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Foram encontradas 50 questões.

3407949 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

Leia o texto para responder à questão

A pandemia foi um desastre para a educação no mundo. Para o Brasil também, mas não tão ruim quanto se esperava. A edição de 2022 do Pisa, o exame da OCDE* que mede competências de colegiais de 81 países em leitura, matemática e ciências, mostra que, em comparação a seus pares de 20 anos atrás, o desempenho dos alunos dos países ricos já era ligeiramente pior antes da pandemia e piorou com ela. O dos brasileiros era ligeiramente melhor e manteve-se estável. O País mostrou-se resiliente. Mas é uma resiliência na penúria: o Brasil segue atolado no pelotão dos 25% com pior desempenho, abaixo de muitos países em condições socioeconômicas similares.

Houve avanços desde a redemocratização, notadamente na universalização do ensino, mas também nos sistemas de avaliação e na governança dos recursos públicos. Desde 1988, o financiamento por aluno aumentou cinco vezes, e a taxa de conclusão do primário saltou de 33% para 80%. Mas, qualitativamente, os resultados deixam a desejar. Como resumiu um diagnóstico do Ipea: “O Brasil empenhou-se em organizar e fortalecer o ensino público, e o resultado foi este: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável”. A última geração fez muito para democratizar o ensino. A atual tem o desafio de elevá-lo à excelência.

Não há passe de mágica. Educação ruim não é destino, e experiências de países há poucas gerações pobres e iletrados, como Coreia do Sul e Cingapura, hoje no topo do ranking, ou, mais recentemente, de países em desenvolvimento, como Peru ou Catar, ou ainda, no plano doméstico, do Ceará, no ensino fundamental, de Pernambuco, no médio, ou de vários Estados com o ensino integral, mostram ser possível avançar muito em pouco tempo, mesmo com recursos limitados.

Do complexo de boas práticas cotejadas pela literatura especializada, dois pilares se destacam: a priorização da educação básica e a qualificação dos professores. A docência no Brasil é desprestigiada. Os professores recebem abaixo de profissionais com seu nível de escolaridade e são recrutados entre alunos com baixo desempenho. Faculdades de pedagogia têm muita teoria e pouca prática. A formação tem sido precarizada pela proliferação indiscriminada de cursos à distância. Um funcionalismo público avesso à progressão de carreira por mérito e metas desincentiva a capacitação continuada de professores e gestores.

(O Estado de S.Paulo, 18 de dezembro de 2023. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o advérbio em destaque na frase expressa, corretamente, a noção de sentido indicada nos parênteses.

 

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3407948 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

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A pandemia foi um desastre para a educação no mundo. Para o Brasil também, mas não tão ruim quanto se esperava. A edição de 2022 do Pisa, o exame da OCDE* que mede competências de colegiais de 81 países em leitura, matemática e ciências, mostra que, em comparação a seus pares de 20 anos atrás, o desempenho dos alunos dos países ricos já era ligeiramente pior antes da pandemia e piorou com ela. O dos brasileiros era ligeiramente melhor e manteve-se estável. O País mostrou-se resiliente. Mas é uma resiliência na penúria: o Brasil segue atolado no pelotão dos 25% com pior desempenho, abaixo de muitos países em condições socioeconômicas similares.

Houve avanços desde a redemocratização, notadamente na universalização do ensino, mas também nos sistemas de avaliação e na governança dos recursos públicos. Desde 1988, o financiamento por aluno aumentou cinco vezes, e a taxa de conclusão do primário saltou de 33% para 80%. Mas, qualitativamente, os resultados deixam a desejar. Como resumiu um diagnóstico do Ipea: “O Brasil empenhou-se em organizar e fortalecer o ensino público, e o resultado foi este: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável”. A última geração fez muito para democratizar o ensino. A atual tem o desafio de elevá-lo à excelência.

Não há passe de mágica. Educação ruim não é destino, e experiências de países há poucas gerações pobres e iletrados, como Coreia do Sul e Cingapura, hoje no topo do ranking, ou, mais recentemente, de países em desenvolvimento, como Peru ou Catar, ou ainda, no plano doméstico, do Ceará, no ensino fundamental, de Pernambuco, no médio, ou de vários Estados com o ensino integral, mostram ser possível avançar muito em pouco tempo, mesmo com recursos limitados.

Do complexo de boas práticas cotejadas pela literatura especializada, dois pilares se destacam: a priorização da educação básica e a qualificação dos professores. A docência no Brasil é desprestigiada. Os professores recebem abaixo de profissionais com seu nível de escolaridade e são recrutados entre alunos com baixo desempenho. Faculdades de pedagogia têm muita teoria e pouca prática. A formação tem sido precarizada pela proliferação indiscriminada de cursos à distância. Um funcionalismo público avesso à progressão de carreira por mérito e metas desincentiva a capacitação continuada de professores e gestores.

(O Estado de S.Paulo, 18 de dezembro de 2023. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a expressão em destaque na frase do 2o parágrafo está substituída de acordo com a norma-padrão de regência.

• O Brasil empenhou-se em organizar…

 

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3407947 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

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A pandemia foi um desastre para a educação no mundo. Para o Brasil também, mas não tão ruim quanto se esperava. A edição de 2022 do Pisa, o exame da OCDE* que mede competências de colegiais de 81 países em leitura, matemática e ciências, mostra que, em comparação a seus pares de 20 anos atrás, o desempenho dos alunos dos países ricos já era ligeiramente pior antes da pandemia e piorou com ela. O dos brasileiros era ligeiramente melhor e manteve-se estável. O País mostrou-se resiliente. Mas é uma resiliência na penúria: o Brasil segue atolado no pelotão dos 25% com pior desempenho, abaixo de muitos países em condições socioeconômicas similares.

Houve avanços desde a redemocratização, notadamente na universalização do ensino, mas também nos sistemas de avaliação e na governança dos recursos públicos. Desde 1988, o financiamento por aluno aumentou cinco vezes, e a taxa de conclusão do primário saltou de 33% para 80%. Mas, qualitativamente, os resultados deixam a desejar. Como resumiu um diagnóstico do Ipea: “O Brasil empenhou-se em organizar e fortalecer o ensino público, e o resultado foi este: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável”. A última geração fez muito para democratizar o ensino. A atual tem o desafio de elevá-lo à excelência.

Não há passe de mágica. Educação ruim não é destino, e experiências de países há poucas gerações pobres e iletrados, como Coreia do Sul e Cingapura, hoje no topo do ranking, ou, mais recentemente, de países em desenvolvimento, como Peru ou Catar, ou ainda, no plano doméstico, do Ceará, no ensino fundamental, de Pernambuco, no médio, ou de vários Estados com o ensino integral, mostram ser possível avançar muito em pouco tempo, mesmo com recursos limitados.

Do complexo de boas práticas cotejadas pela literatura especializada, dois pilares se destacam: a priorização da educação básica e a qualificação dos professores. A docência no Brasil é desprestigiada. Os professores recebem abaixo de profissionais com seu nível de escolaridade e são recrutados entre alunos com baixo desempenho. Faculdades de pedagogia têm muita teoria e pouca prática. A formação tem sido precarizada pela proliferação indiscriminada de cursos à distância. Um funcionalismo público avesso à progressão de carreira por mérito e metas desincentiva a capacitação continuada de professores e gestores.

(O Estado de S.Paulo, 18 de dezembro de 2023. Adaptado)

Leia as passagens:

• O Brasil empenhou-se em organizar e fortalecer o ensino público… (2o parágrafo)

• A formação tem sido precarizada pela proliferação indiscriminada de cursos a distância. (5o parágrafo)

Assinale a alternativa que apresenta o sinônimo da expressão “empenhou-se”, e o antônimo da palavra “precarizada”, no contexto em que aparecem, obedecendo à norma-padrão.

 

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3407946 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
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A pandemia foi um desastre para a educação no mundo. Para o Brasil também, mas não tão ruim quanto se esperava. A edição de 2022 do Pisa, o exame da OCDE* que mede competências de colegiais de 81 países em leitura, matemática e ciências, mostra que, em comparação a seus pares de 20 anos atrás, o desempenho dos alunos dos países ricos já era ligeiramente pior antes da pandemia e piorou com ela. O dos brasileiros era ligeiramente melhor e manteve-se estável. O País mostrou-se resiliente. Mas é uma resiliência na penúria: o Brasil segue atolado no pelotão dos 25% com pior desempenho, abaixo de muitos países em condições socioeconômicas similares.

Houve avanços desde a redemocratização, notadamente na universalização do ensino, mas também nos sistemas de avaliação e na governança dos recursos públicos. Desde 1988, o financiamento por aluno aumentou cinco vezes, e a taxa de conclusão do primário saltou de 33% para 80%. Mas, qualitativamente, os resultados deixam a desejar. Como resumiu um diagnóstico do Ipea: “O Brasil empenhou-se em organizar e fortalecer o ensino público, e o resultado foi este: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável”. A última geração fez muito para democratizar o ensino. A atual tem o desafio de elevá-lo à excelência.

Não há passe de mágica. Educação ruim não é destino, e experiências de países há poucas gerações pobres e iletrados, como Coreia do Sul e Cingapura, hoje no topo do ranking, ou, mais recentemente, de países em desenvolvimento, como Peru ou Catar, ou ainda, no plano doméstico, do Ceará, no ensino fundamental, de Pernambuco, no médio, ou de vários Estados com o ensino integral, mostram ser possível avançar muito em pouco tempo, mesmo com recursos limitados.

Do complexo de boas práticas cotejadas pela literatura especializada, dois pilares se destacam: a priorização da educação básica e a qualificação dos professores. A docência no Brasil é desprestigiada. Os professores recebem abaixo de profissionais com seu nível de escolaridade e são recrutados entre alunos com baixo desempenho. Faculdades de pedagogia têm muita teoria e pouca prática. A formação tem sido precarizada pela proliferação indiscriminada de cursos à distância. Um funcionalismo público avesso à progressão de carreira por mérito e metas desincentiva a capacitação continuada de professores e gestores.

(O Estado de S.Paulo, 18 de dezembro de 2023. Adaptado)

Assinale a alternativa cuja frase está escrita com todas as palavras empregadas em sentido próprio.

 

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3407945 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

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A pandemia foi um desastre para a educação no mundo. Para o Brasil também, mas não tão ruim quanto se esperava. A edição de 2022 do Pisa, o exame da OCDE* que mede competências de colegiais de 81 países em leitura, matemática e ciências, mostra que, em comparação a seus pares de 20 anos atrás, o desempenho dos alunos dos países ricos já era ligeiramente pior antes da pandemia e piorou com ela. O dos brasileiros era ligeiramente melhor e manteve-se estável. O País mostrou-se resiliente. Mas é uma resiliência na penúria: o Brasil segue atolado no pelotão dos 25% com pior desempenho, abaixo de muitos países em condições socioeconômicas similares.

Houve avanços desde a redemocratização, notadamente na universalização do ensino, mas também nos sistemas de avaliação e na governança dos recursos públicos. Desde 1988, o financiamento por aluno aumentou cinco vezes, e a taxa de conclusão do primário saltou de 33% para 80%. Mas, qualitativamente, os resultados deixam a desejar. Como resumiu um diagnóstico do Ipea: “O Brasil empenhou-se em organizar e fortalecer o ensino público, e o resultado foi este: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável”. A última geração fez muito para democratizar o ensino. A atual tem o desafio de elevá-lo à excelência.

Não há passe de mágica. Educação ruim não é destino, e experiências de países há poucas gerações pobres e iletrados, como Coreia do Sul e Cingapura, hoje no topo do ranking, ou, mais recentemente, de países em desenvolvimento, como Peru ou Catar, ou ainda, no plano doméstico, do Ceará, no ensino fundamental, de Pernambuco, no médio, ou de vários Estados com o ensino integral, mostram ser possível avançar muito em pouco tempo, mesmo com recursos limitados.

Do complexo de boas práticas cotejadas pela literatura especializada, dois pilares se destacam: a priorização da educação básica e a qualificação dos professores. A docência no Brasil é desprestigiada. Os professores recebem abaixo de profissionais com seu nível de escolaridade e são recrutados entre alunos com baixo desempenho. Faculdades de pedagogia têm muita teoria e pouca prática. A formação tem sido precarizada pela proliferação indiscriminada de cursos à distância. Um funcionalismo público avesso à progressão de carreira por mérito e metas desincentiva a capacitação continuada de professores e gestores.

(O Estado de S.Paulo, 18 de dezembro de 2023. Adaptado)

Leia as passagens:

• Para o Brasil também, mas não tão ruim quanto se esperava. (1o parágrafo)

• Houve avanços desde a redemocratização, notadamente na universalização do ensino, mas também nos sistemas de avaliação… (2o parágrafo)

Como resumiu um diagnóstico do Ipea: “O Brasil se empenhou em organizar… (2o parágrafo)

As palavras/expressões em destaque introduzem, correta e respectivamente, os sentidos de:

 

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3407944 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

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A pandemia foi um desastre para a educação no mundo. Para o Brasil também, mas não tão ruim quanto se esperava. A edição de 2022 do Pisa, o exame da OCDE* que mede competências de colegiais de 81 países em leitura, matemática e ciências, mostra que, em comparação a seus pares de 20 anos atrás, o desempenho dos alunos dos países ricos já era ligeiramente pior antes da pandemia e piorou com ela. O dos brasileiros era ligeiramente melhor e manteve-se estável. O País mostrou-se resiliente. Mas é uma resiliência na penúria: o Brasil segue atolado no pelotão dos 25% com pior desempenho, abaixo de muitos países em condições socioeconômicas similares.

Houve avanços desde a redemocratização, notadamente na universalização do ensino, mas também nos sistemas de avaliação e na governança dos recursos públicos. Desde 1988, o financiamento por aluno aumentou cinco vezes, e a taxa de conclusão do primário saltou de 33% para 80%. Mas, qualitativamente, os resultados deixam a desejar. Como resumiu um diagnóstico do Ipea: “O Brasil empenhou-se em organizar e fortalecer o ensino público, e o resultado foi este: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável”. A última geração fez muito para democratizar o ensino. A atual tem o desafio de elevá-lo à excelência.

Não há passe de mágica. Educação ruim não é destino, e experiências de países há poucas gerações pobres e iletrados, como Coreia do Sul e Cingapura, hoje no topo do ranking, ou, mais recentemente, de países em desenvolvimento, como Peru ou Catar, ou ainda, no plano doméstico, do Ceará, no ensino fundamental, de Pernambuco, no médio, ou de vários Estados com o ensino integral, mostram ser possível avançar muito em pouco tempo, mesmo com recursos limitados.

Do complexo de boas práticas cotejadas pela literatura especializada, dois pilares se destacam: a priorização da educação básica e a qualificação dos professores. A docência no Brasil é desprestigiada. Os professores recebem abaixo de profissionais com seu nível de escolaridade e são recrutados entre alunos com baixo desempenho. Faculdades de pedagogia têm muita teoria e pouca prática. A formação tem sido precarizada pela proliferação indiscriminada de cursos à distância. Um funcionalismo público avesso à progressão de carreira por mérito e metas desincentiva a capacitação continuada de professores e gestores.

(O Estado de S.Paulo, 18 de dezembro de 2023. Adaptado)

Em – Mas, qualitativamente, os resultados deixam a desejar. – (2o parágrafo), a expressão em destaque pode ser substituída, em conformidade com a norma- -padrão, por:

 

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3407943 Ano: 2024
Disciplina: Português
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A pandemia foi um desastre para a educação no mundo. Para o Brasil também, mas não tão ruim quanto se esperava. A edição de 2022 do Pisa, o exame da OCDE* que mede competências de colegiais de 81 países em leitura, matemática e ciências, mostra que, em comparação a seus pares de 20 anos atrás, o desempenho dos alunos dos países ricos já era ligeiramente pior antes da pandemia e piorou com ela. O dos brasileiros era ligeiramente melhor e manteve-se estável. O País mostrou-se resiliente. Mas é uma resiliência na penúria: o Brasil segue atolado no pelotão dos 25% com pior desempenho, abaixo de muitos países em condições socioeconômicas similares.

Houve avanços desde a redemocratização, notadamente na universalização do ensino, mas também nos sistemas de avaliação e na governança dos recursos públicos. Desde 1988, o financiamento por aluno aumentou cinco vezes, e a taxa de conclusão do primário saltou de 33% para 80%. Mas, qualitativamente, os resultados deixam a desejar. Como resumiu um diagnóstico do Ipea: “O Brasil empenhou-se em organizar e fortalecer o ensino público, e o resultado foi este: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável”. A última geração fez muito para democratizar o ensino. A atual tem o desafio de elevá-lo à excelência.

Não há passe de mágica. Educação ruim não é destino, e experiências de países há poucas gerações pobres e iletrados, como Coreia do Sul e Cingapura, hoje no topo do ranking, ou, mais recentemente, de países em desenvolvimento, como Peru ou Catar, ou ainda, no plano doméstico, do Ceará, no ensino fundamental, de Pernambuco, no médio, ou de vários Estados com o ensino integral, mostram ser possível avançar muito em pouco tempo, mesmo com recursos limitados.

Do complexo de boas práticas cotejadas pela literatura especializada, dois pilares se destacam: a priorização da educação básica e a qualificação dos professores. A docência no Brasil é desprestigiada. Os professores recebem abaixo de profissionais com seu nível de escolaridade e são recrutados entre alunos com baixo desempenho. Faculdades de pedagogia têm muita teoria e pouca prática. A formação tem sido precarizada pela proliferação indiscriminada de cursos à distância. Um funcionalismo público avesso à progressão de carreira por mérito e metas desincentiva a capacitação continuada de professores e gestores.

(O Estado de S.Paulo, 18 de dezembro de 2023. Adaptado)

Leia o trecho do 2o parágrafo:

“O Brasil se empenhou em organizar e fortalecer o ensino público, e o resultado foi este: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável”. As aspas e os dois-pontos foram empregados, correta e respectivamente, com a finalidade de

 

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3407942 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

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A pandemia foi um desastre para a educação no mundo. Para o Brasil também, mas não tão ruim quanto se esperava. A edição de 2022 do Pisa, o exame da OCDE* que mede competências de colegiais de 81 países em leitura, matemática e ciências, mostra que, em comparação a seus pares de 20 anos atrás, o desempenho dos alunos dos países ricos já era ligeiramente pior antes da pandemia e piorou com ela. O dos brasileiros era ligeiramente melhor e manteve-se estável. O País mostrou-se resiliente. Mas é uma resiliência na penúria: o Brasil segue atolado no pelotão dos 25% com pior desempenho, abaixo de muitos países em condições socioeconômicas similares.

Houve avanços desde a redemocratização, notadamente na universalização do ensino, mas também nos sistemas de avaliação e na governança dos recursos públicos. Desde 1988, o financiamento por aluno aumentou cinco vezes, e a taxa de conclusão do primário saltou de 33% para 80%. Mas, qualitativamente, os resultados deixam a desejar. Como resumiu um diagnóstico do Ipea: “O Brasil empenhou-se em organizar e fortalecer o ensino público, e o resultado foi este: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável”. A última geração fez muito para democratizar o ensino. A atual tem o desafio de elevá-lo à excelência.

Não há passe de mágica. Educação ruim não é destino, e experiências de países há poucas gerações pobres e iletrados, como Coreia do Sul e Cingapura, hoje no topo do ranking, ou, mais recentemente, de países em desenvolvimento, como Peru ou Catar, ou ainda, no plano doméstico, do Ceará, no ensino fundamental, de Pernambuco, no médio, ou de vários Estados com o ensino integral, mostram ser possível avançar muito em pouco tempo, mesmo com recursos limitados.

Do complexo de boas práticas cotejadas pela literatura especializada, dois pilares se destacam: a priorização da educação básica e a qualificação dos professores. A docência no Brasil é desprestigiada. Os professores recebem abaixo de profissionais com seu nível de escolaridade e são recrutados entre alunos com baixo desempenho. Faculdades de pedagogia têm muita teoria e pouca prática. A formação tem sido precarizada pela proliferação indiscriminada de cursos à distância. Um funcionalismo público avesso à progressão de carreira por mérito e metas desincentiva a capacitação continuada de professores e gestores.

(O Estado de S.Paulo, 18 de dezembro de 2023. Adaptado)

Leia o trecho do 2o parágrafo: “O Brasil se empenhou em organizar e fortalecer o ensino público, e o resultado foi este: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável”. As aspas e os dois-pontos foram empregados, correta e respectivamente, com a finalidade de

 

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3407941 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP

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A pandemia foi um desastre para a educação no mundo. Para o Brasil também, mas não tão ruim quanto se esperava. A edição de 2022 do Pisa, o exame da OCDE* que mede competências de colegiais de 81 países em leitura, matemática e ciências, mostra que, em comparação a seus pares de 20 anos atrás, o desempenho dos alunos dos países ricos já era ligeiramente pior antes da pandemia e piorou com ela. O dos brasileiros era ligeiramente melhor e manteve-se estável. O País mostrou-se resiliente. Mas é uma resiliência na penúria: o Brasil segue atolado no pelotão dos 25% com pior desempenho, abaixo de muitos países em condições socioeconômicas similares.

Houve avanços desde a redemocratização, notadamente na universalização do ensino, mas também nos sistemas de avaliação e na governança dos recursos públicos. Desde 1988, o financiamento por aluno aumentou cinco vezes, e a taxa de conclusão do primário saltou de 33% para 80%. Mas, qualitativamente, os resultados deixam a desejar. Como resumiu um diagnóstico do Ipea: “O Brasil empenhou-se em organizar e fortalecer o ensino público, e o resultado foi este: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável”. A última geração fez muito para democratizar o ensino. A atual tem o desafio de elevá-lo à excelência.

Não há passe de mágica. Educação ruim não é destino, e experiências de países há poucas gerações pobres e iletrados, como Coreia do Sul e Cingapura, hoje no topo do ranking, ou, mais recentemente, de países em desenvolvimento, como Peru ou Catar, ou ainda, no plano doméstico, do Ceará, no ensino fundamental, de Pernambuco, no médio, ou de vários Estados com o ensino integral, mostram ser possível avançar muito em pouco tempo, mesmo com recursos limitados.

Do complexo de boas práticas cotejadas pela literatura especializada, dois pilares se destacam: a priorização da educação básica e a qualificação dos professores. A docência no Brasil é desprestigiada. Os professores recebem abaixo de profissionais com seu nível de escolaridade e são recrutados entre alunos com baixo desempenho. Faculdades de pedagogia têm muita teoria e pouca prática. A formação tem sido precarizada pela proliferação indiscriminada de cursos à distância. Um funcionalismo público avesso à progressão de carreira por mérito e metas desincentiva a capacitação continuada de professores e gestores.

(O Estado de S.Paulo, 18 de dezembro de 2023. Adaptado)

De acordo com o 3o parágrafo, o autor do texto é de opinião que

 

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Houve avanços desde a redemocratização, notadamente na universalização do ensino, mas também nos sistemas de avaliação e na governança dos recursos públicos. Desde 1988, o financiamento por aluno aumentou cinco vezes, e a taxa de conclusão do primário saltou de 33% para 80%. Mas, qualitativamente, os resultados deixam a desejar. Como resumiu um diagnóstico do Ipea: “O Brasil empenhou-se em organizar e fortalecer o ensino público, e o resultado foi este: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável”. A última geração fez muito para democratizar o ensino. A atual tem o desafio de elevá-lo à excelência.

Não há passe de mágica. Educação ruim não é destino, e experiências de países há poucas gerações pobres e iletrados, como Coreia do Sul e Cingapura, hoje no topo do ranking, ou, mais recentemente, de países em desenvolvimento, como Peru ou Catar, ou ainda, no plano doméstico, do Ceará, no ensino fundamental, de Pernambuco, no médio, ou de vários Estados com o ensino integral, mostram ser possível avançar muito em pouco tempo, mesmo com recursos limitados.

Do complexo de boas práticas cotejadas pela literatura especializada, dois pilares se destacam: a priorização da educação básica e a qualificação dos professores. A docência no Brasil é desprestigiada. Os professores recebem abaixo de profissionais com seu nível de escolaridade e são recrutados entre alunos com baixo desempenho. Faculdades de pedagogia têm muita teoria e pouca prática. A formação tem sido precarizada pela proliferação indiscriminada de cursos à distância. Um funcionalismo público avesso à progressão de carreira por mérito e metas desincentiva a capacitação continuada de professores e gestores.

(O Estado de S.Paulo, 18 de dezembro de 2023. Adaptado)

De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que, no Brasil, desde o ano de 1988,

 

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