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SUS corre risco de colapso
O Sistema Único de Saúde (SUS) e a rede de saúde complementar passarão por um teste decisivo nos próximos meses. O crescimento do número de casos confirmados de Covid-19 pressionará a estrutura de atendimento existente e vai repercutir principalmente no uso de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Especialistas advertem que o avanço da infecção e o aumento de casos graves podem causar um colapso no sistema por falta de leitos. O SUS padece, dia após dia, de problemas específicos no atendimento, na gestão de equipamentos e de pessoal e, mais recentemente, de problemas orçamentários: o aporte financeiro do Ministério da Saúde previsto para 2020 é de R$ 136 bilhões, menor do que no ano passado, que foi de 147 bilhões. Agora, a demanda causada pelo coronavírus vai se somar aos problemas existentes porque as pessoas continuarão tendo outras doenças.
O momento mais difícil da Covid-19 é quando ela causa debilidade respiratória grave, chamada de hipoxemia, que exige o uso de respiradores artificiais no paciente. É como se o pulmão estivesse plastificado. Há necessidade de internação e isolamento respiratório porque o principal mecanismo de transmissão acontece por gotículas e é significativo o risco de contaminação de outros pacientes e dos profissionais de saúde. É algo que requer adequação da capacidade física dos locais de atendimento, além de eficiência na gestão de leitos de UTI existentes. Adiar cirurgias não emergenciais é fundamental para liberar espaço para doentes da Covid-19.
O País dispõe de cerca de 55 mil leitos de UTI, metade do SUS e metade da saúde suplementar. O problema é que apenas 25% da população têm acesso à saúde suplementar, que fica com a metade dos leitos. Os outros 75% dos pacientes, que utilizam o SUS, ficam com a outra metade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde indicam que deve haver de um a três leitos para cada dez mil habitantes. Considerando todos os leitos de UTI do Brasil, há mais ou menos dois leitos para cada dez mil habitantes. Embora, em situação de normalidade o país esteja dentro da recomendação da OMS, a estrutura disponível não está dimensionada para suportar os efeitos de uma pandemia. Em São Paulo, o governo já anunciou a instalação de 1,4 mil leitos adicionais e outros estados também estão reforçando sua estrutura de atendimento. Mesmo assim, há o forte temor de que faltem camas de UTI. As regiões Norte e Nordeste podem ficar desassistidas. A taxa de ocupação média nas UTIs privadas é de cerca de 80%. Já nos hospitais públicos, essa taxa é de impressionantes 95%, segundo a Associação Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).
Disponível em: <https://istoe.com.br/sus-corre-risco-de-colapso/>.
Acesso em: 03 abr. 2020. Publicado: 20 mar. 2020. [Adaptado].
Analise a frase abaixo:
“Há necessidade de internação e isolamento respiratório porque o principal mecanismo de transmissão acontece por gotículas e é significativo o risco de contaminação de outros pacientes e dos profissionais de saúde.”
Na frase, o argumento utilizado é do tipo:
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SUS corre risco de colapso
O Sistema Único de Saúde (SUS) e a rede de saúde complementar passarão por um teste decisivo nos próximos meses. O crescimento do número de casos confirmados de Covid-19 pressionará a estrutura de atendimento existente e vai repercutir principalmente no uso de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Especialistas advertem que o avanço da infecção e o aumento de casos graves podem causar um colapso no sistema por falta de leitos. O SUS padece, dia após dia, de problemas específicos no atendimento, na gestão de equipamentos e de pessoal e, mais recentemente, de problemas orçamentários: o aporte financeiro do Ministério da Saúde previsto para 2020 é de R$ 136 bilhões, menor do que no ano passado, que foi de 147 bilhões. Agora, a demanda causada pelo coronavírus vai se somar aos problemas existentes porque as pessoas continuarão tendo outras doenças.
O momento mais difícil da Covid-19 é quando ela causa debilidade respiratória grave, chamada de hipoxemia, que exige o uso de respiradores artificiais no paciente. É como se o pulmão estivesse plastificado. Há necessidade de internação e isolamento respiratório porque o principal mecanismo de transmissão acontece por gotículas e é significativo o risco de contaminação de outros pacientes e dos profissionais de saúde. É algo que requer adequação da capacidade física dos locais de atendimento, além de eficiência na gestão de leitos de UTI existentes. Adiar cirurgias não emergenciais é fundamental para liberar espaço para doentes da Covid-19.
O País dispõe de cerca de 55 mil leitos de UTI, metade do SUS e metade da saúde suplementar. O problema é que apenas 25% da população têm acesso à saúde suplementar, que fica com a metade dos leitos. Os outros 75% dos pacientes, que utilizam o SUS, ficam com a outra metade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde indicam que deve haver de um a três leitos para cada dez mil habitantes. Considerando todos os leitos de UTI do Brasil, há mais ou menos dois leitos para cada dez mil habitantes. Embora, em situação de normalidade o país esteja dentro da recomendação da OMS, a estrutura disponível não está dimensionada para suportar os efeitos de uma pandemia. Em São Paulo, o governo já anunciou a instalação de 1,4 mil leitos adicionais e outros estados também estão reforçando sua estrutura de atendimento. Mesmo assim, há o forte temor de que faltem camas de UTI. As regiões Norte e Nordeste podem ficar desassistidas. A taxa de ocupação média nas UTIs privadas é de cerca de 80%. Já nos hospitais públicos, essa taxa é de impressionantes 95%, segundo a Associação Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).
Disponível em: <https://istoe.com.br/sus-corre-risco-de-colapso/>.
Acesso em: 03 abr. 2020. Publicado: 20 mar. 2020. [Adaptado].
Assinale a alternativa que corresponde a um argumento de autoridade.
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SUS corre risco de colapso
O Sistema Único de Saúde (SUS) e a rede de saúde complementar passarão por um teste decisivo nos próximos meses. O crescimento do número de casos confirmados de Covid-19 pressionará a estrutura de atendimento existente e vai repercutir principalmente no uso de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Especialistas advertem que o avanço da infecção e o aumento de casos graves podem causar um colapso no sistema por falta de leitos. O SUS padece, dia após dia, de problemas específicos no atendimento, na gestão de equipamentos e de pessoal e, mais recentemente, de problemas orçamentários: o aporte financeiro do Ministério da Saúde previsto para 2020 é de R$ 136 bilhões, menor do que no ano passado, que foi de 147 bilhões. Agora, a demanda causada pelo coronavírus vai se somar aos problemas existentes porque as pessoas continuarão tendo outras doenças.
O momento mais difícil da Covid-19 é quando ela causa debilidade respiratória grave, chamada de hipoxemia, que exige o uso de respiradores artificiais no paciente. É como se o pulmão estivesse plastificado. Há necessidade de internação e isolamento respiratório porque o principal mecanismo de transmissão acontece por gotículas e é significativo o risco de contaminação de outros pacientes e dos profissionais de saúde. É algo que requer adequação da capacidade física dos locais de atendimento, além de eficiência na gestão de leitos de UTI existentes. Adiar cirurgias não emergenciais é fundamental para liberar espaço para doentes da Covid-19.
O País dispõe de cerca de 55 mil leitos de UTI, metade do SUS e metade da saúde suplementar. O problema é que apenas 25% da população têm acesso à saúde suplementar, que fica com a metade dos leitos. Os outros 75% dos pacientes, que utilizam o SUS, ficam com a outra metade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde indicam que deve haver de um a três leitos para cada dez mil habitantes. Considerando todos os leitos de UTI do Brasil, há mais ou menos dois leitos para cada dez mil habitantes. Embora, em situação de normalidade o país esteja dentro da recomendação da OMS, a estrutura disponível não está dimensionada para suportar os efeitos de uma pandemia. Em São Paulo, o governo já anunciou a instalação de 1,4 mil leitos adicionais e outros estados também estão reforçando sua estrutura de atendimento. Mesmo assim, há o forte temor de que faltem camas de UTI. As regiões Norte e Nordeste podem ficar desassistidas. A taxa de ocupação média nas UTIs privadas é de cerca de 80%. Já nos hospitais públicos, essa taxa é de impressionantes 95%, segundo a Associação Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).
Disponível em: <https://istoe.com.br/sus-corre-risco-de-colapso/>.
Acesso em: 03 abr. 2020. Publicado: 20 mar. 2020. [Adaptado].
Tendo em vista os argumentos apresentados no texto 2, infere-se que:
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Desenvolvimento dos Municípios
do Planalto Norte Catarinense
A economia dos municípios que compõem o Planalto Norte Catarinense é vinculada aos três setores, mas com predominância no primeiro e segundo setores econômicos: agricultura e indústria. As atividades industriais são voltadas ao beneficiamento da madeireira e processamento de erva-mate, responsáveis pela maior parcela da movimentação econômica regional.
Ainda, sobre o desenvolvimento das relações culturais e o desenvolvimento do Planalto Norte Catarinense, há que se inserir a Guerra do Contestado. O conflito do Contestado, não apenas a guerra, é um acontecimento importante para a retratação das relações culturais do Planalto Norte Catarinense.
De 1912 a 1916, ocorreram, na fronteira norte do Estado de Santa Catarina (divisa com o Estado do Paraná), numa área em litígio, os fatos mais sangrentos da história desta terra. Foram várias as causas desse conflito armado. Na mesma época e lugar, ocorreram o movimento messiânico de grandes proporções; a disputa pela posse de terras aliada à questão dos limites interestaduais; e a competição econômica pela exploração de riquezas naturais abundantes no território.
As bases desse conflito se estruturaram ao redor de uma legião de fanáticos religiosos composta por agregados das fazendas dos coronéis; por ex-operários demitidos quando da conclusão da construção de uma estrada de ferro; por “sem-terras”, ex-posseiros varridos dos seus lotes; por ervateiros sem erva para colher; por dezenas de pequenos proprietários expulsos de seus pinheirais; e por pessoas que perderam sua propriedade e negócios. Essas pessoas (predominantemente caboclos), fora das leis da economia agropastoril, viviam onde ocorreu o conflito do Contestado, tida como uma “terra de ninguém” e marcada pela persistência da rixa de 150 anos entre o Paraná e Santa Catarina. Nessa rixa se discutia se os limites geográficos deveriam ou não ser demarcados pela margem esquerda dos rios Negro e Iguaçu. Remanescente deste conflito há a referência à devoção aos monges nominados por “São João Maria” ou “Monge João Maria” que, somados à prática de recorrer às ervas medicinais e às benzedeiras para tratar doenças, são elementos presentes na identidade cultural do território.
Após 1916, quando os vários acertos decorrentes desse conflito terminaram no acordo que fixou o município de Mafra como sendo do estado de Santa Catarina, outra estrutura agrária se formou em boa parte do Planalto Norte do Contestado pela partilha das terras dos posseiros sem que se tocasse nas terras dos coronéis e outras terras griladas ao longo dos anos seguintes.
Mesmo assim e após um centenário da Guerra do Contestado, as relações que envolvem o direito a terra, sob o ponto de vista constitucional, não chegaram às ex-terras contestadas. Milhares de trabalhadores rurais ainda sobrevivem da parceria, do aluguel da terra e sem sua posse. Isso sem considerar que milhares de hectares de terras regionais são de empresários rurais que podem ser correlacionados aos ex-coronéis do Contestado.
O cultivo da erva-mate foi predominante na região até a década de 1930, mas a sua crise ocorre quando seus consumidores, Argentina e Uruguai, começaram a produzir a erva que consumiam. Assim, parte da população substituiu a produção ervateira para dedicar-se à extração e industrialização da madeira e a agropecuária.
Disponível em: <https://www.ipea.gov.br/code2011/chamada2011/pdf/area11/area 1 1 -artigo.16pdf>. Acesso em 02 abr. 2020. [Fragmento adaptado].
Assinale a pergunta que pode ser respondida com base no texto 1.
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Desenvolvimento dos Municípios
do Planalto Norte Catarinense
A economia dos municípios que compõem o Planalto Norte Catarinense é vinculada aos três setores, mas com predominância no primeiro e segundo setores econômicos: agricultura e indústria. As atividades industriais são voltadas ao beneficiamento da madeireira e processamento de erva-mate, responsáveis pela maior parcela da movimentação econômica regional.
Ainda, sobre o desenvolvimento das relações culturais e o desenvolvimento do Planalto Norte Catarinense, há que se inserir a Guerra do Contestado. O conflito do Contestado, não apenas a guerra, é um acontecimento importante para a retratação das relações culturais do Planalto Norte Catarinense.
De 1912 a 1916, ocorreram, na fronteira norte do Estado de Santa Catarina (divisa com o Estado do Paraná), numa área em litígio, os fatos mais sangrentos da história desta terra. Foram várias as causas desse conflito armado. Na mesma época e lugar, ocorreram o movimento messiânico de grandes proporções; a disputa pela posse de terras aliada à questão dos limites interestaduais; e a competição econômica pela exploração de riquezas naturais abundantes no território.
As bases desse conflito se estruturaram ao redor de uma legião de fanáticos religiosos composta por agregados das fazendas dos coronéis; por ex-operários demitidos quando da conclusão da construção de uma estrada de ferro; por “sem-terras”, ex-posseiros varridos dos seus lotes; por ervateiros sem erva para colher; por dezenas de pequenos proprietários expulsos de seus pinheirais; e por pessoas que perderam sua propriedade e negócios. Essas pessoas (predominantemente caboclos), fora das leis da economia agropastoril, viviam onde ocorreu o conflito do Contestado, tida como uma “terra de ninguém” e marcada pela persistência da rixa de 150 anos entre o Paraná e Santa Catarina. Nessa rixa se discutia se os limites geográficos deveriam ou não ser demarcados pela margem esquerda dos rios Negro e Iguaçu. Remanescente deste conflito há a referência à devoção aos monges nominados por “São João Maria” ou “Monge João Maria” que, somados à prática de recorrer às ervas medicinais e às benzedeiras para tratar doenças, são elementos presentes na identidade cultural do território.
Após 1916, quando os vários acertos decorrentes desse conflito terminaram no acordo que fixou o município de Mafra como sendo do estado de Santa Catarina, outra estrutura agrária se formou em boa parte do Planalto Norte do Contestado pela partilha das terras dos posseiros sem que se tocasse nas terras dos coronéis e outras terras griladas ao longo dos anos seguintes.
Mesmo assim e após um centenário da Guerra do Contestado, as relações que envolvem o direito a terra, sob o ponto de vista constitucional, não chegaram às ex-terras contestadas. Milhares de trabalhadores rurais ainda sobrevivem da parceria, do aluguel da terra e sem sua posse. Isso sem considerar que milhares de hectares de terras regionais são de empresários rurais que podem ser correlacionados aos ex-coronéis do Contestado.
O cultivo da erva-mate foi predominante na região até a década de 1930, mas a sua crise ocorre quando seus consumidores, Argentina e Uruguai, começaram a produzir a erva que consumiam. Assim, parte da população substituiu a produção ervateira para dedicar-se à extração e industrialização da madeira e a agropecuária.
Disponível em: <https://www.ipea.gov.br/code2011/chamada2011/pdf/area11/area 1 1 -artigo.16pdf>. Acesso em 02 abr. 2020. [Fragmento adaptado].
Considerando o texto 1, é correto afirmar que:
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Desenvolvimento dos Municípios
do Planalto Norte Catarinense
A economia dos municípios que compõem o Planalto Norte Catarinense é vinculada aos três setores, mas com predominância no primeiro e segundo setores econômicos: agricultura e indústria. As atividades industriais são voltadas ao beneficiamento da madeireira e processamento de erva-mate, responsáveis pela maior parcela da movimentação econômica regional.
Ainda, sobre o desenvolvimento das relações culturais e o desenvolvimento do Planalto Norte Catarinense, há que se inserir a Guerra do Contestado. O conflito do Contestado, não apenas a guerra, é um acontecimento importante para a retratação das relações culturais do Planalto Norte Catarinense.
De 1912 a 1916, ocorreram, na fronteira norte do Estado de Santa Catarina (divisa com o Estado do Paraná), numa área em litígio, os fatos mais sangrentos da história desta terra. Foram várias as causas desse conflito armado. Na mesma época e lugar, ocorreram o movimento messiânico de grandes proporções; a disputa pela posse de terras aliada à questão dos limites interestaduais; e a competição econômica pela exploração de riquezas naturais abundantes no território.
As bases desse conflito se estruturaram ao redor de uma legião de fanáticos religiosos composta por agregados das fazendas dos coronéis; por ex-operários demitidos quando da conclusão da construção de uma estrada de ferro; por “sem-terras”, ex-posseiros varridos dos seus lotes; por ervateiros sem erva para colher; por dezenas de pequenos proprietários expulsos de seus pinheirais; e por pessoas que perderam sua propriedade e negócios. Essas pessoas (predominantemente caboclos), fora das leis da economia agropastoril, viviam onde ocorreu o conflito do Contestado, tida como uma “terra de ninguém” e marcada pela persistência da rixa de 150 anos entre o Paraná e Santa Catarina. Nessa rixa se discutia se os limites geográficos deveriam ou não ser demarcados pela margem esquerda dos rios Negro e Iguaçu. Remanescente deste conflito há a referência à devoção aos monges nominados por “São João Maria” ou “Monge João Maria” que, somados à prática de recorrer às ervas medicinais e às benzedeiras para tratar doenças, são elementos presentes na identidade cultural do território.
Após 1916, quando os vários acertos decorrentes desse conflito terminaram no acordo que fixou o município de Mafra como sendo do estado de Santa Catarina, outra estrutura agrária se formou em boa parte do Planalto Norte do Contestado pela partilha das terras dos posseiros sem que se tocasse nas terras dos coronéis e outras terras griladas ao longo dos anos seguintes.
Mesmo assim e após um centenário da Guerra do Contestado, as relações que envolvem o direito a terra, sob o ponto de vista constitucional, não chegaram às ex-terras contestadas. Milhares de trabalhadores rurais ainda sobrevivem da parceria, do aluguel da terra e sem sua posse. Isso sem considerar que milhares de hectares de terras regionais são de empresários rurais que podem ser correlacionados aos ex-coronéis do Contestado.
O cultivo da erva-mate foi predominante na região até a década de 1930, mas a sua crise ocorre quando seus consumidores, Argentina e Uruguai, começaram a produzir a erva que consumiam. Assim, parte da população substituiu a produção ervateira para dedicar-se à extração e industrialização da madeira e a agropecuária.
Disponível em: <https://www.ipea.gov.br/code2011/chamada2011/pdf/area11/area 1 1 -artigo.16pdf>. Acesso em 02 abr. 2020. [Fragmento adaptado].
Sobre o texto 1, é correto o que se afirma em:
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Desenvolvimento dos Municípios
do Planalto Norte Catarinense
A economia dos municípios que compõem o Planalto Norte Catarinense é vinculada aos três setores, mas com predominância no primeiro e segundo setores econômicos: agricultura e indústria. As atividades industriais são voltadas ao beneficiamento da madeireira e processamento de erva-mate, responsáveis pela maior parcela da movimentação econômica regional.
Ainda, sobre o desenvolvimento das relações culturais e o desenvolvimento do Planalto Norte Catarinense, há que se inserir a Guerra do Contestado. O conflito do Contestado, não apenas a guerra, é um acontecimento importante para a retratação das relações culturais do Planalto Norte Catarinense.
De 1912 a 1916, ocorreram, na fronteira norte do Estado de Santa Catarina (divisa com o Estado do Paraná), numa área em litígio, os fatos mais sangrentos da história desta terra. Foram várias as causas desse conflito armado. Na mesma época e lugar, ocorreram o movimento messiânico de grandes proporções; a disputa pela posse de terras aliada à questão dos limites interestaduais; e a competição econômica pela exploração de riquezas naturais abundantes no território.
As bases desse conflito se estruturaram ao redor de uma legião de fanáticos religiosos composta por agregados das fazendas dos coronéis; por ex-operários demitidos quando da conclusão da construção de uma estrada de ferro; por “sem-terras”, ex-posseiros varridos dos seus lotes; por ervateiros sem erva para colher; por dezenas de pequenos proprietários expulsos de seus pinheirais; e por pessoas que perderam sua propriedade e negócios. Essas pessoas (predominantemente caboclos), fora das leis da economia agropastoril, viviam onde ocorreu o conflito do Contestado, tida como uma “terra de ninguém” e marcada pela persistência da rixa de 150 anos entre o Paraná e Santa Catarina. Nessa rixa se discutia se os limites geográficos deveriam ou não ser demarcados pela margem esquerda dos rios Negro e Iguaçu. Remanescente deste conflito há a referência à devoção aos monges nominados por “São João Maria” ou “Monge João Maria” que, somados à prática de recorrer às ervas medicinais e às benzedeiras para tratar doenças, são elementos presentes na identidade cultural do território.
Após 1916, quando os vários acertos decorrentes desse conflito terminaram no acordo que fixou o município de Mafra como sendo do estado de Santa Catarina, outra estrutura agrária se formou em boa parte do Planalto Norte do Contestado pela partilha das terras dos posseiros sem que se tocasse nas terras dos coronéis e outras terras griladas ao longo dos anos seguintes.
Mesmo assim e após um centenário da Guerra do Contestado, as relações que envolvem o direito a terra, sob o ponto de vista constitucional, não chegaram às ex-terras contestadas. Milhares de trabalhadores rurais ainda sobrevivem da parceria, do aluguel da terra e sem sua posse. Isso sem considerar que milhares de hectares de terras regionais são de empresários rurais que podem ser correlacionados aos ex-coronéis do Contestado.
O cultivo da erva-mate foi predominante na região até a década de 1930, mas a sua crise ocorre quando seus consumidores, Argentina e Uruguai, começaram a produzir a erva que consumiam. Assim, parte da população substituiu a produção ervateira para dedicar-se à extração e industrialização da madeira e a agropecuária.
Disponível em: <https://www.ipea.gov.br/code2011/chamada2011/pdf/area11/area 1 1 -artigo.16pdf>. Acesso em 02 abr. 2020. [Fragmento adaptado].
No texto 1 se afirma que “a economia dos municípios que compõem o Planalto Norte Catarinense é vinculada aos três setores, mas com predominância no primeiro e segundo setores econômicos: agricultura e indústria”.
Qual seria o terceiro setor?
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Desenvolvimento dos Municípios
do Planalto Norte Catarinense
A economia dos municípios que compõem o Planalto Norte Catarinense é vinculada aos três setores, mas com predominância no primeiro e segundo setores econômicos: agricultura e indústria. As atividades industriais são voltadas ao beneficiamento da madeireira e processamento de erva-mate, responsáveis pela maior parcela da movimentação econômica regional.
Ainda, sobre o desenvolvimento das relações culturais e o desenvolvimento do Planalto Norte Catarinense, há que se inserir a Guerra do Contestado. O conflito do Contestado, não apenas a guerra, é um acontecimento importante para a retratação das relações culturais do Planalto Norte Catarinense.
De 1912 a 1916, ocorreram, na fronteira norte do Estado de Santa Catarina (divisa com o Estado do Paraná), numa área em litígio, os fatos mais sangrentos da história desta terra. Foram várias as causas desse conflito armado. Na mesma época e lugar, ocorreram o movimento messiânico de grandes proporções; a disputa pela posse de terras aliada à questão dos limites interestaduais; e a competição econômica pela exploração de riquezas naturais abundantes no território.
As bases desse conflito se estruturaram ao redor de uma legião de fanáticos religiosos composta por agregados das fazendas dos coronéis; por ex-operários demitidos quando da conclusão da construção de uma estrada de ferro; por “sem-terras”, ex-posseiros varridos dos seus lotes; por ervateiros sem erva para colher; por dezenas de pequenos proprietários expulsos de seus pinheirais; e por pessoas que perderam sua propriedade e negócios. Essas pessoas (predominantemente caboclos), fora das leis da economia agropastoril, viviam onde ocorreu o conflito do Contestado, tida como uma “terra de ninguém” e marcada pela persistência da rixa de 150 anos entre o Paraná e Santa Catarina. Nessa rixa se discutia se os limites geográficos deveriam ou não ser demarcados pela margem esquerda dos rios Negro e Iguaçu. Remanescente deste conflito há a referência à devoção aos monges nominados por “São João Maria” ou “Monge João Maria” que, somados à prática de recorrer às ervas medicinais e às benzedeiras para tratar doenças, são elementos presentes na identidade cultural do território.
Após 1916, quando os vários acertos decorrentes desse conflito terminaram no acordo que fixou o município de Mafra como sendo do estado de Santa Catarina, outra estrutura agrária se formou em boa parte do Planalto Norte do Contestado pela partilha das terras dos posseiros sem que se tocasse nas terras dos coronéis e outras terras griladas ao longo dos anos seguintes.
Mesmo assim e após um centenário da Guerra do Contestado, as relações que envolvem o direito a terra, sob o ponto de vista constitucional, não chegaram às ex-terras contestadas. Milhares de trabalhadores rurais ainda sobrevivem da parceria, do aluguel da terra e sem sua posse. Isso sem considerar que milhares de hectares de terras regionais são de empresários rurais que podem ser correlacionados aos ex-coronéis do Contestado.
O cultivo da erva-mate foi predominante na região até a década de 1930, mas a sua crise ocorre quando seus consumidores, Argentina e Uruguai, começaram a produzir a erva que consumiam. Assim, parte da população substituiu a produção ervateira para dedicar-se à extração e industrialização da madeira e a agropecuária.
Disponível em: <https://www.ipea.gov.br/code2011/chamada2011/pdf/area11/area 1 1 -artigo.16pdf>. Acesso em 02 abr. 2020. [Fragmento adaptado].
Com base no texto 1, assinale a alternativa correta sobre a Guerra do Contestado.
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Analise o texto abaixo:
De acordo com os estudos de Vigotski, a _____________exerce papel fundamental no processo de desenvolvimento do psiquismo humano.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
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Qual das teorias de aprendizagem defende a importâncias das funções psicológicas superiores na formação do pensamento teórico?
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