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1874965 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Texto II – itens de 13 a 21

Eu me recordo de que há muitos anos se realizou

uma pesquisa sobre o significado da pintura. Fizeram tal

pergunta à minha irmã Norah, e ela respondeu que a pintura

é a arte de dar alegria mediante formas e cores. Eu diria que

a literatura é, igualmente, uma forma de alegria. Se lemos

algo com dificuldade, o autor fracassou. Um livro não deve

exigir esforço; a felicidade não deve exigir esforço.

Em uma conferência, Emerson disse que uma

biblioteca é uma espécie de gabinete mágico. Nele se

encontram, encantados, os melhores espíritos da

humanidade, mas que esperam nossa palavra para sair de sua

mudez. Temos de abrir o livro; aí eles despertam.

Jorge Luis Borges. Cinco visões pessoais. Tradução de Maria Rosinda Ramos da Silva. Brasília: Editora UnB, 2002 (com adaptações).

Com referência às idéias contidas no texto II, julgue os itens que se seguem.

Para o autor do texto, a pintura é uma forma de expressão artística mais simples que a literatura, porque ela se vale de formas e cores, sendo, portanto, mais fácil a sua interpretação.

 

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1874964 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Texto II – itens de 13 a 21

Eu me recordo de que há muitos anos se realizou

uma pesquisa sobre o significado da pintura. Fizeram tal

pergunta à minha irmã Norah, e ela respondeu que a pintura

é a arte de dar alegria mediante formas e cores. Eu diria que

a literatura é, igualmente, uma forma de alegria. Se lemos

algo com dificuldade, o autor fracassou. Um livro não deve

exigir esforço; a felicidade não deve exigir esforço.

Em uma conferência, Emerson disse que uma

biblioteca é uma espécie de gabinete mágico. Nele se

encontram, encantados, os melhores espíritos da

humanidade, mas que esperam nossa palavra para sair de sua

mudez. Temos de abrir o livro; aí eles despertam.

Jorge Luis Borges. Cinco visões pessoais. Tradução de Maria Rosinda Ramos da Silva. Brasília: Editora UnB, 2002 (com adaptações).

Com referência às idéias contidas no texto II, julgue os itens que se seguem.

Quando os pesquisadores solicitaram ao autor do texto que se manifestasse em relação à literatura, ele deu uma resposta quase igual à da irmã dele.

 

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1874963 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Texto I – itens de 1 a 12

A idéia para uma crônica me vem sempre como uma

experiência de alegria, mesmo que o assunto seja triste. Ela

aparece repentinamente, nos momentos mais inesperados,

como a visão de uma imagem. O que tento fazer é

simplesmente pintar com palavras a cena que se configurou

na minha imaginação.

Sou psicanalista. Meu trabalho se baseia na escuta.

Cada cliente fala e, ao fazer isso, me permite andar nas

paisagens da sua alma. Ao escrever uma crônica, faço o

contrário: sou eu que ofereço as paisagens da minha alma aos

olhos dos meus leitores. E eles, sem o saber, são os meus

psicanalistas.

O escritor não é alguém que vê coisas que ninguém

mais vê. O que ele faz é simplesmente iluminar com seus

olhos aquilo que todos vêem sem se dar conta disso. E o que

se espera é que as pessoas tenham aquela experiência a que

os filósofos Zen dão o nome de satori: a abertura de um

terceiro olho, para que o mundo já conhecido seja de novo

conhecido como nunca o foi.

Rubem Alves. O retorno e o terno. Campinas: Papirus, 1997.

Com relação a aspectos gramaticais do texto I, julgue os itens subseqüentes.

No trecho "sem se dar conta disso" (L.15), o verbo poderia corretamente estar flexionado no plural — darem.

 

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1874962 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Texto I – itens de 1 a 12

A idéia para uma crônica me vem sempre como uma

experiência de alegria, mesmo que o assunto seja triste. Ela

aparece repentinamente, nos momentos mais inesperados,

como a visão de uma imagem. O que tento fazer é

simplesmente pintar com palavras a cena que se configurou

na minha imaginação.

Sou psicanalista. Meu trabalho se baseia na escuta.

Cada cliente fala e, ao fazer isso, me permite andar nas

paisagens da sua alma. Ao escrever uma crônica, faço o

contrário: sou eu que ofereço as paisagens da minha alma aos

olhos dos meus leitores. E eles, sem o saber, são os meus

psicanalistas.

O escritor não é alguém que vê coisas que ninguém

mais vê. O que ele faz é simplesmente iluminar com seus

olhos aquilo que todos vêem sem se dar conta disso. E o que

se espera é que as pessoas tenham aquela experiência a que

os filósofos Zen dão o nome de satori: a abertura de um

terceiro olho, para que o mundo já conhecido seja de novo

conhecido como nunca o foi.

Rubem Alves. O retorno e o terno. Campinas: Papirus, 1997.

Com relação a aspectos gramaticais do texto I, julgue os itens subseqüentes.

O sentido da expressão "coisas que ninguém mais vê" (L.13-14) seria alterado se a palavra "mais" estivesse colocada depois da forma verbal "vê".

 

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1874961 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Texto I – itens de 1 a 12

A idéia para uma crônica me vem sempre como uma

experiência de alegria, mesmo que o assunto seja triste. Ela

aparece repentinamente, nos momentos mais inesperados,

como a visão de uma imagem. O que tento fazer é

simplesmente pintar com palavras a cena que se configurou

na minha imaginação.

Sou psicanalista. Meu trabalho se baseia na escuta.

Cada cliente fala e, ao fazer isso, me permite andar nas

paisagens da sua alma. Ao escrever uma crônica, faço o

contrário: sou eu que ofereço as paisagens da minha alma aos

olhos dos meus leitores. E eles, sem o saber, são os meus

psicanalistas.

O escritor não é alguém que vê coisas que ninguém

mais vê. O que ele faz é simplesmente iluminar com seus

olhos aquilo que todos vêem sem se dar conta disso. E o que

se espera é que as pessoas tenham aquela experiência a que

os filósofos Zen dão o nome de satori: a abertura de um

terceiro olho, para que o mundo já conhecido seja de novo

conhecido como nunca o foi.

Rubem Alves. O retorno e o terno. Campinas: Papirus, 1997.

Com relação a aspectos gramaticais do texto I, julgue os itens subseqüentes.

A concordância verbal permaneceria correta se, em lugar de "sou eu que ofereço" (L.10), estivesse expresso sou eu quem oferece.

 

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1874960 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Texto I – itens de 1 a 12

A idéia para uma crônica me vem sempre como uma

experiência de alegria, mesmo que o assunto seja triste. Ela

aparece repentinamente, nos momentos mais inesperados,

como a visão de uma imagem. O que tento fazer é

simplesmente pintar com palavras a cena que se configurou

na minha imaginação.

Sou psicanalista. Meu trabalho se baseia na escuta.

Cada cliente fala e, ao fazer isso, me permite andar nas

paisagens da sua alma. Ao escrever uma crônica, faço o

contrário: sou eu que ofereço as paisagens da minha alma aos

olhos dos meus leitores. E eles, sem o saber, são os meus

psicanalistas.

O escritor não é alguém que vê coisas que ninguém

mais vê. O que ele faz é simplesmente iluminar com seus

olhos aquilo que todos vêem sem se dar conta disso. E o que

se espera é que as pessoas tenham aquela experiência a que

os filósofos Zen dão o nome de satori: a abertura de um

terceiro olho, para que o mundo já conhecido seja de novo

conhecido como nunca o foi.

Rubem Alves. O retorno e o terno. Campinas: Papirus, 1997.

Com relação a aspectos gramaticais do texto I, julgue os itens subseqüentes.

oração "ao fazer isso" (L.8) pode-se atribuir sentido temporal e, assim, ela pode equivaler a quando faz isso ou a sempre que faz isso.

 

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1874959 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Texto I – itens de 1 a 12

A idéia para uma crônica me vem sempre como uma

experiência de alegria, mesmo que o assunto seja triste. Ela

aparece repentinamente, nos momentos mais inesperados,

como a visão de uma imagem. O que tento fazer é

simplesmente pintar com palavras a cena que se configurou

na minha imaginação.

Sou psicanalista. Meu trabalho se baseia na escuta.

Cada cliente fala e, ao fazer isso, me permite andar nas

paisagens da sua alma. Ao escrever uma crônica, faço o

contrário: sou eu que ofereço as paisagens da minha alma aos

olhos dos meus leitores. E eles, sem o saber, são os meus

psicanalistas.

O escritor não é alguém que vê coisas que ninguém

mais vê. O que ele faz é simplesmente iluminar com seus

olhos aquilo que todos vêem sem se dar conta disso. E o que

se espera é que as pessoas tenham aquela experiência a que

os filósofos Zen dão o nome de satori: a abertura de um

terceiro olho, para que o mundo já conhecido seja de novo

conhecido como nunca o foi.

Rubem Alves. O retorno e o terno. Campinas: Papirus, 1997.

Com relação a aspectos gramaticais do texto I, julgue os itens subseqüentes.

Seria mantida a correção gramatical se a oração "mesmo que o assunto seja triste" (L.2) fosse substituída por ainda que o assunto é triste.

 

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1874958 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Texto I - itens de 1 a 12

A idéia para uma crônica me vem sempre como uma

experiência de alegria, mesmo que o assunto seja triste. Ela

aparece repentinamente, nos momentos mais inesperados,

como a visão de uma imagem. O que tento fazer é

simplesmente pintar com palavras a cena que se configurou

na minha imaginação.

Sou psicanalista. Meu trabalho se baseia na escuta.

Cada cliente fala e, ao fazer isso, me permite andar nas

paisagens da sua alma. Ao escrever uma crônica, faço o

contrário: sou eu que ofereço as paisagens da minha alma aos

olhos dos meus leitores. E eles, sem o saber, são os meus

psicanalistas.

O escritor não é alguém que vê coisas que ninguém

mais vê. O que ele faz é simplesmente iluminar com seus

olhos aquilo que todos vêem sem se dar conta disso. E o que

se espera é que as pessoas tenham aquela experiência a que

os filósofos Zen dão o nome de satori: a abertura de um

terceiro olho, para que o mundo já conhecido seja de novo

conhecido como nunca o foi.

Rubem Alves. O retorno e o terno. Campinas: Papirus, 1997.

Julgue os itens seguintes, relativos às idéias contidas no texto I.

Na expressão "as paisagens da minha alma" (l.10), a palavra "paisagens" foi empregada em sentido conotativo.

 

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1874957 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Texto I - itens de 1 a 12

A idéia para uma crônica me vem sempre como uma

experiência de alegria, mesmo que o assunto seja triste. Ela

aparece repentinamente, nos momentos mais inesperados,

como a visão de uma imagem. O que tento fazer é

simplesmente pintar com palavras a cena que se configurou

na minha imaginação.

Sou psicanalista. Meu trabalho se baseia na escuta.

Cada cliente fala e, ao fazer isso, me permite andar nas

paisagens da sua alma. Ao escrever uma crônica, faço o

contrário: sou eu que ofereço as paisagens da minha alma aos

olhos dos meus leitores. E eles, sem o saber, são os meus

psicanalistas.

O escritor não é alguém que vê coisas que ninguém

mais vê. O que ele faz é simplesmente iluminar com seus

olhos aquilo que todos vêem sem se dar conta disso. E o que

se espera é que as pessoas tenham aquela experiência a que

os filósofos Zen dão o nome de satori: a abertura de um

terceiro olho, para que o mundo já conhecido seja de novo

conhecido como nunca o foi.

Rubem Alves. O retorno e o terno. Campinas: Papirus, 1997.

Julgue os itens seguintes, relativos às idéias contidas no texto I.

A idéia principal do texto pode assim ser expressa: a leitura é a melhor forma de entrarmos em contato com a nossa alma.

 

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1874956 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Texto I - itens de 1 a 12

A idéia para uma crônica me vem sempre como uma

experiência de alegria, mesmo que o assunto seja triste. Ela

aparece repentinamente, nos momentos mais inesperados,

como a visão de uma imagem. O que tento fazer é

simplesmente pintar com palavras a cena que se configurou

na minha imaginação.

Sou psicanalista. Meu trabalho se baseia na escuta.

Cada cliente fala e, ao fazer isso, me permite andar nas

paisagens da sua alma. Ao escrever uma crônica, faço o

contrário: sou eu que ofereço as paisagens da minha alma aos

olhos dos meus leitores. E eles, sem o saber, são os meus

psicanalistas.

O escritor não é alguém que vê coisas que ninguém

mais vê. O que ele faz é simplesmente iluminar com seus

olhos aquilo que todos vêem sem se dar conta disso. E o que

se espera é que as pessoas tenham aquela experiência a que

os filósofos Zen dão o nome de satori: a abertura de um

terceiro olho, para que o mundo já conhecido seja de novo

conhecido como nunca o foi.

Rubem Alves. O retorno e o terno. Campinas: Papirus, 1997.

Julgue os itens seguintes, relativos às idéias contidas no texto I.

Para o autor do texto, o escritor é aquele que pode proporcionar ao leitor uma experiência nova com o que já é conhecido.

 

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