Magna Concursos

Foram encontradas 150 questões.

3760931 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Longa vida àqueles que ainda vivem para nos inspirar

Lembro das risadas que Ney Latorraca provocava

em novelas que iam ao ar logo após o telejornal onde

Gloria Maria exibia suas primeiras reportagens. Nos

intervalos, os bordões criados pela equipe de

Washington Olivetto nos induziam ______ escolher

determinada marca de geladeira ou de lingerie, e

depois, tevê desligada, era a hora de escutar Gal

Costa ou bailar com Rita Lee, mulheres modernas que

também devem ter lido as crônicas, contos e poemas

de Marina Colasanti, que abriu tantas portas para nós.

E um baque chegar nesta fase da vida sabendo

que amanhã ou depois virá a notícia de mais uma

baixa entre aqueles que fizeram parle da nossa

história. Estão nos deixando, um a um. Eles adoecem,

eles envelhecem − assim como nós. Perdê-los é

perder-se também.

O paradoxo é que, mesmo abalados por esta

"renovação de estoque" (assim Millôr Fernandes

designava o processo de nascimento e morte), ainda

assim, só temos a celebrar. Tivemos a honra de

sermos todos contemporâneos. Cada época tem seus

ícones, e minha geração foi bem sortuda com o elenco

que lhe coube. Que tipo de existência teríamos sem os

craques da Tropicália e do Asdrúbal, sem Domingos

Oliveira, sem Antonio Cicero? Os dias se tornam

inúteis se não escutamos uma canção ou lemos um

poema de algum mortal que ajuda a nos formatar.

Quem primeiro me alcançou um livro de Marina

Colasanti foi minha mãe, eu tinha 20 anos, e a partir

daí Marina também assumiu, para mim, um papel

maternal. Ambas − mãe em contato direto e escritora

em contato indireto − foram os faróis que me

conduziram na vida: Martha, é por aqui

Hoje sei que de nada vale o empenho diário −

trabalhar, sobreviver, cuidar dos outros, cuidar de si,

sofrer, resistir − se não formos compensados por

momentos de plenitude, em que nos conectamos com

as ideias e os sentimentos de estranhos que iniciam

um diálogo secreto conosco e fazem nossa

consciência se expandir.

Às vezes, quando fico sem ânimo com o rumo que

o mundo está tomando, me pergunto ___________

estou mofando dentro de um apartamento, cumprindo

horários e compromissos repetitivos a fim de manter a

ordem social, em vez de viver de forma mais lúdica, em

simbiose com a natureza, livre das agendas e das

expectativas dos outros?

Não ______ resposta certa, todo cotidiano é

imperfeito: nenhuma maneira de existir atende 100%

às nossas necessidades. Então passamos a vida

tentando nos adequar, até que chega o dia em que o

esforço não é mais preciso. Fim.

Em que tudo isso vai dar, afinal? Em nada. Somos

seres domesticados que cumprem o script universal e

que precisam desesperadamente de transcendência,

portanto, saudemos os talentos multiculturais que nos

salvam da brutalidade e da tacanhice. Longa vida

àqueles que ainda vivem para nos inspirar.

Autora: Martha Medeiros

Considere o trecho: Ambas \( - \) mãe em contato direto e escritora em contato indireto \( - \) foram os faróis que me conduziram na vida: Martha, é por aqui (l.37-33). A partir disso, qual das alternativas traz a função da vírgula?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3760930 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Longa vida àqueles que ainda vivem para nos inspirar

Lembro das risadas que Ney Latorraca provocava

em novelas que iam ao ar logo após o telejornal onde

Gloria Maria exibia suas primeiras reportagens. Nos

intervalos, os bordões criados pela equipe de

Washington Olivetto nos induziam ______ escolher

determinada marca de geladeira ou de lingerie, e

depois, tevê desligada, era a hora de escutar Gal

Costa ou bailar com Rita Lee, mulheres modernas que

também devem ter lido as crônicas, contos e poemas

de Marina Colasanti, que abriu tantas portas para nós.

E um baque chegar nesta fase da vida sabendo

que amanhã ou depois virá a notícia de mais uma

baixa entre aqueles que fizeram parle da nossa

história. Estão nos deixando, um a um. Eles adoecem,

eles envelhecem − assim como nós. Perdê-los é

perder-se também.

O paradoxo é que, mesmo abalados por esta

"renovação de estoque" (assim Millôr Fernandes

designava o processo de nascimento e morte), ainda

assim, só temos a celebrar. Tivemos a honra de

sermos todos contemporâneos. Cada época tem seus

ícones, e minha geração foi bem sortuda com o elenco

que lhe coube. Que tipo de existência teríamos sem os

craques da Tropicália e do Asdrúbal, sem Domingos

Oliveira, sem Antonio Cicero? Os dias se tornam

inúteis se não escutamos uma canção ou lemos um

poema de algum mortal que ajuda a nos formatar.

Quem primeiro me alcançou um livro de Marina

Colasanti foi minha mãe, eu tinha 20 anos, e a partir

daí Marina também assumiu, para mim, um papel

maternal. Ambas − mãe em contato direto e escritora

em contato indireto − foram os faróis que me

conduziram na vida: Martha, é por aqui

Hoje sei que de nada vale o empenho diário −

trabalhar, sobreviver, cuidar dos outros, cuidar de si,

sofrer, resistir − se não formos compensados por

momentos de plenitude, em que nos conectamos com

as ideias e os sentimentos de estranhos que iniciam

um diálogo secreto conosco e fazem nossa

consciência se expandir.

Às vezes, quando fico sem ânimo com o rumo que

o mundo está tomando, me pergunto ___________

estou mofando dentro de um apartamento, cumprindo

horários e compromissos repetitivos a fim de manter a

ordem social, em vez de viver de forma mais lúdica, em

simbiose com a natureza, livre das agendas e das

expectativas dos outros?

Não ______ resposta certa, todo cotidiano é

imperfeito: nenhuma maneira de existir atende 100%

às nossas necessidades. Então passamos a vida

tentando nos adequar, até que chega o dia em que o

esforço não é mais preciso. Fim.

Em que tudo isso vai dar, afinal? Em nada. Somos

seres domesticados que cumprem o script universal e

que precisam desesperadamente de transcendência,

portanto, saudemos os talentos multiculturais que nos

salvam da brutalidade e da tacanhice. Longa vida

àqueles que ainda vivem para nos inspirar.

Autora: Martha Medeiros

Considere o parágrafo de conclusão do texto e analise as assertivas que seguem, julgando-as V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A autora sugere que a valorização dos talentos multiculturais é uma forma de salvar a humanidade das limitações impostas pela sociedade.

( ) A frase "Longa vida àqueles que ainda vivem para nos inspirar" indica uma valorização de pessoas que trazem algo significativo à sociedade.

( ) A busca por transcendência é apresentada como um obstáculo para uma vida plena.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3760929 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Longa vida àqueles que ainda vivem para nos inspirar

Lembro das risadas que Ney Latorraca provocava

em novelas que iam ao ar logo após o telejornal onde

Gloria Maria exibia suas primeiras reportagens. Nos

intervalos, os bordões criados pela equipe de

Washington Olivetto nos induziam ______ escolher

determinada marca de geladeira ou de lingerie, e

depois, tevê desligada, era a hora de escutar Gal

Costa ou bailar com Rita Lee, mulheres modernas que

também devem ter lido as crônicas, contos e poemas

de Marina Colasanti, que abriu tantas portas para nós.

E um baque chegar nesta fase da vida sabendo

que amanhã ou depois virá a notícia de mais uma

baixa entre aqueles que fizeram parle da nossa

história. Estão nos deixando, um a um. Eles adoecem,

eles envelhecem − assim como nós. Perdê-los é

perder-se também.

O paradoxo é que, mesmo abalados por esta

"renovação de estoque" (assim Millôr Fernandes

designava o processo de nascimento e morte), ainda

assim, só temos a celebrar. Tivemos a honra de

sermos todos contemporâneos. Cada época tem seus

ícones, e minha geração foi bem sortuda com o elenco

que lhe coube. Que tipo de existência teríamos sem os

craques da Tropicália e do Asdrúbal, sem Domingos

Oliveira, sem Antonio Cicero? Os dias se tornam

inúteis se não escutamos uma canção ou lemos um

poema de algum mortal que ajuda a nos formatar.

Quem primeiro me alcançou um livro de Marina

Colasanti foi minha mãe, eu tinha 20 anos, e a partir

daí Marina também assumiu, para mim, um papel

maternal. Ambas − mãe em contato direto e escritora

em contato indireto − foram os faróis que me

conduziram na vida: Martha, é por aqui

Hoje sei que de nada vale o empenho diário −

trabalhar, sobreviver, cuidar dos outros, cuidar de si,

sofrer, resistir − se não formos compensados por

momentos de plenitude, em que nos conectamos com

as ideias e os sentimentos de estranhos que iniciam

um diálogo secreto conosco e fazem nossa

consciência se expandir.

Às vezes, quando fico sem ânimo com o rumo que

o mundo está tomando, me pergunto ___________

estou mofando dentro de um apartamento, cumprindo

horários e compromissos repetitivos a fim de manter a

ordem social, em vez de viver de forma mais lúdica, em

simbiose com a natureza, livre das agendas e das

expectativas dos outros?

Não ______ resposta certa, todo cotidiano é

imperfeito: nenhuma maneira de existir atende 100%

às nossas necessidades. Então passamos a vida

tentando nos adequar, até que chega o dia em que o

esforço não é mais preciso. Fim.

Em que tudo isso vai dar, afinal? Em nada. Somos

seres domesticados que cumprem o script universal e

que precisam desesperadamente de transcendência,

portanto, saudemos os talentos multiculturais que nos

salvam da brutalidade e da tacanhice. Longa vida

àqueles que ainda vivem para nos inspirar.

Autora: Martha Medeiros

O uso adequado de palavras é fundamental para garantir a coerência e a clareza na redação de um texto. Sabendo disso, qual das seguintes alternativas preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas das linhas 5,42 e 48 do texto?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3760928 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Longa vida àqueles que ainda vivem para nos inspirar

Lembro das risadas que Ney Latorraca provocava

em novelas que iam ao ar logo após o telejornal onde

Gloria Maria exibia suas primeiras reportagens. Nos

intervalos, os bordões criados pela equipe de

Washington Olivetto nos induziam ______ escolher

determinada marca de geladeira ou de lingerie, e

depois, tevê desligada, era a hora de escutar Gal

Costa ou bailar com Rita Lee, mulheres modernas que

também devem ter lido as crônicas, contos e poemas

de Marina Colasanti, que abriu tantas portas para nós.

E um baque chegar nesta fase da vida sabendo

que amanhã ou depois virá a notícia de mais uma

baixa entre aqueles que fizeram parle da nossa

história. Estão nos deixando, um a um. Eles adoecem,

eles envelhecem − assim como nós. Perdê-los é

perder-se também.

O paradoxo é que, mesmo abalados por esta

"renovação de estoque" (assim Millôr Fernandes

designava o processo de nascimento e morte), ainda

assim, só temos a celebrar. Tivemos a honra de

sermos todos contemporâneos. Cada época tem seus

ícones, e minha geração foi bem sortuda com o elenco

que lhe coube. Que tipo de existência teríamos sem os

craques da Tropicália e do Asdrúbal, sem Domingos

Oliveira, sem Antonio Cicero? Os dias se tornam

inúteis se não escutamos uma canção ou lemos um

poema de algum mortal que ajuda a nos formatar.

Quem primeiro me alcançou um livro de Marina

Colasanti foi minha mãe, eu tinha 20 anos, e a partir

daí Marina também assumiu, para mim, um papel

maternal. Ambas − mãe em contato direto e escritora

em contato indireto − foram os faróis que me

conduziram na vida: Martha, é por aqui

Hoje sei que de nada vale o empenho diário −

trabalhar, sobreviver, cuidar dos outros, cuidar de si,

sofrer, resistir − se não formos compensados por

momentos de plenitude, em que nos conectamos com

as ideias e os sentimentos de estranhos que iniciam

um diálogo secreto conosco e fazem nossa

consciência se expandir.

Às vezes, quando fico sem ânimo com o rumo que

o mundo está tomando, me pergunto ___________

estou mofando dentro de um apartamento, cumprindo

horários e compromissos repetitivos a fim de manter a

ordem social, em vez de viver de forma mais lúdica, em

simbiose com a natureza, livre das agendas e das

expectativas dos outros?

Não ______ resposta certa, todo cotidiano é

imperfeito: nenhuma maneira de existir atende 100%

às nossas necessidades. Então passamos a vida

tentando nos adequar, até que chega o dia em que o

esforço não é mais preciso. Fim.

Em que tudo isso vai dar, afinal? Em nada. Somos

seres domesticados que cumprem o script universal e

que precisam desesperadamente de transcendência,

portanto, saudemos os talentos multiculturais que nos

salvam da brutalidade e da tacanhice. Longa vida

àqueles que ainda vivem para nos inspirar.

Autora: Martha Medeiros

No trecho Os dias se tornam inúteis se não escutamos uma canção ou lemos um poema de algum mortal que ajuda a nos formatar (l. 25-27), a palavra formatar pode ser interpretada como:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3760927 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Longa vida àqueles que ainda vivem para nos inspirar

Lembro das risadas que Ney Latorraca provocava

em novelas que iam ao ar logo após o telejornal onde

Gloria Maria exibia suas primeiras reportagens. Nos

intervalos, os bordões criados pela equipe de

Washington Olivetto nos induziam ______ escolher

determinada marca de geladeira ou de lingerie, e

depois, tevê desligada, era a hora de escutar Gal

Costa ou bailar com Rita Lee, mulheres modernas que

também devem ter lido as crônicas, contos e poemas

de Marina Colasanti, que abriu tantas portas para nós.

E um baque chegar nesta fase da vida sabendo

que amanhã ou depois virá a notícia de mais uma

baixa entre aqueles que fizeram parle da nossa

história. Estão nos deixando, um a um. Eles adoecem,

eles envelhecem − assim como nós. Perdê-los é

perder-se também.

O paradoxo é que, mesmo abalados por esta

"renovação de estoque" (assim Millôr Fernandes

designava o processo de nascimento e morte), ainda

assim, só temos a celebrar. Tivemos a honra de

sermos todos contemporâneos. Cada época tem seus

ícones, e minha geração foi bem sortuda com o elenco

que lhe coube. Que tipo de existência teríamos sem os

craques da Tropicália e do Asdrúbal, sem Domingos

Oliveira, sem Antonio Cicero? Os dias se tornam

inúteis se não escutamos uma canção ou lemos um

poema de algum mortal que ajuda a nos formatar.

Quem primeiro me alcançou um livro de Marina

Colasanti foi minha mãe, eu tinha 20 anos, e a partir

daí Marina também assumiu, para mim, um papel

maternal. Ambas − mãe em contato direto e escritora

em contato indireto − foram os faróis que me

conduziram na vida: Martha, é por aqui

Hoje sei que de nada vale o empenho diário −

trabalhar, sobreviver, cuidar dos outros, cuidar de si,

sofrer, resistir − se não formos compensados por

momentos de plenitude, em que nos conectamos com

as ideias e os sentimentos de estranhos que iniciam

um diálogo secreto conosco e fazem nossa

consciência se expandir.

Às vezes, quando fico sem ânimo com o rumo que

o mundo está tomando, me pergunto ___________

estou mofando dentro de um apartamento, cumprindo

horários e compromissos repetitivos a fim de manter a

ordem social, em vez de viver de forma mais lúdica, em

simbiose com a natureza, livre das agendas e das

expectativas dos outros?

Não ______ resposta certa, todo cotidiano é

imperfeito: nenhuma maneira de existir atende 100%

às nossas necessidades. Então passamos a vida

tentando nos adequar, até que chega o dia em que o

esforço não é mais preciso. Fim.

Em que tudo isso vai dar, afinal? Em nada. Somos

seres domesticados que cumprem o script universal e

que precisam desesperadamente de transcendência,

portanto, saudemos os talentos multiculturais que nos

salvam da brutalidade e da tacanhice. Longa vida

àqueles que ainda vivem para nos inspirar.

Autora: Martha Medeiros

No trecho É um baque chegar nesta fase da vida sabendo que amanhã ou depois virá a notícia de mais uma baixa entre aqueles que fizeram parte da nossa história (l.11-14), a expressão mais uma baixa é um exemplo de qual figura de linguagem?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3760926 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Longa vida àqueles que ainda vivem para nos inspirar

Lembro das risadas que Ney Latorraca provocava

em novelas que iam ao ar logo após o telejornal onde

Gloria Maria exibia suas primeiras reportagens. Nos

intervalos, os bordões criados pela equipe de

Washington Olivetto nos induziam ______ escolher

determinada marca de geladeira ou de lingerie, e

depois, tevê desligada, era a hora de escutar Gal

Costa ou bailar com Rita Lee, mulheres modernas que

também devem ter lido as crônicas, contos e poemas

de Marina Colasanti, que abriu tantas portas para nós.

E um baque chegar nesta fase da vida sabendo

que amanhã ou depois virá a notícia de mais uma

baixa entre aqueles que fizeram parle da nossa

história. Estão nos deixando, um a um. Eles adoecem,

eles envelhecem − assim como nós. Perdê-los é

perder-se também.

O paradoxo é que, mesmo abalados por esta

"renovação de estoque" (assim Millôr Fernandes

designava o processo de nascimento e morte), ainda

assim, só temos a celebrar. Tivemos a honra de

sermos todos contemporâneos. Cada época tem seus

ícones, e minha geração foi bem sortuda com o elenco

que lhe coube. Que tipo de existência teríamos sem os

craques da Tropicália e do Asdrúbal, sem Domingos

Oliveira, sem Antonio Cicero? Os dias se tornam

inúteis se não escutamos uma canção ou lemos um

poema de algum mortal que ajuda a nos formatar.

Quem primeiro me alcançou um livro de Marina

Colasanti foi minha mãe, eu tinha 20 anos, e a partir

daí Marina também assumiu, para mim, um papel

maternal. Ambas − mãe em contato direto e escritora

em contato indireto − foram os faróis que me

conduziram na vida: Martha, é por aqui

Hoje sei que de nada vale o empenho diário −

trabalhar, sobreviver, cuidar dos outros, cuidar de si,

sofrer, resistir − se não formos compensados por

momentos de plenitude, em que nos conectamos com

as ideias e os sentimentos de estranhos que iniciam

um diálogo secreto conosco e fazem nossa

consciência se expandir.

Às vezes, quando fico sem ânimo com o rumo que

o mundo está tomando, me pergunto ___________

estou mofando dentro de um apartamento, cumprindo

horários e compromissos repetitivos a fim de manter a

ordem social, em vez de viver de forma mais lúdica, em

simbiose com a natureza, livre das agendas e das

expectativas dos outros?

Não ______ resposta certa, todo cotidiano é

imperfeito: nenhuma maneira de existir atende 100%

às nossas necessidades. Então passamos a vida

tentando nos adequar, até que chega o dia em que o

esforço não é mais preciso. Fim.

Em que tudo isso vai dar, afinal? Em nada. Somos

seres domesticados que cumprem o script universal e

que precisam desesperadamente de transcendência,

portanto, saudemos os talentos multiculturais que nos

salvam da brutalidade e da tacanhice. Longa vida

àqueles que ainda vivem para nos inspirar.

Autora: Martha Medeiros

Martha Medeiros expressa um sentimento de perda em relação a personalidades marcantes de sua geração. Esse sentimento é transmitido principalmente por meio de:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3760925 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Longa vida àqueles que ainda vivem para nos inspirar

Lembro das risadas que Ney Latorraca provocava

em novelas que iam ao ar logo após o telejornal onde

Gloria Maria exibia suas primeiras reportagens. Nos

intervalos, os bordões criados pela equipe de

Washington Olivetto nos induziam ______ escolher

determinada marca de geladeira ou de lingerie, e

depois, tevê desligada, era a hora de escutar Gal

Costa ou bailar com Rita Lee, mulheres modernas que

também devem ter lido as crônicas, contos e poemas

de Marina Colasanti, que abriu tantas portas para nós.

E um baque chegar nesta fase da vida sabendo

que amanhã ou depois virá a notícia de mais uma

baixa entre aqueles que fizeram parle da nossa

história. Estão nos deixando, um a um. Eles adoecem,

eles envelhecem − assim como nós. Perdê-los é

perder-se também.

O paradoxo é que, mesmo abalados por esta

"renovação de estoque" (assim Millôr Fernandes

designava o processo de nascimento e morte), ainda

assim, só temos a celebrar. Tivemos a honra de

sermos todos contemporâneos. Cada época tem seus

ícones, e minha geração foi bem sortuda com o elenco

que lhe coube. Que tipo de existência teríamos sem os

craques da Tropicália e do Asdrúbal, sem Domingos

Oliveira, sem Antonio Cicero? Os dias se tornam

inúteis se não escutamos uma canção ou lemos um

poema de algum mortal que ajuda a nos formatar.

Quem primeiro me alcançou um livro de Marina

Colasanti foi minha mãe, eu tinha 20 anos, e a partir

daí Marina também assumiu, para mim, um papel

maternal. Ambas − mãe em contato direto e escritora

em contato indireto − foram os faróis que me

conduziram na vida: Martha, é por aqui

Hoje sei que de nada vale o empenho diário −

trabalhar, sobreviver, cuidar dos outros, cuidar de si,

sofrer, resistir − se não formos compensados por

momentos de plenitude, em que nos conectamos com

as ideias e os sentimentos de estranhos que iniciam

um diálogo secreto conosco e fazem nossa

consciência se expandir.

Às vezes, quando fico sem ânimo com o rumo que

o mundo está tomando, me pergunto ___________

estou mofando dentro de um apartamento, cumprindo

horários e compromissos repetitivos a fim de manter a

ordem social, em vez de viver de forma mais lúdica, em

simbiose com a natureza, livre das agendas e das

expectativas dos outros?

Não ______ resposta certa, todo cotidiano é

imperfeito: nenhuma maneira de existir atende 100%

às nossas necessidades. Então passamos a vida

tentando nos adequar, até que chega o dia em que o

esforço não é mais preciso. Fim.

Em que tudo isso vai dar, afinal? Em nada. Somos

seres domesticados que cumprem o script universal e

que precisam desesperadamente de transcendência,

portanto, saudemos os talentos multiculturais que nos

salvam da brutalidade e da tacanhice. Longa vida

àqueles que ainda vivem para nos inspirar.

Autora: Martha Medeiros

Relativamente às ideias desenvolvidas no texto, analise as assertivas que seguem:

I. A autora sugere que o sentido da vida está na realização profissional e na manutenção da ordem social, sem questionamentos.

II. O texto sugere que a cultura e a arte são fundamentais para a construção da identidade e para a superação das dificuldades da vida.

III. A autora questiona o sentido do cotidiano repetitivo, mas reconhece que não há uma forma de existência plenamente satisfatória.

Está(ão) CORRETA(S):

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3761074 Ano: 2025
Disciplina: Informática
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Em uma planilha do programa Microsoft Excel 365, instalado com sua configuração padrão e em Português (BR), o intervalo A1:C3 foi preenchido com os seguinte valores:

  A B C
1 2 3 5
2 7 11 13
3 17 19 23

Se na célula D4 for inserida a fórmula =MED(A1:C2), então, ao pressionar a tecla Enter, o Excel retornará o valor:

Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3761073 Ano: 2025
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

A Lei n.º 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação) prevê expressamente que NÃO poderão ser objeto de restrição de acesso:

Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3761072 Ano: 2025
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Igrejinha-RS
Provas:

Sejam as proposições:

p: 10 é número primo.

q: 10 é número composto.

r: 10 é maior que 8.

Então, qual das proposições a seguir é verdadeira?

Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas