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Foram encontradas 126 questões.

798464 Ano: 2019
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP
Observe a sequência numérica abaixo e responda.
1 , 2 , 3 , 1 , 5 , 2 , 7 , 3 , 4 , 5 , 11 , ...
Qual número ocuparia a 20ª posição dessa sequência?
 

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798443 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP
Natalia é casada com Edmundo e tem uma filha chamada Camila. Se Edmundo é genro de Teresa, qual a relação entre Teresa e Natália?
 

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798442 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP

Texto para a questão.


Leia, abaixo, uma delicada carta do escritor Caio Fernando Abreu aos pais:


A Nair e Zaél Abreu

São Paulo, 12 de agosto de 1987


Querida mãe, querido pai,

Não sei mais conviver com as pessoas. Tenho medo de uma casa cheia de pais e mães e irmãos e sobrinhos e cunhados e cunhadas. Tenho vivido tão só durante tantos — quase quarenta — anos. Devo estar acostumado.

Dormir 24 horas foi a maneira mais delicada que encontrei de não perturbar o equilíbrio de vocês — que é muito delicado. E também de não perturbar o meu próprio equilíbrio — que é tão ou mais delicado.

Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como “eu gosto de você”. Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida — como quem olha de uma janela — mas não consegue vivê-la.

Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, é a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco — todas as pessoas são loucas, inclusive nós; amor encabulado — nós, da fronteira com a Argentina, somos especialmente encabulados. Mas amor de verdade. Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto.

Amo vocês,

seu filho

Caio

Caio Fernando Abreu, no livro “Caio Fernando Abreu: o essencial da
década de 1980”. Nova Fronteira, 2014
Manter um termo implícito é uma forma de coesão em que, para que se evite a repetição desse termo, ocorre o seu apagamento. A esse mecanismo dá-se o nome de coesão por elipse. Assinale a alternativa em que essa forma de coesão ocorre:
 

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798440 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP
Assinale a alternativa correta quanto à concordância:
 

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798431 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP
Assinale a alternativa correta quanto à pontuação – todos os fragmentos foram retirados de obras do estudioso Câmara Cascudo:
 

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798428 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP
Assinale a alternativa correta segundo a gramática normativa:
 

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798417 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP

Texto para a questão.


Leia, abaixo, uma delicada carta do escritor Caio Fernando Abreu aos pais:


A Nair e Zaél Abreu

São Paulo, 12 de agosto de 1987


Querida mãe, querido pai,

Não sei mais conviver com as pessoas. Tenho medo de uma casa cheia de pais e mães e irmãos e sobrinhos e cunhados e cunhadas. Tenho vivido tão só durante tantos — quase quarenta — anos. Devo estar acostumado.

Dormir 24 horas foi a maneira mais delicada que encontrei de não perturbar o equilíbrio de vocês — que é muito delicado. E também de não perturbar o meu próprio equilíbrio — que é tão ou mais delicado.

Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como “eu gosto de você”. Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida — como quem olha de uma janela — mas não consegue vivê-la.

Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, é a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco — todas as pessoas são loucas, inclusive nós; amor encabulado — nós, da fronteira com a Argentina, somos especialmente encabulados. Mas amor de verdade. Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto.

Amo vocês,

seu filho

Caio

Caio Fernando Abreu, no livro “Caio Fernando Abreu: o essencial da
década de 1980”. Nova Fronteira, 2014
Em “Não sei mais conviver com as pessoas”, o termo em destaque, considerando o contexto, estabelece ideia de que o autor:
 

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798414 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP

Texto para a questão.


Leia, abaixo, uma delicada carta do escritor Caio Fernando Abreu aos pais:


A Nair e Zaél Abreu

São Paulo, 12 de agosto de 1987


Querida mãe, querido pai,

Não sei mais conviver com as pessoas. Tenho medo de uma casa cheia de pais e mães e irmãos e sobrinhos e cunhados e cunhadas. Tenho vivido tão só durante tantos — quase quarenta — anos. Devo estar acostumado.

Dormir 24 horas foi a maneira mais delicada que encontrei de não perturbar o equilíbrio de vocês — que é muito delicado. E também de não perturbar o meu próprio equilíbrio — que é tão ou mais delicado.

Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como “eu gosto de você”. Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida — como quem olha de uma janela — mas não consegue vivê-la.

Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, é a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco — todas as pessoas são loucas, inclusive nós; amor encabulado — nós, da fronteira com a Argentina, somos especialmente encabulados. Mas amor de verdade. Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto.

Amo vocês,

seu filho

Caio

Caio Fernando Abreu, no livro “Caio Fernando Abreu: o essencial da
década de 1980”. Nova Fronteira, 2014
Considerando o gênero textual abordado – carta -, é possível afirmar que o texto de Caio Fernando Abreu:
 

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798413 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP

O fragmento abaixo foi retirado do poema Ternura, de Vinícius de Moraes.


“Eu te peço perdão por te amar de repente

Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus

ouvidos

Das horas que passei à sombra dos teus gestos

Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos

Das noites que vivi acalentado

Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo

Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente (...)”


Se esse mesmo fragmento fosse reescrito usando a 3ª. pessoa do singular para dirigir-se ao seu interlocutor, mantendo-se o uso determinado pela gramática normativa, a uniformidade de tratamento e o sentido original, teríamos:

 

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798409 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP

Texto para a questão.


Leia, abaixo, uma delicada carta do escritor Caio Fernando Abreu aos pais:


A Nair e Zaél Abreu

São Paulo, 12 de agosto de 1987


Querida mãe, querido pai,

Não sei mais conviver com as pessoas. Tenho medo de uma casa cheia de pais e mães e irmãos e sobrinhos e cunhados e cunhadas. Tenho vivido tão só durante tantos — quase quarenta — anos. Devo estar acostumado.

Dormir 24 horas foi a maneira mais delicada que encontrei de não perturbar o equilíbrio de vocês — que é muito delicado. E também de não perturbar o meu próprio equilíbrio — que é tão ou mais delicado.

Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como “eu gosto de você”. Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida — como quem olha de uma janela — mas não consegue vivê-la.

Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, é a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco — todas as pessoas são loucas, inclusive nós; amor encabulado — nós, da fronteira com a Argentina, somos especialmente encabulados. Mas amor de verdade. Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto.

Amo vocês,

seu filho

Caio

Caio Fernando Abreu, no livro “Caio Fernando Abreu: o essencial da
década de 1980”. Nova Fronteira, 2014
Em sua despedida, no fecho singelo – “Amo vocês” –, o pronome vocês remete:
 

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