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2861172 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Campo Novo Parecis-MT
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Leia o Texto | para responder às questões de 1 a 10:

Texto l

Os números da tragédia

As tragédias no trânsito representam um dos maiores problemas de saúde pública do país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o quarto país com mais mortes no trânsito. Quando não causam mortes, esses infortúnios deixam sequelas graves e irreparáveis. Além disso, geram grande prejuízo aos cofres públicos e ocupam muitos leitos hospitalares.

As hospitalizações por lesões decorrentes de acidentes de trânsito são mais onerosas do que as causadas por outras violências ou causas naturais. O mais impactante ainda é saber que a mortalidade atinge população essencialmente jovem. Segundo a OMS, são a principal causa de mortes de adolescentes.

Diante desses dados catastróficos, após um congresso científico que reuniu médicos, psicólogos e autoridades de trânsito de todo o país na Bahia, foi criado um Comitê Estadual de Prevenção de Acidentes de Moto. Uma das primeiras ações do comitê foi a sugestão para incluir o acidente de trânsito na lista de doenças de notificação compulsória, sugestão que foi prontamente aceita e implementada pela Secretaria de Saúde do estado.

Com essa ação, será possível aperfeiçoar estatísticas e fazer um georreferenciamento dos acidentes de trânsito para facilitar a implementação de políticas públicas voltadas à redução de mortes e ferimentos no trânsito. Toda unidade de saúde do estado que fizer atendimento a uma vítima de trânsito estará obrigada a notificar o caso, preenchendo documentos, utilizando a Classificação Internacional de Doenças, atualmente na sua 10º revisão (CID-10).[...]

Não podemos aceitar mais essa epidemia de mortes e sequelas no trânsito brasileiro. Alguns países têm conseguido contê-la. O Brasil é um dos países que firmaram compromisso junto à ONU para reduzir o número de mortes no trânsito na Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2011-2020). O trato era reduzir pela metade o número de mortes no trânsito. Mas, da maneira como estamos, será difícil conseguir cumprir essa meta. Recentemente, foi publicada a Lei nº 13.614/18, que cria o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, fixando o prazo de dez anos, a partir de 2018, para que ocorra redução pela metade do número de mortes no trânsito.

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) vem reafirmando que os ditos “acidentes” de trânsito não são fruto de acontecimentos casuais e fortuitos, obras do acaso. São, na verdade, acontecimentos com causas conhecidas e previsíveis. É preciso priorizar o respeito às leis de trânsito, aprimorar o setor da saúde, implementar ações educativas. Só assim priorizaremos a dignidade humana e, principalmente, o respeito à vida.

Antonio Meira Jr. (médico, presidente da Abramet-BA). In: O Globo, 26/01/2018. Adaptado.

Segundo a OMS, são a principal causa de mortes de adolescentes.” Ao substituir o termo em destaque, o sentido original da frase é alterado em:

 

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2861171 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Campo Novo Parecis-MT
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Leia o Texto | para responder às questões de 1 a 10:

Texto l

Os números da tragédia

As tragédias no trânsito representam um dos maiores problemas de saúde pública do país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o quarto país com mais mortes no trânsito. Quando não causam mortes, esses infortúnios deixam sequelas graves e irreparáveis. Além disso, geram grande prejuízo aos cofres públicos e ocupam muitos leitos hospitalares.

As hospitalizações por lesões decorrentes de acidentes de trânsito são mais onerosas do que as causadas por outras violências ou causas naturais. O mais impactante ainda é saber que a mortalidade atinge população essencialmente jovem. Segundo a OMS, são a principal causa de mortes de adolescentes.

Diante desses dados catastróficos, após um congresso científico que reuniu médicos, psicólogos e autoridades de trânsito de todo o país na Bahia, foi criado um Comitê Estadual de Prevenção de Acidentes de Moto. Uma das primeiras ações do comitê foi a sugestão para incluir o acidente de trânsito na lista de doenças de notificação compulsória, sugestão que foi prontamente aceita e implementada pela Secretaria de Saúde do estado.

Com essa ação, será possível aperfeiçoar estatísticas e fazer um georreferenciamento dos acidentes de trânsito para facilitar a implementação de políticas públicas voltadas à redução de mortes e ferimentos no trânsito. Toda unidade de saúde do estado que fizer atendimento a uma vítima de trânsito estará obrigada a notificar o caso, preenchendo documentos, utilizando a Classificação Internacional de Doenças, atualmente na sua 10º revisão (CID-10).[...]

Não podemos aceitar mais essa epidemia de mortes e sequelas no trânsito brasileiro. Alguns países têm conseguido contê-la. O Brasil é um dos países que firmaram compromisso junto à ONU para reduzir o número de mortes no trânsito na Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2011-2020). O trato era reduzir pela metade o número de mortes no trânsito. Mas, da maneira como estamos, será difícil conseguir cumprir essa meta. Recentemente, foi publicada a Lei nº 13.614/18, que cria o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, fixando o prazo de dez anos, a partir de 2018, para que ocorra redução pela metade do número de mortes no trânsito.

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) vem reafirmando que os ditos “acidentes” de trânsito não são fruto de acontecimentos casuais e fortuitos, obras do acaso. São, na verdade, acontecimentos com causas conhecidas e previsíveis. É preciso priorizar o respeito às leis de trânsito, aprimorar o setor da saúde, implementar ações educativas. Só assim priorizaremos a dignidade humana e, principalmente, o respeito à vida.

Antonio Meira Jr. (médico, presidente da Abramet-BA). In: O Globo, 26/01/2018. Adaptado.

Quanto à concordância verbal, o uso da língua portuguesa respeita as regras gramaticais relativas à norma escrita padrão na frase:

 

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2861170 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Campo Novo Parecis-MT
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Texto l

Os números da tragédia

As tragédias no trânsito representam um dos maiores problemas de saúde pública do país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o quarto país com mais mortes no trânsito. Quando não causam mortes, esses infortúnios deixam sequelas graves e irreparáveis. Além disso, geram grande prejuízo aos cofres públicos e ocupam muitos leitos hospitalares.

As hospitalizações por lesões decorrentes de acidentes de trânsito são mais onerosas do que as causadas por outras violências ou causas naturais. O mais impactante ainda é saber que a mortalidade atinge população essencialmente jovem. Segundo a OMS, são a principal causa de mortes de adolescentes.

Diante desses dados catastróficos, após um congresso científico que reuniu médicos, psicólogos e autoridades de trânsito de todo o país na Bahia, foi criado um Comitê Estadual de Prevenção de Acidentes de Moto. Uma das primeiras ações do comitê foi a sugestão para incluir o acidente de trânsito na lista de doenças de notificação compulsória, sugestão que foi prontamente aceita e implementada pela Secretaria de Saúde do estado.

Com essa ação, será possível aperfeiçoar estatísticas e fazer um georreferenciamento dos acidentes de trânsito para facilitar a implementação de políticas públicas voltadas à redução de mortes e ferimentos no trânsito. Toda unidade de saúde do estado que fizer atendimento a uma vítima de trânsito estará obrigada a notificar o caso, preenchendo documentos, utilizando a Classificação Internacional de Doenças, atualmente na sua 10º revisão (CID-10).[...]

Não podemos aceitar mais essa epidemia de mortes e sequelas no trânsito brasileiro. Alguns países têm conseguido contê-la. O Brasil é um dos países que firmaram compromisso junto à ONU para reduzir o número de mortes no trânsito na Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2011-2020). O trato era reduzir pela metade o número de mortes no trânsito. Mas, da maneira como estamos, será difícil conseguir cumprir essa meta. Recentemente, foi publicada a Lei nº 13.614/18, que cria o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, fixando o prazo de dez anos, a partir de 2018, para que ocorra redução pela metade do número de mortes no trânsito.

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) vem reafirmando que os ditos “acidentes” de trânsito não são fruto de acontecimentos casuais e fortuitos, obras do acaso. São, na verdade, acontecimentos com causas conhecidas e previsíveis. É preciso priorizar o respeito às leis de trânsito, aprimorar o setor da saúde, implementar ações educativas. Só assim priorizaremos a dignidade humana e, principalmente, o respeito à vida.

Antonio Meira Jr. (médico, presidente da Abramet-BA). In: O Globo, 26/01/2018. Adaptado.

As palavras tragédias, catastróficos, país recebem acentuação gráfica devido às regras que exigem, respectivamente, a acentuação de:

 

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2861169 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Campo Novo Parecis-MT
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Texto l

Os números da tragédia

As tragédias no trânsito representam um dos maiores problemas de saúde pública do país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o quarto país com mais mortes no trânsito. Quando não causam mortes, esses infortúnios deixam sequelas graves e irreparáveis. Além disso, geram grande prejuízo aos cofres públicos e ocupam muitos leitos hospitalares.

As hospitalizações por lesões decorrentes de acidentes de trânsito são mais onerosas do que as causadas por outras violências ou causas naturais. O mais impactante ainda é saber que a mortalidade atinge população essencialmente jovem. Segundo a OMS, são a principal causa de mortes de adolescentes.

Diante desses dados catastróficos, após um congresso científico que reuniu médicos, psicólogos e autoridades de trânsito de todo o país na Bahia, foi criado um Comitê Estadual de Prevenção de Acidentes de Moto. Uma das primeiras ações do comitê foi a sugestão para incluir o acidente de trânsito na lista de doenças de notificação compulsória, sugestão que foi prontamente aceita e implementada pela Secretaria de Saúde do estado.

Com essa ação, será possível aperfeiçoar estatísticas e fazer um georreferenciamento dos acidentes de trânsito para facilitar a implementação de políticas públicas voltadas à redução de mortes e ferimentos no trânsito. Toda unidade de saúde do estado que fizer atendimento a uma vítima de trânsito estará obrigada a notificar o caso, preenchendo documentos, utilizando a Classificação Internacional de Doenças, atualmente na sua 10º revisão (CID-10).[...]

Não podemos aceitar mais essa epidemia de mortes e sequelas no trânsito brasileiro. Alguns países têm conseguido contê-la. O Brasil é um dos países que firmaram compromisso junto à ONU para reduzir o número de mortes no trânsito na Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2011-2020). O trato era reduzir pela metade o número de mortes no trânsito. Mas, da maneira como estamos, será difícil conseguir cumprir essa meta. Recentemente, foi publicada a Lei nº 13.614/18, que cria o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, fixando o prazo de dez anos, a partir de 2018, para que ocorra redução pela metade do número de mortes no trânsito.

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) vem reafirmando que os ditos “acidentes” de trânsito não são fruto de acontecimentos casuais e fortuitos, obras do acaso. São, na verdade, acontecimentos com causas conhecidas e previsíveis. É preciso priorizar o respeito às leis de trânsito, aprimorar o setor da saúde, implementar ações educativas. Só assim priorizaremos a dignidade humana e, principalmente, o respeito à vida.

Antonio Meira Jr. (médico, presidente da Abramet-BA). In: O Globo, 26/01/2018. Adaptado.

De acordo com as informações disponíveis no texto, compreende-se que “é preciso priorizar o respeito às leis de trânsito” porque:

 

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2861168 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Campo Novo Parecis-MT
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Texto l

Os números da tragédia

As tragédias no trânsito representam um dos maiores problemas de saúde pública do país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o quarto país com mais mortes no trânsito. Quando não causam mortes, esses infortúnios deixam sequelas graves e irreparáveis. Além disso, geram grande prejuízo aos cofres públicos e ocupam muitos leitos hospitalares.

As hospitalizações por lesões decorrentes de acidentes de trânsito são mais onerosas do que as causadas por outras violências ou causas naturais. O mais impactante ainda é saber que a mortalidade atinge população essencialmente jovem. Segundo a OMS, são a principal causa de mortes de adolescentes.

Diante desses dados catastróficos, após um congresso científico que reuniu médicos, psicólogos e autoridades de trânsito de todo o país na Bahia, foi criado um Comitê Estadual de Prevenção de Acidentes de Moto. Uma das primeiras ações do comitê foi a sugestão para incluir o acidente de trânsito na lista de doenças de notificação compulsória, sugestão que foi prontamente aceita e implementada pela Secretaria de Saúde do estado.

Com essa ação, será possível aperfeiçoar estatísticas e fazer um georreferenciamento dos acidentes de trânsito para facilitar a implementação de políticas públicas voltadas à redução de mortes e ferimentos no trânsito. Toda unidade de saúde do estado que fizer atendimento a uma vítima de trânsito estará obrigada a notificar o caso, preenchendo documentos, utilizando a Classificação Internacional de Doenças, atualmente na sua 10º revisão (CID-10).[...]

Não podemos aceitar mais essa epidemia de mortes e sequelas no trânsito brasileiro. Alguns países têm conseguido contê-la. O Brasil é um dos países que firmaram compromisso junto à ONU para reduzir o número de mortes no trânsito na Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2011-2020). O trato era reduzir pela metade o número de mortes no trânsito. Mas, da maneira como estamos, será difícil conseguir cumprir essa meta. Recentemente, foi publicada a Lei nº 13.614/18, que cria o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, fixando o prazo de dez anos, a partir de 2018, para que ocorra redução pela metade do número de mortes no trânsito.

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) vem reafirmando que os ditos “acidentes” de trânsito não são fruto de acontecimentos casuais e fortuitos, obras do acaso. São, na verdade, acontecimentos com causas conhecidas e previsíveis. É preciso priorizar o respeito às leis de trânsito, aprimorar o setor da saúde, implementar ações educativas. Só assim priorizaremos a dignidade humana e, principalmente, o respeito à vida.

Antonio Meira Jr. (médico, presidente da Abramet-BA). In: O Globo, 26/01/2018. Adaptado.

“As hospitalizações por lesões decorrentes de acidentes de trânsito são mais onerosas do que as causadas por outras violências ou causas naturais.” Nesse contexto (segundo parágrafo), o significado dicionarizado mais preciso para O adjetivo em destaque é:

 

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2861167 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Campo Novo Parecis-MT
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Leia o Texto | para responder às questões de 1 a 5.

Texto l

Prato cheio para historiadores

Do domínio do fogo pelos primeiros seres humanos às redes de fast-food é possível identificar hábitos alimentares que fornecem pistas sobre o modo de vida em diferentes sociedades. Estudos recentes mostram que práticas de produção, comercialização e consumo de alimentos e bebidas foram capazes de moldar e responder a mudanças políticas, econômicas e culturais de cidades brasileiras entre os séculos XVIII e XX. Os trabalhos evidenciam como a história da alimentação, um campo de pesquisa relativamente novo, pode ajudar a analisar aspectos pouco contemplados pela historiografia tradicional, que passa ao largo de atos como o de comer. Nos últimos anos, explica Leila Mezan Algranti, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, novos estudos têm trazido à tona nuances locais de processos de urbanização e metropolização do país. “Trata-se de uma investigação mais profunda do que simplesmente descobrir o que as pessoas comiam no passado”, afirma a historiadora, uma das pioneiras da área no Brasil.

A prática de comer fora de casa é um bom exemplo de como a dinâmica econômica contribuiu para o surgimento de hábitos alimentares na cidade de São Paulo a partir do século 18. Com a intensificação das atividades comerciais e a abertura dos portos a partir de 1808, produtos como massas, queijos, embutidos e frutas secas passaram a entrar no cardápio dos paulistanos mais abastados, que tinham condições de consumi-los nas casas de pasto — uma versão ancestral dos restaurantes — e em botequins com perfil distinto daqueles frequentados por pessoas de menor poder aquisitivo. (...)

É somente na transição para o século 20 que a cozinha paulista passa a ser incrementada com a presença de imigrantes europeus. Os italianos influenciaram em grande medida o uso de azeites, embutidos (como mortadela e salame), azeitonas, macarrão, polenta, linguiças, molho de tomate, pães, queijos e antepastos, enquanto os portugueses fixaram a criação e o consumo de came suína e seus derivados. “Sem dúvida, a imigração diversificou os alimentos consumidos no Brasil, inclusive com o cultivo de gêneros que antes não eram sequer produzidos entre nós”, afirma Manzoni. (...)

Diferentemente das tabernas madrilenhas, que resistiram à padronização da comida, os hábitos alimentares dos moradores de pelo menos uma capital brasileira sofreram impacto dos Estados Unidos, no início do século XX. Foi o que ocorreu no Recife, a partir dos anos 1930, quando o chamado americanismo ganhou força, principalmente com o cinema de Hollywood e, na década seguinte, no auge da Segunda Guerra Mundial, quando bases militares norte-americanas se estabeleceram em capitais nordestinas. “A população da capital pernambucana travou contato com os norte-americanos que perambulavam pela cidade com uniformes vistosos, jipes e carteiras com muitos dólares”, conta o historiador Frederico de Oliveira Toscano, que tratou do assunto em tese de doutorado defendida na USP. “Muitos moradores do Recife viam com desconfiança aqueles soldados que bebiam Coca-Cola no gargalo e uísque nos bares. Mas a suspeita cedeu lugar à admiração e logo a maioria passou a querer imitar os gringos”, explica.

Disponível em: https:/Awww.nexojornal.com.br/externo /2020/03/01/Prato-cheio-para-historiadores. Bruno de Pierro

A organização do terceiro parágrafo está evidenciada no par:

 

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2861166 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Campo Novo Parecis-MT
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Leia o Texto | para responder às questões de 1 a 5.

Texto l

Prato cheio para historiadores

Do domínio do fogo pelos primeiros seres humanos às redes de fast-food é possível identificar hábitos alimentares que fornecem pistas sobre o modo de vida em diferentes sociedades. Estudos recentes mostram que práticas de produção, comercialização e consumo de alimentos e bebidas foram capazes de moldar e responder a mudanças políticas, econômicas e culturais de cidades brasileiras entre os séculos XVIII e XX. Os trabalhos evidenciam como a história da alimentação, um campo de pesquisa relativamente novo, pode ajudar a analisar aspectos pouco contemplados pela historiografia tradicional, que passa ao largo de atos como o de comer. Nos últimos anos, explica Leila Mezan Algranti, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, novos estudos têm trazido à tona nuances locais de processos de urbanização e metropolização do país. “Trata-se de uma investigação mais profunda do que simplesmente descobrir o que as pessoas comiam no passado”, afirma a historiadora, uma das pioneiras da área no Brasil.

A prática de comer fora de casa é um bom exemplo de como a dinâmica econômica contribuiu para o surgimento de hábitos alimentares na cidade de São Paulo a partir do século 18. Com a intensificação das atividades comerciais e a abertura dos portos a partir de 1808, produtos como massas, queijos, embutidos e frutas secas passaram a entrar no cardápio dos paulistanos mais abastados, que tinham condições de consumi-los nas casas de pasto — uma versão ancestral dos restaurantes — e em botequins com perfil distinto daqueles frequentados por pessoas de menor poder aquisitivo. (...)

É somente na transição para o século 20 que a cozinha paulista passa a ser incrementada com a presença de imigrantes europeus. Os italianos influenciaram em grande medida o uso de azeites, embutidos (como mortadela e salame), azeitonas, macarrão, polenta, linguiças, molho de tomate, pães, queijos e antepastos, enquanto os portugueses fixaram a criação e o consumo de came suína e seus derivados. “Sem dúvida, a imigração diversificou os alimentos consumidos no Brasil, inclusive com o cultivo de gêneros que antes não eram sequer produzidos entre nós”, afirma Manzoni. (...)

Diferentemente das tabernas madrilenhas, que resistiram à padronização da comida, os hábitos alimentares dos moradores de pelo menos uma capital brasileira sofreram impacto dos Estados Unidos, no início do século XX. Foi o que ocorreu no Recife, a partir dos anos 1930, quando o chamado americanismo ganhou força, principalmente com o cinema de Hollywood e, na década seguinte, no auge da Segunda Guerra Mundial, quando bases militares norte-americanas se estabeleceram em capitais nordestinas. “A população da capital pernambucana travou contato com os norte-americanos que perambulavam pela cidade com uniformes vistosos, jipes e carteiras com muitos dólares”, conta o historiador Frederico de Oliveira Toscano, que tratou do assunto em tese de doutorado defendida na USP. “Muitos moradores do Recife viam com desconfiança aqueles soldados que bebiam Coca-Cola no gargalo e uísque nos bares. Mas a suspeita cedeu lugar à admiração e logo a maioria passou a querer imitar os gringos”, explica.

Disponível em: https:/Awww.nexojornal.com.br/externo /2020/03/01/Prato-cheio-para-historiadores. Bruno de Pierro

Considerando o título “Prato cheio para os historiadores”, a palavra “prato” é utilizada com a função designada pelo seguinte recurso:

 

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2861165 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
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Texto l

Prato cheio para historiadores

Do domínio do fogo pelos primeiros seres humanos às redes de fast-food é possível identificar hábitos alimentares que fornecem pistas sobre o modo de vida em diferentes sociedades. Estudos recentes mostram que práticas de produção, comercialização e consumo de alimentos e bebidas foram capazes de moldar e responder a mudanças políticas, econômicas e culturais de cidades brasileiras entre os séculos XVIII e XX. Os trabalhos evidenciam como a história da alimentação, um campo de pesquisa relativamente novo, pode ajudar a analisar aspectos pouco contemplados pela historiografia tradicional, que passa ao largo de atos como o de comer. Nos últimos anos, explica Leila Mezan Algranti, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, novos estudos têm trazido à tona nuances locais de processos de urbanização e metropolização do país. “Trata-se de uma investigação mais profunda do que simplesmente descobrir o que as pessoas comiam no passado”, afirma a historiadora, uma das pioneiras da área no Brasil.

A prática de comer fora de casa é um bom exemplo de como a dinâmica econômica contribuiu para o surgimento de hábitos alimentares na cidade de São Paulo a partir do século 18. Com a intensificação das atividades comerciais e a abertura dos portos a partir de 1808, produtos como massas, queijos, embutidos e frutas secas passaram a entrar no cardápio dos paulistanos mais abastados, que tinham condições de consumi-los nas casas de pasto — uma versão ancestral dos restaurantes — e em botequins com perfil distinto daqueles frequentados por pessoas de menor poder aquisitivo. (...)

É somente na transição para o século 20 que a cozinha paulista passa a ser incrementada com a presença de imigrantes europeus. Os italianos influenciaram em grande medida o uso de azeites, embutidos (como mortadela e salame), azeitonas, macarrão, polenta, linguiças, molho de tomate, pães, queijos e antepastos, enquanto os portugueses fixaram a criação e o consumo de came suína e seus derivados. “Sem dúvida, a imigração diversificou os alimentos consumidos no Brasil, inclusive com o cultivo de gêneros que antes não eram sequer produzidos entre nós”, afirma Manzoni. (...)

Diferentemente das tabernas madrilenhas, que resistiram à padronização da comida, os hábitos alimentares dos moradores de pelo menos uma capital brasileira sofreram impacto dos Estados Unidos, no início do século XX. Foi o que ocorreu no Recife, a partir dos anos 1930, quando o chamado americanismo ganhou força, principalmente com o cinema de Hollywood e, na década seguinte, no auge da Segunda Guerra Mundial, quando bases militares norte-americanas se estabeleceram em capitais nordestinas. “A população da capital pernambucana travou contato com os norte-americanos que perambulavam pela cidade com uniformes vistosos, jipes e carteiras com muitos dólares”, conta o historiador Frederico de Oliveira Toscano, que tratou do assunto em tese de doutorado defendida na USP. “Muitos moradores do Recife viam com desconfiança aqueles soldados que bebiam Coca-Cola no gargalo e uísque nos bares. Mas a suspeita cedeu lugar à admiração e logo a maioria passou a querer imitar os gringos”, explica.

Disponível em: https:/Awww.nexojornal.com.br/externo /2020/03/01/Prato-cheio-para-historiadores. Bruno de Pierro

De acordo com o texto, o campo de estudos sobre a história da alimentação prevê uma:

 

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2861164 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
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Leia o Texto | para responder às questões de 1 a 5.

Texto l

Prato cheio para historiadores

Do domínio do fogo pelos primeiros seres humanos às redes de fast-food é possível identificar hábitos alimentares que fornecem pistas sobre o modo de vida em diferentes sociedades. Estudos recentes mostram que práticas de produção, comercialização e consumo de alimentos e bebidas foram capazes de moldar e responder a mudanças políticas, econômicas e culturais de cidades brasileiras entre os séculos XVIII e XX. Os trabalhos evidenciam como a história da alimentação, um campo de pesquisa relativamente novo, pode ajudar a analisar aspectos pouco contemplados pela historiografia tradicional, que passa ao largo de atos como o de comer. Nos últimos anos, explica Leila Mezan Algranti, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, novos estudos têm trazido à tona nuances locais de processos de urbanização e metropolização do país. “Trata-se de uma investigação mais profunda do que simplesmente descobrir o que as pessoas comiam no passado”, afirma a historiadora, uma das pioneiras da área no Brasil.

A prática de comer fora de casa é um bom exemplo de como a dinâmica econômica contribuiu para o surgimento de hábitos alimentares na cidade de São Paulo a partir do século 18. Com a intensificação das atividades comerciais e a abertura dos portos a partir de 1808, produtos como massas, queijos, embutidos e frutas secas passaram a entrar no cardápio dos paulistanos mais abastados, que tinham condições de consumi-los nas casas de pasto — uma versão ancestral dos restaurantes — e em botequins com perfil distinto daqueles frequentados por pessoas de menor poder aquisitivo. (...)

É somente na transição para o século 20 que a cozinha paulista passa a ser incrementada com a presença de imigrantes europeus. Os italianos influenciaram em grande medida o uso de azeites, embutidos (como mortadela e salame), azeitonas, macarrão, polenta, linguiças, molho de tomate, pães, queijos e antepastos, enquanto os portugueses fixaram a criação e o consumo de came suína e seus derivados. “Sem dúvida, a imigração diversificou os alimentos consumidos no Brasil, inclusive com o cultivo de gêneros que antes não eram sequer produzidos entre nós”, afirma Manzoni. (...)

Diferentemente das tabernas madrilenhas, que resistiram à padronização da comida, os hábitos alimentares dos moradores de pelo menos uma capital brasileira sofreram impacto dos Estados Unidos, no início do século XX. Foi o que ocorreu no Recife, a partir dos anos 1930, quando o chamado americanismo ganhou força, principalmente com o cinema de Hollywood e, na década seguinte, no auge da Segunda Guerra Mundial, quando bases militares norte-americanas se estabeleceram em capitais nordestinas. “A população da capital pernambucana travou contato com os norte-americanos que perambulavam pela cidade com uniformes vistosos, jipes e carteiras com muitos dólares”, conta o historiador Frederico de Oliveira Toscano, que tratou do assunto em tese de doutorado defendida na USP. “Muitos moradores do Recife viam com desconfiança aqueles soldados que bebiam Coca-Cola no gargalo e uísque nos bares. Mas a suspeita cedeu lugar à admiração e logo a maioria passou a querer imitar os gringos”, explica.

Disponível em: https:/Awww.nexojornal.com.br/externo /2020/03/01/Prato-cheio-para-historiadores. Bruno de Pierro

No último parágrafo, o sufixo “-ismo” no vocábulo “americanismo” indica:

 

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2861163 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
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Texto l

Prato cheio para historiadores

Do domínio do fogo pelos primeiros seres humanos às redes de fast-food é possível identificar hábitos alimentares que fornecem pistas sobre o modo de vida em diferentes sociedades. Estudos recentes mostram que práticas de produção, comercialização e consumo de alimentos e bebidas foram capazes de moldar e responder a mudanças políticas, econômicas e culturais de cidades brasileiras entre os séculos XVIII e XX. Os trabalhos evidenciam como a história da alimentação, um campo de pesquisa relativamente novo, pode ajudar a analisar aspectos pouco contemplados pela historiografia tradicional, que passa ao largo de atos como o de comer. Nos últimos anos, explica Leila Mezan Algranti, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, novos estudos têm trazido à tona nuances locais de processos de urbanização e metropolização do país. “Trata-se de uma investigação mais profunda do que simplesmente descobrir o que as pessoas comiam no passado”, afirma a historiadora, uma das pioneiras da área no Brasil.

A prática de comer fora de casa é um bom exemplo de como a dinâmica econômica contribuiu para o surgimento de hábitos alimentares na cidade de São Paulo a partir do século 18. Com a intensificação das atividades comerciais e a abertura dos portos a partir de 1808, produtos como massas, queijos, embutidos e frutas secas passaram a entrar no cardápio dos paulistanos mais abastados, que tinham condições de consumi-los nas casas de pasto — uma versão ancestral dos restaurantes — e em botequins com perfil distinto daqueles frequentados por pessoas de menor poder aquisitivo. (...)

É somente na transição para o século 20 que a cozinha paulista passa a ser incrementada com a presença de imigrantes europeus. Os italianos influenciaram em grande medida o uso de azeites, embutidos (como mortadela e salame), azeitonas, macarrão, polenta, linguiças, molho de tomate, pães, queijos e antepastos, enquanto os portugueses fixaram a criação e o consumo de came suína e seus derivados. “Sem dúvida, a imigração diversificou os alimentos consumidos no Brasil, inclusive com o cultivo de gêneros que antes não eram sequer produzidos entre nós”, afirma Manzoni. (...)

Diferentemente das tabernas madrilenhas, que resistiram à padronização da comida, os hábitos alimentares dos moradores de pelo menos uma capital brasileira sofreram impacto dos Estados Unidos, no início do século XX. Foi o que ocorreu no Recife, a partir dos anos 1930, quando o chamado americanismo ganhou força, principalmente com o cinema de Hollywood e, na década seguinte, no auge da Segunda Guerra Mundial, quando bases militares norte-americanas se estabeleceram em capitais nordestinas. “A população da capital pernambucana travou contato com os norte-americanos que perambulavam pela cidade com uniformes vistosos, jipes e carteiras com muitos dólares”, conta o historiador Frederico de Oliveira Toscano, que tratou do assunto em tese de doutorado defendida na USP. “Muitos moradores do Recife viam com desconfiança aqueles soldados que bebiam Coca-Cola no gargalo e uísque nos bares. Mas a suspeita cedeu lugar à admiração e logo a maioria passou a querer imitar os gringos”, explica.

Disponível em: https:/Awww.nexojornal.com.br/externo /2020/03/01/Prato-cheio-para-historiadores. Bruno de Pierro

No segundo parágrafo, o trecho “Com a intensificação das atividades comerciais e a abertura dos portos a partir de 1808...” estabelece com o restante da frase uma relação de:

 

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