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Pra frente, Brasil
Se estamos em crise, tire o “s” da palavra. Crie. Essas frases podem ser a chave para tirar os brasileiros do atual estado de desalento que tem feito ruir as expectativas de um futuro melhor. A julgar pelas pesquisas de opinião, tudo vai mal. A insatisfação com o governo é recorde, a economia piorou segundo 72% da população, e o desejo de abandonar o País é assumido por dois em cada três jovens com idade entre 16 e 24 anos. O quadro de desânimo, porém, é o lado mais danoso da ciclotimia que caracteriza os altos e baixos do humor nacional. Assim como somos tomados de um pessimismo atávico que drena energias e bloqueia a prosperidade, podemos ser instantaneamente tomados pela euforia que nos coloca entre os mais confiantes cidadãos do mundo. O que nos falta, como diria o técnico Tite em sua pregação junto ao elenco que disputa o mundial da Rússia, é equilíbrio. [...] Reagir ao clima de derrota, em todos os campos, e não apenas no futebol, é o que o País precisa para sair fortalecido de uma conjuntura tão adversa quanto nefasta.
Hora de acreditar
Talento não nos falta. Nem iniciativas exemplares, que se espalham pelas mais diversas áreas: da gestão pública comprometida com a eficiência e a economia (sim, parece difícil de acreditar, mas temos políticos honestos e capazes) ao desenvolvimento de tecnologias de ponta no setor aeroespacial; das inovações em saúde que permitem debelar em tempo recorde uma epidemia como a zika à criação de aplicativos voltados para reduzir as alarmantes taxas de feminicídio. Há um Brasil que cria, que busca soluções merecedoras de admiração e reconhecimento internacional. E há um Brasil que permanece inerte, esperando que as coisas melhorem sem que seja necessário grande (ou nenhum) esforço. Fazer parte do primeiro é acreditar no País. É reagir. Resignar-se ao segundo é como entrar no jogo preferindo perder. [...]
A respeito do texto, analise as afirmativas.
I - Segundo pesquisas, dos jovens brasileiros de 16 a 24 anos, um terço deseja viver fora do País.
II - O Brasil está caracterizado como dois: um hereditariamente pessimista e inerte e outro eufórico, ativo e confiante.
III - As referências comparativas ao futebol, inclusive com pretensa fala do técnico da seleção brasileira, se iniciam com o título do texto Pra frente, Brasil.
IV - Os redatores da reportagem não deixam clara qualquer possibilidade de o cidadão brasileiro atingir o equilíbrio entre euforia e desalento.
V - As últimas frases do texto apresentam-se curtas, o que lhes proporciona maior ênfase semântica.
Estão corretas as afirmativas
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Na construção de um texto, a ambiguidade pode causar falha no entendimento do leitor, a menos que seja empregada intencionalmente como recurso de expressão. Assinale a afirmativa que se apresenta coerente, sem qualquer ambiguidade.
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Por que elegemos idiotas?
Neurociência e psicologia tentam desvendar nossas escolhas nas urnas
A habilidade de estabelecer um vínculo com eleitores arredios à política, focados no curto prazo e ignorantes sobre a natureza dos desafios existentes é um dos principais atributos dos candidatos vitoriosos. A experiência sugere que honestidade e razoabilidade parecem afugentar os eleitores. Como explicar essa preferência por gente claramente incapaz?
Uma hipótese aventada pela literatura é a de que somos irracionais. Preferimos políticas “erradas” e votamos em candidatos que as oferecem. Outra avenida é presumir que o eleitor não escolhe programas de governo, mas usa o voto para mostrar “atitude”. Essas teses ajudam a resolver o quebra-cabeça, mas fica uma dúvida: por que os candidatos mais competentes não copiam o discurso que cola e projetam uma imagem que agrada o eleitorado apenas para serem eleitos?
O neurocientista britânico Dean Burnett, autor do livro “The Idiot Brain”, usa a psicologia para desvendar o mistério. As evidências mostram que as pessoas que se comunicam com segurança inspiram confiança nos outros e, portanto, têm mais chance de serem bem-sucedidas na política. O problema é que confiança é também um traço das pessoas menos inteligentes, pois falta a elas a habilidade de reconhecer as próprias limitações.
Outro aspecto perverso é que os indivíduos mais inteligentes acreditam que tarefas que a eles parecem simples também são fáceis aos demais. Ou seja, a fatia esclarecida da população tende a menosprezar o potencial destrutivo dos idiotas.
Quando se soma a incapacidade metacognitiva dos políticos mais confiantes, mas intelectualmente limitados, com a indiferença das camadas sensatas, torna-se mais fácil entender porque indivíduos desqualificados galgam altos postos, corroendo a democracia no mundo e, pelo andar da carruagem, no Brasil. Os candidatos mais capazes, cedo ou tarde, titubeiam em um jogo que premia a estupidez.
Daí a dificuldade de produzir um candidato sólido, apto a ser também um bom presidente. Para ganhar uma eleição, é preciso convencer o eleitor da falácia de que é possível corrigir o rumo rapidamente. Ninguém
melhor do que sujeitos inescrupulosos, que propagam acreditar na existência das soluções fáceis.
(TOLEDO, Celso. Revista Exame, 2018.)
A respeito das ideias apresentadas no texto, assinale a afirmativa correta.
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Sobre o texto jornalístico, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O texto jornalístico pode ser considerado uma modalidade do texto publicitário, porque tem como objetivo vender uma notícia.
( ) Na televisão, o texto informativo deve ser claro e objetivo, dando suporte à imagem, utilizando-se de palavras de fácil compreensão.
( ) No webjornalismo, valoriza-se mais a densidade dos conteúdos escritos do que as possibilidades interativas.
( ) O bom texto radiojornalístico considera o tradicional lead como a principal forma de construção da notícia, uma vez que a torna atraente para o ouvinte.
Assinale a sequência correta.
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Em relação ao significado de jargões empregados em telejornalismo, numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.
1 - Espelho ( ) Ligação entre equipe externa e emissora para transmissão de sinal televisivo que possibilita entradas Ao Vivo.
2 - Off ( ) Estabelece a ordem de entrada das matérias no telejornal, divisão em blocos e comerciais.
3 - Sonora ( ) Breve chamada da reportagem gravada pelo repórter para a escalada do telejornal.
4 - Teaser ( ) Texto de uma reportagem lido e gravado pelo repórter para a edição da matéria.
5 - Link ( ) Fala do entrevistado.
Assinale a sequência correta.
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Em radiojornalismo, a DEIXA marcada no script corresponde
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Por que elegemos idiotas?
Neurociência e psicologia tentam desvendar nossas escolhas nas urnas
A habilidade de estabelecer um vínculo com eleitores arredios à política, focados no curto prazo e ignorantes sobre a natureza dos desafios existentes é um dos principais atributos dos candidatos vitoriosos.
A experiência sugere que honestidade e razoabilidade parecem afugentar os eleitores. Como explicar essa preferência por gente claramente incapaz?
Uma hipótese aventada pela literatura é a de que somos irracionais. Preferimos políticas “erradas” e votamos em candidatos que as oferecem. Outra avenida é presumir que o eleitor não escolhe programas de governo, mas usa o voto para mostrar “atitude”. Essas teses ajudam a resolver o quebra-cabeça, mas fica uma dúvida: por que os candidatos mais competentes não copiam o discurso que cola e projetam uma imagem que agrada o eleitorado apenas para serem eleitos?
O neurocientista britânico Dean Burnett, autor do livro “The Idiot Brain”, usa a psicologia para desvendar o mistério. As evidências mostram que as pessoas que se comunicam com segurança inspiram confiança nos outros e, portanto, têm mais chance de serem bem-sucedidas na política. O problema é que confiança é também um traço das pessoas menos inteligentes, pois falta a elas a habilidade de reconhecer as próprias limitações.
Outro aspecto perverso é que os indivíduos mais inteligentes acreditam que tarefas que a eles parecem simples também são fáceis aos demais. Ou seja, a fatia esclarecida da população tende a menosprezar o potencial destrutivo dos idiotas.
Quando se soma a incapacidade metacognitiva dos políticos mais confiantes, mas intelectualmente limitados, com a indiferença das camadas sensatas, torna-se mais fácil entender porque indivíduos desqualificados galgam altos postos, corroendo a democracia no mundo e, pelo andar da carruagem, no Brasil. Os candidatos mais capazes, cedo ou tarde, titubeiam em um jogo que premia a estupidez. Daí a dificuldade de produzir um candidato sólido, apto a ser também um bom presidente. Para ganhar uma eleição, é preciso convencer o eleitor da falácia de que é possível corrigir o rumo rapidamente. Ninguém melhor do que sujeitos inescrupulosos, que propagam acreditar na existência das soluções fáceis.
(TOLEDO, Celso. Revista Exame, 2018.)
Tome o trecho: Essas teses ajudam a resolver o quebra-cabeça, mas fica uma dúvida: por que os candidatos mais competentes não copiam o discurso que cola e projetam uma imagem que agrada o eleitorado apenas para serem eleitos? Em termos de elementos coesivos empregados nesse trecho, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O conector mas marca que está sendo feita uma oposição à ideia da resolução do quebra-cabeça, configurando-se como elemento coesivo sequencial.
( ) O pronome Essas funciona como elemento coesivo referencial, pois retoma as teses enunciadas anteriormente: os eleitores são arredios à política e votam para mostrar atitude.
( ) O pronome que, nas duas ocorrências, substitui uma palavra antecedente: discurso e imagem, respectivamente, funcionado como mecanismo referencial.
( ) O termo quebra-cabeça volta-se para o título do texto Por que elegemos idiotas?, em função coesiva substitutiva.
Assinale a sequência correta.
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No webjornalismo, o título de uma notícia diferencia-se do jornalismo tradicional pela possibilidade de
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Em relação ao direito à informação previsto no código de ética dos jornalistas brasileiros, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Assinale a alternativa que apresenta uma característica do gênero jornalístico editorial.
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