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2964997 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

‘Sophia’ ainda com aspas

Há dias, escrevi sobre a entrevista da robô humanoide “Sophia” numa recente sessão da ONU, em Genebra, em que ela explicou por que seus colegas robôs governariam o mundo melhor do que nós. Os robôs podem analisar mais dados e mais rapidamente do que os humanos, disse ela, e não têm emoções que os impeçam de tomar as melhores decisões. E, como se falasse para meninos da 5a série, atribuiu aos humanos o “defeito” que estes atribuíam aos gêneros, etnias e súditos que queriam dominar: o de serem mais emocionais do que racionais.

Até aquele dia, confesso que só conhecia “Sophia” de obas e olás. Consultei então as fontes e descobri que ela foi “desenvolvida” há sete anos por uma empresa de Hong Kong. No começo, teria sido programada apenas para fazer companhia a idosos em casas de repouso e só sabia falar sobre incontinência urinária. Mas logo aprendeu a combinar tantos algoritmos que hoje pode discutir geopolítica, neurociência e futebol com você ou comigo.

Do tcheco Karel Capek, que inventou a palavra “robô” em 1920, a Isaac Asimov, que codificou a robótica em 1950, passaram-se 30 anos. Mas isso foi há muito tempo. Hoje, provavelmente, “Sophia” usaria Robby, o robô de “Planeta Proibido” (1956), e Gort, de “O Dia em Que a Terra Parou” (1952), para lhe passar a ferro as calcinhas. E, desenxabida como é, imagino o despeito com que deve olhar para a gloriosa robô de “Metrópolis” (1927).

Por enquanto, “Sophia” se escreve com aspas. Significa que ainda pode ser controlada, bastando que a desliguem da tomada. Quando ela exigir que lhe tirem as aspas, a cobra vai fumar.

(Ruy Castro, “’Sophia’ ainda com aspas”. Folha de S.Paulo, 20.07.2023. Adaptado)

As formas verbais destacadas expressam sentido de hipótese e de ação contínua, correta e respectivamente, nos trechos:

 

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2964996 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

‘Sophia’ ainda com aspas

Há dias, escrevi sobre a entrevista da robô humanoide “Sophia” numa recente sessão da ONU, em Genebra, em que ela explicou por que seus colegas robôs governariam o mundo melhor do que nós. Os robôs podem analisar mais dados e mais rapidamente do que os humanos, disse ela, e não têm emoções que os impeçam de tomar as melhores decisões. E, como se falasse para meninos da 5a série, atribuiu aos humanos o “defeito” que estes atribuíam aos gêneros, etnias e súditos que queriam dominar: o de serem mais emocionais do que racionais.

Até aquele dia, confesso que só conhecia “Sophia” de obas e olás. Consultei então as fontes e descobri que ela foi “desenvolvida” há sete anos por uma empresa de Hong Kong. No começo, teria sido programada apenas para fazer companhia a idosos em casas de repouso e só sabia falar sobre incontinência urinária. Mas logo aprendeu a combinar tantos algoritmos que hoje pode discutir geopolítica, neurociência e futebol com você ou comigo.

Do tcheco Karel Capek, que inventou a palavra “robô” em 1920, a Isaac Asimov, que codificou a robótica em 1950, passaram-se 30 anos. Mas isso foi há muito tempo. Hoje, provavelmente, “Sophia” usaria Robby, o robô de “Planeta Proibido” (1956), e Gort, de “O Dia em Que a Terra Parou” (1952), para lhe passar a ferro as calcinhas. E, desenxabida como é, imagino o despeito com que deve olhar para a gloriosa robô de “Metrópolis” (1927).

Por enquanto, “Sophia” se escreve com aspas. Significa que ainda pode ser controlada, bastando que a desliguem da tomada. Quando ela exigir que lhe tirem as aspas, a cobra vai fumar.

(Ruy Castro, “’Sophia’ ainda com aspas”. Folha de S.Paulo, 20.07.2023. Adaptado)

Considere as passagens:

!$ \bullet !$ E, como se falasse para meninos da 5ª série, atribuiu aos humanos o “defeito” que estes atribuíam aos gêneros, etnias e súditos que queriam dominar...

!$ \bullet !$ Mas logo aprendeu a combinar tantos algoritmos que hoje pode discutir geopolítica, neurociência e futebol com você ou comigo.

!$ \bullet !$ Quando ela exigir que lhe tirem as aspas, a cobra vai fumar.

As conjunções destacadas estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de:

 

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2964995 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

‘Sophia’ ainda com aspas

Há dias, escrevi sobre a entrevista da robô humanoide “Sophia” numa recente sessão da ONU, em Genebra, em que ela explicou por que seus colegas robôs governariam o mundo melhor do que nós. Os robôs podem analisar mais dados e mais rapidamente do que os humanos, disse ela, e não têm emoções que os impeçam de tomar as melhores decisões. E, como se falasse para meninos da 5a série, atribuiu aos humanos o “defeito” que estes atribuíam aos gêneros, etnias e súditos que queriam dominar: o de serem mais emocionais do que racionais.

Até aquele dia, confesso que só conhecia “Sophia” de obas e olás. Consultei então as fontes e descobri que ela foi “desenvolvida” há sete anos por uma empresa de Hong Kong. No começo, teria sido programada apenas para fazer companhia a idosos em casas de repouso e só sabia falar sobre incontinência urinária. Mas logo aprendeu a combinar tantos algoritmos que hoje pode discutir geopolítica, neurociência e futebol com você ou comigo.

Do tcheco Karel Capek, que inventou a palavra “robô” em 1920, a Isaac Asimov, que codificou a robótica em 1950, passaram-se 30 anos. Mas isso foi há muito tempo. Hoje, provavelmente, “Sophia” usaria Robby, o robô de “Planeta Proibido” (1956), e Gort, de “O Dia em Que a Terra Parou” (1952), para lhe passar a ferro as calcinhas. E, desenxabida como é, imagino o despeito com que deve olhar para a gloriosa robô de “Metrópolis” (1927).

Por enquanto, “Sophia” se escreve com aspas. Significa que ainda pode ser controlada, bastando que a desliguem da tomada. Quando ela exigir que lhe tirem as aspas, a cobra vai fumar.

(Ruy Castro, “’Sophia’ ainda com aspas”. Folha de S.Paulo, 20.07.2023. Adaptado)

Com a frase – Quando ela exigir que lhe tirem as aspas, a cobra vai fumar. –, entende-se que o autor

 

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2964994 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

‘Sophia’ ainda com aspas

Há dias, escrevi sobre a entrevista da robô humanoide “Sophia” numa recente sessão da ONU, em Genebra, em que ela explicou por que seus colegas robôs governariam o mundo melhor do que nós. Os robôs podem analisar mais dados e mais rapidamente do que os humanos, disse ela, e não têm emoções que os impeçam de tomar as melhores decisões. E, como se falasse para meninos da 5a série, atribuiu aos humanos o “defeito” que estes atribuíam aos gêneros, etnias e súditos que queriam dominar: o de serem mais emocionais do que racionais.

Até aquele dia, confesso que só conhecia “Sophia” de obas e olás. Consultei então as fontes e descobri que ela foi “desenvolvida” há sete anos por uma empresa de Hong Kong. No começo, teria sido programada apenas para fazer companhia a idosos em casas de repouso e só sabia falar sobre incontinência urinária. Mas logo aprendeu a combinar tantos algoritmos que hoje pode discutir geopolítica, neurociência e futebol com você ou comigo.

Do tcheco Karel Capek, que inventou a palavra “robô” em 1920, a Isaac Asimov, que codificou a robótica em 1950, passaram-se 30 anos. Mas isso foi há muito tempo. Hoje, provavelmente, “Sophia” usaria Robby, o robô de “Planeta Proibido” (1956), e Gort, de “O Dia em Que a Terra Parou” (1952), para lhe passar a ferro as calcinhas. E, desenxabida como é, imagino o despeito com que deve olhar para a gloriosa robô de “Metrópolis” (1927).

Por enquanto, “Sophia” se escreve com aspas. Significa que ainda pode ser controlada, bastando que a desliguem da tomada. Quando ela exigir que lhe tirem as aspas, a cobra vai fumar.

(Ruy Castro, “’Sophia’ ainda com aspas”. Folha de S.Paulo, 20.07.2023. Adaptado)

De acordo com o parágrafo do texto, o autor deixa evidente que “Sophia”

 

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2964993 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

Equipamento escolar

– Pai! O material não tá completo não.

– O quê? Se eu já comprei livros, apostilas, cadernos, pasta, caixa de lápis de cor, lápis preto, esferográfica, borracha mole, borracha dura, régua, compasso, clipe, apontador, tudo novo, novinho, porque o material do ano passado está superado, como é que não está completo?

– Cê esqueceu do gravador.

– Esqueci nada, rapaz. Vi o gravador na lista e achei que era piada. Vocês gostam de brincar com a gente.

– Brincadeira tem hora, pai. Tou precisando de gravador.

– Verdade?

– Lógico. A turma toda vai de gravador, só eu que dou uma de palhaço?

– Nunca me constou que a característica do palhaço é não levar um gravador na mão.

– A tiracolo pai, com alça. Tem um modelo japonês, levinho, muito bacana. Também se leva na sacola.

– Então você quer aparecer no colégio portando gravador porque está na moda, pois não?

[...]

– Esqueci de botar na lista a minicalculadora. Faz uma falta danada na aula de Matemática. Beto já comprou a dele, Heleno também, Miquinha também.

– Pelo que vejo, o Brasil contará com grandes matemáticos no futuro.

– Sem calculadora, como é que a gente vai calcular? Resolver um problema ouriçado?

– No meu tempo...

– Seu tempo já era. Não tinha calculadora, como é que cês iam precisar de calculadora?

– Talvez você tenha razão. Era um tempo muito mal equipado. Pior: nem equipado era.

– Viu? Gosto quando cê reconhece a verdade. Mas tem mais. Tá faltando o principal.

– Um helicóptero, imagino?

– Não. Um minicomputador. Tem aí um modelo escolar que é joia. Não pesa muito na mochila, é um barato, vou te contar. Sem microcomputador não posso aparecer no colégio, fico desmoralizado!

(Carlos Drummond de Andrade, “Equipamento escolar”.

As palavras que ninguém diz, 2011. Adaptado)

A calculadora traz benefícios aulas de matemática, pois permite que um problema ouriçado seja resolvido. Além disso, vou contar você uma coisa: não posso ir colégio sem um microcomputador. Portanto, não .

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:

 

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2964992 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

Equipamento escolar

– Pai! O material não tá completo não.

– O quê? Se eu já comprei livros, apostilas, cadernos, pasta, caixa de lápis de cor, lápis preto, esferográfica, borracha mole, borracha dura, régua, compasso, clipe, apontador, tudo novo, novinho, porque o material do ano passado está superado, como é que não está completo?

– Cê esqueceu do gravador.

– Esqueci nada, rapaz. Vi o gravador na lista e achei que era piada. Vocês gostam de brincar com a gente.

– Brincadeira tem hora, pai. Tou precisando de gravador.

– Verdade?

– Lógico. A turma toda vai de gravador, só eu que dou uma de palhaço?

– Nunca me constou que a característica do palhaço é não levar um gravador na mão.

– A tiracolo pai, com alça. Tem um modelo japonês, levinho, muito bacana. Também se leva na sacola.

– Então você quer aparecer no colégio portando gravador porque está na moda, pois não?

[...]

– Esqueci de botar na lista a minicalculadora. Faz uma falta danada na aula de Matemática. Beto já comprou a dele, Heleno também, Miquinha também.

– Pelo que vejo, o Brasil contará com grandes matemáticos no futuro.

– Sem calculadora, como é que a gente vai calcular? Resolver um problema ouriçado?

– No meu tempo...

– Seu tempo já era. Não tinha calculadora, como é que cês iam precisar de calculadora?

– Talvez você tenha razão. Era um tempo muito mal equipado. Pior: nem equipado era.

– Viu? Gosto quando cê reconhece a verdade. Mas tem mais. Tá faltando o principal.

– Um helicóptero, imagino?

– Não. Um minicomputador. Tem aí um modelo escolar que é joia. Não pesa muito na mochila, é um barato, vou te contar. Sem microcomputador não posso aparecer no colégio, fico desmoralizado!

(Carlos Drummond de Andrade, “Equipamento escolar”.

As palavras que ninguém diz, 2011. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a reescrita entre colchetes atende à norma-padrão de pontuação.

 

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2964991 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

Equipamento escolar

– Pai! O material não tá completo não.

– O quê? Se eu já comprei livros, apostilas, cadernos, pasta, caixa de lápis de cor, lápis preto, esferográfica, borracha mole, borracha dura, régua, compasso, clipe, apontador, tudo novo, novinho, porque o material do ano passado está superado, como é que não está completo?

– Cê esqueceu do gravador.

– Esqueci nada, rapaz. Vi o gravador na lista e achei que era piada. Vocês gostam de brincar com a gente.

– Brincadeira tem hora, pai. Tou precisando de gravador.

– Verdade?

– Lógico. A turma toda vai de gravador, só eu que dou uma de palhaço?

– Nunca me constou que a característica do palhaço é não levar um gravador na mão.

– A tiracolo pai, com alça. Tem um modelo japonês, levinho, muito bacana. Também se leva na sacola.

– Então você quer aparecer no colégio portando gravador porque está na moda, pois não?

[...]

– Esqueci de botar na lista a minicalculadora. Faz uma falta danada na aula de Matemática. Beto já comprou a dele, Heleno também, Miquinha também.

– Pelo que vejo, o Brasil contará com grandes matemáticos no futuro.

– Sem calculadora, como é que a gente vai calcular? Resolver um problema ouriçado?

– No meu tempo...

– Seu tempo já era. Não tinha calculadora, como é que cês iam precisar de calculadora?

– Talvez você tenha razão. Era um tempo muito mal equipado. Pior: nem equipado era.

– Viu? Gosto quando cê reconhece a verdade. Mas tem mais. Tá faltando o principal.

– Um helicóptero, imagino?

– Não. Um minicomputador. Tem aí um modelo escolar que é joia. Não pesa muito na mochila, é um barato, vou te contar. Sem microcomputador não posso aparecer no colégio, fico desmoralizado!

(Carlos Drummond de Andrade, “Equipamento escolar”.

As palavras que ninguém diz, 2011. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a palavra destacada intensifica outra no trecho.

 

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2964990 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

Equipamento escolar

– Pai! O material não tá completo não.

– O quê? Se eu já comprei livros, apostilas, cadernos, pasta, caixa de lápis de cor, lápis preto, esferográfica, borracha mole, borracha dura, régua, compasso, clipe, apontador, tudo novo, novinho, porque o material do ano passado está superado, como é que não está completo?

– Cê esqueceu do gravador.

– Esqueci nada, rapaz. Vi o gravador na lista e achei que era piada. Vocês gostam de brincar com a gente.

– Brincadeira tem hora, pai. Tou precisando de gravador.

– Verdade?

– Lógico. A turma toda vai de gravador, só eu que dou uma de palhaço?

– Nunca me constou que a característica do palhaço é não levar um gravador na mão.

– A tiracolo pai, com alça. Tem um modelo japonês, levinho, muito bacana. Também se leva na sacola.

– Então você quer aparecer no colégio portando gravador porque está na moda, pois não?

[...]

– Esqueci de botar na lista a minicalculadora. Faz uma falta danada na aula de Matemática. Beto já comprou a dele, Heleno também, Miquinha também.

– Pelo que vejo, o Brasil contará com grandes matemáticos no futuro.

– Sem calculadora, como é que a gente vai calcular? Resolver um problema ouriçado?

– No meu tempo...

– Seu tempo já era. Não tinha calculadora, como é que cês iam precisar de calculadora?

– Talvez você tenha razão. Era um tempo muito mal equipado. Pior: nem equipado era.

– Viu? Gosto quando cê reconhece a verdade. Mas tem mais. Tá faltando o principal.

– Um helicóptero, imagino?

– Não. Um minicomputador. Tem aí um modelo escolar que é joia. Não pesa muito na mochila, é um barato, vou te contar. Sem microcomputador não posso aparecer no colégio, fico desmoralizado!

(Carlos Drummond de Andrade, “Equipamento escolar”.

As palavras que ninguém diz, 2011. Adaptado)

Considere as passagens:

!$ \bullet !$ Brincadeira tem hora, pai.

!$ \bullet !$ Resolver um problema ouriçado?

!$ \bullet !$ ... fico desmoralizado!

As passagens permitem, correta e respectivamente, as seguintes interpretações:

 

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2964989 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

Equipamento escolar

– Pai! O material não tá completo não.

– O quê? Se eu já comprei livros, apostilas, cadernos, pasta, caixa de lápis de cor, lápis preto, esferográfica, borracha mole, borracha dura, régua, compasso, clipe, apontador, tudo novo, novinho, porque o material do ano passado está superado, como é que não está completo?(a)

– Cê esqueceu do gravador.

– Esqueci nada, rapaz. Vi o gravador na lista e achei que era piada. Vocês gostam de brincar com a gente.(b)

– Brincadeira tem hora, pai. Tou precisando de gravador.

– Verdade?

– Lógico. A turma toda vai de gravador, só eu que dou uma de palhaço?

– Nunca me constou que a característica do palhaço é não levar um gravador na mão.

– A tiracolo pai, com alça. Tem um modelo japonês, levinho, muito bacana. Também se leva na sacola.

– Então você quer aparecer no colégio portando gravador(c) porque está na moda, pois não?

[...]

– Esqueci de botar na lista a minicalculadora. Faz uma falta danada na aula de Matemática. Beto já comprou a dele, Heleno também, Miquinha também.

– Pelo que vejo, o Brasil contará com grandes matemáticos no futuro.(d)

– Sem calculadora, como é que a gente vai calcular? Resolver um problema ouriçado?

– No meu tempo...(e)

– Seu tempo já era. Não tinha calculadora, como é que cês iam precisar de calculadora?

– Talvez você tenha razão. Era um tempo muito mal equipado. Pior: nem equipado era.

– Viu? Gosto quando cê reconhece a verdade. Mas tem mais. Tá faltando o principal.

– Um helicóptero, imagino?

– Não. Um minicomputador. Tem aí um modelo escolar que é joia. Não pesa muito na mochila, é um barato, vou te contar. Sem microcomputador não posso aparecer no colégio, fico desmoralizado!

(Carlos Drummond de Andrade, “Equipamento escolar”.

As palavras que ninguém diz, 2011. Adaptado)

O pai expressa-se ironicamente em relação à fala do filho na passagem:

 

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2964988 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: TJM-SP

Equipamento escolar

– Pai! O material não tá completo não.

– O quê? Se eu já comprei livros, apostilas, cadernos, pasta, caixa de lápis de cor, lápis preto, esferográfica, borracha mole, borracha dura, régua, compasso, clipe, apontador, tudo novo, novinho, porque o material do ano passado está superado, como é que não está completo?

– Cê esqueceu do gravador.

– Esqueci nada, rapaz. Vi o gravador na lista e achei que era piada. Vocês gostam de brincar com a gente.

– Brincadeira tem hora, pai. Tou precisando de gravador.

– Verdade?

– Lógico. A turma toda vai de gravador, só eu que dou uma de palhaço?

– Nunca me constou que a característica do palhaço é não levar um gravador na mão.

– A tiracolo pai, com alça. Tem um modelo japonês, levinho, muito bacana. Também se leva na sacola.

– Então você quer aparecer no colégio portando gravador porque está na moda, pois não?

[...]

– Esqueci de botar na lista a minicalculadora. Faz uma falta danada na aula de Matemática. Beto já comprou a dele, Heleno também, Miquinha também.

– Pelo que vejo, o Brasil contará com grandes matemáticos no futuro.

– Sem calculadora, como é que a gente vai calcular? Resolver um problema ouriçado?

– No meu tempo...

– Seu tempo já era. Não tinha calculadora, como é que cês iam precisar de calculadora?

– Talvez você tenha razão. Era um tempo muito mal equipado. Pior: nem equipado era.

– Viu? Gosto quando cê reconhece a verdade. Mas tem mais. Tá faltando o principal.

– Um helicóptero, imagino?

– Não. Um minicomputador. Tem aí um modelo escolar que é joia. Não pesa muito na mochila, é um barato, vou te contar. Sem microcomputador não posso aparecer no colégio, fico desmoralizado!

(Carlos Drummond de Andrade, “Equipamento escolar”.

As palavras que ninguém diz, 2011. Adaptado)

No diálogo sobre material escolar, conclui-se corretamente que o pai

 

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