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Harry Potter e a Pedra Filosofal

Vivemos uma época de magia no cinema, literalmente. Da fantasia sublime d’ O Senhor dos Anéis até o pensamento rasteiro de Xuxa e os Duendes, o imaginário fantástico tem preenchido as telas do cinema com verdadeiros épicos de magia. Ambientado num cenário contemporâneo e endereçado às novas gerações de crianças (“quase estragadas pelos videogames e outros caprichos tecnológicos que os afasta da boa e velha imaginação), Harry Potter e a Pedra Filosofal atualiza o tema ao mesmo tempo em que resgata todos os elementos indispensáveis para um bom filme de fantasia. Desde os encantadores filmetes experimentais de George Méiiès até o clássico O Mágico de Oz, chegando a Labirinto e O Cristal Encantado nos anos 80, passando pelas aventuras de Simbad e filmes inspirados na mitologia grega, a fantasia no cinema sempre combinou imaginação, efeitos visuais de última geração e uma boa dose de emoção.
Harry Potter e a Pedra Filosofal, primeiro adaptado dos livros de J. K. Rowling – best-seller por todo o globo, com 850 mil exemplares vendidos apenas no Brasil – chega agora ao mercado de DVD recheado de magia e emoção, e uma quantidade respeitável de material extra para não perder a graça. E olha que este é apenas o primeiro longa-metragem da série, que já tem mais dois títulos engatilhados, a serem lançados ao longo dos próximos anos, e ainda outros quatro em desenvolvimento. Começando pelo pior, o único defeito da edição nacional do DVD de Harry Potter lançado pela Warner é o fato de estar disponível apenas em versão full screen. Isso talvez seja argumento para convencê-lo a também pegar o filme na locadora (pois em VHS há a opção de wide screen) e guardar em casa o DVD para poder ver e rever.
O DVD duplo traz o filme no primeiro disco, com áudio original em inglês e opções de dublagem em português e espanhol, além de legendas nestas três línguas. Quem está à procura de “extras” pode ir direto ao segundo disco recheado de material adicional. Além das indispensáveis entrevistas com o diretor e produtor, e algumas cenas inéditas, o disco permite que se passeie por todo o cenário do filme, fazendo com que o espectador se sinta um aprendiz de bruxinho. O tour virtual inclui a Cabana de Hagrid, o Interior de Hogwarts, a Casa Grifinória, o Grande Salão e o Quarto de Harry. Na opção Sala de Aula, aprenda feitiços e encantamentos e descubra defesas contra as artes das trevas. No Beco Diagonal, desvende a charada dos tijolos para ter acesso ao shopping do mundo dos bruxos, entre muitas outras opções surpreendentes, incluindo material exclusivo para DVD-ROM na plataforma PC.
No Brasil, o filme foi visto por 4,5 milhões de pessoas no cinema, e já arrecadou 936 milhões de dólares no mundo inteiro. O sucesso promete ser repetido no mercado de vídeo, com alta estimativa de compras de DVD pelo consumidor final. Portanto, renda-se à magia de Harry Potter e deixe sua imaginação voar alto!
(Carlos Primati)
O uso do pronome isso em “Isso talvez seja argumento para convencê-lo...”, recupera uma informação já dita no texto. Qual?
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O SEGREDO DA PROPAGANDA É A PROPAGANDA
DO SEGREDO
Depois de tantos anos vendo televisão diariamente, chego a uma conclusão definitiva: é muito mais divertido e mais prático ver os anúncios. Enquanto as outras pessoas ficam aflitas tentando decorar os horários das novelas, das paradas de sucesso e dos chamados programas humorísticos, eu não tenho problema: ligo a televisão em qualquer canal e vejo os anúncios sem preocupação de horário. Vocês talvez achem que é loucura ver os mesmo anúncios diversas vezes, mas posso garantir que os anúncios variam mais que as piadas e as músicas que são servidas todos os dias. Pelo menos os anúncios são bem bolados, alguns até inteligentes. A técnica é chatear tanto até ficarem em nosso subconsciente – se é que alguém consegue ter subconsciente assistindo à televisão.
Os refrigerantes, por exemplo: quase todos fazem as garrafas dançar na nossa frente e tocam uma musiquinha que chega a dar sede. Aí a gente não resiste: vai à geladeira e bebe um copo de água.
Mas bom mesmo é anúncio de sabonete: aparece cada moça bonita que vou te contar. E com uma grande vantagem, as moças não falam, só aparecem, ligam o chuveiro e ficam nuinhas dentro da espuma. Por mais que a gente saiba que aquilo é anúncio de sabonete, fica sempre aquela dúvida se um dia eles não vão resolver dar o nome daquele chuveiro ou, quem sabe, o telefone da moça.
Geniais mesmo são as geladeiras que duram toda a vida. Mas muito mais geniais são os textos garantindo que cabe tudinho dentro delas, mas acho que não têm tanta certeza, pois fazem questão de botar uma moça bem bonita pra mostrar a geladeira – e a gente tem é vontade de comprar a moça, mesmo sem o “Certificado de Garantia”.
E as televisões, baratíssimas, cada vez mais vendidas, dentro dos novos planos de venda. Ao invés de bolarem uma televisão mais perfeita, ficam é bolando planos de venda. No dia em que inventarem uma televisão que focalize a cara de um sujeito com menos de três orelhas, não precisam nem fazer anúncio: é só exibir, que esgota no mesmo dia.
Existe anúncio de todo tipo: tecidos que não amarrotam, tecidos que dão prêmios, tecidos que dão desconto, tecidos coloridos que são apresentados em preto-e-branco, tecidos brancos que ficam cada vez mais brancos à medida que vai surgindo um novo sabão em pó. Mas é o que eles pensam: o branco deles, lá em casa, todo mundo tá vendo que é cinza.
O mais engraçado são os anúncios de inseticidas que matam todos os insetos, menos as moscas do estúdio.
Anuncia-se também muita banha, muito pneu, muito perfume, muito sapato, muito automóvel, muita calça, muita bebida e muita pílula pra dor de cabeça. Parece até que um anúncio depende do outro – é como se fosse uma novela, com a vantagem de agente sempre saber qual o final de cada anúncio. E não pensem que sou o único a achar os anúncios mais interessantes que os programas: os donos das emissoras também acham – senão não ocupavam a maior parte do tempo com anúncios. Nos intervalos é que colocam alguns programinhas – por absoluta falta de mais anúncios.
Reparem só: os programas de humor mostram o lado negativo das pessoas, os personagens são quase todos fossilizados, gagos, surdos, cegos, velhos borocoxôs ou sem sexo definido. As novelas exploram seres anormais dentro de um mundo de miséria e lágrimas. Já os anúncios apresentam um mundo de otimismo, onde tudo é bom e saudável, não quebra, dura toda a vida e qualquer um pode adquirir quase de graça, pagando como puder, no endereço mais próximo da sua casa. O único detalhe que nos deixa um pouco frustrados é que a moça que dá os endereços fala tão preocupada em não errar que agente não consegue decorar nenhum endereço. Em compensação, sabe de cor a moça todinha.
Leon Eliachar. O homem ao zero. Rio de Janeiro, Expressão e Cultura. 1968.
Em: “Anuncia-se também muita banha, muito pneu, muito perfume, muito sapato, muito automóvel, muita calça, muita bebida e muita pílula pra dor de cabeça” é notória a repetição do vocábulo muito e muita. Nesse trecho, eles são ambos:
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Harry Potter e a Pedra Filosofal

Vivemos uma época de magia no cinema, literalmente. Da fantasia sublime d’ O Senhor dos Anéis até o pensamento rasteiro de Xuxa e os Duendes, o imaginário fantástico tem preenchido as telas do cinema com verdadeiros épicos de magia. Ambientado num cenário contemporâneo e endereçado às novas gerações de crianças (“quase estragadas pelos videogames e outros caprichos tecnológicos que os afasta da boa e velha imaginação), Harry Potter e a Pedra Filosofal atualiza o tema ao mesmo tempo em que resgata todos os elementos indispensáveis para um bom filme de fantasia. Desde os encantadores filmetes experimentais de George Méiiès até o clássico O Mágico de Oz, chegando a Labirinto e O Cristal Encantado nos anos 80, passando pelas aventuras de Simbad e filmes inspirados na mitologia grega, a fantasia no cinema sempre combinou imaginação, efeitos visuais de última geração e uma boa dose de emoção.
Harry Potter e a Pedra Filosofal, primeiro adaptado dos livros de J. K. Rowling – best-seller por todo o globo, com 850 mil exemplares vendidos apenas no Brasil – chega agora ao mercado de DVD recheado de magia e emoção, e uma quantidade respeitável de material extra para não perder a graça. E olha que este é apenas o primeiro longa-metragem da série, que já tem mais dois títulos engatilhados, a serem lançados ao longo dos próximos anos, e ainda outros quatro em desenvolvimento. Começando pelo pior, o único defeito da edição nacional do DVD de Harry Potter lançado pela Warner é o fato de estar disponível apenas em versão full screen. Isso talvez seja argumento para convencê-lo a também pegar o filme na locadora (pois em VHS há a opção de wide screen) e guardar em casa o DVD para poder ver e rever.
O DVD duplo traz o filme no primeiro disco, com áudio original em inglês e opções de dublagem em português e espanhol, além de legendas nestas três línguas. Quem está à procura de “extras” pode ir direto ao segundo disco recheado de material adicional. Além das indispensáveis entrevistas com o diretor e produtor, e algumas cenas inéditas, o disco permite que se passeie por todo o cenário do filme, fazendo com que o espectador se sinta um aprendiz de bruxinho. O tour virtual inclui a Cabana de Hagrid, o Interior de Hogwarts, a Casa Grifinória, o Grande Salão e o Quarto de Harry. Na opção Sala de Aula, aprenda feitiços e encantamentos e descubra defesas contra as artes das trevas. No Beco Diagonal, desvende a charada dos tijolos para ter acesso ao shopping do mundo dos bruxos, entre muitas outras opções surpreendentes, incluindo material exclusivo para DVD-ROM na plataforma PC.
No Brasil, o filme foi visto por 4,5 milhões de pessoas no cinema, e já arrecadou 936 milhões de dólares no mundo inteiro. O sucesso promete ser repetido no mercado de vídeo, com alta estimativa de compras de DVD pelo consumidor final. Portanto, renda-se à magia de Harry Potter e deixe sua imaginação voar alto!
(Carlos Primati)
Na passagem “Harry Potter e a Pedra Filosofal atualiza o tema ao mesmo tempo em que...”, a palavra sublinhada recupera algo já dito anteriormente. O quê?
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Harry Potter e a Pedra Filosofal

Vivemos uma época de magia no cinema, literalmente. Da fantasia sublime d’ O Senhor dos Anéis até o pensamento rasteiro de Xuxa e os Duendes, o imaginário fantástico tem preenchido as telas do cinema com verdadeiros épicos de magia. Ambientado num cenário contemporâneo e endereçado às novas gerações de crianças (“quase estragadas pelos videogames e outros caprichos tecnológicos que os afasta da boa e velha imaginação), Harry Potter e a Pedra Filosofal atualiza o tema ao mesmo tempo em que resgata todos os elementos indispensáveis para um bom filme de fantasia. Desde os encantadores filmetes experimentais de George Méiiès até o clássico O Mágico de Oz, chegando a Labirinto e O Cristal Encantado nos anos 80, passando pelas aventuras de Simbad e filmes inspirados na mitologia grega, a fantasia no cinema sempre combinou imaginação, efeitos visuais de última geração e uma boa dose de emoção.
Harry Potter e a Pedra Filosofal, primeiro adaptado dos livros de J. K. Rowling – best-seller por todo o globo, com 850 mil exemplares vendidos apenas no Brasil – chega agora ao mercado de DVD recheado de magia e emoção, e uma quantidade respeitável de material extra para não perder a graça. E olha que este é apenas o primeiro longa-metragem da série, que já tem mais dois títulos engatilhados, a serem lançados ao longo dos próximos anos, e ainda outros quatro em desenvolvimento. Começando pelo pior, o único defeito da edição nacional do DVD de Harry Potter lançado pela Warner é o fato de estar disponível apenas em versão full screen. Isso talvez seja argumento para convencê-lo a também pegar o filme na locadora (pois em VHS há a opção de wide screen) e guardar em casa o DVD para poder ver e rever.
O DVD duplo traz o filme no primeiro disco, com áudio original em inglês e opções de dublagem em português e espanhol, além de legendas nestas três línguas. Quem está à procura de “extras” pode ir direto ao segundo disco recheado de material adicional. Além das indispensáveis entrevistas com o diretor e produtor, e algumas cenas inéditas, o disco permite que se passeie por todo o cenário do filme, fazendo com que o espectador se sinta um aprendiz de bruxinho. O tour virtual inclui a Cabana de Hagrid, o Interior de Hogwarts, a Casa Grifinória, o Grande Salão e o Quarto de Harry. Na opção Sala de Aula, aprenda feitiços e encantamentos e descubra defesas contra as artes das trevas. No Beco Diagonal, desvende a charada dos tijolos para ter acesso ao shopping do mundo dos bruxos, entre muitas outras opções surpreendentes, incluindo material exclusivo para DVD-ROM na plataforma PC.
No Brasil, o filme foi visto por 4,5 milhões de pessoas no cinema, e já arrecadou 936 milhões de dólares no mundo inteiro. O sucesso promete ser repetido no mercado de vídeo, com alta estimativa de compras de DVD pelo consumidor final. Portanto, renda-se à magia de Harry Potter e deixe sua imaginação voar alto!
(Carlos Primati)
Em qual das passagens transcritas abaixo o autor parece tentar convencer o leitor a ver o filme, se este ainda não assistiu a ele?
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DADAS A QUESTÃO, MARQUE A ÚNICA ALTERNATIVA CORRETA:
Considere a seguinte informação: Carlos vai viajar a trabalho e constatou em seu relógio que já são 23h06
Disponível em: https://pixabay.com/p-160336/?no_redirect. Acesso em 27 nov 2015.
O voo de Carlos é daqui a seis horas e meia, que horas é seu voou?
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Um sapato estava na oferta pelas seguintes condições:

De quanto foi a diferença desse sapato no valor a prazo em relação ao preço à vista?
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Harry Potter e a Pedra Filosofal

Vivemos uma época de magia no cinema, literalmente. Da fantasia sublime d’ O Senhor dos Anéis até o pensamento rasteiro de Xuxa e os Duendes, o imaginário fantástico tem preenchido as telas do cinema com verdadeiros épicos de magia. Ambientado num cenário contemporâneo e endereçado às novas gerações de crianças (“quase estragadas pelos videogames e outros caprichos tecnológicos que os afasta da boa e velha imaginação), Harry Potter e a Pedra Filosofal atualiza o tema ao mesmo tempo em que resgata todos os elementos indispensáveis para um bom filme de fantasia. Desde os encantadores filmetes experimentais de George Méiiès até o clássico O Mágico de Oz, chegando a Labirinto e O Cristal Encantado nos anos 80, passando pelas aventuras de Simbad e filmes inspirados na mitologia grega, a fantasia no cinema sempre combinou imaginação, efeitos visuais de última geração e uma boa dose de emoção.
Harry Potter e a Pedra Filosofal, primeiro adaptado dos livros de J. K. Rowling – best-seller por todo o globo, com 850 mil exemplares vendidos apenas no Brasil – chega agora ao mercado de DVD recheado de magia e emoção, e uma quantidade respeitável de material extra para não perder a graça. E olha que este é apenas o primeiro longa-metragem da série, que já tem mais dois títulos engatilhados, a serem lançados ao longo dos próximos anos, e ainda outros quatro em desenvolvimento. Começando pelo pior, o único defeito da edição nacional do DVD de Harry Potter lançado pela Warner é o fato de estar disponível apenas em versão full screen. Isso talvez seja argumento para convencê-lo a também pegar o filme na locadora (pois em VHS há a opção de wide screen) e guardar em casa o DVD para poder ver e rever.
O DVD duplo traz o filme no primeiro disco, com áudio original em inglês e opções de dublagem em português e espanhol, além de legendas nestas três línguas. Quem está à procura de “extras” pode ir direto ao segundo disco recheado de material adicional. Além das indispensáveis entrevistas com o diretor e produtor, e algumas cenas inéditas, o disco permite que se passeie por todo o cenário do filme, fazendo com que o espectador se sinta um aprendiz de bruxinho. O tour virtual inclui a Cabana de Hagrid, o Interior de Hogwarts, a Casa Grifinória, o Grande Salão e o Quarto de Harry. Na opção Sala de Aula, aprenda feitiços e encantamentos e descubra defesas contra as artes das trevas. No Beco Diagonal, desvende a charada dos tijolos para ter acesso ao shopping do mundo dos bruxos, entre muitas outras opções surpreendentes, incluindo material exclusivo para DVD-ROM na plataforma PC.
No Brasil, o filme foi visto por 4,5 milhões de pessoas no cinema, e já arrecadou 936 milhões de dólares no mundo inteiro. O sucesso promete ser repetido no mercado de vídeo, com alta estimativa de compras de DVD pelo consumidor final. Portanto, renda-se à magia de Harry Potter e deixe sua imaginação voar alto!
(Carlos Primati)
Duas palavras usadas no texto filmetes e bruxinho trazem sufixos diminutivos: (-ete.) e (-inho). No texto, esses dois sufixos atribuem respectivamente outras noções que não a de diminuição. Marque abaixo a opção que revele a significação dessas palavras no contexto em que estão:
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O SEGREDO DA PROPAGANDA É A PROPAGANDA
DO SEGREDO
Depois de tantos anos vendo televisão diariamente, chego a uma conclusão definitiva: é muito mais divertido e mais prático ver os anúncios. Enquanto as outras pessoas ficam aflitas tentando decorar os horários das novelas, das paradas de sucesso e dos chamados programas humorísticos, eu não tenho problema: ligo a televisão em qualquer canal e vejo os anúncios sem preocupação de horário. Vocês talvez achem que é loucura ver os mesmo anúncios diversas vezes, mas posso garantir que os anúncios variam mais que as piadas e as músicas que são servidas todos os dias. Pelo menos os anúncios são bem bolados, alguns até inteligentes. A técnica é chatear tanto até ficarem em nosso subconsciente – se é que alguém consegue ter subconsciente assistindo à televisão.
Os refrigerantes, por exemplo: quase todos fazem as garrafas dançar na nossa frente e tocam uma musiquinha que chega a dar sede. Aí a gente não resiste: vai à geladeira e bebe um copo de água.
Mas bom mesmo é anúncio de sabonete: aparece cada moça bonita que vou te contar. E com uma grande vantagem, as moças não falam, só aparecem, ligam o chuveiro e ficam nuinhas dentro da espuma. Por mais que a gente saiba que aquilo é anúncio de sabonete, fica sempre aquela dúvida se um dia eles não vão resolver dar o nome daquele chuveiro ou, quem sabe, o telefone da moça.
Geniais mesmo são as geladeiras que duram toda a vida. Mas muito mais geniais são os textos garantindo que cabe tudinho dentro delas, mas acho que não têm tanta certeza, pois fazem questão de botar uma moça bem bonita pra mostrar a geladeira – e a gente tem é vontade de comprar a moça, mesmo sem o “Certificado de Garantia”.
E as televisões, baratíssimas, cada vez mais vendidas, dentro dos novos planos de venda. Ao invés de bolarem uma televisão mais perfeita, ficam é bolando planos de venda. No dia em que inventarem uma televisão que focalize a cara de um sujeito com menos de três orelhas, não precisam nem fazer anúncio: é só exibir, que esgota no mesmo dia.
Existe anúncio de todo tipo: tecidos que não amarrotam, tecidos que dão prêmios, tecidos que dão desconto, tecidos coloridos que são apresentados em preto-e-branco, tecidos brancos que ficam cada vez mais brancos à medida que vai surgindo um novo sabão em pó. Mas é o que eles pensam: o branco deles, lá em casa, todo mundo tá vendo que é cinza.
O mais engraçado são os anúncios de inseticidas que matam todos os insetos, menos as moscas do estúdio.
Anuncia-se também muita banha, muito pneu, muito perfume, muito sapato, muito automóvel, muita calça, muita bebida e muita pílula pra dor de cabeça. Parece até que um anúncio depende do outro – é como se fosse uma novela, com a vantagem de agente sempre saber qual o final de cada anúncio. E não pensem que sou o único a achar os anúncios mais interessantes que os programas: os donos das emissoras também acham – senão não ocupavam a maior parte do tempo com anúncios. Nos intervalos é que colocam alguns programinhas – por absoluta falta de mais anúncios.
Reparem só: os programas de humor mostram o lado negativo das pessoas, os personagens são quase todos fossilizados, gagos, surdos, cegos, velhos borocoxôs ou sem sexo definido. As novelas exploram seres anormais dentro de um mundo de miséria e lágrimas. Já os anúncios apresentam um mundo de otimismo, onde tudo é bom e saudável, não quebra, dura toda a vida e qualquer um pode adquirir quase de graça, pagando como puder, no endereço mais próximo da sua casa. O único detalhe que nos deixa um pouco frustrados é que a moça que dá os endereços fala tão preocupada em não errar que agente não consegue decorar nenhum endereço. Em compensação, sabe de cor a moça todinha.
Leon Eliachar. O homem ao zero. Rio de Janeiro, Expressão e Cultura. 1968.
No trecho “Vocês talvez achem que é loucura ver os mesmo anúncios diversas vezes, mas posso garantir que os anúncios variam mais que as piadas e as músicas que são servidas todos os dias”, o autor desse texto ao usar a palavra servidas indica que o telespectador é tratado como?
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O SEGREDO DA PROPAGANDA É A PROPAGANDA
DO SEGREDO
Depois de tantos anos vendo televisão diariamente, chego a uma conclusão definitiva: é muito mais divertido e mais prático ver os anúncios. Enquanto as outras pessoas ficam aflitas tentando decorar os horários das novelas, das paradas de sucesso e dos chamados programas humorísticos, eu não tenho problema: ligo a televisão em qualquer canal e vejo os anúncios sem preocupação de horário. Vocês talvez achem que é loucura ver os mesmo anúncios diversas vezes, mas posso garantir que os anúncios variam mais que as piadas e as músicas que são servidas todos os dias. Pelo menos os anúncios são bem bolados, alguns até inteligentes. A técnica é chatear tanto até ficarem em nosso subconsciente – se é que alguém consegue ter subconsciente assistindo à televisão.
Os refrigerantes, por exemplo: quase todos fazem as garrafas dançar na nossa frente e tocam uma musiquinha que chega a dar sede. Aí a gente não resiste: vai à geladeira e bebe um copo de água.
Mas bom mesmo é anúncio de sabonete: aparece cada moça bonita que vou te contar. E com uma grande vantagem, as moças não falam, só aparecem, ligam o chuveiro e ficam nuinhas dentro da espuma. Por mais que a gente saiba que aquilo é anúncio de sabonete, fica sempre aquela dúvida se um dia eles não vão resolver dar o nome daquele chuveiro ou, quem sabe, o telefone da moça.
Geniais mesmo são as geladeiras que duram toda a vida. Mas muito mais geniais são os textos garantindo que cabe tudinho dentro delas, mas acho que não têm tanta certeza, pois fazem questão de botar uma moça bem bonita pra mostrar a geladeira – e a gente tem é vontade de comprar a moça, mesmo sem o “Certificado de Garantia”.
E as televisões, baratíssimas, cada vez mais vendidas, dentro dos novos planos de venda. Ao invés de bolarem uma televisão mais perfeita, ficam é bolando planos de venda. No dia em que inventarem uma televisão que focalize a cara de um sujeito com menos de três orelhas, não precisam nem fazer anúncio: é só exibir, que esgota no mesmo dia.
Existe anúncio de todo tipo: tecidos que não amarrotam, tecidos que dão prêmios, tecidos que dão desconto, tecidos coloridos que são apresentados em preto-e-branco, tecidos brancos que ficam cada vez mais brancos à medida que vai surgindo um novo sabão em pó. Mas é o que eles pensam: o branco deles, lá em casa, todo mundo tá vendo que é cinza.
O mais engraçado são os anúncios de inseticidas que matam todos os insetos, menos as moscas do estúdio.
Anuncia-se também muita banha, muito pneu, muito perfume, muito sapato, muito automóvel, muita calça, muita bebida e muita pílula pra dor de cabeça. Parece até que um anúncio depende do outro – é como se fosse uma novela, com a vantagem de agente sempre saber qual o final de cada anúncio. E não pensem que sou o único a achar os anúncios mais interessantes que os programas: os donos das emissoras também acham – senão não ocupavam a maior parte do tempo com anúncios. Nos intervalos é que colocam alguns programinhas – por absoluta falta de mais anúncios.
Reparem só: os programas de humor mostram o lado negativo das pessoas, os personagens são quase todos fossilizados, gagos, surdos, cegos, velhos borocoxôs ou sem sexo definido. As novelas exploram seres anormais dentro de um mundo de miséria e lágrimas. Já os anúncios apresentam um mundo de otimismo, onde tudo é bom e saudável, não quebra, dura toda a vida e qualquer um pode adquirir quase de graça, pagando como puder, no endereço mais próximo da sua casa. O único detalhe que nos deixa um pouco frustrados é que a moça que dá os endereços fala tão preocupada em não errar que agente não consegue decorar nenhum endereço. Em compensação, sabe de cor a moça todinha.
Leon Eliachar. O homem ao zero. Rio de Janeiro, Expressão e Cultura. 1968.
No trecho: “tecidos brancos que ficam cada vez mais brancos à medida que vai surgindo um novo sabão em pó”, a forma verbal vai surgindo está no singular porque:
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Em um campo de futebol daqui de Curuçá, uma partida de futebol é disputada em 2 tempos de 45 minutos cada, com intervalo de 15 minutos para descanso dos jogadores, a partida termina empatada e ocorre uma prorrogação de 30 minutos. Sendo assim, Informe por quanto tempo os jogadores disputaram efetivamente a partida?
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