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Texto 3
Além do já mencionado estímulo ininterrupto à elevação do grau de letramento dos alunos e da prática da
reflexão linguística a partir de certa fase do percurso
escolar, cabe também ao professor de língua apresentar os valores sociais atribuídos a cada variedade
linguística. Como cada um de nós sabe muito bem, a
língua é frequentemente usada na prática da discriminação, da exclusão social. O preconceito linguístico
vivo e atuante é uma realidade inegável no Brasil
(Bagno, 1999; 2000). Explicitar, explicar e combater
esse preconceito é uma das tarefas incontornáveis da
educação linguística.
Talvez possamos atribuir parte do preconceito linguístico (que existe em todas as culturas ocidentais)
ao vigor da já mencionada crença (de inspiração platônica) na existência de uma língua “essencial”, que
vive num mundo apenas inteligível, imaterial, fora do
alcance dos nossos sentidos. (…)
No caso específico da língua, esse ideal é sempre
situado num passado remoto e nebuloso, enquanto
a situação contemporânea de suposta “decadência” é
sempre analisada com pessimismo. (…)
Uma vez consciente dessa situação problemática, o
professor que quiser contribuir para desconstruí-la
deverá tentar se apoderar dos resultados oferecidos
pela pesquisa sociolinguística e pelas teorias linguísticas de inspiração não essencialista. Já está mais do
que provado que, do ponto de vista exclusivamente
científico, não existe erro em língua, o que existe é
variação e mudança, e a variação e a mudança não são
“acidentes de percurso”, muito pelo contrário, elas são
constitutivas da natureza mesma de todas as língua
humanas vivas.
BAGNO, Marcos; STUBBS, Michael; GAGNÉ, Gilles – Língua Materna,
letramento, variação & ensino, ed. Parábola, São Paulo, 2002, p. 73.
1. O autor afirma que a língua é usada com frequência para a prática do preconceito, da discriminação. No entanto, não aponta atitudes para combater esse problema.
2. Segundo o autor, não há erro em língua, mas variações linguísticas do ponto de vista estritamente científico.
3. Além do ponto de vista científico, há outro, que considera a existência de uma língua “essencial”.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Texto 3
Além do já mencionado estímulo ininterrupto à elevação do grau de letramento dos alunos e da prática da
reflexão linguística a partir de certa fase do percurso
escolar, cabe também ao professor de língua apresentar os valores sociais atribuídos a cada variedade
linguística. Como cada um de nós sabe muito bem, a
língua é frequentemente usada na prática da discriminação, da exclusão social. O preconceito linguístico
vivo e atuante é uma realidade inegável no Brasil
(Bagno, 1999; 2000). Explicitar, explicar e combater
esse preconceito é uma das tarefas incontornáveis da
educação linguística.
Talvez possamos atribuir parte do preconceito linguístico (que existe em todas as culturas ocidentais)
ao vigor da já mencionada crença (de inspiração platônica) na existência de uma língua “essencial”, que
vive num mundo apenas inteligível, imaterial, fora do
alcance dos nossos sentidos. (…)
No caso específico da língua, esse ideal é sempre
situado num passado remoto e nebuloso, enquanto
a situação contemporânea de suposta “decadência” é
sempre analisada com pessimismo. (…)
Uma vez consciente dessa situação problemática, o
professor que quiser contribuir para desconstruí-la
deverá tentar se apoderar dos resultados oferecidos
pela pesquisa sociolinguística e pelas teorias linguísticas de inspiração não essencialista. Já está mais do
que provado que, do ponto de vista exclusivamente
científico, não existe erro em língua, o que existe é
variação e mudança, e a variação e a mudança não são
“acidentes de percurso”, muito pelo contrário, elas são
constitutivas da natureza mesma de todas as língua
humanas vivas.
BAGNO, Marcos; STUBBS, Michael; GAGNÉ, Gilles – Língua Materna,
letramento, variação & ensino, ed. Parábola, São Paulo, 2002, p. 73.
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Texto 2
Há mais coisas em comum no reino paulista do que
imagina nossa vã filosofia. A semana foi prova dessa
verdade. Entrevistados pelo gordo Jô Soares, os
também gordos Sérgio Motta, vulgo Serjão, e Delfim
Netto provaram que têm algo em parceria além dos
dois tt.
Ambos contribuem para o enriquecimento da língua
portuguesa. O dono das telecomunicações lembrou-
-se do verbo malufar, “que significa roubar”, rimou. O
outro não deixou por menos. Criou o neologismo
mottar (com dois tt, prestem atenção). Quer dizer
vazar informações no mercado e depois dizer que se
enganou. É o caso das tarifas telefônicas. O ministro
falou em alta. Provocou especulações na bolsa. “Muita
gente ganhou dinheiro”, jura Delfim.
No dia seguinte, Jô comentava a elegância criativa dos
dois. (…)
SQUARISI, DAD - Português com humor, 2001, ed. Correio Braziliense, p. 81.
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Texto 2
Há mais coisas em comum no reino paulista do que
imagina nossa vã filosofia. A semana foi prova dessa
verdade. Entrevistados pelo gordo Jô Soares, os
também gordos Sérgio Motta, vulgo Serjão, e Delfim
Netto provaram que têm algo em parceria além dos
dois tt.
Ambos contribuem para o enriquecimento da língua
portuguesa. O dono das telecomunicações lembrou-
-se do verbo malufar, “que significa roubar”, rimou. O
outro não deixou por menos. Criou o neologismo
mottar (com dois tt, prestem atenção). Quer dizer
vazar informações no mercado e depois dizer que se
enganou. É o caso das tarifas telefônicas. O ministro
falou em alta. Provocou especulações na bolsa. “Muita
gente ganhou dinheiro”, jura Delfim.
No dia seguinte, Jô comentava a elegância criativa dos
dois. (…)
SQUARISI, DAD - Português com humor, 2001, ed. Correio Braziliense, p. 81.
1. O que há em comum entre os dois entrevistados é apenas a repetição do grafema t nos nomes.
2. O que há em comum entre os dois entrevistados é o fato de seus nomes tornarem-se neologismos.
3. Os dois neologismos verbais de primeira conjugação possuem significados distintos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Texto 1
A Kombi, se o leitor não sabe devo adverti-lo, pertence
à história pessoal de cada jornalista esportivo. Há dois
tipos de jornalistas: os que viajam e os que não viajam.
Os esportivos pertencem ao primeiro tipo. A Kombi já
define a viagem: ela será lenta, intestinal, suada, poeirenta e muito sonora. Imaginei que não haveria mais
Kombi na minha vida. A última eu mesmo a aluguei e saí
a dirigi-la como um rolador de tonel. Mas Campos fica a
quatro horas do rio e o Almir é um excelente motorista
de Kombi: acomodamos tudo atrás, sentamos um ao
lado do outro, bem-humorados, dispostos e ressequidos
por uma cerveja que tardava. E viajamos 30 minutos.
A Kombi andou de um lado para o outro, fomos para
o acostamento. Fazia quarenta graus, o sol estava em
cima, o pó embaixo do pneu furado. No borracheiro,
dois quilômetros adiante, se podia ver a câmara
enrugada, com duas bolas, saindo de dentro do pneu
novo. Bebemos a cerveja, mas foi preciso afastar com
a palma da mão o lençol de moscas que recobria o
balcão. O próximo pneu seria à noite, num lançante
da serra: desciam caminhões em banguela (em ponto
morto), lá estávamos nós, estômago na mão, no
acostamento da contramão que era o único existente.
Campos apareceu aos poucos, já de madrugada escondida entre canaviais e o cheiro forte da cana cortada e
deixada no chão apodrecendo. É um cheiro doce por
vezes, mas dolorosamente azedo quase sempre.
Ruy Carlos Ostermann, Correio do Povo, 08/11/1977
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Texto 1
A Kombi, se o leitor não sabe devo adverti-lo, pertence
à história pessoal de cada jornalista esportivo. Há dois
tipos de jornalistas: os que viajam e os que não viajam.
Os esportivos pertencem ao primeiro tipo. A Kombi já
define a viagem: ela será lenta, intestinal, suada, poeirenta e muito sonora. Imaginei que não haveria mais
Kombi na minha vida. A última eu mesmo a aluguei e saí
a dirigi-la como um rolador de tonel. Mas Campos fica a
quatro horas do rio e o Almir é um excelente motorista
de Kombi: acomodamos tudo atrás, sentamos um ao
lado do outro, bem-humorados, dispostos e ressequidos
por uma cerveja que tardava. E viajamos 30 minutos.
A Kombi andou de um lado para o outro, fomos para
o acostamento. Fazia quarenta graus, o sol estava em
cima, o pó embaixo do pneu furado. No borracheiro,
dois quilômetros adiante, se podia ver a câmara
enrugada, com duas bolas, saindo de dentro do pneu
novo. Bebemos a cerveja, mas foi preciso afastar com
a palma da mão o lençol de moscas que recobria o
balcão. O próximo pneu seria à noite, num lançante
da serra: desciam caminhões em banguela (em ponto
morto), lá estávamos nós, estômago na mão, no
acostamento da contramão que era o único existente.
Campos apareceu aos poucos, já de madrugada escondida entre canaviais e o cheiro forte da cana cortada e
deixada no chão apodrecendo. É um cheiro doce por
vezes, mas dolorosamente azedo quase sempre.
Ruy Carlos Ostermann, Correio do Povo, 08/11/1977
1. Em “(…) pertence à história pessoal de cada jornalista esportivo”, se substituíssemos o verbo pertencer pelo verbo abrigar, estariam igualmente postas as condições para a manutenção do sinal indicativo de crase.
2. Na seguinte construção: “(…) se podia ver a câmara enrugada”, se substituíssemos a palavra câmara por câmaras, o verbo poder, obrigatoriamente, deveria ser flexionado na terceira pessoa do plural.
3. Na construção a seguir, o sinal indicativo de crase ocorre por ser expressão adverbial feminina: “O próximo pneu seria à noite (…)”.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Texto 1
A Kombi, se o leitor não sabe devo adverti-lo, pertence
à história pessoal de cada jornalista esportivo. Há dois
tipos de jornalistas: os que viajam e os que não viajam.
Os esportivos pertencem ao primeiro tipo. A Kombi já
define a viagem: ela será lenta, intestinal, suada, poeirenta e muito sonora. Imaginei que não haveria mais
Kombi na minha vida. A última eu mesmo a aluguei e saí
a dirigi-la como um rolador de tonel. Mas Campos fica a
quatro horas do rio e o Almir é um excelente motorista
de Kombi: acomodamos tudo atrás, sentamos um ao
lado do outro, bem-humorados, dispostos e ressequidos
por uma cerveja que tardava. E viajamos 30 minutos.
A Kombi andou de um lado para o outro, fomos para
o acostamento. Fazia quarenta graus, o sol estava em
cima, o pó embaixo do pneu furado. No borracheiro,
dois quilômetros adiante, se podia ver a câmara
enrugada, com duas bolas, saindo de dentro do pneu
novo. Bebemos a cerveja, mas foi preciso afastar com
a palma da mão o lençol de moscas que recobria o
balcão. O próximo pneu seria à noite, num lançante
da serra: desciam caminhões em banguela (em ponto
morto), lá estávamos nós, estômago na mão, no
acostamento da contramão que era o único existente.
Campos apareceu aos poucos, já de madrugada escondida entre canaviais e o cheiro forte da cana cortada e
deixada no chão apodrecendo. É um cheiro doce por
vezes, mas dolorosamente azedo quase sempre.
Ruy Carlos Ostermann, Correio do Povo, 08/11/1977
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Texto 1
A Kombi, se o leitor não sabe devo adverti-lo, pertence
à história pessoal de cada jornalista esportivo. Há dois
tipos de jornalistas: os que viajam e os que não viajam.
Os esportivos pertencem ao primeiro tipo. A Kombi já
define a viagem: ela será lenta, intestinal, suada, poeirenta e muito sonora. Imaginei que não haveria mais
Kombi na minha vida. A última eu mesmo a aluguei e saí
a dirigi-la como um rolador de tonel. Mas Campos fica a
quatro horas do rio e o Almir é um excelente motorista
de Kombi: acomodamos tudo atrás, sentamos um ao
lado do outro, bem-humorados, dispostos e ressequidos
por uma cerveja que tardava. E viajamos 30 minutos.
A Kombi andou de um lado para o outro, fomos para
o acostamento. Fazia quarenta graus, o sol estava em
cima, o pó embaixo do pneu furado. No borracheiro,
dois quilômetros adiante, se podia ver a câmara
enrugada, com duas bolas, saindo de dentro do pneu
novo. Bebemos a cerveja, mas foi preciso afastar com
a palma da mão o lençol de moscas que recobria o
balcão. O próximo pneu seria à noite, num lançante
da serra: desciam caminhões em banguela (em ponto
morto), lá estávamos nós, estômago na mão, no
acostamento da contramão que era o único existente.
Campos apareceu aos poucos, já de madrugada escondida entre canaviais e o cheiro forte da cana cortada e
deixada no chão apodrecendo. É um cheiro doce por
vezes, mas dolorosamente azedo quase sempre.
Ruy Carlos Ostermann, Correio do Povo, 08/11/1977
1. As duas ocorrências do verbo haver, no primeiro parágrafo (assinaladas no texto), poderiam ser substituídas pelo verbo existir. No entanto este verbo deveria ficar na terceira pessoa do plural na segunda ocorrência a fim de atender à norma culta.
2. No segundo período do segundo parágrafo, o verbo fazer (assinalado no texto) deveria estar na terceira pessoa do plural para atender à norma culta.
3. Na construção a seguir: “(…) desciam caminhões em banguela”, o sujeito posposto é caminhões.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Texto 1
A Kombi, se o leitor não sabe devo adverti-lo, pertence
à história pessoal de cada jornalista esportivo. Há dois
tipos de jornalistas: os que viajam e os que não viajam.
Os esportivos pertencem ao primeiro tipo. A Kombi já
define a viagem: ela será lenta, intestinal, suada, poeirenta e muito sonora. Imaginei que não haveria mais
Kombi na minha vida. A última eu mesmo a aluguei e saí
a dirigi-la como um rolador de tonel. Mas Campos fica a
quatro horas do rio e o Almir é um excelente motorista
de Kombi: acomodamos tudo atrás, sentamos um ao
lado do outro, bem-humorados, dispostos e ressequidos
por uma cerveja que tardava. E viajamos 30 minutos.
A Kombi andou de um lado para o outro, fomos para
o acostamento. Fazia quarenta graus, o sol estava em
cima, o pó embaixo do pneu furado. No borracheiro,
dois quilômetros adiante, se podia ver a câmara
enrugada, com duas bolas, saindo de dentro do pneu
novo. Bebemos a cerveja, mas foi preciso afastar com
a palma da mão o lençol de moscas que recobria o
balcão. O próximo pneu seria à noite, num lançante
da serra: desciam caminhões em banguela (em ponto
morto), lá estávamos nós, estômago na mão, no
acostamento da contramão que era o único existente.
Campos apareceu aos poucos, já de madrugada escondida entre canaviais e o cheiro forte da cana cortada e
deixada no chão apodrecendo. É um cheiro doce por
vezes, mas dolorosamente azedo quase sempre.
Ruy Carlos Ostermann, Correio do Povo, 08/11/1977
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Texto 1
A Kombi, se o leitor não sabe devo adverti-lo, pertence
à história pessoal de cada jornalista esportivo. Há dois
tipos de jornalistas: os que viajam e os que não viajam.
Os esportivos pertencem ao primeiro tipo. A Kombi já
define a viagem: ela será lenta, intestinal, suada, poeirenta e muito sonora. Imaginei que não haveria mais
Kombi na minha vida. A última eu mesmo a aluguei e saí
a dirigi-la como um rolador de tonel. Mas Campos fica a
quatro horas do rio e o Almir é um excelente motorista
de Kombi: acomodamos tudo atrás, sentamos um ao
lado do outro, bem-humorados, dispostos e ressequidos
por uma cerveja que tardava. E viajamos 30 minutos.
A Kombi andou de um lado para o outro, fomos para
o acostamento. Fazia quarenta graus, o sol estava em
cima, o pó embaixo do pneu furado. No borracheiro,
dois quilômetros adiante, se podia ver a câmara
enrugada, com duas bolas, saindo de dentro do pneu
novo. Bebemos a cerveja, mas foi preciso afastar com
a palma da mão o lençol de moscas que recobria o
balcão. O próximo pneu seria à noite, num lançante
da serra: desciam caminhões em banguela (em ponto
morto), lá estávamos nós, estômago na mão, no
acostamento da contramão que era o único existente.
Campos apareceu aos poucos, já de madrugada escondida entre canaviais e o cheiro forte da cana cortada e
deixada no chão apodrecendo. É um cheiro doce por
vezes, mas dolorosamente azedo quase sempre.
Ruy Carlos Ostermann, Correio do Povo, 08/11/1977
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