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AS QUESTÕES DE 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

  1. Ouvimos, com frequência, queixas sisudas no sentido de que a língua portuguesa
  2. está se estropiando no Brasil. Elas partem não só de dentro de nossas fronteiras como
  3. também de além-mar, onde o vírus do linguajar das novelas brasileiras estaria infeccionando
  4. a pureza do idioma.
  5. As queixas têm certa procedência, quando não redundam em uma defesa disfarçada
  6. da petrificação da língua, pretensão aliás inútil diante de seu constante movimento, seja a
  7. longo prazo, seja diante de nossos olhos. Basta ler um texto de Ruy Barbosa para perceber
  8. a distância que medeia entre sua escrita e a dos dias que correm. É bom lembrar que Ruy
  9. morreu há pouco mais de 80 anos, espaço de tempo relativamente reduzido, quando se
  10. pensa em termos de grandes alterações da língua.
  11. Na contínua renovação, há porém muitos descaminhos. Claro que o critério para
  12. estabelecer o que constitui descaminho é relativo e depende mesmo do gosto de cada um,
  13. até que a passagem dos anos se encarregue de distinguir as novas formas linguísticas dos
  14. modismos passageiros.
  15. Da minha parte, implico particularmente com algumas novidades como, por exemplo,
  16. essa história de falar sempre em “cima de alguma coisa, ou de alguma ideia”, expressão
  17. inevitável nas reuniões de executivo e nas assembleias, sejam elas de professores ou de
  18. sindicalistas. De resto, nessas reuniões já não se pondera nada, como se a ponderação
  19. tivesse abandonado de vez tais encontros: fazem-se “colocações” a respeito de tudo e de
  20. qualquer cousa.
  21. Embora a redução das desigualdades sociais pouco tenha avançado no país, pelo
  22. menos algo substancial se alcançou no plano da linguagem. Nessa área, o nivelamento é a
  23. palavra de ordem generalizada. Pensa-se "a nível de nivelamento".
  24. Um exemplo extremo de retrocesso aparece na linguagem científica, atacada por um
  25. inimigo fora de moda que, em outros tempos, se chamava imperialismo americano. Trata-se
  26. da referência a amostras randomizadas de pesquisa, assim mesmo sem aspas. Convém
  27. explicar, pois ninguém tem obrigação de saber isso: amostras randomizadas são as colhidas
  28. ao acaso, aleatoriamente, diríamos de forma algo elegante, derivando o qualificativo de "at
  29. random", ou seja, ao acaso.
  30. Enfim, os exemplos poderiam ser multiplicados, ou complexificados se quiserem,
  31. mas estes me parecem bastar, como indicadores de descaminhos.
  32. Entretanto, em matéria de assuntos linguísticos, é bom ser cauteloso na ironia, até
  33. porque a língua portuguesa não é fácil. Da minha parte, a regência verbal constitui um terreno
  34. tormentoso, no qual me movo com dificuldade. É difícil saber, por exemplo, por que o verbo
  35. importar "pede" objeto direto e o verbo assistir tem outra “pedida” que, no meu tempo, era
  36. chamada de transitiva-relativa.
  37. Pelo menos, me esforço em acertar, embora me sinta parte integrante de uma
  38. espécie em extinção. A prova dessa marginalidade se confirmou quando me contaram a
  39. resposta de uma jovem redatora de jornal a um chefe de redação que reclamava de seus
  40. abusos regenciais: "Você ainda se preocupa com essas coisas?".
  41. Porém, apesar das queixas dos puristas, ouso dizer que o conhecimento da língua
  42. avançou muito nos últimos tempos. E não me refiro às inovações, mas ao chamado cânone
  43. consagrado.
  44. A Maria, que trabalha em minha casa, é um exemplo vivo do que estou afirmando.
  45. Ela tem o hábito de passar ao telefone longos minutos que me parecem horas. É a forma
  46. dela saber da vida dos parentes e amigos, de fofocar sobre este ou aquele personagem, de
  47. manter a intimidade com gente fisicamente distante.
  48. Há alguns dias um fragmento sonoro diferente, percorrendo os espaços da casa,
  49. chegou aos meus ouvidos. Não se falava da saúde, do emprego, ou da falta do emprego de
  50. alguém. Pelo que depreendi, do outro lado da linha, um funcionário de uma dessas lojas de
  51. eletrodomésticos, cuja clientela é formada pela população de poucos recursos, intimava-a a
  52. pagar uma prestação supostamente em atraso, com a rispidez que alguns dedicam ao
  53. consumidor pobre. A resposta veio cortante: "Eu não estou devendo nada, isso é erro de
  54. vocês. E vê se para de me tratar como se eu fosse uma inadimplente".
  55. Pensei em levar mais munição à Maria, sugerindo que acrescentasse um arremate
  56. demolidor, algo assim como "e não me venha cobrar, intempestivamente, juros moratórios".
  57. Desisti a tempo. Seria uma atitude paternalista e ainda por cima dispensável, pois em matéria
  58. de cidadania e de manejo do português, Maria não precisa de ajuda.

BORIS FAUSTO

A alternativa em que o fragmento destacado contém uma ideia de estado de sujeito é

 

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AS QUESTÕES DE 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

  1. Ouvimos, com frequência, queixas sisudas no sentido de que a língua portuguesa
  2. está se estropiando no Brasil. Elas partem não só de dentro de nossas fronteiras como
  3. também de além-mar, onde o vírus do linguajar das novelas brasileiras estaria infeccionando
  4. a pureza do idioma.
  5. As queixas têm certa procedência, quando não redundam em uma defesa disfarçada
  6. da petrificação da língua, pretensão aliás inútil diante de seu constante movimento, seja a
  7. longo prazo, seja diante de nossos olhos. Basta ler um texto de Ruy Barbosa para perceber
  8. a distância que medeia entre sua escrita e a dos dias que correm. É bom lembrar que Ruy
  9. morreu há pouco mais de 80 anos, espaço de tempo relativamente reduzido, quando se
  10. pensa em termos de grandes alterações da língua.
  11. Na contínua renovação, há porém muitos descaminhos. Claro que o critério para
  12. estabelecer o que constitui descaminho é relativo e depende mesmo do gosto de cada um,
  13. até que a passagem dos anos se encarregue de distinguir as novas formas linguísticas dos
  14. modismos passageiros.
  15. Da minha parte, implico particularmente com algumas novidades como, por exemplo,
  16. essa história de falar sempre em “cima de alguma coisa, ou de alguma ideia”, expressão
  17. inevitável nas reuniões de executivo e nas assembleias, sejam elas de professores ou de
  18. sindicalistas. De resto, nessas reuniões já não se pondera nada, como se a ponderação
  19. tivesse abandonado de vez tais encontros: fazem-se “colocações” a respeito de tudo e de
  20. qualquer cousa.
  21. Embora a redução das desigualdades sociais pouco tenha avançado no país, pelo
  22. menos algo substancial se alcançou no plano da linguagem. Nessa área, o nivelamento é a
  23. palavra de ordem generalizada. Pensa-se "a nível de nivelamento".
  24. Um exemplo extremo de retrocesso aparece na linguagem científica, atacada por um
  25. inimigo fora de moda que, em outros tempos, se chamava imperialismo americano. Trata-se
  26. da referência a amostras randomizadas de pesquisa, assim mesmo sem aspas. Convém
  27. explicar, pois ninguém tem obrigação de saber isso: amostras randomizadas são as colhidas
  28. ao acaso, aleatoriamente, diríamos de forma algo elegante, derivando o qualificativo de "at
  29. random", ou seja, ao acaso.
  30. Enfim, os exemplos poderiam ser multiplicados, ou complexificados se quiserem,
  31. mas estes me parecem bastar, como indicadores de descaminhos.
  32. Entretanto, em matéria de assuntos linguísticos, é bom ser cauteloso na ironia, até
  33. porque a língua portuguesa não é fácil. Da minha parte, a regência verbal constitui um terreno
  34. tormentoso, no qual me movo com dificuldade. É difícil saber, por exemplo, por que o verbo
  35. importar "pede" objeto direto e o verbo assistir tem outra “pedida” que, no meu tempo, era
  36. chamada de transitiva-relativa.
  37. Pelo menos, me esforço em acertar, embora me sinta parte integrante de uma
  38. espécie em extinção. A prova dessa marginalidade se confirmou quando me contaram a
  39. resposta de uma jovem redatora de jornal a um chefe de redação que reclamava de seus
  40. abusos regenciais: "Você ainda se preocupa com essas coisas?".
  41. Porém, apesar das queixas dos puristas, ouso dizer que o conhecimento da língua
  42. avançou muito nos últimos tempos. E não me refiro às inovações, mas ao chamado cânone
  43. consagrado.
  44. A Maria, que trabalha em minha casa, é um exemplo vivo do que estou afirmando.
  45. Ela tem o hábito de passar ao telefone longos minutos que me parecem horas. É a forma
  46. dela saber da vida dos parentes e amigos, de fofocar sobre este ou aquele personagem, de
  47. manter a intimidade com gente fisicamente distante.
  48. Há alguns dias um fragmento sonoro diferente, percorrendo os espaços da casa,
  49. chegou aos meus ouvidos. Não se falava da saúde, do emprego, ou da falta do emprego de
  50. alguém. Pelo que depreendi, do outro lado da linha, um funcionário de uma dessas lojas de
  51. eletrodomésticos, cuja clientela é formada pela população de poucos recursos, intimava-a a
  52. pagar uma prestação supostamente em atraso, com a rispidez que alguns dedicam ao
  53. consumidor pobre. A resposta veio cortante: "Eu não estou devendo nada, isso é erro de
  54. vocês. E vê se para de me tratar como se eu fosse uma inadimplente".
  55. Pensei em levar mais munição à Maria, sugerindo que acrescentasse um arremate
  56. demolidor, algo assim como "e não me venha cobrar, intempestivamente, juros moratórios".
  57. Desisti a tempo. Seria uma atitude paternalista e ainda por cima dispensável, pois em matéria
  58. de cidadania e de manejo do português, Maria não precisa de ajuda.

BORIS FAUSTO

Quando o autor do texto diz: “Maria (...) é um exemplo vivo do que estou afirmando.” (L.44), ele se refere a

 

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3279547 Ano: 2018
Disciplina: Filosofia
Banca: IMA
Orgão: Pref. Caxias-MA

Um Professor de Filosofia que deseja desenvolver a temática “Antropologia filosófica” com os alunos, deverá fazê-lo através do seguinte conteúdo:

 

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3279545 Ano: 2018
Disciplina: Filosofia
Banca: IMA
Orgão: Pref. Caxias-MA

Ao se trabalhar a temática “ser e dever ser”, espera-se que os alunos construam um conjunto de saberes e conhecimentos relacionados à Filosofia que lhes permitam ser capazes de:

 

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3279539 Ano: 2018
Disciplina: Filosofia
Banca: IMA
Orgão: Pref. Caxias-MA

Aos seus alunos, o Professor poderá apresentar a seguinte definição:

“Teoria de que a vida sobre a terra provém de sementes orgânicas difundidas por todo o universo.”

No contexto da Filosofia, o fragmento acima conceitua:

 

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3279538 Ano: 2018
Disciplina: Filosofia
Banca: IMA
Orgão: Pref. Caxias-MA

Os filósofos de orientação marxista reinterpretaram o conceito de ideologia a partir das novas circunstâncias da vida contemporânea, entre eles, Jürgen Habermas. Sob a perspectiva de Jürgen Habermas, acerca do “agir comunicativo”, é adequado afirmar que:

 

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3279536 Ano: 2018
Disciplina: Filosofia
Banca: IMA
Orgão: Pref. Caxias-MA

Aos seus alunos, o Professor poderá apresentar a seguinte definição:

“Termo empregado por Charles Fourier para designar a organização social utópica por ele prevista: um grupo de cerca de 1.600 pessoas vivendo em regime comunista, com liberdade de relações sexuais e regulamentação da produção e do consumo dos bens.”

No contexto da Filosofia, o fragmento acima conceitua:

 

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3279535 Ano: 2018
Disciplina: Filosofia
Banca: IMA
Orgão: Pref. Caxias-MA

No contexto da Filosofia, a amplificação dos temas e maior sistematização do pensamento se deu no chamado período clássico (século V e IV a.C (antes de Cristo). São considerados filósofos sofistas (período clássico) os seguintes:

 

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3279534 Ano: 2018
Disciplina: Filosofia
Banca: IMA
Orgão: Pref. Caxias-MA

Em determinado período da Filosofia Grega, os primeiros filósofos ocupavam-se com questões cosmológicas, iniciando a separação entre a filosofia e o pensamento mítico. Estes filósofos foram denominados:

 

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3279533 Ano: 2018
Disciplina: Filosofia
Banca: IMA
Orgão: Pref. Caxias-MA

O nascimento da pólis, por volta dos séculos VIII e VII a.C (antes de Cristo). E acerca da tríade cidadão da pólis – ágora – filosofia, é inadequado afirmar que:

 

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