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Segundo Stella Borttoni-Ricardo, em “Nos cheguemu na escola, e agora?” (SP: Parábola, 2005), há que se considerar diversos aspectos no ensino de língua materna:
I. Há fenômenos linguísticos que se afastam da norma padrão, mas como são utilizados por todos os falantes, independentemente de classe socioeconômica, não provocam estigmatização: são os chamados traços graduais.
II. Há desvios, em relação à língua padrão, que são cometidos apenas por falantes de determinado estrato social e que provocam discriminação por parte de falantes de um estrato cultural mais elevado: estes são denominados traços descontínuos.
III. Há uma relação perversa entre o “erro linguístico” e o prestígio social: quanto maior o prestígio, menor a percepção de erro e vice-versa; isso permite afirmar que o preconceito linguístico está imbricado noutras formas de preconceito social e econômico.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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A perspectiva multicultural na abordagem da dinâmica pedagógica constitui uma preocupação recente e crescente a nível internacional. Nesta direção, Candau (2002) ressalta a importância do reconhecimento da pluralidade de experiências culturais que moldam a sociedade contemporânea e suas relações. Sobre o multiculturalismo, política e educação multicultural é INCORRETO afirmar:
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Refletindo sobre a prática da aula de Português
“Entre o porque e o por quê há mais bobagem gramatical
do que sabedoria semântica” (Millôr Fernandes)
Um exame mais cuidadoso de como o estudo da língua portuguesa acontece, desde o ensino fundamental, revela a persistência de uma prática pedagógica que, em muitos aspectos, ainda mantém a perspectiva reducionista do estudo da palavra e da frase descontextualizadas. Nesses limites, ficam reduzidos, naturalmente, os objetivos que uma compreensão mais relevante da linguagem poderia suscitar – linguagem que só funciona para que as pessoas possam interagir socialmente. Embora muitas ações institucionais já se tenham desenvolvido, no sentido de motivar e fundamentar uma reorientação dessa prática, as experiências de renovação, infelizmente, ainda não ultrapassam o domínio de iniciativas assistemáticas, eventuais e isoladas.
Consequentemente, persiste o quadro nada animador (e quase desesperador) do insucesso escolar. Logo de saída, manifesta-se na súbita descoberta, por parte do aluno, de que ele “não sabe português”, de que o “português é muito difícil”. Posteriormente, manifesta-se na confessada (ou velada) aversão às aulas de português e, para alguns alunos, na dolorosa experiência da repetência e da evasão escolar. (...)
Com enormes dificuldades de leitura, o aluno se vê frustrado no seu esforço de estudar outras disciplinas e, quase sempre, “deixa” a escola com a quase inabalável certeza de que é incapaz, de que é linguisticamente deficiente, inferior, não podendo, portanto, tomar a palavra ou ter voz para fazer valer seus direitos, para participar ativa e criticamente daquilo que acontece a sua volta. Naturalmente, como tantos outros, vai ficar à margem do entendimento e das decisões de construção da sociedade.
É evidente que causas externas à escola interferem de forma decisiva, na determinação desse resultado. (...) No entanto, é evidente também que fatores internos à própria escola condicionam a qualidade e a relevância dos resultados alcançados.
(ANTUNES, Irandé. Aula de Português – encontro & interação. São Paulo: Parábola, 2003. pp.19-20)
"Entre o porque e o por quê há mais bobagem gramatical do que sabedoria semântica." (Millor Fernandes, apud Antunes, Irandé. op.cit., p.19)
Assinale com V (verdadeira) ou F (falsa) cada proposição abaixo:
( ) O fato de tal citação vir como epígrafe ao texto de Antunes deixa implícito que ela concorda com a posição de Millôr Fernandes.
( ) Millôr Fernandes, com tal afirmação, faz pressupor que não haja diferenças (formais ou semânticas) entre as formas homônimas indicadas.
( ) Fernandes, ao usar a estrutura comparativa, prioriza um aspecto em detrimento de outro.
( ) Não é adequado trabalhar com os alunos citações como esta, visto que provocam polêmicas e perda de tempo, fragilizando o saber do professor de língua portuguesa.
( ) O ponto de vista defendido por Millor está de acordo com os preceitos da Gramática Normativa, segundo a qual há que se treinar exaustivamente formas graficamente próximas, de emprego distinto.
A ordem CORRETA, de cima para baixo, é:
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Você se considera um empreendedor?
Ricardo Melo*
Muitas pessoas, ao ouvirem essa pergunta, respondem imediatamente que não, pois não são empresários ou comerciantes. Fato curioso essa associação imediata da idéia empreendedora a essas opções profissionais e o esquecimento de como a competência empreendedora está intimamente ligada a muitas outras escolhas e posturas.
O verbo empreender vem do latim emprehendo ou impraehendo e quer dizer – a habilidade de executar uma tarefa. Com o tempo passou a ser sinônimo de ousadia, coragem e visão de futuro. Seja como for, é importante você parar para pensar em como é possível viver essa postura empreendedora.
Quando ouvimos falar de um estudante que vem do interior para a capital, ou de um jovem casal que assume o matrimônio, mesmo sem tantas facilidades materiais, estamos falando de atitudes empreendedoras em relação a vida.
Essa essência é a mesma que leva pessoas arrojadas a abrirem negócios, a se arriscarem em inúmeras situações em que haja ou não ganho material, mas que proporcione um senso de realização. Sendo assim, creio que todo ser humano é um pouco empreendedor, embora poucas pessoas tenham essa consciência e se esforcem por desenvolver essa habilidade.
E em momentos históricos como o nosso, em que se costuma falar de crise, nada melhor que alimentar nossa energia empreendedora e dela tirar substrato para construir uma mentalidade empreendedora. Pensar como um empreendedor é sempre procurar novos caminhos ou novas e melhores formas de caminhar.
É olhar para o horizonte, ver o que todos veem, mas enxergar o que poucos enxergam. É dar-se o direito de sonhar e agir para concretizar o sonho. E, acima de tudo, aliar persistência ao bom senso de se divertir enquanto vai em busca do que tanto deseja.
Utopia? Para algumas pessoas, sim, mas para quem realmente ama a vida e deseja vivê-la com intensidade é apenas mais uma postura mental a ser cultivada, que propiciará a seu portador grandes possibilidades de construir a sua própria história .
Você se considera um empreendedor? Ou, talvez, melhor: o que você pode fazer, a partir de agora para ser uma pessoa com pensamentos e atitudes mais empreendedoras?
(*Ricardo Melo é escritor, consultor e palestrante e especialista em coaching.)
Observe o fragmento:
“É olhar para o horizonte, ver o que todos veem, mas enxergar o que poucos enxergam”.
O verbo “ver”, nesse contexto, obedece à mudança gráfica:
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Refletindo sobre a prática da aula de Português
“Entre o porque e o por quê há mais bobagem gramatical
do que sabedoria semântica” (Millôr Fernandes)
Um exame mais cuidadoso de como o estudo da língua portuguesa acontece, desde o ensino fundamental, revela a persistência de uma prática pedagógica que, em muitos aspectos, ainda mantém a perspectiva reducionista do estudo da palavra e da frase descontextualizadas. Nesses limites, ficam reduzidos, naturalmente, os objetivos que uma compreensão mais relevante da linguagem poderia suscitar – linguagem que só funciona para que as pessoas possam interagir socialmente. Embora muitas ações institucionais já se tenham desenvolvido, no sentido de motivar e fundamentar uma reorientação dessa prática, as experiências de renovação, infelizmente, ainda não ultrapassam o domínio de iniciativas assistemáticas, eventuais e isoladas.
Consequentemente, persiste o quadro nada animador (e quase desesperador) do insucesso escolar. Logo de saída, manifesta-se na súbita descoberta, por parte do aluno, de que ele “não sabe português”, de que o “português é muito difícil”. Posteriormente, manifesta-se na confessada (ou velada) aversão às aulas de português e, para alguns alunos, na dolorosa experiência da repetência e da evasão escolar. (...)
Com enormes dificuldades de leitura, o aluno se vê frustrado no seu esforço de estudar outras disciplinas e, quase sempre, “deixa” a escola com a quase inabalável certeza de que é incapaz, de que é linguisticamente deficiente, inferior, não podendo, portanto, tomar a palavra ou ter voz para fazer valer seus direitos, para participar ativa e criticamente daquilo que acontece a sua volta. Naturalmente, como tantos outros, vai ficar à margem do entendimento e das decisões de construção da sociedade.
É evidente que causas externas à escola interferem de forma decisiva, na determinação desse resultado. (...) No entanto, é evidente também que fatores internos à própria escola condicionam a qualidade e a relevância dos resultados alcançados.
(ANTUNES, Irandé. Aula de Português – encontro & interação. São Paulo: Parábola, 2003. pp.19-20)
São afirmações em consonância com o ponto de vista de Antunes, delineado no texto lido, EXCETO:
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Você se considera um empreendedor?
Ricardo Melo*
Muitas pessoas, ao ouvirem essa pergunta, respondem imediatamente que não, pois não são empresários ou comerciantes. Fato curioso essa associação imediata da idéia empreendedora a essas opções profissionais e o esquecimento de como a competência empreendedora está intimamente ligada a muitas outras escolhas e posturas.
O verbo empreender vem do latim emprehendo ou impraehendo e quer dizer – a habilidade de executar uma tarefa. Com o tempo passou a ser sinônimo de ousadia, coragem e visão de futuro. Seja como for, é importante você parar para pensar em como é possível viver essa postura empreendedora.
Quando ouvimos falar de um estudante que vem do interior para a capital, ou de um jovem casal que assume o matrimônio, mesmo sem tantas facilidades materiais, estamos falando de atitudes empreendedoras em relação a vida.
Essa essência é a mesma que leva pessoas arrojadas a abrirem negócios, a se arriscarem em inúmeras situações em que haja ou não ganho material, mas que proporcione um senso de realização. Sendo assim, creio que todo ser humano é um pouco empreendedor, embora poucas pessoas tenham essa consciência e se esforcem por desenvolver essa habilidade.
E em momentos históricos como o nosso, em que se costuma falar de crise, nada melhor que alimentar nossa energia empreendedora e dela tirar substrato para construir uma mentalidade empreendedora. Pensar como um empreendedor é sempre procurar novos caminhos ou novas e melhores formas de caminhar.
É olhar para o horizonte, ver o que todos veem, mas enxergar o que poucos enxergam. É dar-se o direito de sonhar e agir para concretizar o sonho. E, acima de tudo, aliar persistência ao bom senso de se divertir enquanto vai em busca do que tanto deseja.
Utopia? Para algumas pessoas, sim, mas para quem realmente ama a vida e deseja vivê-la com intensidade é apenas mais uma postura mental a ser cultivada, que propiciará a seu portador grandes possibilidades de construir a sua própria história .
Você se considera um empreendedor? Ou, talvez, melhor: o que você pode fazer, a partir de agora para ser uma pessoa com pensamentos e atitudes mais empreendedoras?
(*Ricardo Melo é escritor, consultor e palestrante e especialista em coaching.)
A argumentação fundamentada entre os parágrafos 3 e 4 se dá por meio de
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Refletindo sobre a prática da aula de Português
“Entre o porque e o por quê há mais bobagem gramatical
do que sabedoria semântica” (Millôr Fernandes)
Um exame mais cuidadoso de como o estudo da língua portuguesa acontece, desde o ensino fundamental, revela a persistência de uma prática pedagógica que, em muitos aspectos, ainda mantém a perspectiva reducionista do estudo da palavra e da frase descontextualizadas. Nesses limites, ficam reduzidos, naturalmente, os objetivos que uma compreensão mais relevante da linguagem poderia suscitar – linguagem que só funciona para que as pessoas possam interagir socialmente. Embora muitas ações institucionais já se tenham desenvolvido, no sentido de motivar e fundamentar uma reorientação dessa prática, as experiências de renovação, infelizmente, ainda não ultrapassam o domínio de iniciativas assistemáticas, eventuais e isoladas.
Consequentemente, persiste o quadro nada animador (e quase desesperador) do insucesso escolar. Logo de saída, manifesta-se na súbita descoberta, por parte do aluno, de que ele “não sabe português”, de que o “português é muito difícil”. Posteriormente, manifesta-se na confessada (ou velada) aversão às aulas de português e, para alguns alunos, na dolorosa experiência da repetência e da evasão escolar. (...)
Com enormes dificuldades de leitura, o aluno se vê frustrado no seu esforço de estudar outras disciplinas e, quase sempre, “deixa” a escola com a quase inabalável certeza de que é incapaz, de que é linguisticamente deficiente, inferior, não podendo, portanto, tomar a palavra ou ter voz para fazer valer seus direitos, para participar ativa e criticamente daquilo que acontece a sua volta. Naturalmente, como tantos outros, vai ficar à margem do entendimento e das decisões de construção da sociedade.
É evidente que causas externas à escola interferem de forma decisiva, na determinação desse resultado. (...) No entanto, é evidente também que fatores internos à própria escola condicionam a qualidade e a relevância dos resultados alcançados.
(ANTUNES, Irandé. Aula de Português – encontro & interação. São Paulo: Parábola, 2003. pp.19-20)
Sobre o texto lido, afirma-se:
I. Há tanto fatores internos quanto externos que interferem de forma decisiva nos resultados dos alunos.
II. A escola, como qualquer outra instituição social, reflete as condições de vida da sociedade na qual se insere, sendo-lhe impossível qualquer forma de intervenção ou mudança.
III. Os resultados em língua materna - sucesso ou fracasso - refletem-se na forma como o aluno constrói as representações sobre si mesmo e seu grupo social.
IV. Os conteúdos de língua portuguesa devem se articular em torno de dois eixos complementares - o uso da língua e a reflexão sobre esses usos.
Estão CORRETAS as afirmações:
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A questão abaixo se refere ao livro: Escola e Democracia: teorias da educação
Saviani (1989) classifica as teorias educacionais em dois grupos, as teorias não-críticas e as teorias crítico-reprodutivas. No primeiro grupo, inserem-se as teorias que entendem a educação como uma superação da marginalidade, enquanto que no segundo entendem a educação como um fator de marginalização.
Analise e complete as afirmativas abaixo:
I. A busca pela minimização das interferências subjetivas, visando à máxima eficiência da educação é um dos principais pontos desta teoria, formulada em meados do século XX. A organização racional passa a ser o elemento principal, delegando a posição secundária aos alunos e professores, que são apenas executores, de um planejamento de especialistas. Trata-se da abordagem denominada: _________________________________
II. Formulada no final século XIX, esta teoria coloca o aluno no papel principal e o professor como um estimulador da aprendizagem. A aprendizagem seria um processo espontâneo, decorrente do ambiente estimulante, que se dá pela relação entre aluno e professor, e ao agrupamento dos alunos segundo as suas próprias áreas de interesse. Trata-se da ____________________________.
III. Essa teoria foi inspirada no princípio de que a educação é um direito de todos e dever do estado. Seu papel é difundir a instrução, transmitir os conhecimentos acumulados pela sociedade de maneira lógica e tem como centro o professor, que transmite esse conhecimento aos alunos. Trata-se da abordagem denominada _________________________________.
A opção que identifica adequadamente as abordagens acima é:
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Os termos em destaque, nos fragmentos retirados da Revista Você S/A, p. 45 – 55, correspondem aos referentes entre parênteses, EXCETO:
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Texto 1
Segundo J. Carlos Libâneo, “educar (em latim, educare) é conduzir de um estado para outro, é modificar numa certa direção o que é suscetível de educação. O ato pedagógico pode, então, ser definido como uma atividade sistemática de interação entre os seres vivos sociais, tanto no nível do intrapessoal como no nível da influência do meio”.
Texto 2
“Cada povo tem um processo de educação pelo qual transmite a cultura, seja de maneira informal ou por meio de instituições como a escola. No entanto, nem sempre o homem reflete especificamente e de maneira rigorosa sobre o ato de educar”.
Texto 3
“A revalorização da profissão de magistério deve começar pelos cuidados com a formação do professor. Tornar os cursos de magistério momentos efetivos de reflexão sobre a educação é condição para a superação meramente burocrática em que mergulham muitos desses cursos”.
ARANHA,M. Lúcia de Arruda. Filosofia da Educação. São Paulo: Cortez, 1994. (p. 50, 108, 152 )
Analisando os textos I, II e III, assinale as afirmativas utilizando (V) para as verdadeiras, e (F) para as falsas:
I. ( ) O texto I refere-se ao ato de educar, presumindo a interligação entre três componentes: um agente, uma mensagem transmitida e um educando. Neste sentido, a educação deve ser compreendida inserida no contexto histórico-social.
II. ( ) O segundo texto aborda a importância de uma educação flexível, na qual os direitos às diferenças, à educação e à cultura se alimentam historicamente das mesmas raízes democráticas.
III. ( ) O terceiro texto aponta para a relevância na formação de professores, podendo-se destacar três aspectos: qualificação, formação pedagógica e formação ética e política.
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