A Resolução nº 429/13, do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional
(COFFITO), reconhece a especialidade da Terapia Ocupacional no Contexto Hospitalar, o que dá ao terapeuta
ocupacional a prerrogativa legal para atuar nas diversas especialidades clínicas assistidas dentro do
hospital e nos diversos setores, dentre eles a UTI Adulto (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia
Ocupacional, 2013).
I. O terapeuta ocupacional como parte da equipe multiprofissional deverá discutir sobre as ações a serem
realizadas com o paciente, com o intuito de gerar intervenções humanizadas no contexto da UTI (Araújo Neto,
Silva, Zanin, Andrade & Morais, 2016). Dentro da ótica da humanização, as necessidades de cuidados com o
paciente serão compartilhadas entre equipe-usuário-família, incentivando o protagonismo e
corresponsabilidade dos sujeitos envolvidos (Brasil, 2010).
PORQUE II. No que se refere à atuação do terapeuta ocupacional na UTI, tem se que ela deverá ser iniciada o mais
precoce possível, pois a imobilização do paciente poderá acarretar efeitos secundários à internação. Os
atendimentos serão pautados na funcionalidade e necessidades primárias do paciente, bem como no
estímulo dos seus componentes motores, cognitivos, sensoriais e psicossociais, independentemente do nível
de consciência do indivíduo assistido. A abordagem também será extensiva aos familiares e cuidadores dos
pacientes atendidos (American Occupational Therapy Association, 2015; Barbosa & Reis, 2017).
A doença oncológica em fase terminal é caracterizada por vários sintomas que provocam um
grande sofrimento nas pessoas. Os principais são: dor, estomatite, anorexia, disfagia, úlceras peptídicas, dispnéia,
anemia, sistema sensorial alterado, diplopia, convulsões, entre outros. Para além disto, os doentes oncológicos
que se encontram em situação paliativa, apresentam um nível de sofrimento considerável (Capela & Apóstolo,
2012).
O terapeuta ocupacional é, então, o profissional de saúde que vai ajudar a restaurar a interação entre o
indivíduo e o seu contexto, tendo em conta o seu estado de saúde, tendo sempre como finalidade primordial o
restauro da sua independência e autonomia 19 na realização das suas atividades diárias (Söderback, 2009).
Assim, e de acordo com o mesmo autor, o terapeuta ocupacional possui os seguintes papéis:
BOTELHO, Flávia Tatiana Pinto. A Terapia Ocupacional nos Cuidados Paliativos Oncológicos-Revisão Integrativa
da Literatura. 2019.
I. Terapêutico: o terapeuta ocupacional tem a responsabilidade de cooperar e de ajudar os seus utentes de modo
a que estes alcancem as metas estabelecidas, sendo que estas envolvem a recuperação da realização das
principais atividades da sua vida diária;
POR MEIO
II. Uma equipa multidisciplinar: tendo em conta os seus saberes científicos e a sua prática profissional, o terapeuta
ocupacional tem o dever de trabalhar em conjunto com outros profissionais de saúde de forma a que sejam
atingidos os objetivos estabelecidos;
NO ENTANTO,
III. Consultor: o terapeuta ocupacional não deve trabalhar com a família e outras pessoas significativas do utente,
de modo a que estes não interfiram no prognóstico do paciente.
Ao longo de sua história, a terapia ocupacional brasileira vem incorporando e modificando
perspectivas teórico-metodológicas e referenciais teórico-práticos em consonância com os contextos históricos,
sociais e políticos. A produção acadêmica e profissional tem sido um importante vetor de divulgação de novos
referenciais para a profissão. A seguir marque Verdadeiro ou Falsa e na sequência marque a alternativa correta
(____) O primeiro movimento – no âmbito da constituição dos saberes e práticas da terapia ocupacional no Brasil
– teve início a partir da própria criação e implantação dos primeiros cursos de terapia ocupacional na Escola de
Reabilitação do Rio de Janeiro, em 1956, e no Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da Universidade de
São Paulo, em 1957.
(____) A partir de meados dos anos 1960, o segundo movimento, por meio de outras influências passaram a
configurar a prática da terapia ocupacional. Inicialmente, sob a influência da psiquiatria social de Luís Cerqueira e
do advento das comunidades terapêuticas, a profissão começou a fazer uso da abordagem socioterápica,
incorporando, entre suas abordagens o grupo operativo, os grupos com famílias e as oficinas ou ateliês de
atividades.
(____) Os cursos de terapia ocupacional, neste primeiro momento, eram ambientes de formação técnica e não de
produção científica, tendo a capacitação docente se iniciado apenas em meados dos anos 1980.
(____) O terceiro movimento identificado pela pesquisa está relacionado a construção e consolidação dos campos
de investigação, de saberes e de práticas daterapia ocupacional no Brasil, rumo à proposição de práticas
emancipatórias, que aparece no âmbito da produção a partir de 1997, no contexto dos hospitais gerais.
A Terapia Ocupacional, profissão regulamentada pelo Decreto Lei N. 938 - de 13 de outubro de
1969 DOU Nº.197 de 14/10/69 - retificado em 16/10/1969, está inscrita na Classificação Brasileira de Ocupações
(CBO) com o código 2239-05, que identifica ocupações no mercado de trabalho para fins classificatórios junto aos
registros administrativos e domiciliares. Possui a Resolução do COFFITO Nº 408 de 18 de agosto de 2011, que
disciplina a Especialidade Profissional Terapia Ocupacional em Saúde Mental.
De acordo com esta resolução, o terapeuta ocupacional deverá ter o domínio das seguintes Grandes
Áreas de Competência:
Tratando-se de pacientes portadores de transtornos mentais, Cunha e Santos (2009) relatam
que a formação de grupos terapêuticos com o intuito de tratar esses pacientes é vantajosa, já que a constituição
de um grupo é considerada, por si só, um recurso terapêutico e a terapia realizada através dos grupos possibilita
trabalhar objetivos distintos da terapia individual, alcançando, consequentemente, resultados diferentes. Sobre o
trabalho dos grupos terapêuticos as proposições estão corretas, EXCETO em:
Verifica-se que no Brasil, a Resolução nº 415/2012 do Conselho Federal de Fisioterapia e
Terapia Ocupacional (COFFITO) é o principal documento que direciona orientações para o registro em prontuário
de Terapia Ocupacional. Essa resolução oferta direcionamento sobre a obrigatoriedade do registro em prontuário;
do tempo de guarda de cinco anos a constar da última anotação; do dever de manter o prontuário em local que
garanta o sigilo e privacidade; e fornece diretrizes que configuram o conteúdo mínimo a constar nesta
documentação (COFFITO, 2012).
Conforme elencado no disposto do artigo 1º, §1º desta resolução, o registro terapêutico ocupacional deve
minimamente ser composto por alguns itens. Quais destes não compõem a agenda do Terapeuta Ocupacional na
evolução de prontuário:
Se defendemos a ideia de que o objeto de intervenção da Terapia Ocupacional é a ocupação humana e a vida
ocupacional dos sujeitos, devemos considerar que escutar a vida é muito mais do que pensar a própria saúde
(DELEUZE, 1989). Ou seja, a intervenção ocupacional conceitualmente vai além da intervenção pela busca do
processo de cura de uma doença ou da anulação de uma alteração práxica. Diante do processo de alta serão
apresentadas algumas considerações necessárias, EXCETO
A facilitação do movimento é parte de um processo de aprendizagem ativo, no qual o paciente
é capacitado para superar a inércia, para iniciar, continuar ou completar a atividade funcional. A habilidade de o
terapeuta colocar as mãos corretamente no corpo do paciente, usando informação sensorial e proprioceptiva,
permite o movimento se tornar mais fácil. Essa habilidade do terapeuta é fundamental para o sucesso do
tratamento, que será fundamentado em algumas premissas importantes que irão permitir:
A seguir marque Verdadeiro ou Falsa e na sequencia marque a alternativa correta respectivamente:
(____)Sentir as respostas dos pacientes às mudanças na postura ou no movimento.
(____)Obter melhor controle da postura e da sinergia de movimentos, o que amplia as opções dos pacientes na
seleção das ações com sucesso.
(____)Limitar os movimentos inadequados que distanciam o paciente do objetivo da tarefa.
(____)Inibir ou restringir os padrões motores que, se praticados, levam a deformidades secundárias, a
incapacidades futuras ou a diminuição da participação na sociedade.
(____)Avaliar as dificuldades que estarão ocorrendo no processamento sensoria
Entende-se que a terapia ocupacional é uma profissão que pode desenvolver ações tanto com
os indivíduos que contraíram a doença e seus familiares quanto com os trabalhadores da Saúde, além de ações para prevenir o contágio ( Brasil, 2018 ). De acordo com o COFFITO – Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia
Ocupacional (2020) e com portarias do Ministério de Saúde, os terapeutas ocupacionais têm respaldado para
atuar nos âmbitos da Atenção Básica à Saúde, a partir dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), e da
rede hospitalar, considerados dispositivos importantes no combate à pandemia. O referido Conselho regulamenta,
ainda, por meio da Resolução nº 459, de 20 de novembro de 2015, que os terapeutas ocupacionais têm
competência para atuar na área de Saúde do Trabalhador, por meio de programas de estratégias inclusivas, de
prevenção, proteção e recuperação da saúde.
I. Na Atenção Básica, as principais ações direcionadas à população, que podem ser realizadas pela profissão, são
as orientações de prevenção do contágio, para saber como as pessoas atendidas desenvolvem cotidianamente
seus hábitos de higiene pessoal e do ambiente em que vivem e como podem adquirir novos hábitos para evitar o
contágio e a transmissão do vírus que sejam condizentes com suas possibilidades, seu contexto social, econômico
e cultural e as condições em que vivem.
II. A terapia ocupacional também pode desenvolver ações direcionadas aos processos de
adequação/reformulação/reorganização das atividades realizadas no cotidiano de indivíduos e famílias atendidos -
tanto com as famílias que têm condições de se manter em isolamento social quanto as que estão em situações em
que alguns de seus membros precisem sair do ambiente domiciliar para trabalhar.
III. No âmbito hospitalar, a terapia ocupacional pode contribuir para adaptar os usuários à rotina do hospital e aos
cuidados diários exigidos; para prestar esclarecimentos sobre a doença e seu tratamento, a fim de que o usuário
compreenda sua nova situação; para posicionar o paciente no leito adequadamente e prevenir úlceras por
pressão; para criar dispositivos e recursos de tecnologia assistiva.