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Maria caminhava pela rua tranquila da cidade, apreciando a paisagem. Ela observava as árvores altas e frondosas que se erguiam ao longo do passeio. O ar estava fresco e agradável, o que a fazia se sentir revigorada. Maria decidiu sentar em um banco de praça e aproveitar o momento de paz.
Qual é o sinônimo para a palavra "tranquila" no texto?
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Identifique a preposição na seguinte frase: "O gato dorme em cima da mesa."
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Observe o emprego da palavra em destaque:
"Na conversa com seus amigos, João disse que ele gostaria de viajar para a Europa no próximo verão."
Qual é a principal função dos pronomes na língua portuguesa?
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Identifique a classe de palavras da palavra destacada na seguinte frase: "O pássaro cantou alegremente ao amanhecer."
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Disponível em: https://cangurunews.com.br/tirinhas-mafalda/.
Na tirinha, Mafalda observa que todas as atividades domésticas foram realizadas e, em seguida, pergunta à sua mãe: "Mamãe, o que você gostaria de ser se você vivesse?" Qual é a crítica social implícita nessa pergunta de Mafalda em relação ao papel da mãe na família?
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 03.
Beijinho, beijinho
Na festa dos 34 anos da Clarinha, o seu marido, Amaro, fez um discurso muito aplaudido. Declarou que não trocava a sua Clarinha por duas de 17, sabiam por quê? Porque a Clarinha era duas de 17. Tinha a vivacidade, o frescor e, deduzia-se, o fervor sexual somado de duas adolescentes. No carro, depois da festa, o Marinho comentou:
- Bonito, o discurso do Amaro.
- Não dou dois meses para eles se separarem - disse a Nair.
- O quê?
- Marido, quando começa a elogiar muito a mulher…
Nair deixou no ar todas as implicações da duplicidade masculina.
- Mas eles parecem cada vez mais apaixonados - protestou Marinho.
- Exatamente. Apaixonados demais. Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começaram a andar de mãos dadas?
- É mesmo…
- Vinte anos de casados e de repente começam a andar de mãos dadas? Como namorados? Ali tinha coisa.
- É mesmo…
- E não deu outra. Divórcio e litigioso.
- Você tem razão.
- E o Mário com a coitada da Marli? De uma hora para outra? Beijinho, beijinho, “mulher formidável” e descobriram que ele estava de caso com a gerente da loja dela.
- Você acha, então, que o Amaro tem outra?
- Ou outras.
Nem duas de 17 estavam fora de cogitação.
- Acho que você tem razão, Nair. Nenhum homem faz uma declaração daquelas assim, sem outros motivos.
- Eu sei que tenho razão.
- Você tem sempre razão, Nair.
- Sempre, não sei.
- Sempre. Você é inteligente, sensata, perspicaz e invariavelmente acerta na mosca. Você é uma mulher formidável, Nair. Durante algum tempo, só se ouviu, dentro do carro, o chiado dos pneus no asfalto. Aí Nair perguntou:
- Quem é ela, Marinho?
(Veríssimo, Luiz Fernando. Beijinho, beijinho. Disponível em: https://www.rascunho1966.com.br/2022/11/cronica-beijingo-beijinho-lf-verissimo.html.
O autor da crônica utiliza a pontuação de forma variada para criar efeitos específicos. Qual é o efeito da pontuação na seguinte passagem: "Bonito, o discurso do Amaro."?
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 03.
Beijinho, beijinho
Na festa dos 34 anos da Clarinha, o seu marido, Amaro, fez um discurso muito aplaudido. Declarou que não trocava a sua Clarinha por duas de 17, sabiam por quê? Porque a Clarinha era duas de 17. Tinha a vivacidade, o frescor e, deduzia-se, o fervor sexual somado de duas adolescentes. No carro, depois da festa, o Marinho comentou:
- Bonito, o discurso do Amaro.
- Não dou dois meses para eles se separarem - disse a Nair.
- O quê?
- Marido, quando começa a elogiar muito a mulher…
Nair deixou no ar todas as implicações da duplicidade masculina.
- Mas eles parecem cada vez mais apaixonados - protestou Marinho.
- Exatamente. Apaixonados demais. Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começaram a andar de mãos dadas?
- É mesmo…
- Vinte anos de casados e de repente começam a andar de mãos dadas? Como namorados? Ali tinha coisa.
- É mesmo…
- E não deu outra. Divórcio e litigioso.
- Você tem razão.
- E o Mário com a coitada da Marli? De uma hora para outra? Beijinho, beijinho, “mulher formidável” e descobriram que ele estava de caso com a gerente da loja dela.
- Você acha, então, que o Amaro tem outra?
- Ou outras.
Nem duas de 17 estavam fora de cogitação.
- Acho que você tem razão, Nair. Nenhum homem faz uma declaração daquelas assim, sem outros motivos.
- Eu sei que tenho razão.
- Você tem sempre razão, Nair.
- Sempre, não sei.
- Sempre. Você é inteligente, sensata, perspicaz e invariavelmente acerta na mosca. Você é uma mulher formidável, Nair. Durante algum tempo, só se ouviu, dentro do carro, o chiado dos pneus no asfalto. Aí Nair perguntou:
- Quem é ela, Marinho?
(Veríssimo, Luiz Fernando. Beijinho, beijinho. Disponível em: https://www.rascunho1966.com.br/2022/11/cronica-beijingo-beijinho-lf-verissimo.html.
No texto "Beijinho, beijinho," o autor utiliza diversos adjetivos para descrever personagens e situações.
Qual dos seguintes adjetivos é usado no texto para descrever a personagem Marli?
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 03.
Beijinho, beijinho
Na festa dos 34 anos da Clarinha, o seu marido, Amaro, fez um discurso muito aplaudido. Declarou que não trocava a sua Clarinha por duas de 17, sabiam por quê? Porque a Clarinha era duas de 17. Tinha a vivacidade, o frescor e, deduzia-se, o fervor sexual somado de duas adolescentes. No carro, depois da festa, o Marinho comentou:
- Bonito, o discurso do Amaro.
- Não dou dois meses para eles se separarem - disse a Nair.
- O quê?
- Marido, quando começa a elogiar muito a mulher…
Nair deixou no ar todas as implicações da duplicidade masculina.
- Mas eles parecem cada vez mais apaixonados - protestou Marinho.
- Exatamente. Apaixonados demais. Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começaram a andar de mãos dadas?
- É mesmo…
- Vinte anos de casados e de repente começam a andar de mãos dadas? Como namorados? Ali tinha coisa.
- É mesmo…
- E não deu outra. Divórcio e litigioso.
- Você tem razão.
- E o Mário com a coitada da Marli? De uma hora para outra? Beijinho, beijinho, “mulher formidável” e descobriram que ele estava de caso com a gerente da loja dela.
- Você acha, então, que o Amaro tem outra?
- Ou outras.
Nem duas de 17 estavam fora de cogitação.
- Acho que você tem razão, Nair. Nenhum homem faz uma declaração daquelas assim, sem outros motivos.
- Eu sei que tenho razão.
- Você tem sempre razão, Nair.
- Sempre, não sei.
- Sempre. Você é inteligente, sensata, perspicaz e invariavelmente acerta na mosca. Você é uma mulher formidável, Nair. Durante algum tempo, só se ouviu, dentro do carro, o chiado dos pneus no asfalto. Aí Nair perguntou:
- Quem é ela, Marinho?
(Veríssimo, Luiz Fernando. Beijinho, beijinho. Disponível em: https://www.rascunho1966.com.br/2022/11/cronica-beijingo-beijinho-lf-verissimo.html.
No trecho da crônica "Beijinho, beijinho" de Luís Fernando Veríssimo, a personagem Nair expressa sua desconfiança em relação à declaração de Amaro sobre a sua esposa Clarinha. De acordo com Nair, qual é a principal razão para sua desconfiança em relação ao elogio de Amaro a Clarinha?
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O encontro
Ela o encontrou pensativo em frente aos vinhos importados. Quis virar, mas era tarde, o carrinho dela parou junto ao pé dele. Ele a encarou, primeiro sem expressão, depois com surpresa, depois com embaraço, e no fim os dois sorriram. Tinham estado casados seis anos e separados, um, e aquela era a primeira vez que se encontravam depois da separação. Sorriram, e ele falou antes dela; quase falaram ao mesmo tempo.
― Você está morando por aqui?
― Na casa do papai.
Na casa do papai! Ele sacudiu a cabeça, fingiu que arrumava alguma coisa dentro do seu carrinho ― enlatados, bolachas, muitas garrafas ― tudo para ela não ver que ele estava muito emocionado. Soubera da morte do ex-sogro, mas não se animara a ir ao enterro. Fora logo depois da separação, ele não tivera coragem de ir dar condolências formais à mulher que, uma semana antes, ele chamara de vaca. Como era mesmo que ele tinha dito? “Tu és uma vaca sem coração!” Ela não tinha nada de vaca, era uma mulher esbelta, mas não lhe ocorrera outro insulto. Fora a última palavra que ele lhe dissera. E ela lhe chamara de farsante. Achou melhor não perguntar pela mãe dela.
― E você? ― perguntou ela, ainda sorrindo. Continuava bonita…
― Tenho um apartamento aqui perto.
Fizera bem em não ir ao enterro do velho. Melhor que o primeiro reencontro fosse assim, informal, num supermercado, à noite. O que é que ela estaria fazendo ali àquela hora?
― Você sempre faz compras de madrugada?
Meu Deus, pensou, será que ela vai tomar a pergunta como ironia?
Esse tinha sido um dos problemas do casamento, ele nunca sabia como ela ia interpretar o que ele dizia. Por isso, ele a chamara de vaca, no fim. Vaca não deixava dúvidas de que ele a desprezava.
― Não, não. É que estou com uns amigos lá em casa, resolvemos fazer alguma coisa para comer e não tinha nada em casa.
― Curioso, eu também tenho gente lá em casa e vim comprar bebidas, patê, essas coisas.
― Gozado.
Ela dissera uns amigos. Seria alguém do seu tempo? A velha turma? Ele nunca mais vira os antigos amigos do casal. Ela sempre fora mais social do que ele. Quem sabe era um amigo? Ela era uma mulher bonita, esbelta, claro que podia ter namorados, a vaca. E ela estava pensando: ele odiava festas, odiava ter gente em casa. Programa, para ele, era ir para casa do papai jogar buraco. Agora tem amigos em casa. Ou será uma amiga? Afinal, ele ainda era moço… Deixara a amiga no apartamento e viera fazer compras. E comprava vinhos importados, o farsante. Ele pensou: ela não sente minha falta. Tem a casa cheia de amigos. E na certa viu que eu fiquei engasgado ao vê-la, pensa que eu sinto falta dela. Mas não vai ter essa satisfação, não senhora.
― Meu estoque de bebidas não dura muito. Tem sempre gente lá em casa ― disse ele.
― Lá em casa também é uma festa atrás da outra.
― Você sempre gostou de festas.
― E você, não.
― A gente muda, né? Muda de hábitos…
― Tou vendo.
― Você não me reconheceria se viesse viver comigo outra vez.
Ela, ainda sorrindo:
― Que Deus me livre.
Os dois riram. Era um encontro informal. Durante seis anos, tinham se amado muito. Não podiam viver um sem o outro. Os amigos diziam: Esses dois, se um morrer, o outro se suicida. Os amigos não sabiam que havia sempre uma ameaça de mal-entendido entre eles. Eles se amavam mas não se entendiam. Era como se o amor fosse mais forte, porque substituía o entendimento, tinha função acumulada. Ela interpretava o que ele dizia, ele não queria dizer nada. Passaram juntos pela caixa, ele não ofereceu para pagar, afinal era com a pensão que ele lhe pagava que ela dava festas para uns amigos. Ele pensou em perguntar pela mãe dela, ela pensou em perguntar se ele estava bem, se aquele problema do ácido úrico não voltara, começaram os dois a falar ao mesmo tempo, riram, depois se despediram sem dizer mais nada. Quando ela chegou em casa ainda ouviu a mãe resmungar, da cama, que ela precisava acabar com aquela história de fazer as compras de madrugada, que ela precisava ter amigos, fazer alguma coisa, em vez de ficar lamentando o marido perdido. Ela não disse nada. Guardou as compras antes de ir dormir. Quando ele chegou no apartamento, abriu uma lata de patê, o pacote de bolachas, abriu o vinho português, ficou bebendo e comendo sozinho, até ter sono e aí foi dormir. Aquele farsante, pensou ela, antes de dormir. Aquela vaca, pensou ele, antes de dormir.
Luís Fernando Veríssimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.
Assinale a alternativa em que todas as palavras são formadas pelo processo de derivação sufixal.
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O encontro
Ela o encontrou pensativo em frente aos vinhos importados. Quis virar, mas era tarde, o carrinho dela parou junto ao pé dele. Ele a encarou, primeiro sem expressão, depois com surpresa, depois com embaraço, e no fim os dois sorriram. Tinham estado casados seis anos e separados, um, e aquela era a primeira vez que se encontravam depois da separação. Sorriram, e ele falou antes dela; quase falaram ao mesmo tempo.
― Você está morando por aqui?
― Na casa do papai.
Na casa do papai! Ele sacudiu a cabeça, fingiu que arrumava alguma coisa dentro do seu carrinho ― enlatados, bolachas, muitas garrafas ― tudo para ela não ver que ele estava muito emocionado. Soubera da morte do ex-sogro, mas não se animara a ir ao enterro. Fora logo depois da separação, ele não tivera coragem de ir dar condolências formais à mulher que, uma semana antes, ele chamara de vaca. Como era mesmo que ele tinha dito? “Tu és uma vaca sem coração!” Ela não tinha nada de vaca, era uma mulher esbelta, mas não lhe ocorrera outro insulto. Fora a última palavra que ele lhe dissera. E ela lhe chamara de farsante. Achou melhor não perguntar pela mãe dela.
― E você? ― perguntou ela, ainda sorrindo. Continuava bonita…
― Tenho um apartamento aqui perto.
Fizera bem em não ir ao enterro do velho. Melhor que o primeiro reencontro fosse assim, informal, num supermercado, à noite. O que é que ela estaria fazendo ali àquela hora?
― Você sempre faz compras de madrugada?
Meu Deus, pensou, será que ela vai tomar a pergunta como ironia?
Esse tinha sido um dos problemas do casamento, ele nunca sabia como ela ia interpretar o que ele dizia. Por isso, ele a chamara de vaca, no fim. Vaca não deixava dúvidas de que ele a desprezava.
― Não, não. É que estou com uns amigos lá em casa, resolvemos fazer alguma coisa para comer e não tinha nada em casa.
― Curioso, eu também tenho gente lá em casa e vim comprar bebidas, patê, essas coisas.
― Gozado.
Ela dissera uns amigos. Seria alguém do seu tempo? A velha turma? Ele nunca mais vira os antigos amigos do casal. Ela sempre fora mais social do que ele. Quem sabe era um amigo? Ela era uma mulher bonita, esbelta, claro que podia ter namorados, a vaca. E ela estava pensando: ele odiava festas, odiava ter gente em casa. Programa, para ele, era ir para casa do papai jogar buraco. Agora tem amigos em casa. Ou será uma amiga? Afinal, ele ainda era moço… Deixara a amiga no apartamento e viera fazer compras. E comprava vinhos importados, o farsante. Ele pensou: ela não sente minha falta. Tem a casa cheia de amigos. E na certa viu que eu fiquei engasgado ao vê-la, pensa que eu sinto falta dela. Mas não vai ter essa satisfação, não senhora.
― Meu estoque de bebidas não dura muito. Tem sempre gente lá em casa ― disse ele.
― Lá em casa também é uma festa atrás da outra.
― Você sempre gostou de festas.
― E você, não.
― A gente muda, né? Muda de hábitos…
― Tou vendo.
― Você não me reconheceria se viesse viver comigo outra vez.
Ela, ainda sorrindo:
― Que Deus me livre.
Os dois riram. Era um encontro informal. Durante seis anos, tinham se amado muito. Não podiam viver um sem o outro. Os amigos diziam: Esses dois, se um morrer, o outro se suicida. Os amigos não sabiam que havia sempre uma ameaça de mal-entendido entre eles. Eles se amavam mas não se entendiam. Era como se o amor fosse mais forte, porque substituía o entendimento, tinha função acumulada. Ela interpretava o que ele dizia, ele não queria dizer nada. Passaram juntos pela caixa, ele não ofereceu para pagar, afinal era com a pensão que ele lhe pagava que ela dava festas para uns amigos. Ele pensou em perguntar pela mãe dela, ela pensou em perguntar se ele estava bem, se aquele problema do ácido úrico não voltara, começaram os dois a falar ao mesmo tempo, riram, depois se despediram sem dizer mais nada. Quando ela chegou em casa ainda ouviu a mãe resmungar, da cama, que ela precisava acabar com aquela história de fazer as compras de madrugada, que ela precisava ter amigos, fazer alguma coisa, em vez de ficar lamentando o marido perdido. Ela não disse nada. Guardou as compras antes de ir dormir. Quando ele chegou no apartamento, abriu uma lata de patê, o pacote de bolachas, abriu o vinho português, ficou bebendo e comendo sozinho, até ter sono e aí foi dormir. Aquele farsante, pensou ela, antes de dormir. Aquela vaca, pensou ele, antes de dormir.
Luís Fernando Veríssimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.
Assinale a alternativa que apresenta a sentença com ortografia correta.
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