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Dada a necessidade de testagem imediata, segura, confiável e em larga escala da população brasileira em razão da pandemia da COVID-19, o Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde divulgou em maio de 2020 o documento “Acurácia dos testes diagnósticos registrados na ANVISA para a COVID-19”, que detalha as características dos 64 testes para COVID-19 registrados no Brasil. O documento detalha que estão aprovados no Brasil 15 testes RT-PCR, 38 testes imunocromatográficos, seis testes por ELISA (do inglês Enzyme Linked Immunosorbent Assay), dois são imunoensaios por quimioluminescência (CLIA) e três atuam por imunofluorescência para a detecção e diferenciação de anticorpos IgA, IgG ou IgM contra o coronavírus (SARS-CoV-2).
Sobre esses testes, verifica-se o seguinte:
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P.M.O., masculino, 69 anos, comerciante, casado, sedentário, apresenta diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica há 19 anos, dislipidemia há 12 e diabetes mellitus há 7 anos. O paciente busca atendimento em laboratório de análises clínicas com as seguintes solicitações médicas: hemograma, glicemia de jejum, lipidograma, hemoglobina glicada, microalbuminúria, clearance de creatinina, EAS (Elementos Anormais do Sedimento), AST (aspartato aminotransferase) e a ALT (alanina aminotransferase).
A respeito da conduta do laboratório para atender à solicitação, verifica-se que
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O dia 24 de março é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. A data foi criada pela Organização Mundial de Saúde para chamar a atenção sobre a importância do diagnóstico e do tratamento da tuberculose (TB). A tuberculose é a doença infecciosa mais frequente nas pessoas vivendo com HIV e tem grande impacto na qualidade de vida e na mortalidade dessa população. Uma pessoa vivendo com HIV tem 28 vezes mais chances de contrair tuberculose do que uma pessoa que não tem. No Brasil, a proporção da coinfecção TB-HIV é de 9,4%, ou seja, dos 69 mil novos casos de tuberculose registrados em 2016, 6,5 mil também apresentaram resultado positivo para o HIV.
MINISTÉRIO DA SAÚDE, Departamento de doenças de condições crônicas e Infecções Sexualmente Transmissívies, 2018.
Em relação ao tratamento da tuberculose e do HIV, verifica-se o seguinte:
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Paciente masculino, 65 anos, aposentado, casado, procura atendimento médico em unidade básica de saúde queixando-se de falta de ar e fadiga há três semanas. A história clínica revelou diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica há 13 anos; história de asma na infância; reaparecimento dos sintomas respiratórios há quatro anos e, desde então, faz tratamento com associação de formoterol e budesonida inalatórios. Há 30 dias o paciente apresentou taquicardia e o eletrocardiograma realizado em serviço de emergência apresentou traçados sugestivos de taquiarritmia ventricular. Na ocasião, o paciente recebeu prescrição de propranolol. Paciente nega outras comorbidades.
Baseado neste relato, verifica-se que a principal razão para a queixa apresentada é o fato de que
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Paciente feminina, 54 anos, casada, do lar, mãe de dois filhos, comparece ao consultório farmacêutico queixando-se de constipação intestinal e sedação. Em adição, relata que, em algumas ocasiões, a glicemia capilar está abaixo de 60 mg/dL. Ao realizar a anamnese, foi possível identificar que a paciente convive com hipertensão arterial sistêmica desde os 30 anos, diabetes mellitus há 5 anos, ambos em tratamento. Nos últimos meses foi diagnosticada com transtorno depressivo maior e iniciou tratamento medicamentoso. Não apresenta histórico clínico de infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva, angina ou arritmias. Os dados das últimas semanas foram:
Dados | Valor encontrado | Valor de referência para pacientes com diabetes |
Pressão arterial | 125x79 mmHg | <130x80 mmHg |
Colesterol total | 160 mg/dL | <200 mg/dL |
HDL colesterol | 55 mg/dL | >40mg/dL |
LDL colesterol | 65 mg/dL | <70 mg/dL |
Triglicérides | 140 mg/dL | <150 mg/dL |
HbA1C | 6% | <7,0% |
Glicemia de jejum | 70 mg/dL | <100 mg/dL |
Creatinina | 1,3 mg/dL | <1,2 mg/dL |
Índice de Massa Corpórea | 27,8 kg/m2 | <25 kg/m2 |
O tratamento farmacológico compreende:
Propranolol 40 mg, 1 comprimido pela manhã; glicazida 30 mg, 1 comprimido de liberação prolongada pela manhã; metformina 500 mg, 2 comprimidos de liberação prolongada pela manhã; amitriptilina 50 mg, 2 comprimidos revestidos à noite.
Baseado no caso apresentado, tem-se o seguinte:
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Leia as informações a seguir para responder às questões 38 e 39.
A miristoilação é uma estratégia química que permite a modificação da estrutura do dolutegravir para sintetizar um pró-fármaco insolúvel em água, o miristoil-dolutegravir, conforme demonstrado na equação a seguir. A atividade antirretroviral do dolutegravir, fármaco base, não foi alterada após a modificação, de acordo com estudo publicado por Sillman e colaboradores (2018).

Fonte: Adaptado de Sillman e colaboradores, Nature Communications, v. 9, n. 443, 2018
Legenda: DTG: dolutegravir, MDTG: miristoil-dolutegravir, DIEA: N, N - diisopropiletilamina, DMF: dimetilformamida
O miristoil-dolutegravir, que é 8,7 vezes menos solúvel em água do que o fármaco base, é rapidamente bioconvertido ao dolutegravir na presença de estearases contidas nos fluidos biológicos.
No referido estudo, o fármaco e o pró-fármaco foram encapsulados em nanossistemas preparados com poloxamer (P407), originando nanocristais contendo dolutegravir assim como nanocristais contendo miristoildolutegravir. As nanoformulações foram administradas pela via intramuscular em roedores para avaliar parâmetros farmacocinéticos durante oito semanas. Observou-se que o sistema é rapidamente internalizado em macrófagos por endocitose após a administração in vivo, residindo por longos períodos nessas células, que funcionam como reservatório para replicação do HIV-1. O fármaco é liberado lentamente a partir dos nanossistemas. O pró-fármaco foi detectado no sangue durante os três primeiros dias de estudo. Além disso, 28 dias após a administração, o nível de dolutegravir em linfonodos, fígado, pulmões, rins e baço foi significativamente maior nos animais tratados com nanocristais contendo miristoil-dolutegravir em comparação com aqueles que receberam nanocristais contendo dolutegravir.
Quando o dolutegravir é convertido em pró-fármaco e em seguida nanoencapsulado, obtém-se um sistema de liberação modificada (nanocristais contendo miristoil-dolutegravir), que pretende ter posologia diferente dos sistemas convencionais contendo o dolutegravir já disponíveis no mercado. Isso permite que se tenha, em última análise, melhor adesão ao tratamento. A justificativa para que esse objetivo seja atingido é:
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Na prática clínica, a associação de antimicrobianos pode ser efetiva para a redução da seleção de resistência bacteriana em situações de elevada carga microbiana e alto poder de mutação dos patógenos. A combinação também pode favorecer a produção de sinergismo antibacteriano contra determinados microrganismos e no alargamento do espectro terapêutico especialmente em casos de flora mista ou multirresistente. Por outro lado, algumas associações podem aumentar o risco de interação medicamentosa e reações adversas.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
1. Os antibacterianos vancomicina (glicopeptídeo) e gentamicina (aminoglicosídeo) tendem a desenvolver atividade bactericida sinérgica por causa do aumento da permeabilidade celular bacteriana exercida pelo primeiro antibiótico, uma vez que este exerce ação inibitória sobre a síntese de parede celular. Contudo, essa associação de antibióticos deve ser utilizada com cautela
PORQUE
2. fármacos que tendem a ocasionar toxicidade no mesmo órgão podem causar sinergismo maléfico, quando administrados concomitantemente. No caso dos glicopeptídeos e aminoglicosídeos, observa-se a nefrotoxicidade.
A respeito das asserções 1 e 2, verifica-se que
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A atenção farmacêutica surgiu nos Estados Unidos em meados da década de 80, como uma nova filosofia de prática profissional, provocando um profundo repensar da classe farmacêutica. Em 1990, Hepler e Strand utilizaram pela primeira vez na literatura científica a expressão “Pharmaceutical Care”, que foi traduzido em nosso país para “Atenção Farmacêutica”. No Brasil, a proposta do consenso brasileiro de Atenção Farmacêutica foi organizada e realizada em conjunto por diversos órgãos, dentre eles a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF). Essas instituições definem Atenção Farmacêutica como:
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Enquanto espaço legítimo de formação humana e produção do conhecimento, a universidade deve assumir o desafio de promover uma educação inclusiva, com atendimento de qualidade aos acadêmicos que apresentarem qualquer tipo de deficiência. Acerca da educação inclusiva, verifica-se o seguinte:
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Ângela é uma estudante negra do ensino médio, da Escola Estadual da cidade de Itumbiara, que pretende se inscrever no vestibular de uma Instituição de Ensino Superior (IES) e, ao preencher o formulário, depara com as possibilidades de acesso pelas vagas: I) oriundos de rede pública (cumprindo ensino médio integralmente); II) negros; III) indígenas; IV) pessoas com deficiência. Como Ângela fez o primeiro ano no ensino privado, fez a opção por cotas de negros. Possibilitam esse tipo de acesso:
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