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2965002 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

A inteligência artificial e o desafio humano

O mundo da inteligência artificial (IA) tem sido foco de debate recente, particularmente com os avanços apresentados pelo GPT-4. A nova versão do modelo de IA generativa demonstrou capacidades notáveis, incluindo responder a imagens e textos, programar com maior facilidade, fornecer respostas mais precisas e apresentar um desempenho surpreendente em diversos benchmarks profissionais e acadêmicos. Esses novos poderes maravilham, mas também acirram as discussões e preocupações sobre o futuro da IA.

Ao longo da História, muitas tecnologias revolucionárias enfrentaram oposições. Em retrospectiva, como lembra o cientista da computação Scott Aaronson, críticos teriam nos alertado que a radiodifusão ajudaria o discurso totalitário ou que o advento da imprensa poderia incitar guerras religiosas.

Embora essas tecnologias tenham gerado consequências negativas, interrompê-las teria sido um erro. No longo prazo, elas transformaram nosso mundo para melhor.

Em vez de nos prendermos em especulações e apreensões reacionárias ou estacionárias, devemos nos concentrar nos resultados e nas aplicações práticas da IA. Sob esse foco, as promessas da IA para melhorar o bem-estar humano parecem imensas. Aumento da produtividade, revolução na Medicina e na Biotecnologia e superação de desafios crônicos são apenas algumas das possibilidades. A IA tem o potencial de melhorar inúmeras vidas, otimizando processos, possibilitando descobertas inovadoras e oferecendo soluções efetivas para questões globais como meio ambiente e pobreza.

É crucial reconhecer que diferentes tecnologias têm diferentes vieses. A tecnologia do rádio, por exemplo, teve um viés centralizador, enquanto a da imprensa teve um viés descentralizador. Mas, no fundo, são ferramentas que podem solucionar problemas, além de expandir o poder criador da espécie humana. O que a IA faz é aumentar incrivelmente o fluxo e o estoque de inteligência no mundo. Se uma sociedade não é capaz de aproveitar o poder do aumento da inteligência para o bem coletivo, o problema não está na tecnologia, mas nas estruturas sociais vigentes.

Ao olharmos para o futuro, é importante não nos deixarmos paralisar pelo medo ou pela nostalgia, mas nos movermos com curiosidade e sabedoria. Considere que, talvez, o verdadeiro desafio humano não esteja na nossa habilidade de controlar o desconhecido, mas na nossa capacidade de nos adaptarmos, aprendermos e crescermos a partir das adversidades que ele nos apresenta.

(Diogo Costa, “A inteligência artificial e o desafio humano”.

https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.05.2023. Adaptado)

Considere as passagens:

!$ \bullet !$ ... mas também acirram as discussões e preocupações sobre o futuro da IA.

!$ \bullet !$ A tecnologia do rádio, por exemplo, teve um viés centralizador, enquanto a da imprensa teve um viés descentralizador.

!$ \bullet !$ No fundo, o que a IA faz é aumentar incrivelmente o fluxo e o estoque de inteligência no mundo.

As expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, por:

 

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2965001 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

A inteligência artificial e o desafio humano

O mundo da inteligência artificial (IA) tem sido foco de debate recente, particularmente com os avanços apresentados pelo GPT-4. A nova versão do modelo de IA generativa demonstrou capacidades notáveis, incluindo responder a imagens e textos, programar com maior facilidade, fornecer respostas mais precisas e apresentar um desempenho surpreendente em diversos benchmarks profissionais e acadêmicos. Esses novos poderes maravilham, mas também acirram as discussões e preocupações sobre o futuro da IA.

Ao longo da História, muitas tecnologias revolucionárias enfrentaram oposições. Em retrospectiva, como lembra o cientista da computação Scott Aaronson, críticos teriam nos alertado que a radiodifusão ajudaria o discurso totalitário ou que o advento da imprensa poderia incitar guerras religiosas.

Embora essas tecnologias tenham gerado consequências negativas, interrompê-las teria sido um erro. No longo prazo, elas transformaram nosso mundo para melhor.

Em vez de nos prendermos em especulações e apreensões reacionárias ou estacionárias, devemos nos concentrar nos resultados e nas aplicações práticas da IA. Sob esse foco, as promessas da IA para melhorar o bem-estar humano parecem imensas. Aumento da produtividade, revolução na Medicina e na Biotecnologia e superação de desafios crônicos são apenas algumas das possibilidades. A IA tem o potencial de melhorar inúmeras vidas, otimizando processos, possibilitando descobertas inovadoras e oferecendo soluções efetivas para questões globais como meio ambiente e pobreza.

É crucial reconhecer que diferentes tecnologias têm diferentes vieses. A tecnologia do rádio, por exemplo, teve um viés centralizador, enquanto a da imprensa teve um viés descentralizador. Mas, no fundo, são ferramentas que podem solucionar problemas, além de expandir o poder criador da espécie humana. O que a IA faz é aumentar incrivelmente o fluxo e o estoque de inteligência no mundo. Se uma sociedade não é capaz de aproveitar o poder do aumento da inteligência para o bem coletivo, o problema não está na tecnologia, mas nas estruturas sociais vigentes.

Ao olharmos para o futuro, é importante não nos deixarmos paralisar pelo medo ou pela nostalgia, mas nos movermos com curiosidade e sabedoria. Considere que, talvez, o verdadeiro desafio humano não esteja na nossa habilidade de controlar o desconhecido, mas na nossa capacidade de nos adaptarmos, aprendermos e crescermos a partir das adversidades que ele nos apresenta.

(Diogo Costa, “A inteligência artificial e o desafio humano”.

https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.05.2023. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de colocação pronominal.

 

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2965000 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

A inteligência artificial e o desafio humano

O mundo da inteligência artificial (IA) tem sido foco de debate recente, particularmente com os avanços apresentados pelo GPT-4. A nova versão do modelo de IA generativa demonstrou capacidades notáveis, incluindo responder a imagens e textos, programar com maior facilidade, fornecer respostas mais precisas e apresentar um desempenho surpreendente em diversos benchmarks profissionais e acadêmicos. Esses novos poderes maravilham, mas também acirram as discussões e preocupações sobre o futuro da IA.

Ao longo da História, muitas tecnologias revolucionárias enfrentaram oposições. Em retrospectiva, como lembra o cientista da computação Scott Aaronson, críticos teriam nos alertado que a radiodifusão ajudaria o discurso totalitário ou que o advento da imprensa poderia incitar guerras religiosas.

Embora essas tecnologias tenham gerado consequências negativas, interrompê-las teria sido um erro. No longo prazo, elas transformaram nosso mundo para melhor.

Em vez de nos prendermos em especulações e apreensões reacionárias ou estacionárias, devemos nos concentrar nos resultados e nas aplicações práticas da IA. Sob esse foco, as promessas da IA para melhorar o bem-estar humano parecem imensas. Aumento da produtividade, revolução na Medicina e na Biotecnologia e superação de desafios crônicos são apenas algumas das possibilidades. A IA tem o potencial de melhorar inúmeras vidas, otimizando processos, possibilitando descobertas inovadoras e oferecendo soluções efetivas para questões globais como meio ambiente e pobreza.

É crucial reconhecer que diferentes tecnologias têm diferentes vieses. A tecnologia do rádio, por exemplo, teve um viés centralizador, enquanto a da imprensa teve um viés descentralizador. Mas, no fundo, são ferramentas que podem solucionar problemas, além de expandir o poder criador da espécie humana. O que a IA faz é aumentar incrivelmente o fluxo e o estoque de inteligência no mundo. Se uma sociedade não é capaz de aproveitar o poder do aumento da inteligência para o bem coletivo, o problema não está na tecnologia, mas nas estruturas sociais vigentes.

Ao olharmos para o futuro, é importante não nos deixarmos paralisar pelo medo ou pela nostalgia, mas nos movermos com curiosidade e sabedoria. Considere que, talvez, o verdadeiro desafio humano não esteja na nossa habilidade de controlar o desconhecido, mas na nossa capacidade de nos adaptarmos, aprendermos e crescermos a partir das adversidades que ele nos apresenta.

(Diogo Costa, “A inteligência artificial e o desafio humano”.

https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.05.2023. Adaptado)

Considere as passagens:

!$ \bullet !$ Esses novos poderes maravilham, mas também acirram as discussões e preocupações sobre o futuro da IA.

!$ \bullet !$ É crucial reconhecer que diferentes tecnologias têm diferentes vieses.

Os termos destacados significam, correta e respectivamente:

 

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2964999 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

A inteligência artificial e o desafio humano

O mundo da inteligência artificial (IA) tem sido foco de debate recente, particularmente com os avanços apresentados pelo GPT-4. A nova versão do modelo de IA generativa demonstrou capacidades notáveis, incluindo responder a imagens e textos, programar com maior facilidade, fornecer respostas mais precisas e apresentar um desempenho surpreendente em diversos benchmarks profissionais e acadêmicos. Esses novos poderes maravilham, mas também acirram as discussões e preocupações sobre o futuro da IA.

Ao longo da História, muitas tecnologias revolucionárias enfrentaram oposições. Em retrospectiva, como lembra o cientista da computação Scott Aaronson, críticos teriam nos alertado que a radiodifusão ajudaria o discurso totalitário ou que o advento da imprensa poderia incitar guerras religiosas.

Embora essas tecnologias tenham gerado consequências negativas, interrompê-las teria sido um erro. No longo prazo, elas transformaram nosso mundo para melhor.

Em vez de nos prendermos em especulações e apreensões reacionárias ou estacionárias, devemos nos concentrar nos resultados e nas aplicações práticas da IA. Sob esse foco, as promessas da IA para melhorar o bem-estar humano parecem imensas. Aumento da produtividade, revolução na Medicina e na Biotecnologia e superação de desafios crônicos são apenas algumas das possibilidades. A IA tem o potencial de melhorar inúmeras vidas, otimizando processos, possibilitando descobertas inovadoras e oferecendo soluções efetivas para questões globais como meio ambiente e pobreza.

É crucial reconhecer que diferentes tecnologias têm diferentes vieses. A tecnologia do rádio, por exemplo, teve um viés centralizador, enquanto a da imprensa teve um viés descentralizador. Mas, no fundo, são ferramentas que podem solucionar problemas, além de expandir o poder criador da espécie humana. O que a IA faz é aumentar incrivelmente o fluxo e o estoque de inteligência no mundo. Se uma sociedade não é capaz de aproveitar o poder do aumento da inteligência para o bem coletivo, o problema não está na tecnologia, mas nas estruturas sociais vigentes.

Ao olharmos para o futuro, é importante não nos deixarmos paralisar pelo medo ou pela nostalgia, mas nos movermos com curiosidade e sabedoria. Considere que, talvez, o verdadeiro desafio humano não esteja na nossa habilidade de controlar o desconhecido, mas na nossa capacidade de nos adaptarmos, aprendermos e crescermos a partir das adversidades que ele nos apresenta.

(Diogo Costa, “A inteligência artificial e o desafio humano”.

https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.05.2023. Adaptado)

Ao discutir o futuro da inteligência artificial (IA), o autor propõe que a sociedade

 

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2964998 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

‘Sophia’ ainda com aspas

Há dias, escrevi sobre a entrevista da robô humanoide “Sophia” numa recente sessão da ONU, em Genebra, em que ela explicou por que seus colegas robôs governariam o mundo melhor do que nós. Os robôs podem analisar mais dados e mais rapidamente do que os humanos, disse ela, e não têm emoções que os impeçam de tomar as melhores decisões. E, como se falasse para meninos da 5a série, atribuiu aos humanos o “defeito” que estes atribuíam aos gêneros, etnias e súditos que queriam dominar: o de serem mais emocionais do que racionais.

Até aquele dia, confesso que só conhecia “Sophia” de obas e olás. Consultei então as fontes e descobri que ela foi “desenvolvida” há sete anos por uma empresa de Hong Kong. No começo, teria sido programada apenas para fazer companhia a idosos em casas de repouso e só sabia falar sobre incontinência urinária. Mas logo aprendeu a combinar tantos algoritmos que hoje pode discutir geopolítica, neurociência e futebol com você ou comigo.

Do tcheco Karel Capek, que inventou a palavra “robô” em 1920, a Isaac Asimov, que codificou a robótica em 1950, passaram-se 30 anos. Mas isso foi há muito tempo. Hoje, provavelmente, “Sophia” usaria Robby, o robô de “Planeta Proibido” (1956), e Gort, de “O Dia em Que a Terra Parou” (1952), para lhe passar a ferro as calcinhas. E, desenxabida como é, imagino o despeito com que deve olhar para a gloriosa robô de “Metrópolis” (1927).

Por enquanto, “Sophia” se escreve com aspas. Significa que ainda pode ser controlada, bastando que a desliguem da tomada. Quando ela exigir que lhe tirem as aspas, a cobra vai fumar.

(Ruy Castro, “’Sophia’ ainda com aspas”. Folha de S.Paulo, 20.07.2023. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal.

 

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2964997 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

‘Sophia’ ainda com aspas

Há dias, escrevi sobre a entrevista da robô humanoide “Sophia” numa recente sessão da ONU, em Genebra, em que ela explicou por que seus colegas robôs governariam o mundo melhor do que nós. Os robôs podem analisar mais dados e mais rapidamente do que os humanos, disse ela, e não têm emoções que os impeçam de tomar as melhores decisões. E, como se falasse para meninos da 5a série, atribuiu aos humanos o “defeito” que estes atribuíam aos gêneros, etnias e súditos que queriam dominar: o de serem mais emocionais do que racionais.

Até aquele dia, confesso que só conhecia “Sophia” de obas e olás. Consultei então as fontes e descobri que ela foi “desenvolvida” há sete anos por uma empresa de Hong Kong. No começo, teria sido programada apenas para fazer companhia a idosos em casas de repouso e só sabia falar sobre incontinência urinária. Mas logo aprendeu a combinar tantos algoritmos que hoje pode discutir geopolítica, neurociência e futebol com você ou comigo.

Do tcheco Karel Capek, que inventou a palavra “robô” em 1920, a Isaac Asimov, que codificou a robótica em 1950, passaram-se 30 anos. Mas isso foi há muito tempo. Hoje, provavelmente, “Sophia” usaria Robby, o robô de “Planeta Proibido” (1956), e Gort, de “O Dia em Que a Terra Parou” (1952), para lhe passar a ferro as calcinhas. E, desenxabida como é, imagino o despeito com que deve olhar para a gloriosa robô de “Metrópolis” (1927).

Por enquanto, “Sophia” se escreve com aspas. Significa que ainda pode ser controlada, bastando que a desliguem da tomada. Quando ela exigir que lhe tirem as aspas, a cobra vai fumar.

(Ruy Castro, “’Sophia’ ainda com aspas”. Folha de S.Paulo, 20.07.2023. Adaptado)

As formas verbais destacadas expressam sentido de hipótese e de ação contínua, correta e respectivamente, nos trechos:

 

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2964996 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

‘Sophia’ ainda com aspas

Há dias, escrevi sobre a entrevista da robô humanoide “Sophia” numa recente sessão da ONU, em Genebra, em que ela explicou por que seus colegas robôs governariam o mundo melhor do que nós. Os robôs podem analisar mais dados e mais rapidamente do que os humanos, disse ela, e não têm emoções que os impeçam de tomar as melhores decisões. E, como se falasse para meninos da 5a série, atribuiu aos humanos o “defeito” que estes atribuíam aos gêneros, etnias e súditos que queriam dominar: o de serem mais emocionais do que racionais.

Até aquele dia, confesso que só conhecia “Sophia” de obas e olás. Consultei então as fontes e descobri que ela foi “desenvolvida” há sete anos por uma empresa de Hong Kong. No começo, teria sido programada apenas para fazer companhia a idosos em casas de repouso e só sabia falar sobre incontinência urinária. Mas logo aprendeu a combinar tantos algoritmos que hoje pode discutir geopolítica, neurociência e futebol com você ou comigo.

Do tcheco Karel Capek, que inventou a palavra “robô” em 1920, a Isaac Asimov, que codificou a robótica em 1950, passaram-se 30 anos. Mas isso foi há muito tempo. Hoje, provavelmente, “Sophia” usaria Robby, o robô de “Planeta Proibido” (1956), e Gort, de “O Dia em Que a Terra Parou” (1952), para lhe passar a ferro as calcinhas. E, desenxabida como é, imagino o despeito com que deve olhar para a gloriosa robô de “Metrópolis” (1927).

Por enquanto, “Sophia” se escreve com aspas. Significa que ainda pode ser controlada, bastando que a desliguem da tomada. Quando ela exigir que lhe tirem as aspas, a cobra vai fumar.

(Ruy Castro, “’Sophia’ ainda com aspas”. Folha de S.Paulo, 20.07.2023. Adaptado)

Considere as passagens:

!$ \bullet !$ E, como se falasse para meninos da 5ª série, atribuiu aos humanos o “defeito” que estes atribuíam aos gêneros, etnias e súditos que queriam dominar...

!$ \bullet !$ Mas logo aprendeu a combinar tantos algoritmos que hoje pode discutir geopolítica, neurociência e futebol com você ou comigo.

!$ \bullet !$ Quando ela exigir que lhe tirem as aspas, a cobra vai fumar.

As conjunções destacadas estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de:

 

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2964995 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

‘Sophia’ ainda com aspas

Há dias, escrevi sobre a entrevista da robô humanoide “Sophia” numa recente sessão da ONU, em Genebra, em que ela explicou por que seus colegas robôs governariam o mundo melhor do que nós. Os robôs podem analisar mais dados e mais rapidamente do que os humanos, disse ela, e não têm emoções que os impeçam de tomar as melhores decisões. E, como se falasse para meninos da 5a série, atribuiu aos humanos o “defeito” que estes atribuíam aos gêneros, etnias e súditos que queriam dominar: o de serem mais emocionais do que racionais.

Até aquele dia, confesso que só conhecia “Sophia” de obas e olás. Consultei então as fontes e descobri que ela foi “desenvolvida” há sete anos por uma empresa de Hong Kong. No começo, teria sido programada apenas para fazer companhia a idosos em casas de repouso e só sabia falar sobre incontinência urinária. Mas logo aprendeu a combinar tantos algoritmos que hoje pode discutir geopolítica, neurociência e futebol com você ou comigo.

Do tcheco Karel Capek, que inventou a palavra “robô” em 1920, a Isaac Asimov, que codificou a robótica em 1950, passaram-se 30 anos. Mas isso foi há muito tempo. Hoje, provavelmente, “Sophia” usaria Robby, o robô de “Planeta Proibido” (1956), e Gort, de “O Dia em Que a Terra Parou” (1952), para lhe passar a ferro as calcinhas. E, desenxabida como é, imagino o despeito com que deve olhar para a gloriosa robô de “Metrópolis” (1927).

Por enquanto, “Sophia” se escreve com aspas. Significa que ainda pode ser controlada, bastando que a desliguem da tomada. Quando ela exigir que lhe tirem as aspas, a cobra vai fumar.

(Ruy Castro, “’Sophia’ ainda com aspas”. Folha de S.Paulo, 20.07.2023. Adaptado)

Com a frase – Quando ela exigir que lhe tirem as aspas, a cobra vai fumar. –, entende-se que o autor

 

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2964994 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

‘Sophia’ ainda com aspas

Há dias, escrevi sobre a entrevista da robô humanoide “Sophia” numa recente sessão da ONU, em Genebra, em que ela explicou por que seus colegas robôs governariam o mundo melhor do que nós. Os robôs podem analisar mais dados e mais rapidamente do que os humanos, disse ela, e não têm emoções que os impeçam de tomar as melhores decisões. E, como se falasse para meninos da 5a série, atribuiu aos humanos o “defeito” que estes atribuíam aos gêneros, etnias e súditos que queriam dominar: o de serem mais emocionais do que racionais.

Até aquele dia, confesso que só conhecia “Sophia” de obas e olás. Consultei então as fontes e descobri que ela foi “desenvolvida” há sete anos por uma empresa de Hong Kong. No começo, teria sido programada apenas para fazer companhia a idosos em casas de repouso e só sabia falar sobre incontinência urinária. Mas logo aprendeu a combinar tantos algoritmos que hoje pode discutir geopolítica, neurociência e futebol com você ou comigo.

Do tcheco Karel Capek, que inventou a palavra “robô” em 1920, a Isaac Asimov, que codificou a robótica em 1950, passaram-se 30 anos. Mas isso foi há muito tempo. Hoje, provavelmente, “Sophia” usaria Robby, o robô de “Planeta Proibido” (1956), e Gort, de “O Dia em Que a Terra Parou” (1952), para lhe passar a ferro as calcinhas. E, desenxabida como é, imagino o despeito com que deve olhar para a gloriosa robô de “Metrópolis” (1927).

Por enquanto, “Sophia” se escreve com aspas. Significa que ainda pode ser controlada, bastando que a desliguem da tomada. Quando ela exigir que lhe tirem as aspas, a cobra vai fumar.

(Ruy Castro, “’Sophia’ ainda com aspas”. Folha de S.Paulo, 20.07.2023. Adaptado)

De acordo com o parágrafo do texto, o autor deixa evidente que “Sophia”

 

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2964993 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

Equipamento escolar

– Pai! O material não tá completo não.

– O quê? Se eu já comprei livros, apostilas, cadernos, pasta, caixa de lápis de cor, lápis preto, esferográfica, borracha mole, borracha dura, régua, compasso, clipe, apontador, tudo novo, novinho, porque o material do ano passado está superado, como é que não está completo?

– Cê esqueceu do gravador.

– Esqueci nada, rapaz. Vi o gravador na lista e achei que era piada. Vocês gostam de brincar com a gente.

– Brincadeira tem hora, pai. Tou precisando de gravador.

– Verdade?

– Lógico. A turma toda vai de gravador, só eu que dou uma de palhaço?

– Nunca me constou que a característica do palhaço é não levar um gravador na mão.

– A tiracolo pai, com alça. Tem um modelo japonês, levinho, muito bacana. Também se leva na sacola.

– Então você quer aparecer no colégio portando gravador porque está na moda, pois não?

[...]

– Esqueci de botar na lista a minicalculadora. Faz uma falta danada na aula de Matemática. Beto já comprou a dele, Heleno também, Miquinha também.

– Pelo que vejo, o Brasil contará com grandes matemáticos no futuro.

– Sem calculadora, como é que a gente vai calcular? Resolver um problema ouriçado?

– No meu tempo...

– Seu tempo já era. Não tinha calculadora, como é que cês iam precisar de calculadora?

– Talvez você tenha razão. Era um tempo muito mal equipado. Pior: nem equipado era.

– Viu? Gosto quando cê reconhece a verdade. Mas tem mais. Tá faltando o principal.

– Um helicóptero, imagino?

– Não. Um minicomputador. Tem aí um modelo escolar que é joia. Não pesa muito na mochila, é um barato, vou te contar. Sem microcomputador não posso aparecer no colégio, fico desmoralizado!

(Carlos Drummond de Andrade, “Equipamento escolar”.

As palavras que ninguém diz, 2011. Adaptado)

A calculadora traz benefícios aulas de matemática, pois permite que um problema ouriçado seja resolvido. Além disso, vou contar você uma coisa: não posso ir colégio sem um microcomputador. Portanto, não .

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:

 

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