assim se entra em um círculo vicioso que enche as prisões de gente, em sua maioria, acusada de crimes menos graves. A maioria dos detidos é de negros e hispânicos. “O mapa da delinquência gerado desse modo traça na realidade um rastro de pobreza”, diz a autora. “Continuamos prendendo negros por coisas pelas quais não prendemos brancos, mas agora já não o dizemos abertamente e disfarçamos de ciência porque o fazemos com o PredPol. Continuamos com o ciclo, porque continuamos prendendo gente de um bairro e os dados nos dizem que precisamos voltar a esse bairro, dessa forma a injustiça policial continua”, afirma na entrevista.
Vários estudos já indicaram que estamos cedendo o controle a mecanismos automáticos que perpetuam a discriminação. Do algoritmo do Google que identificou um negro como um gorila em uma foto, até a máquina que relaciona estar na cozinha com uma mulher, ou o algoritmo do Facebook que mostrava anúncios de casas à venda somente a usuários brancos. “Os engenheiros pensam em termos de otimização dos recursos, o que é preciso é diversidade nas equipes que escrevem os algoritmos para que incluam pessoas que pensem nas violações dos direitos humanos e na forma como esses códigos irão afetar a sociedade: sociólogos, advogados, psicólogos...”, afirma.
A matemática afirma que já é tarde para se preocupar pelo fato de que nossos dados estejam disponíveis, que agora é preciso perguntar às empresas e gigantes tecnológicos o que estão fazendo com eles. “Não nos damos conta na maioria das vezes que nos analisam, especialmente na Internet. Quando somos conscientes de que recebemos uma pontuação de acordo com nossos dados, a primeira coisa que precisamos fazer é pedir explicações, que nos mostrem o processo pelo qual fomos qualificados, se é algo importante como uma hipoteca e um trabalho, até mesmo utilizando mecanismos legais. As vezes em que não percebemos, são os Governos europeus e o dos Estados Unidos que precisam estabelecer normas que indiquem que a cada vez que recebemos essa pontuação precisamos saber”, diz O’Neil.
O’Neil apagou sua conta do Facebook há um ano (e a do Twitter também não está disponível há algumas semanas), logo depois das eleições vencidas por Donald Trump e que agora estão sendo investigadas pelo uso dos dados de milhões de usuários do Facebook. O escândalo levou seu criador, Mark Zuckerberg, a dar explicações no Senado dos Estados Unidos. “É preciso obrigar empresas como o Facebook a explicar o que estão conseguindo com produtos, em vez de assumir que estão fazendo o melhor. Já temos a suspeita de que o Facebook ajudou a divulgar notícias falsas, a influenciar o resultado de votações, a fazer com que as pessoas acreditassem em teorias da conspiração. Por que não temos as provas reais, por que não as mostram?”, pergunta a especialista.
O que acontece nos países menos desenvolvidos? São mais vulneráveis? “Lamentavelmente não acho que têm a oportunidade de tomar o controle porque as empresas norte-americanas e chinesas estabelecerão suas regras mais rápido do que as próprias pessoas”. Os dados variam, mas a Africa 2.0 International Foundation dizia em uma conversa há um ano que no continente africano existem 800 milhões de terminais, quando há 50 anos só existiam 40.000 telefones. Esses dispositivos, com Internet ou sem, já são uma fonte inesgotável de dados às empresas.
A matemática se mostra otimista, porque pelo menos os algoritmos fazem parte do debate atual, e não se cansa de alertar sobre a confiança cega no big data: “Se você só usa dados do passado, está condenado a repeti-lo. É preciso se perguntar aonde você quer chegar, em vez de se limitar a analisar de onde você vem. Se estivéssemos orgulhosos de nosso sistema, poderíamos querer usar esses dados para manter tudo igual, mas não é o caso”.
PEIRÓ, Patrícia. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/04/12/tecnologia/1523546166_758362.html?%3Fid_externo_rsoc=FB_BR_CM&fbclid=IwAR1vUSeLMXpeiPJgtISOITMEQnfN2fbvPPm7mm02i9SCz3UwBh3onctnHBU (Acesso em 14/06/2019).
Sobre a construção de sentidos do texto I, assinale a opção CORRETA.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1558540 Ano: 2019
Disciplina: Veterinária
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
Um gato, SRD, 2 anos de idade com hiporexia há duas semanas e hematêmese há dois dias. Presença de hematúria há dois dias com urina normal no dia da consulta. Animal com história de desobstrução uretral há 20 dias, temperatura de 35ºC, TPC 3 segundos; mucosas ictéricas, estado nutricional obeso e nível de consciência deprimido.
Hemograma
Eritrograma Paciente Valores de Referência
Hemácias !$ (×10^6/μL) !$ 3,80 5,0 – 10,0
Hb (g/dL) 6,4 8,0 – 15,0
VG (%) 19 24 – 45
VCM (fL) 50,00 39 – 55
CHCM (g/dL) 33,68 30 - 36
PPT (g/dL) 6,2 6,0 – 8,0
Citologia: Presença de 120 metarrubrócitos em 100 leucócitos e discreta anisomacrocitose
Leucograma Paciente Valores de Referência
Leucócitos (μL) 2,0 5.500 – 19.500
Metamielócitos (μL) 0 0
Bastonetes (μL) 40 0 – 300
Segmentados (μL) 320 2.500 – 12.500
Linfócitos (μL) 820 1.500 – 7.000
Eosinófilos (μL) 500 0 – 1.500
Basófilos (μL) 0 Raro
Monócitos (μL) 320 0 – 850
Citologia: Nada digno de nota
Contagem diferencial realizada em 50 células; Valor total de Leucócitos corrigidos.
Exame Bioquímico
Exame Paciente Valores de Referência
Creatinina mg/dL 1,50 0,8 – 1,8
Albumina g/dL 1,70 2,1 - 3,3
FA U/L 22 25 - 93
GGT U/L 24,2 1,3 - 5,1
O eritrograma do gato apresenta alterações caracterizando uma: do tipo .
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1554090 Ano: 2019
Disciplina: Veterinária
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
Um cão, SRD, com 5 anos de idade, apresentando hipotermia, taquicardia, fratura pélvica e presença de líquido na cavidade abdominal.
HEMOGRAMA
Eritrograma Paciente Valores de Referência
Hemácias !$ (×10^6/μL) !$ 9,4 5,5 – 8,5
Hb (g/dL) 18,5 12,0 – 18,0
VG (%) 57 37 – 55
VCM (fL) 60,63 60 – 77
CHCM (g/dL) 32,45 32 – 36
PPT (g/dL) 10,0 6,0 – 8,0
Citologia: Nada digno de nota.
Leucograma Paciente Valores de Referência
Leucócitos (μL) 33.400 6.000 – 17.000
Metamielócitos (μL) 0 0
Bastonetes (μL) 334 0 – 300
Segmentados (μL) 26.386 3.000 – 11.500
Linfócitos (μL) 1.670 1.000 – 4.800
Eosinófilos (μL) 0 100 – 1.250
Basófilos (μL) 0 Raro
Monócitos (μL) 5.010 150 – 1.350
Citologia: Nada digno de nota.
URINÁLISE
Exame Físico Exame Químico Exame do Sedimento
Cor: amarela pH: 6,0 Hemácias: 15-20 por cp/400x
Odor: sui generis Proteína: 1+ Leucócitos: 25-30 por cp/400x
Aspecto: turvo Glicose: negativo Células epiteliais: raras
Densidade: 1,023 Corpos Cetonicos: negativo Cilindros: ausentes
Bilirrubina: negativo Bactérias: raras
Urobilinogênio: normal Cristais: ausentes
Sangue oculto: 1+ Espermatozoides: ausentes
EXAME DE EFUSÃO
Exame Físico Exame Químico Citologia
Cor: Amarela pH: 7,0 Presença de neutrófilos degenerados, raras células mesoteliais e raros cocos dentro dos neutrófilos.
Odor: inodoro Coagulação: ausente
Aspecto: turvo Proteína: 2,5 g/dL
Densidade: 1,040 Prova de Rivalta: positiva
Hemácias: 980/μL
CTCN: 1.693/μL
Ureia: 367 mg/dL
Creatinina: 21,9 mg/dL
EXAME BIOQUÍMICO
Exame Paciente Valores de Referência
Ureia mg/dL 254 21,4 – 59,92
Creatinina mg/dL 5,1 0,5 – 1,5
ALT U/L 84 21 – 102
Fosfatase alcalina U/L 83 20 – 156
Proteina total g/dL 8,4 5,40 – 7,10
Albumina g/dL 4,4 2,60 – 3,30
Globulina g/L 4,0 2,70 – 4,40
Analisando os achados clínicos e laboratoriais da efusão do animal em questão, o mecanismo patológico da efusão seria por:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1547669 Ano: 2019
Disciplina: Veterinária
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
A presença de derrames cavitários, ou efusões, é consequência de um distúrbio patológico primário, sendo, portanto, um sinal clínico e não um diagnóstico primário. A avaliação laboratorial das efusões auxilia o médico veterinário no estabelecimento desse diagnóstico primário. Para isso, é interessante que o médico veterinário classifique esse derrame cavitário, para que com isso possa inferir o mecanismo fisiopatológico de sua formação e, consequentemente, o diagnóstico.
Parâmetro Animal 1 Animal 2
Cor Vermelho Esbranquiçado
Aspecto Turvo Turvo
Densidade 1,026 1,016
Prova de Rivalta Positivo Negativo
pH 7,5 7,5
Proteína (g/dL) 6,0 4,6
Glicose Negativo 1+
Bilirrubina Negativo Negativo
Hemácias (μL) 72.500 1.200
Células nucleadas (μL) 120.000 5.250
Citologia Predomínio de neutrófilos, muitos com aspecto degenerado e alguns poucos em hipersegmentação; seguido por células mononucleares, a maioria com aspecto macrofágico fagocitando debris celulares e poucas células mesoteliais reativas; moderado número de linfócitos, todos típicos; raros eosinófilos; hemácias íntegras. Predomínio de linfócitos típicos e células mononucleares típicas, sendo predominantemente macrófagos com intensa vacuolização citoplasmáticas e células mesoteliais típicas. Raras hemácias, todas íntegras.
Considerando as possíveis classificações e tipos dos derrames cavitários apresentados, assinale a opção INCORRETA.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas