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Foram encontradas 885 questões.

3872400 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Juquitiba-SP

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.

A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.

— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.

Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.

Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.

Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:

— Passa depressa, pô!

— Pra quê?

— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.

— Calma... — Anda! — Tem tempo...

E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considere o excerto a seguir: “E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado.” Nesse contexto, a substituição da expressão “a gente” pelo pronome pessoal “nós”, de sentido correspondente, demandaria a seguinte reescritura:
 

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3872399 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Juquitiba-SP

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.

A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.

— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.

Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.

Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.

Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:

— Passa depressa, pô!

— Pra quê?

— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.

— Calma... — Anda! — Tem tempo...

E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Como outros textos narrativos, o texto apresentado faz uso de diversas expressões com sentido figurado. Um excerto que ilustra o emprego de palavras com sentido figurado é:
 

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3872398 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Juquitiba-SP

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.

A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.

— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.

Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.

Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.

Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:

— Passa depressa, pô!

— Pra quê?

— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.

— Calma... — Anda! — Tem tempo...

E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considerando as analogias e construções de cenários utilizados pelo autor para falar do tempo, pode-se afirmar que é uma característica central na construção do texto:
 

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3872397 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Juquitiba-SP
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Uma empresa possui 10 salas de escritório. Cada sala possui 20 funcionários e cada funcionário tem 2 computadores. Qual é a quantidade total de computadores nessa empresa?
 

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3872396 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Juquitiba-SP
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Em uma loja de roupas, Pedro comprou um terno, pagando 60% do preço como entrada e parcelando o restante, sem acréscimos, em quatro parcelas de R$ 150,00 cada uma. Se o valor total do terno foi de R$ 1.500,00, qual foi o valor pago como entrada?
 

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3872395 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Juquitiba-SP
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Uma loja de sorvetes utiliza 1,5 litros de calda por dia em suas produções. Se ela funciona durante 5 dias por semana, quantos litros de calda a loja utilizará em 4 semanas?
 

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3872394 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Juquitiba-SP
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Em uma competição de natação, Ana ganhou 75% de suas provas. Sabendo que ela venceu 9 provas, qual é o número total de provas que Ana disputou na competição?
 

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3872393 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Juquitiba-SP
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Um grupo de pesquisadores realizou um estudo sobre o hábito de leitura. Eles entrevistaram 250 pessoas e descobriram que 70% delas leem pelo menos um livro por mês. Quantas pessoas entrevistadas leem pelo menos um livro por mês?
 

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3872392 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Juquitiba-SP
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Um pacote de açúcar tem 12 kg. Se uma receita de bolo requer 250 gramas de açúcar, quantas vezes podemos fazer essa receita com um único pacote?
 

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3872391 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Juquitiba-SP
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Pedro está organizando uma festa e comprou refrigerantes para os convidados. Ele adquiriu 6 pacotes de refrigerantes, cada um contendo 12 latas. Seu plano é utilizar metade dessas latas para os convidados adultos e a outra metade para os convidados infantis. No entanto, após já ter utilizado 23 latas para os convidados infantis, Pedro quer saber quantas latas ainda restam para serem utilizadas especificamente para os convidados infantis.
 

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