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A escola como espaço sociocultural significa compreendê-la na ótica da cultura,
sob um olhar mais denso, que leva em conta a dimensão do dinamismo, do fazer-se cotidiano, resgatando o papel dos sujeitos na trama social que a constitui enquanto instituição. Em relação à escola, avalie as afirmativas a seguir:
I. A escola é vista como uma instituição única, com os mesmos sentidos e objetivos, tendo como função garantir a todos o acesso ao conjunto socialmente acumulado pela sociedade. II. A escola é um espaço de formação ampla do aluno, que aprofunda o seu processo de humanização, aprimorando as dimensões e habilidades que fazem de cada um de nós seres humanos. III. A escola é um espaço de encontros entre iguais, possibilitando a convivência com a diferença, de uma forma qualitativamente distinta da família e, principalmente, do trabalho.
Estão CORRETAS as afirmativas:
I. A escola é vista como uma instituição única, com os mesmos sentidos e objetivos, tendo como função garantir a todos o acesso ao conjunto socialmente acumulado pela sociedade. II. A escola é um espaço de formação ampla do aluno, que aprofunda o seu processo de humanização, aprimorando as dimensões e habilidades que fazem de cada um de nós seres humanos. III. A escola é um espaço de encontros entre iguais, possibilitando a convivência com a diferença, de uma forma qualitativamente distinta da família e, principalmente, do trabalho.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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Analise as afirmativas abaixo:
I. O homem é considerado como uma pessoa situada no mundo. É único, quer em sua vida interior, quer em suas percepções e avaliações do mundo. II. Para Rogers, a realidade é um fenômeno subjetivo, pois o ser humano reconstrói em si o mundo exterior, partindo de sua percepção, recebendo os estímulos, as experiências, atribuindo-lhes significados. III. A experiência pessoal e objetiva é o fundamento sobre o qual o conhecimento é construído, no decorrer do processo de vir-a-ser da pessoa humana. IV. A filosofia da educação subjacente ao rogerianismo, denominada de filosofia da educação democrática, consiste em deixar a responsabilidade da educação fundamentalmente ao próprio estudante.
Estão CORRETAS as afirmativas:
I. O homem é considerado como uma pessoa situada no mundo. É único, quer em sua vida interior, quer em suas percepções e avaliações do mundo. II. Para Rogers, a realidade é um fenômeno subjetivo, pois o ser humano reconstrói em si o mundo exterior, partindo de sua percepção, recebendo os estímulos, as experiências, atribuindo-lhes significados. III. A experiência pessoal e objetiva é o fundamento sobre o qual o conhecimento é construído, no decorrer do processo de vir-a-ser da pessoa humana. IV. A filosofia da educação subjacente ao rogerianismo, denominada de filosofia da educação democrática, consiste em deixar a responsabilidade da educação fundamentalmente ao próprio estudante.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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Conforme aborda Bernard Charlot (2000, p. 33), “o aluno em situação de fracasso
é um aluno [...] uma criança ou um adolescente, isto é, um sujeito confrontado com
a necessidade de aprender e com a presença, em seu mundo, de conhecimentos
de diversos tipos”; é um ser humano, um ser social, um ser singular. Para o autor,
esse sujeito:
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A interdisciplinaridade apresenta-se como uma forma de permitir ao aluno visão
global da realidade. Na ação pedagógica, a interdisciplinaridade aponta para a
construção de uma escola participativa e decisiva na formação do sujeito social,
as atividades vão sendo propostas à medida que o objeto de estudo vai colocando
necessidades e questionamentos novos que precisam ser desvendados ou aprofundados.
Pode-se dizer que o objetivo da interdisciplinaridade é:
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Leia o texto abaixo. Ele servirá de base para a questão.
O Cogumelo Venenoso
Publicado em 1938, O cogumelo venenoso é um dos livros de texto para
as escolas em que transparecia com mais clareza a virulência antissemita difundida na sociedade alemã:
O pequeno Franz foi com sua mãe procurar cogumelos no bosque. [...]
Pelo caminho, a mãe diz:
- Olha, Franz, como acontece com os cogumelos no bosque, o mesmo
ocorre também com as pessoas na terra. Há cogumelos bons e pessoas boas.
Existem cogumelos venenosos, cogumelos maus, e pessoas más. E dessas pessoas é preciso ter cuidado como com os cogumelos venenosos, Entende?
- Sim, mãe, compreendo – diz Franz -, se confiarmos em pessoas más,
pode ocorrer uma desgraça, assim como se comermos um cogumelo venenoso,
podemos morrer!
- E sabe quem são essas pessoas más, esses cogumelos venenosos da
humanidade? – Pressiona a mãe. Franz demonstra segurança.
- Certamente, mamãe! Sei muito bem. São.... os judeus. Nosso professor
o diz com frequência na escola. [...]
- Exatamente! – Aplaude a mãe. E depois continua falando, muito séria.
- Os judeus são pessoas más. São como os cogumelos venenosos. E assim como é difícil muitas vezes distinguir os cogumelos venenosos dos bons, é
igualmente difícil reconhecer os judeus como pilantras e delinquentes. Como os
cogumelos venenosos se apresentam com as mais variadas cores, assim também
os judeus conseguem tornar-se irreconhecíveis assumindo os mais estranhos aspectos.
- Em que aspectos estranhos pensas? – Pergunta o pequeno Franz.
A mãe compreende que o menino não captou ainda totalmente o sentido.
E, imperturbável, continua explicando.
- Então, escuta! Há, por exemplo, o judeu ambulante. Com tecidos e todo
tipo de mercadoria possível vai de aldeia em aldeia. Elogia sua mercadoria como a melhor e menos cara. Na realidade é a pior e a mais cara. Não deves confiar
nele! [...] O mesmo ocorre com os judeus que criam animais, com os judeus dos
mercados, com os açougueiros, com os médicos judeus, com os judeus batizados
etc. Mesmo que finjam, mesmo que se mostrem gentis e, se mil vezes dizem que
querem apenas nosso bem, não podemos acreditar neles. São judeus e continuam
sendo judeus. São venenosos para nosso povo! [...] Do mesmo modo que com um
cogumelo venenoso se pode matar uma família inteira, um único judeu pode aniquilar uma aldeia inteira, uma cidade, até mesmo todo um povo.
Franz compreendeu a mãe.
- Mãe, todos os não judeus sabem que o judeu é perigoso como um cogumelo venenoso?
- Infelizmente, não, meu filho. Há muitos milhões de não judeus que ainda
não conheceram o judeu. E por isso devemos informá-los e deixá-los de sobreaviso com relação aos judeus. Devemos, porém, advertir também nossa juventude
sobre os judeus. Nossos meninos e meninas devem saber imediatamente quem
são os judeus. Devem saber que o judeu é o cogumelo venenoso mais perigoso
que pode existir. Como os cogumelos crescem em toda parte, assim também o
judeu se encontra em todos os países do mundo. Como os cogumelos venenosos
provocam muitas vezes graves desgraças, assim também o judeu é causa de miséria e sofrimento de infecção e morte.
(História Ilustrada do Nazismo/Volume 2: O poder e as consequências: 1933-1945. São Paulo: Larousse, 2009, p. 114)
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Leia o texto abaixo. Ele servirá de base para a questão.
O Cogumelo Venenoso
Publicado em 1938, O cogumelo venenoso é um dos livros de texto para
as escolas em que transparecia com mais clareza a virulência antissemita difundida na sociedade alemã:
O pequeno Franz foi com sua mãe procurar cogumelos no bosque. [...]
Pelo caminho, a mãe diz:
- Olha, Franz, como acontece com os cogumelos no bosque, o mesmo
ocorre também com as pessoas na terra. Há cogumelos bons e pessoas boas.
Existem cogumelos venenosos, cogumelos maus, e pessoas más. E dessas pessoas é preciso ter cuidado como com os cogumelos venenosos, Entende?
- Sim, mãe, compreendo – diz Franz -, se confiarmos em pessoas más,
pode ocorrer uma desgraça, assim como se comermos um cogumelo venenoso,
podemos morrer!
- E sabe quem são essas pessoas más, esses cogumelos venenosos da
humanidade? – Pressiona a mãe. Franz demonstra segurança.
- Certamente, mamãe! Sei muito bem. São.... os judeus. Nosso professor
o diz com frequência na escola. [...]
- Exatamente! – Aplaude a mãe. E depois continua falando, muito séria.
- Os judeus são pessoas más. São como os cogumelos venenosos. E assim como é difícil muitas vezes distinguir os cogumelos venenosos dos bons, é
igualmente difícil reconhecer os judeus como pilantras e delinquentes. Como os
cogumelos venenosos se apresentam com as mais variadas cores, assim também
os judeus conseguem tornar-se irreconhecíveis assumindo os mais estranhos aspectos.
- Em que aspectos estranhos pensas? – Pergunta o pequeno Franz.
A mãe compreende que o menino não captou ainda totalmente o sentido.
E, imperturbável, continua explicando.
- Então, escuta! Há, por exemplo, o judeu ambulante. Com tecidos e todo
tipo de mercadoria possível vai de aldeia em aldeia. Elogia sua mercadoria como a melhor e menos cara. Na realidade é a pior e a mais cara. Não deves confiar
nele! [...] O mesmo ocorre com os judeus que criam animais, com os judeus dos
mercados, com os açougueiros, com os médicos judeus, com os judeus batizados
etc. Mesmo que finjam, mesmo que se mostrem gentis e, se mil vezes dizem que
querem apenas nosso bem, não podemos acreditar neles. São judeus e continuam
sendo judeus. São venenosos para nosso povo! [...] Do mesmo modo que com um
cogumelo venenoso se pode matar uma família inteira, um único judeu pode aniquilar uma aldeia inteira, uma cidade, até mesmo todo um povo.
Franz compreendeu a mãe.
- Mãe, todos os não judeus sabem que o judeu é perigoso como um cogumelo venenoso?
- Infelizmente, não, meu filho. Há muitos milhões de não judeus que ainda
não conheceram o judeu. E por isso devemos informá-los e deixá-los de sobreaviso com relação aos judeus. Devemos, porém, advertir também nossa juventude
sobre os judeus. Nossos meninos e meninas devem saber imediatamente quem
são os judeus. Devem saber que o judeu é o cogumelo venenoso mais perigoso
que pode existir. Como os cogumelos crescem em toda parte, assim também o
judeu se encontra em todos os países do mundo. Como os cogumelos venenosos
provocam muitas vezes graves desgraças, assim também o judeu é causa de miséria e sofrimento de infecção e morte.
(História Ilustrada do Nazismo/Volume 2: O poder e as consequências: 1933-1945. São Paulo: Larousse, 2009, p. 114)
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O Cogumelo Venenoso
Publicado em 1938, O cogumelo venenoso é um dos livros de texto para
as escolas em que transparecia com mais clareza a virulência antissemita difundida na sociedade alemã:
O pequeno Franz foi com sua mãe procurar cogumelos no bosque. [...]
Pelo caminho, a mãe diz:
- Olha, Franz, como acontece com os cogumelos no bosque, o mesmo
ocorre também com as pessoas na terra. Há cogumelos bons e pessoas boas.
Existem cogumelos venenosos, cogumelos maus, e pessoas más. E dessas pessoas é preciso ter cuidado como com os cogumelos venenosos, Entende?
- Sim, mãe, compreendo – diz Franz -, se confiarmos em pessoas más,
pode ocorrer uma desgraça, assim como se comermos um cogumelo venenoso,
podemos morrer!
- E sabe quem são essas pessoas más, esses cogumelos venenosos da
humanidade? – Pressiona a mãe. Franz demonstra segurança.
- Certamente, mamãe! Sei muito bem. São.... os judeus. Nosso professor
o diz com frequência na escola. [...]
- Exatamente! – Aplaude a mãe. E depois continua falando, muito séria.
- Os judeus são pessoas más. São como os cogumelos venenosos. E assim como é difícil muitas vezes distinguir os cogumelos venenosos dos bons, é
igualmente difícil reconhecer os judeus como pilantras e delinquentes. Como os
cogumelos venenosos se apresentam com as mais variadas cores, assim também
os judeus conseguem tornar-se irreconhecíveis assumindo os mais estranhos aspectos.
- Em que aspectos estranhos pensas? – Pergunta o pequeno Franz.
A mãe compreende que o menino não captou ainda totalmente o sentido.
E, imperturbável, continua explicando.
- Então, escuta! Há, por exemplo, o judeu ambulante. Com tecidos e todo
tipo de mercadoria possível vai de aldeia em aldeia. Elogia sua mercadoria como a melhor e menos cara. Na realidade é a pior e a mais cara. Não deves confiar
nele! [...] O mesmo ocorre com os judeus que criam animais, com os judeus dos
mercados, com os açougueiros, com os médicos judeus, com os judeus batizados
etc. Mesmo que finjam, mesmo que se mostrem gentis e, se mil vezes dizem que
querem apenas nosso bem, não podemos acreditar neles. São judeus e continuam
sendo judeus. São venenosos para nosso povo! [...] Do mesmo modo que com um
cogumelo venenoso se pode matar uma família inteira, um único judeu pode aniquilar uma aldeia inteira, uma cidade, até mesmo todo um povo.
Franz compreendeu a mãe.
- Mãe, todos os não judeus sabem que o judeu é perigoso como um cogumelo venenoso?
- Infelizmente, não, meu filho. Há muitos milhões de não judeus que ainda
não conheceram o judeu. E por isso devemos informá-los e deixá-los de sobreaviso com relação aos judeus. Devemos, porém, advertir também nossa juventude
sobre os judeus. Nossos meninos e meninas devem saber imediatamente quem
são os judeus. Devem saber que o judeu é o cogumelo venenoso mais perigoso
que pode existir. Como os cogumelos crescem em toda parte, assim também o
judeu se encontra em todos os países do mundo. Como os cogumelos venenosos
provocam muitas vezes graves desgraças, assim também o judeu é causa de miséria e sofrimento de infecção e morte.
(História Ilustrada do Nazismo/Volume 2: O poder e as consequências: 1933-1945. São Paulo: Larousse, 2009, p. 114)
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O Cogumelo Venenoso
Publicado em 1938, O cogumelo venenoso é um dos livros de texto para
as escolas em que transparecia com mais clareza a virulência antissemita difundida na sociedade alemã:
O pequeno Franz foi com sua mãe procurar cogumelos no bosque. [...]
Pelo caminho, a mãe diz:
- Olha, Franz, como acontece com os cogumelos no bosque, o mesmo
ocorre também com as pessoas na terra. Há cogumelos bons e pessoas boas.
Existem cogumelos venenosos, cogumelos maus, e pessoas más. E dessas pessoas é preciso ter cuidado como com os cogumelos venenosos, Entende?
- Sim, mãe, compreendo – diz Franz -, se confiarmos em pessoas más,
pode ocorrer uma desgraça, assim como se comermos um cogumelo venenoso,
podemos morrer!
- E sabe quem são essas pessoas más, esses cogumelos venenosos da
humanidade? – Pressiona a mãe. Franz demonstra segurança.
- Certamente, mamãe! Sei muito bem. São.... os judeus. Nosso professor
o diz com frequência na escola. [...]
- Exatamente! – Aplaude a mãe. E depois continua falando, muito séria.
- Os judeus são pessoas más. São como os cogumelos venenosos. E assim como é difícil muitas vezes distinguir os cogumelos venenosos dos bons, é
igualmente difícil reconhecer os judeus como pilantras e delinquentes. Como os
cogumelos venenosos se apresentam com as mais variadas cores, assim também
os judeus conseguem tornar-se irreconhecíveis assumindo os mais estranhos aspectos.
- Em que aspectos estranhos pensas? – Pergunta o pequeno Franz.
A mãe compreende que o menino não captou ainda totalmente o sentido.
E, imperturbável, continua explicando.
- Então, escuta! Há, por exemplo, o judeu ambulante. Com tecidos e todo
tipo de mercadoria possível vai de aldeia em aldeia. Elogia sua mercadoria como a melhor e menos cara. Na realidade é a pior e a mais cara. Não deves confiar
nele! [...] O mesmo ocorre com os judeus que criam animais, com os judeus dos
mercados, com os açougueiros, com os médicos judeus, com os judeus batizados
etc. Mesmo que finjam, mesmo que se mostrem gentis e, se mil vezes dizem que
querem apenas nosso bem, não podemos acreditar neles. São judeus e continuam
sendo judeus. São venenosos para nosso povo! [...] Do mesmo modo que com um
cogumelo venenoso se pode matar uma família inteira, um único judeu pode aniquilar uma aldeia inteira, uma cidade, até mesmo todo um povo.
Franz compreendeu a mãe.
- Mãe, todos os não judeus sabem que o judeu é perigoso como um cogumelo venenoso?
- Infelizmente, não, meu filho. Há muitos milhões de não judeus que ainda
não conheceram o judeu. E por isso devemos informá-los e deixá-los de sobreaviso com relação aos judeus. Devemos, porém, advertir também nossa juventude
sobre os judeus. Nossos meninos e meninas devem saber imediatamente quem
são os judeus. Devem saber que o judeu é o cogumelo venenoso mais perigoso
que pode existir. Como os cogumelos crescem em toda parte, assim também o
judeu se encontra em todos os países do mundo. Como os cogumelos venenosos
provocam muitas vezes graves desgraças, assim também o judeu é causa de miséria e sofrimento de infecção e morte.
(História Ilustrada do Nazismo/Volume 2: O poder e as consequências: 1933-1945. São Paulo: Larousse, 2009, p. 114)
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Das Vantagens de Ser Bobo
O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e
tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas
horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo.
Estou pensando."
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se
lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem. Os
espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas. O bobo ganha
utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto,
muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra
de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a
Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho
estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro.
Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e,
portanto, estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser
ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que
venceu.
Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma
punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê.
César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"
Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se
Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por
bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que
os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros.
Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque
sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles
sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir
bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo.
Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É
quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é
capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.
Clarice Lispector https://pensador.uol.com.br/cronicas_de_clarice_lispector/
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Das Vantagens de Ser Bobo
O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e
tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas
horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo.
Estou pensando."
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se
lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem. Os
espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas. O bobo ganha
utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto,
muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra
de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a
Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho
estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro.
Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e,
portanto, estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser
ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que
venceu.
Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma
punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê.
César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"
Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se
Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por
bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que
os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros.
Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque
sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles
sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir
bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo.
Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É
quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é
capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.
Clarice Lispector https://pensador.uol.com.br/cronicas_de_clarice_lispector/
I. explica a vantagem de ser bobo. II. mostra a desventura de ser bobo. III. apresenta uma comparação entre ser bobo e ser esperto.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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