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Foram encontradas 50 questões.

1434521 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: RHS Consult
Orgão: Pref. Porto Feliz-SP
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Leia a crônica a seguir para responder a questão.

Certas palavras têm significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias em todas as suas variedades. A Falácia Amazônica. A misteriosa Falácia Negra.

Hermeneuta deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.

- Os hermeneutas estão chegando!

- Ih, agora é que ninguém vai entender mais nada...

Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter sentido oculto.

- Alô...

- O que é que você quer dizer com isso?

Traquinagem devia ser uma peça mecânica.

- Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.

Plúmbeo devia ser o barulho que um corpo faz ao cair na água.

Mas nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração.

A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca me lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar devia ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico. Galanteadores de calçada deviam sussurrar no ouvido das mulheres:

- Defenestras?

A resposta seria um tapa na cara. Mas algumas... Ah, algumas defenestravam.

Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais.

Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerravam os documentos formais?

“Nestes termos, pede defenestração...”. Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-lo usado uma ou outra vez, como em:

- Aquele é um defenestrado.

Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada, era a palavra exata.

Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. “Defenestração” vem do francês “defenestration”. Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela.

Ato de atirar alguém ou algo pela janela!

Acabou a minha ignorância mas não a minha fascinação. Um ato como este só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada abaixo. Por que, então, defenestração?

[...]

- Com prédios de três, quatro andares, ainda era admissível. Até divertido. Mas daí para cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: “Interdit de defenestrer”. Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos.

Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestreurs. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.

- É esta estranha vontade de atirar alguém ou algo pela janela, doutor...

- Hmm. O impulsus defenestrex de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar – diz o analista, afastando-se da janela.

Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada.

[...]

Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e balbucia:

- Fui defenestrado...

Alguém comenta:

- Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela!

Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassá-lo e defenestrar esta crônica. Se ela sair é porque resisti.


VERÍSSIMO, Luís Fernando. Para gostar de ler – v.14. 3 Ed. São Paulo: Ática, 1995, p.82

Em linhas gerais, podemos afirmar que o texto, de um modo engraçado, questiona:
 

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1434520 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: RHS Consult
Orgão: Pref. Porto Feliz-SP
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Leia a crônica a seguir para responder a questão.

Certas palavras têm significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias em todas as suas variedades. A Falácia Amazônica. A misteriosa Falácia Negra.

Hermeneuta deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.

- Os hermeneutas estão chegando!

- Ih, agora é que ninguém vai entender mais nada...

Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter sentido oculto.

- Alô...

- O que é que você quer dizer com isso?

Traquinagem devia ser uma peça mecânica.

- Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.

Plúmbeo devia ser o barulho que um corpo faz ao cair na água.

Mas nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração.

A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca me lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar devia ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico. Galanteadores de calçada deviam sussurrar no ouvido das mulheres:

- Defenestras?

A resposta seria um tapa na cara. Mas algumas... Ah, algumas defenestravam.

Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais.

Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerravam os documentos formais?

“Nestes termos, pede defenestração...”. Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-lo usado uma ou outra vez, como em:

- Aquele é um defenestrado.

Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada, era a palavra exata.

Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. “Defenestração” vem do francês “defenestration”. Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela.

Ato de atirar alguém ou algo pela janela!

Acabou a minha ignorância mas não a minha fascinação. Um ato como este só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada abaixo. Por que, então, defenestração?

[...]

- Com prédios de três, quatro andares, ainda era admissível. Até divertido. Mas daí para cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: “Interdit de defenestrer”. Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos.

Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestreurs. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.

- É esta estranha vontade de atirar alguém ou algo pela janela, doutor...

- Hmm. O impulsus defenestrex de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar – diz o analista, afastando-se da janela.

Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada.

[...]

Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e balbucia:

- Fui defenestrado...

Alguém comenta:

- Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela!

Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassá-lo e defenestrar esta crônica. Se ela sair é porque resisti.


VERÍSSIMO, Luís Fernando. Para gostar de ler – v.14. 3 Ed. São Paulo: Ática, 1995, p.82

De acordo com texto, ser um “defenestrador latente” significa:
 

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233784 Ano: 2016
Disciplina: História
Banca: RHS Consult
Orgão: Pref. Porto Feliz-SP
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O número de camponeses assassinados por conta de conflitos no campo em 2015 foi o maior em 12 anos. Segundo relatório divulgado no início de abril pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à Igreja Católica, foram 50 mortes violentas – 39% a mais que em 2014, quando foram 36 vítimas. Desde 1995, são 759 mortes registradas no país por conta de conflitos. Segundo o relatório, 80% dos assassinatos ocorreram na região Norte: [...] "Grande parte dos conflitos em 2015, tanto no Pará quanto em Rondônia, aconteceram em áreas cujos Contratos de Alienação de Terras Públicas, os CATPs, foram anulados por não cumprimento das cláusulas contratuais e que não foram devidamente executados, ou que já deviam ter sido anulados. Áreas estas que pela legislação deviam ter sido destinadas à Reforma Agrária, mas que acabam nas mãos de grileiros", aponta.

Adaptado: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimasnoticias/2016/04/15/numero-de-mortes-no-campo-e-o-maior-desde-2003- aponta-relatorio.htm <Acesso: 10/04/2016>

Faz parte do quadro acima esboçado, um massacre que completou 20 anos no mês de abril. Trata-se do(a):

 

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233783 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: RHS Consult
Orgão: Pref. Porto Feliz-SP
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Os 60 anos do livro de Guimarães Rosa vêm a propósito para apreciarmos seu trunfo máximo: o foco narrativo, manipulado pelo narrador Riobaldo [...]

Nesse romance tudo decorre da escolha do foco narrativo, que acaba sendo seu alicerce e seu fundamento. Quem conta a história que lemos? É Riobaldo, que fala em primeira pessoa. E de quem é a história que ele conta? É a dele mesmo. Portanto, Riobaldo se apodera de dois pontos de vista: o do narrador e o do protagonista. Dessa alternância resulta todo o volumoso romance.

Fonte: http://www.cartaeducacao.com.br/ <Acesso: 08/04/2016)

O exposto acima diz respeito a qual livro de Guimarães Rosa?
 

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233782 Ano: 2016
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: RHS Consult
Orgão: Pref. Porto Feliz-SP
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O conjunto de operações que possibilitam a remoção do excesso de terra de um local, que pode ou não ser levada a um local onde há falta de terra, a fim de regularizar o terreno em que se pretende implantar um projeto de construção qualquer, recebe o nome de:
 

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233781 Ano: 2016
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: RHS Consult
Orgão: Pref. Porto Feliz-SP
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O emprego de estacas de concreto em fundações, pode apresentar as seguintes vantagens: I Uma ótima capacidade de carga. II A impossibilidade de rompimento do concreto, caso as ferragens oxidem. III Uma alta resistência à flexão e cisalhamento. IV A limitação da seção de comprimento, por causa do alto peso próprio. Estão corretas as afirmações:
 

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233780 Ano: 2016
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: RHS Consult
Orgão: Pref. Porto Feliz-SP
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Quanto aos critérios de projeto que visam a durabilidade, conforme a NBR – 6118, assinale a alternativa correta.
 

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233779 Ano: 2016
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: RHS Consult
Orgão: Pref. Porto Feliz-SP
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Qual é o comando que no AutoCAD define os limites da área de trabalho?
 

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233778 Ano: 2016
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: RHS Consult
Orgão: Pref. Porto Feliz-SP
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Tendo em vista a NBR – 6118, assinale a alternativa correta quanto a mecanismos de deterioração da estrutura, propriamente dita.
 

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233777 Ano: 2016
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: RHS Consult
Orgão: Pref. Porto Feliz-SP
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Com base na NBR – 6118 e considerando a existência de inconformidades em obras executadas, pode-se afirmar que devem ser adotadas as seguintes ações corretivas: I Revisar o projeto a fim de determinar se a estrutura, no todo ou em parte, pode ser considerada aceita, em função dos resultados obtidos nos ensaios. II Determinar a aceitação temporária da estrutura, com utilização restrita. III Após a revisão do projeto e nova verificação, mantendo-se a não-conformidade, aplica-se: restrição de uso, projeto de reforço ou demolição (parcial ou total). IV Após a revisão do projeto e nova verificação, mantendo-se a não-conformidade, pode ser também recomendada a prova de carga, desde que não haja risco de ruptura frágil. Estão corretas as afirmações:
 

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