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Culpa: não sinta muito

Por Martha Medeiros

  1. A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
  2. à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
  3. pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
  4. quer saber de explicação.
  5. Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
  6. afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
  7. de tomar a decisão que mudaria nossa história.
  8. É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
  9. que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
  10. come”.
  11. Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
  12. de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
  13. a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
  14. se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
  15. Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
  16. pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
  17. alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
  18. onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
  19. São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
  20. indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
  21. passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
  22. que se culpar?
  23. Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
  24. os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
  25. espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
  26. invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
  27. Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
  28. que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
  29. e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
  30. afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
  31. os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
  32. ___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
  33. tornam-se existenciais e crescem como tumores.
  34. Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
  35. se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao- sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa INCORRETA em relação à palavra “indiferente”, presente no trecho a seguir, retirado do texto.

“Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)?”

 

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Culpa: não sinta muito

Por Martha Medeiros

  1. A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
  2. à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
  3. pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
  4. quer saber de explicação.
  5. Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
  6. afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
  7. de tomar a decisão que mudaria nossa história.
  8. É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
  9. que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
  10. come”.
  11. Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
  12. de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
  13. a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
  14. se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
  15. Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
  16. pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
  17. alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
  18. onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
  19. São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
  20. indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
  21. passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
  22. que se culpar?
  23. Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
  24. os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
  25. espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
  26. invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
  27. Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
  28. que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
  29. e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
  30. afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
  31. os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
  32. ___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
  33. tornam-se existenciais e crescem como tumores.
  34. Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
  35. se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao- sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, os tempos em que estão conjugadas as formas verbais presentes no fragmento.

“Terminou com alguém que ainda o amava?”

 

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  1. A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
  2. à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
  3. pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
  4. quer saber de explicação.
  5. Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
  6. afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
  7. de tomar a decisão que mudaria nossa história.
  8. É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
  9. que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
  10. come”.
  11. Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
  12. de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
  13. a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
  14. se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
  15. Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
  16. pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
  17. alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
  18. onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
  19. São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
  20. indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
  21. passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
  22. que se culpar?
  23. Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
  24. os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
  25. espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
  26. invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
  27. Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
  28. que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
  29. e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
  30. afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
  31. os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
  32. ___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
  33. tornam-se existenciais e crescem como tumores.
  34. Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
  35. se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao- sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que NÃO tenha sido formada com o prefixo “in-” de sentido negativo.

 

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  1. A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
  2. à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
  3. pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
  4. quer saber de explicação.
  5. Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
  6. afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
  7. de tomar a decisão que mudaria nossa história.
  8. É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
  9. que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
  10. come”.
  11. Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
  12. de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
  13. a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
  14. se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
  15. Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
  16. pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
  17. alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
  18. onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
  19. São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
  20. indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
  21. passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
  22. que se culpar?
  23. Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
  24. os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
  25. espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
  26. invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
  27. Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
  28. que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
  29. e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
  30. afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
  31. os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
  32. ___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
  33. tornam-se existenciais e crescem como tumores.
  34. Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
  35. se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao- sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir o vocábulo “martirizar-se” sem causar alterações significativas ao sentido original em que ele ocorre.

“a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.”

 

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  1. A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
  2. à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
  3. pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
  4. quer saber de explicação.
  5. Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
  6. afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
  7. de tomar a decisão que mudaria nossa história.
  8. É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
  9. que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
  10. come”.
  11. Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
  12. de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
  13. a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
  14. se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
  15. Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
  16. pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
  17. alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
  18. onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
  19. São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
  20. indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
  21. passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
  22. que se culpar?
  23. Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
  24. os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
  25. espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
  26. invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
  27. Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
  28. que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
  29. e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
  30. afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
  31. os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
  32. ___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
  33. tornam-se existenciais e crescem como tumores.
  34. Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
  35. se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao- sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Na expressão popular “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, a conjunção “se”, em ambas as ocorrências, exprime ideia de ______________ e tem o mesmo sentido do termo ______________.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas do trecho acima.

 

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Culpa: não sinta muito

Por Martha Medeiros

  1. A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
  2. à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
  3. pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
  4. quer saber de explicação.
  5. Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
  6. afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
  7. de tomar a decisão que mudaria nossa história.
  8. É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
  9. que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
  10. come”.
  11. Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
  12. de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
  13. a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
  14. se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
  15. Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
  16. pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
  17. alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
  18. onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
  19. São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
  20. indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
  21. passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
  22. que se culpar?
  23. Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
  24. os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
  25. espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
  26. invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
  27. Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
  28. que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
  29. e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
  30. afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
  31. os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
  32. ___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
  33. tornam-se existenciais e crescem como tumores.
  34. Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
  35. se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao- sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual NÃO tenha havido o emprego de linguagem figurada nos trechos apresentados, retirados do texto.

 

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  1. A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
  2. à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
  3. pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
  4. quer saber de explicação.
  5. Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
  6. afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
  7. de tomar a decisão que mudaria nossa história.
  8. É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
  9. que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
  10. come”.
  11. Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
  12. de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
  13. a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
  14. se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
  15. Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
  16. pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
  17. alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
  18. onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
  19. São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
  20. indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
  21. passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
  22. que se culpar?
  23. Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
  24. os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
  25. espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
  26. invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
  27. Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
  28. que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
  29. e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
  30. afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
  31. os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
  32. ___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
  33. tornam-se existenciais e crescem como tumores.
  34. Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
  35. se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao- sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas dos trechos a seguir, retirados do texto.

  1. “Uns 15 anos atrá....”.
  2. “Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente”.
  3. “não há abandono nem e....pectativas a atender”.
 

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  1. A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
  2. à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
  3. pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
  4. quer saber de explicação.
  5. Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
  6. afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
  7. de tomar a decisão que mudaria nossa história.
  8. É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
  9. que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
  10. come”.
  11. Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
  12. de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
  13. a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
  14. se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
  15. Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
  16. pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
  17. alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
  18. onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
  19. São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
  20. indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
  21. passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
  22. que se culpar?
  23. Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
  24. os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
  25. espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
  26. invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
  27. Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
  28. que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
  29. e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
  30. afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
  31. os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
  32. ___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
  33. tornam-se existenciais e crescem como tumores.
  34. Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
  35. se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao- sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto.

  1. “E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido ___ covardia”.
  2. “Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem ___ noite”.
  3. “não temos coragem de fazer o que se deve: deixar ___ culpa morrer de fome”.
 

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Culpa: não sinta muito

Por Martha Medeiros

  1. A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
  2. à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
  3. pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
  4. quer saber de explicação.
  5. Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
  6. afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
  7. de tomar a decisão que mudaria nossa história.
  8. É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
  9. que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
  10. come”.
  11. Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
  12. de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
  13. a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
  14. se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
  15. Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
  16. pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
  17. alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
  18. onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
  19. São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
  20. indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
  21. passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
  22. que se culpar?
  23. Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
  24. os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
  25. espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
  26. invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
  27. Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
  28. que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
  29. e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
  30. afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
  31. os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
  32. ___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
  33. tornam-se existenciais e crescem como tumores.
  34. Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
  35. se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao- sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

De acordo com a autora, são ações que costumam gerar sentimento de culpa em quem as pratica, EXCETO:

 

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Culpa: não sinta muito

Por Martha Medeiros

  1. A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
  2. à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
  3. pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
  4. quer saber de explicação.
  5. Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
  6. afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
  7. de tomar a decisão que mudaria nossa história.
  8. É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
  9. que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
  10. come”.
  11. Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
  12. de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
  13. a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
  14. se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
  15. Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
  16. pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
  17. alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
  18. onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
  19. São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
  20. indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
  21. passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
  22. que se culpar?
  23. Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
  24. os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
  25. espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
  26. invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
  27. Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
  28. que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
  29. e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
  30. afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
  31. os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
  32. ___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
  33. tornam-se existenciais e crescem como tumores.
  34. Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
  35. se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao- sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. De acordo com a autora, a culpa está diretamente relacionada ao fato de termos feito algo errado ou maldoso.

II. As relações entre os membros de uma família, por serem permeadas por cobranças, são grandes fontes de culpa.

III. O sentimento de culpa está intimamente ligado à pouca importância que nos damos.

Quais estão corretas?

 

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