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Guerra na Ucrânia trouxe ameaça de agravamento da fome no planeta
A guerra na Ucrânia criou no mercado de alimentos uma tempestade perfeita que tem contribuído para agravar a fome nas regiões mais pobres do planeta. É mais uma tragédia que deverá ir para a conta de Vladimir Putin, além de toda a destruição, das agressões aos direitos humanos e das mortes associadas à invasão.
A Rússia vende ao exterior fertilizantes e, com a Ucrânia, exporta trigo. Apesar de representarem parcela grande das exportações globais (25%), não deverá haver escassez. Não só porque outros produtores prometem safras maiores, mas também devido à pequena parcela da produção mundial que deixará de ser vendida no exterior (0,9%). Mesmo assim, o impacto da guerra nos mercados de commodities foi imediato, acelerando a elevação de cotações que já vinha ocorrendo nos últimos meses do ano passado. Comparados com os níveis do final de dezembro de 2020, o trigo estava há uma semana 63% mais caro, o milho 64% e a soja 38%.
O aumento de cotações é injetado automaticamente numa infinidade de alimentos (pães e todo produto feito à base de farinha de trigo). Milho, soja e derivados também costumam acompanhar a alta. Os aumentos de custo chegam às rações animais, feitas à base de grãos. A carestia, então, ataca a mesa do cidadão. Não há como escapar da inflação dos alimentos e, se a renda da família for baixa, ela reduz o consumo e se aproxima do limiar da fome. Para quem já passou desse ponto, a fome se agravará. Eis o encadeamento deflagrado a partir do momento em que o primeiro tanque russo entrou na Ucrânia.
No final do ano passado, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) foi a campo, visitou 2.180 domicílios em todo o Brasil e constatou que pelo menos 19 milhões (9% da população) enfrentavam insegurança alimentar - não tinham certeza de que repetiriam a refeição -, e 43,4 milhões (20,5%) não se alimentavam bem por não ter alimentos em quantidade suficiente. Ao todo, 116,8 milhões de brasileiros (55%) não tinham acesso pleno e permanente a alimentos. Putin piorou a situação de todos eles, como a das famílias de baixa renda em qualquer país.
Há, também, incertezas sobre as próximas safras. A guerra continua, a Ucrânia está fora do mercado de trigo, a Rússia enfrenta sanções e suspendeu exportações de fertilizantes importados pelo Brasil. O Ministério da Agricultura despachou emissários ao Canadá para ter alternativa ao trigo e aos fertilizantes. Irã e Marrocos também podem suprir o país de adubos químicos.
A guerra serve para que as nações despertem para sua interdependência. Os exemplos não se esgotam nela. A redução de produção de soja no Brasil pode tornar mais cara a carne de porco na China e esvaziar o prato de comida de famílias pobres na Ásia. Daí a necessidade de o país manter uma rede global de relacionamentos capaz de resistir a choques.
Fonte: O GLOBO. Guerra na Ucrânia trouxe
ameaça de agravamento da fome no planeta. Editorail. abr. 2022. Disponível em < https://tinyurl.com/2p8dh48x> Acesso em 11 abr 2022.
Considere as afirmativas relacionadas ao texto e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
( ) A guerra na Ucrânia fez as exportações brasileiras quase dobrarem em menos de um mês.
( ) Os prejuízos decorrentes da guerra apenas serão sentidos durante os próximos cinco anos.
( ) Rússia e Ucrânia são responsáveis por boa parte das exportações globais relativas a fertilizantes e trigo, respectivamente, mas isso não deve ter como consequência a escassez de produtos no mercado brasileiro.
( ) As sanções sofridas pela Rússia têm impacto direto na agricultura brasileira.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
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Guerra na Ucrânia trouxe ameaça de agravamento da fome no planeta
A guerra na Ucrânia criou no mercado de alimentos uma tempestade perfeita que tem contribuído para agravar a fome nas regiões mais pobres do planeta. É mais uma tragédia que deverá ir para a conta de Vladimir Putin, além de toda a destruição, das agressões aos direitos humanos e das mortes associadas à invasão.
A Rússia vende ao exterior fertilizantes e, com a Ucrânia, exporta trigo. Apesar de representarem parcela grande das exportações globais (25%), não deverá haver escassez. Não só porque outros produtores prometem safras maiores, mas também devido à pequena parcela da produção mundial que deixará de ser vendida no exterior (0,9%). Mesmo assim, o impacto da guerra nos mercados de commodities foi imediato, acelerando a elevação de cotações que já vinha ocorrendo nos últimos meses do ano passado. Comparados com os níveis do final de dezembro de 2020, o trigo estava há uma semana 63% mais caro, o milho 64% e a soja 38%.
O aumento de cotações é injetado automaticamente numa infinidade de alimentos (pães e todo produto feito à base de farinha de trigo). Milho, soja e derivados também costumam acompanhar a alta. Os aumentos de custo chegam às rações animais, feitas à base de grãos. A carestia, então, ataca a mesa do cidadão. Não há como escapar da inflação dos alimentos e, se a renda da família for baixa, ela reduz o consumo e se aproxima do limiar da fome. Para quem já passou desse ponto, a fome se agravará. Eis o encadeamento deflagrado a partir do momento em que o primeiro tanque russo entrou na Ucrânia.
No final do ano passado, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) foi a campo, visitou 2.180 domicílios em todo o Brasil e constatou que pelo menos 19 milhões (9% da população) enfrentavam insegurança alimentar - não tinham certeza de que repetiriam a refeição -, e 43,4 milhões (20,5%) não se alimentavam bem por não ter alimentos em quantidade suficiente. Ao todo, 116,8 milhões de brasileiros (55%) não tinham acesso pleno e permanente a alimentos. Putin piorou a situação de todos eles, como a das famílias de baixa renda em qualquer país.
Há, também, incertezas sobre as próximas safras. A guerra continua, a Ucrânia está fora do mercado de trigo, a Rússia enfrenta sanções e suspendeu exportações de fertilizantes importados pelo Brasil. O Ministério da Agricultura despachou emissários ao Canadá para ter alternativa ao trigo e aos fertilizantes. Irã e Marrocos também podem suprir o país de adubos químicos.
A guerra serve para que as nações despertem para sua interdependência. Os exemplos não se esgotam nela. A redução de produção de soja no Brasil pode tornar mais cara a carne de porco na China e esvaziar o prato de comida de famílias pobres na Ásia. Daí a necessidade de o país manter uma rede global de relacionamentos capaz de resistir a choques.
Fonte: O GLOBO. Guerra na Ucrânia trouxe
ameaça de agravamento da fome no planeta. Editorail. abr. 2022. Disponível em < https://tinyurl.com/2p8dh48x> Acesso em 11 abr 2022.
O emprego do acento grave na oração reduzida de particípio, que compõe o período "Os aumentos de custo chegam às rações animais, feitas à base de grãos.", justifica-se pela mesma razão do que ocorre no seguinte exemplo:
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Guerra na Ucrânia trouxe ameaça de agravamento da fome no planeta
A guerra na Ucrânia criou no mercado de alimentos uma tempestade perfeita que tem contribuído para agravar a fome nas regiões mais pobres do planeta. É mais uma tragédia que deverá ir para a conta de Vladimir Putin, além de toda a destruição, das agressões aos direitos humanos e das mortes associadas à invasão.
A Rússia vende ao exterior fertilizantes e, com a Ucrânia, exporta trigo. Apesar de representarem parcela grande das exportações globais (25%), não deverá haver escassez. Não só porque outros produtores prometem safras maiores, mas também devido à pequena parcela da produção mundial que deixará de ser vendida no exterior (0,9%). Mesmo assim, o impacto da guerra nos mercados de commodities foi imediato, acelerando a elevação de cotações que já vinha ocorrendo nos últimos meses do ano passado. Comparados com os níveis do final de dezembro de 2020, o trigo estava há uma semana 63% mais caro, o milho 64% e a soja 38%.
O aumento de cotações é injetado automaticamente numa infinidade de alimentos (pães e todo produto feito à base de farinha de trigo). Milho, soja e derivados também costumam acompanhar a alta. Os aumentos de custo chegam às rações animais, feitas à base de grãos. A carestia, então, ataca a mesa do cidadão. Não há como escapar da inflação dos alimentos e, se a renda da família for baixa, ela reduz o consumo e se aproxima do limiar da fome. Para quem já passou desse ponto, a fome se agravará. Eis o encadeamento deflagrado a partir do momento em que o primeiro tanque russo entrou na Ucrânia.
No final do ano passado, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) foi a campo, visitou 2.180 domicílios em todo o Brasil e constatou que pelo menos 19 milhões (9% da população) enfrentavam insegurança alimentar - não tinham certeza de que repetiriam a refeição -, e 43,4 milhões (20,5%) não se alimentavam bem por não ter alimentos em quantidade suficiente. Ao todo, 116,8 milhões de brasileiros (55%) não tinham acesso pleno e permanente a alimentos. Putin piorou a situação de todos eles, como a das famílias de baixa renda em qualquer país.
Há, também, incertezas sobre as próximas safras. A guerra continua, a Ucrânia está fora do mercado de trigo, a Rússia enfrenta sanções e suspendeu exportações de fertilizantes importados pelo Brasil. O Ministério da Agricultura despachou emissários ao Canadá para ter alternativa ao trigo e aos fertilizantes. Irã e Marrocos também podem suprir o país de adubos químicos.
A guerra serve para que as nações despertem para sua interdependência. Os exemplos não se esgotam nela. A redução de produção de soja no Brasil pode tornar mais cara a carne de porco na China e esvaziar o prato de comida de famílias pobres na Ásia. Daí a necessidade de o país manter uma rede global de relacionamentos capaz de resistir a choques.
Fonte: O GLOBO. Guerra na Ucrânia trouxe
ameaça de agravamento da fome no planeta. Editorail. abr. 2022. Disponível em < https://tinyurl.com/2p8dh48x> Acesso em 11 abr 2022.
Como se reescreveria a frase "Apesar de representarem parcela grande das exportações globais (25%), não deverá haver escassez.", se a palavra "escassez" fosse substituída por "cenários de falta de produtos"?
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Guerra na Ucrânia trouxe ameaça de agravamento da fome no planeta
A guerra na Ucrânia criou no mercado de alimentos uma tempestade perfeita que tem contribuído para agravar a fome nas regiões mais pobres do planeta. É mais uma tragédia que deverá ir para a conta de Vladimir Putin, além de toda a destruição, das agressões aos direitos humanos e das mortes associadas à invasão.
A Rússia vende ao exterior fertilizantes e, com a Ucrânia, exporta trigo. Apesar de representarem parcela grande das exportações globais (25%), não deverá haver escassez. Não só porque outros produtores prometem safras maiores, mas também devido à pequena parcela da produção mundial que deixará de ser vendida no exterior (0,9%). Mesmo assim, o impacto da guerra nos mercados de commodities foi imediato, acelerando a elevação de cotações que já vinha ocorrendo nos últimos meses do ano passado. Comparados com os níveis do final de dezembro de 2020, o trigo estava há uma semana 63% mais caro, o milho 64% e a soja 38%.
O aumento de cotações é injetado automaticamente numa infinidade de alimentos (pães e todo produto feito à base de farinha de trigo). Milho, soja e derivados também costumam acompanhar a alta. Os aumentos de custo chegam às rações animais, feitas à base de grãos. A carestia, então, ataca a mesa do cidadão. Não há como escapar da inflação dos alimentos e, se a renda da família for baixa, ela reduz o consumo e se aproxima do limiar da fome. Para quem já passou desse ponto, a fome se agravará. Eis o encadeamento deflagrado a partir do momento em que o primeiro tanque russo entrou na Ucrânia.
No final do ano passado, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) foi a campo, visitou 2.180 domicílios em todo o Brasil e constatou que pelo menos 19 milhões (9% da população) enfrentavam insegurança alimentar - não tinham certeza de que repetiriam a refeição -, e 43,4 milhões (20,5%) não se alimentavam bem por não ter alimentos em quantidade suficiente. Ao todo, 116,8 milhões de brasileiros (55%) não tinham acesso pleno e permanente a alimentos. Putin piorou a situação de todos eles, como a das famílias de baixa renda em qualquer país.
Há, também, incertezas sobre as próximas safras. A guerra continua, a Ucrânia está fora do mercado de trigo, a Rússia enfrenta sanções e suspendeu exportações de fertilizantes importados pelo Brasil. O Ministério da Agricultura despachou emissários ao Canadá para ter alternativa ao trigo e aos fertilizantes. Irã e Marrocos também podem suprir o país de adubos químicos.
A guerra serve para que as nações despertem para sua interdependência. Os exemplos não se esgotam nela. A redução de produção de soja no Brasil pode tornar mais cara a carne de porco na China e esvaziar o prato de comida de famílias pobres na Ásia. Daí a necessidade de o país manter uma rede global de relacionamentos capaz de resistir a choques.
Fonte: O GLOBO. Guerra na Ucrânia trouxe
ameaça de agravamento da fome no planeta. Editorail. abr. 2022. Disponível em < https://tinyurl.com/2p8dh48x> Acesso em 11 abr 2022.
Considere a seguinte frase: "Mesmo assim, o impacto da guerra nos mercados de commodities foi imediato, acelerando a elevação de cotações QUE já vinha ocorrendo nos últimos meses do ano passado." A palavra destacada no período está corretamente analisada em:
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Guerra na Ucrânia trouxe ameaça de agravamento da fome no planeta
A guerra na Ucrânia criou no mercado de alimentos uma tempestade perfeita que tem contribuído para agravar a fome nas regiões mais pobres do planeta. É mais uma tragédia que deverá ir para a conta de Vladimir Putin, além de toda a destruição, das agressões aos direitos humanos e das mortes associadas à invasão.
A Rússia vende ao exterior fertilizantes e, com a Ucrânia, exporta trigo. Apesar de representarem parcela grande das exportações globais (25%), não deverá haver escassez. Não só porque outros produtores prometem safras maiores, mas também devido à pequena parcela da produção mundial que deixará de ser vendida no exterior (0,9%). Mesmo assim, o impacto da guerra nos mercados de commodities foi imediato, acelerando a elevação de cotações que já vinha ocorrendo nos últimos meses do ano passado. Comparados com os níveis do final de dezembro de 2020, o trigo estava há uma semana 63% mais caro, o milho 64% e a soja 38%.
O aumento de cotações é injetado automaticamente numa infinidade de alimentos (pães e todo produto feito à base de farinha de trigo). Milho, soja e derivados também costumam acompanhar a alta. Os aumentos de custo chegam às rações animais, feitas à base de grãos. A carestia, então, ataca a mesa do cidadão. Não há como escapar da inflação dos alimentos e, se a renda da família for baixa, ela reduz o consumo e se aproxima do limiar da fome. Para quem já passou desse ponto, a fome se agravará. Eis o encadeamento deflagrado a partir do momento em que o primeiro tanque russo entrou na Ucrânia.
No final do ano passado, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) foi a campo, visitou 2.180 domicílios em todo o Brasil e constatou que pelo menos 19 milhões (9% da população) enfrentavam insegurança alimentar - não tinham certeza de que repetiriam a refeição -, e 43,4 milhões (20,5%) não se alimentavam bem por não ter alimentos em quantidade suficiente. Ao todo, 116,8 milhões de brasileiros (55%) não tinham acesso pleno e permanente a alimentos. Putin piorou a situação de todos eles, como a das famílias de baixa renda em qualquer país.
Há, também, incertezas sobre as próximas safras. A guerra continua, a Ucrânia está fora do mercado de trigo, a Rússia enfrenta sanções e suspendeu exportações de fertilizantes importados pelo Brasil. O Ministério da Agricultura despachou emissários ao Canadá para ter alternativa ao trigo e aos fertilizantes. Irã e Marrocos também podem suprir o país de adubos químicos.
A guerra serve para que as nações despertem para sua interdependência. Os exemplos não se esgotam nela. A redução de produção de soja no Brasil pode tornar mais cara a carne de porco na China e esvaziar o prato de comida de famílias pobres na Ásia. Daí a necessidade de o país manter uma rede global de relacionamentos capaz de resistir a choques.
Fonte: O GLOBO. Guerra na Ucrânia trouxe
ameaça de agravamento da fome no planeta. Editorail. abr. 2022. Disponível em < https://tinyurl.com/2p8dh48x> Acesso em 11 abr 2022.
O pronome demonstrativo esse, na sentença "Para quem já passou desse ponto, a fome se agravará", retoma a seguinte informação:
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Guerra na Ucrânia trouxe ameaça de agravamento da fome no planeta
A guerra na Ucrânia criou no mercado de alimentos uma tempestade perfeita que tem contribuído para agravar a fome nas regiões mais pobres do planeta. É mais uma tragédia que deverá ir para a conta de Vladimir Putin, além de toda a destruição, das agressões aos direitos humanos e das mortes associadas à invasão.
A Rússia vende ao exterior fertilizantes e, com a Ucrânia, exporta trigo. Apesar de representarem parcela grande das exportações globais (25%), não deverá haver escassez. Não só porque outros produtores prometem safras maiores, mas também devido à pequena parcela da produção mundial que deixará de ser vendida no exterior (0,9%). Mesmo assim, o impacto da guerra nos mercados de commodities foi imediato, acelerando a elevação de cotações que já vinha ocorrendo nos últimos meses do ano passado. Comparados com os níveis do final de dezembro de 2020, o trigo estava há uma semana 63% mais caro, o milho 64% e a soja 38%.
O aumento de cotações é injetado automaticamente numa infinidade de alimentos (pães e todo produto feito à base de farinha de trigo). Milho, soja e derivados também costumam acompanhar a alta. Os aumentos de custo chegam às rações animais, feitas à base de grãos. A carestia, então, ataca a mesa do cidadão. Não há como escapar da inflação dos alimentos e, se a renda da família for baixa, ela reduz o consumo e se aproxima do limiar da fome. Para quem já passou desse ponto, a fome se agravará. Eis o encadeamento deflagrado a partir do momento em que o primeiro tanque russo entrou na Ucrânia.
No final do ano passado, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) foi a campo, visitou 2.180 domicílios em todo o Brasil e constatou que pelo menos 19 milhões (9% da população) enfrentavam insegurança alimentar - não tinham certeza de que repetiriam a refeição -, e 43,4 milhões (20,5%) não se alimentavam bem por não ter alimentos em quantidade suficiente. Ao todo, 116,8 milhões de brasileiros (55%) não tinham acesso pleno e permanente a alimentos. Putin piorou a situação de todos eles, como a das famílias de baixa renda em qualquer país.
Há, também, incertezas sobre as próximas safras. A guerra continua, a Ucrânia está fora do mercado de trigo, a Rússia enfrenta sanções e suspendeu exportações de fertilizantes importados pelo Brasil. O Ministério da Agricultura despachou emissários ao Canadá para ter alternativa ao trigo e aos fertilizantes. Irã e Marrocos também podem suprir o país de adubos químicos.
A guerra serve para que as nações despertem para sua interdependência. Os exemplos não se esgotam nela. A redução de produção de soja no Brasil pode tornar mais cara a carne de porco na China e esvaziar o prato de comida de famílias pobres na Ásia. Daí a necessidade de o país manter uma rede global de relacionamentos capaz de resistir a choques.
Fonte: O GLOBO. Guerra na Ucrânia trouxe
ameaça de agravamento da fome no planeta. Editorail. abr. 2022. Disponível em < https://tinyurl.com/2p8dh48x> Acesso em 11 abr 2022.
Na frase: "Daí a necessidade de o país manter uma rede global de relacionamentos capaz de resistir a choques.", o termo destacado exerce a função sintática de:
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Guerra na Ucrânia trouxe ameaça de agravamento da fome no planeta
A guerra na Ucrânia criou no mercado de alimentos uma tempestade perfeita que tem contribuído para agravar a fome nas regiões mais pobres do planeta. É mais uma tragédia que deverá ir para a conta de Vladimir Putin, além de toda a destruição, das agressões aos direitos humanos e das mortes associadas à invasão.
A Rússia vende ao exterior fertilizantes e, com a Ucrânia, exporta trigo. Apesar de representarem parcela grande das exportações globais (25%), não deverá haver escassez. Não só porque outros produtores prometem safras maiores, mas também devido à pequena parcela da produção mundial que deixará de ser vendida no exterior (0,9%). Mesmo assim, o impacto da guerra nos mercados de commodities foi imediato, acelerando a elevação de cotações que já vinha ocorrendo nos últimos meses do ano passado. Comparados com os níveis do final de dezembro de 2020, o trigo estava há uma semana 63% mais caro, o milho 64% e a soja 38%.
O aumento de cotações é injetado automaticamente numa infinidade de alimentos (pães e todo produto feito à base de farinha de trigo). Milho, soja e derivados também costumam acompanhar a alta. Os aumentos de custo chegam às rações animais, feitas à base de grãos. A carestia, então, ataca a mesa do cidadão. Não há como escapar da inflação dos alimentos e, se a renda da família for baixa, ela reduz o consumo e se aproxima do limiar da fome. Para quem já passou desse ponto, a fome se agravará. Eis o encadeamento deflagrado a partir do momento em que o primeiro tanque russo entrou na Ucrânia.
No final do ano passado, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) foi a campo, visitou 2.180 domicílios em todo o Brasil e constatou que pelo menos 19 milhões (9% da população) enfrentavam insegurança alimentar - não tinham certeza de que repetiriam a refeição -, e 43,4 milhões (20,5%) não se alimentavam bem por não ter alimentos em quantidade suficiente. Ao todo, 116,8 milhões de brasileiros (55%) não tinham acesso pleno e permanente a alimentos. Putin piorou a situação de todos eles, como a das famílias de baixa renda em qualquer país.
Há, também, incertezas sobre as próximas safras. A guerra continua, a Ucrânia está fora do mercado de trigo, a Rússia enfrenta sanções e suspendeu exportações de fertilizantes importados pelo Brasil. O Ministério da Agricultura despachou emissários ao Canadá para ter alternativa ao trigo e aos fertilizantes. Irã e Marrocos também podem suprir o país de adubos químicos.
A guerra serve para que as nações despertem para sua interdependência. Os exemplos não se esgotam nela. A redução de produção de soja no Brasil pode tornar mais cara a carne de porco na China e esvaziar o prato de comida de famílias pobres na Ásia. Daí a necessidade de o país manter uma rede global de relacionamentos capaz de resistir a choques.
Fonte: O GLOBO. Guerra na Ucrânia trouxe
ameaça de agravamento da fome no planeta. Editorail. abr. 2022. Disponível em < https://tinyurl.com/2p8dh48x> Acesso em 11 abr 2022.
Considere a seguinte frase: "A carestia, então, ataca a mesa do cidadão". Assinale a alternativa que aponta corretamente o vocábulo mais adequado para substituir o termo CARESTIA:
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Guerra na Ucrânia trouxe ameaça de agravamento da fome no planeta
A guerra na Ucrânia criou no mercado de alimentos uma tempestade perfeita que tem contribuído para agravar a fome nas regiões mais pobres do planeta. É mais uma tragédia que deverá ir para a conta de Vladimir Putin, além de toda a destruição, das agressões aos direitos humanos e das mortes associadas à invasão.
A Rússia vende ao exterior fertilizantes e, com a Ucrânia, exporta trigo. Apesar de representarem parcela grande das exportações globais (25%), não deverá haver escassez. Não só porque outros produtores prometem safras maiores, mas também devido à pequena parcela da produção mundial que deixará de ser vendida no exterior (0,9%). Mesmo assim, o impacto da guerra nos mercados de commodities foi imediato, acelerando a elevação de cotações que já vinha ocorrendo nos últimos meses do ano passado. Comparados com os níveis do final de dezembro de 2020, o trigo estava há uma semana 63% mais caro, o milho 64% e a soja 38%.
O aumento de cotações é injetado automaticamente numa infinidade de alimentos (pães e todo produto feito à base de farinha de trigo). Milho, soja e derivados também costumam acompanhar a alta. Os aumentos de custo chegam às rações animais, feitas à base de grãos. A carestia, então, ataca a mesa do cidadão. Não há como escapar da inflação dos alimentos e, se a renda da família for baixa, ela reduz o consumo e se aproxima do limiar da fome. Para quem já passou desse ponto, a fome se agravará. Eis o encadeamento deflagrado a partir do momento em que o primeiro tanque russo entrou na Ucrânia.
No final do ano passado, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) foi a campo, visitou 2.180 domicílios em todo o Brasil e constatou que pelo menos 19 milhões (9% da população) enfrentavam insegurança alimentar - não tinham certeza de que repetiriam a refeição -, e 43,4 milhões (20,5%) não se alimentavam bem por não ter alimentos em quantidade suficiente. Ao todo, 116,8 milhões de brasileiros (55%) não tinham acesso pleno e permanente a alimentos. Putin piorou a situação de todos eles, como a das famílias de baixa renda em qualquer país.
Há, também, incertezas sobre as próximas safras. A guerra continua, a Ucrânia está fora do mercado de trigo, a Rússia enfrenta sanções e suspendeu exportações de fertilizantes importados pelo Brasil. O Ministério da Agricultura despachou emissários ao Canadá para ter alternativa ao trigo e aos fertilizantes. Irã e Marrocos também podem suprir o país de adubos químicos.
A guerra serve para que as nações despertem para sua interdependência. Os exemplos não se esgotam nela. A redução de produção de soja no Brasil pode tornar mais cara a carne de porco na China e esvaziar o prato de comida de famílias pobres na Ásia. Daí a necessidade de o país manter uma rede global de relacionamentos capaz de resistir a choques.
Fonte: O GLOBO. Guerra na Ucrânia trouxe
ameaça de agravamento da fome no planeta. Editorail. abr. 2022. Disponível em < https://tinyurl.com/2p8dh48x> Acesso em 11 abr 2022.
No trecho, "Putin piorou a situação de todos eles, como a das famílias de baixa renda em qualquer país.", o pronome demonstrativo "a" retoma a seguinte palavra:
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Guerra na Ucrânia trouxe ameaça de agravamento da fome no planeta
A guerra na Ucrânia criou no mercado de alimentos uma tempestade perfeita que tem contribuído para agravar a fome nas regiões mais pobres do planeta. É mais uma tragédia que deverá ir para a conta de Vladimir Putin, além de toda a destruição, das agressões aos direitos humanos e das mortes associadas à invasão.
A Rússia vende ao exterior fertilizantes e, com a Ucrânia, exporta trigo. Apesar de representarem parcela grande das exportações globais (25%), não deverá haver escassez. Não só porque outros produtores prometem safras maiores, mas também devido à pequena parcela da produção mundial que deixará de ser vendida no exterior (0,9%). Mesmo assim, o impacto da guerra nos mercados de commodities foi imediato, acelerando a elevação de cotações que já vinha ocorrendo nos últimos meses do ano passado. Comparados com os níveis do final de dezembro de 2020, o trigo estava há uma semana 63% mais caro, o milho 64% e a soja 38%.
O aumento de cotações é injetado automaticamente numa infinidade de alimentos (pães e todo produto feito à base de farinha de trigo). Milho, soja e derivados também costumam acompanhar a alta. Os aumentos de custo chegam às rações animais, feitas à base de grãos. A carestia, então, ataca a mesa do cidadão. Não há como escapar da inflação dos alimentos e, se a renda da família for baixa, ela reduz o consumo e se aproxima do limiar da fome. Para quem já passou desse ponto, a fome se agravará. Eis o encadeamento deflagrado a partir do momento em que o primeiro tanque russo entrou na Ucrânia.
No final do ano passado, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) foi a campo, visitou 2.180 domicílios em todo o Brasil e constatou que pelo menos 19 milhões (9% da população) enfrentavam insegurança alimentar - não tinham certeza de que repetiriam a refeição -, e 43,4 milhões (20,5%) não se alimentavam bem por não ter alimentos em quantidade suficiente. Ao todo, 116,8 milhões de brasileiros (55%) não tinham acesso pleno e permanente a alimentos. Putin piorou a situação de todos eles, como a das famílias de baixa renda em qualquer país.
Há, também, incertezas sobre as próximas safras. A guerra continua, a Ucrânia está fora do mercado de trigo, a Rússia enfrenta sanções e suspendeu exportações de fertilizantes importados pelo Brasil. O Ministério da Agricultura despachou emissários ao Canadá para ter alternativa ao trigo e aos fertilizantes. Irã e Marrocos também podem suprir o país de adubos químicos.
A guerra serve para que as nações despertem para sua interdependência. Os exemplos não se esgotam nela. A redução de produção de soja no Brasil pode tornar mais cara a carne de porco na China e esvaziar o prato de comida de famílias pobres na Ásia. Daí a necessidade de o país manter uma rede global de relacionamentos capaz de resistir a choques.
Fonte: O GLOBO. Guerra na Ucrânia trouxe
ameaça de agravamento da fome no planeta. Editorail. abr. 2022. Disponível em < https://tinyurl.com/2p8dh48x> Acesso em 11 abr 2022.
Associe a segunda coluna à primeira, relacionando as formas verbais aos respectivos tempos nos quais elas se encontram.
Primeira coluna: Forma verbal
(1) vende
(2) estava
(3) repetiriam
(4) agravará
(5) foi
Segunda Coluna: Tempo verbal
( ) Pretérito Imperfeito
( ) Presente
( ) Pretérito Perfeito
( ) Futuro do Presente
( ) Futuro do Pretérito
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
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Analise as afirmativas e registre V, para verdadeiro, ou F, para falso: Em consonância ao disposto na Norma Brasileira de Contabilidade, CTA 30, de 17 de junho de 2021, o auditor, com o apoio de seus especialistas em forensic, deve documentar:
(__)A natureza e o contexto da suspeita de não conformidade.
(__)As descobertas e conclusões da investigação conduzida pela governança da entidade.
(__)Os impactos nas demonstrações contábeis e na estrutura de controles internos da entidade.
(__)A avaliação feita os investigadores dos antecedentes (background check) dos indivíduos que fornecem representação sobre as demonstrações contábeis ao auditor.
(__)As implicações na abordagem e procedimentos adicionais na auditoria.
(__)Os impactos da suposta não conformidade em relação às representações da administração.
(__)Os impactos no relatório de auditoria.
(__)Os relacionamentos dos novos representantes com aqueles investigados que foram substituídos.
A sequência CORRETA é:
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