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500 mil influenciadores
Reportagem da Folha de são Paulo me informa que, segundo uma multinacional de pesquisa, o Brasil tem 500 mil influenciadores. Quase tanto quanto médicos (502 mil), mais que engenheiros civis (455 mil) e muito mais que dentistas (374 mil). De onde saíram e quem são? Há tempos ouço falar em influenciadores, mas, como não frequento redes sociais, nunca soube o que eram. Consultei as bases e descobri que são pessoas irresistíveis, que levam milhões de outras a adotar seus estilos de vida, preferências e aptidões.
No passado, já fui influenciado por muitos escritores e jornalistas. Admirava seu jeito de pensar, escrever, de viver, e queria ser como eles. Os grandes influenciadores de hoje não são tanto da área do pensamento, mas da moda, da tecnologia, do celebritismo. No fundo é a mesma coisa: seus seguidores querem ser como eles.
Como? Explicaram-me. Cristiano Ronaldo, digamos, tem 517 milhões de seguidores. Como não podem se tornar novos Cristianos Ronaldos, esses 517 milhões usam seu gel, copiam sua sobrancelha, adotam sua dieta de macarrão com granola e isso faz girar muito dinheiro. Ah, entendi. E é verdade que alguns dos hoje principais influenciadores do mundo são cachorros? Sim, responderam – não para ensinar seus seguidores a rolar no chão e pegar bolas, mas a comprar a ração, os brinquedos e roupinhas desses cachorros para seus próprios cachorros.
Então para isso servem os influenciadores, digo, influencers, em português – para vender produtos e serviços. Bem, menos mal. É apenas mais um ramo da publicidade.
(Ruy Castro. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2022/06/500-mil-influenciadores.shtml. 05.06.2022. adaptado)
Considere o seguinte trecho redigido a partir do texto:
Como não , não sei exatamente o que fazem as pessoas que influenciadores. Entretanto, jamais pela cabeça que pudessem existir em tão grande número. Quanto a mim, prefiro os escritores do passado; ainda tanto quanto antes, especialmente por conhecer os objetivos que movem os atuais influencers.
Em atendimento à norma padrão de uso dos pronomes e de colocação pronominal, as lacunas do texto devem ser preenchidas com:
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500 mil influenciadores
Reportagem da Folha de são Paulo me informa que, segundo uma multinacional de pesquisa, o Brasil tem 500 mil influenciadores. Quase tanto quanto médicos (502 mil), mais que engenheiros civis (455 mil) e muito mais que dentistas (374 mil). De onde saíram e quem são? Há tempos ouço falar em influenciadores, mas, como não frequento redes sociais, nunca soube o que eram. Consultei as bases e descobri que são pessoas irresistíveis, que levam milhões de outras a adotar seus estilos de vida, preferências e aptidões.
No passado, já fui influenciado por muitos escritores e jornalistas. Admirava seu jeito de pensar, escrever, de viver, e queria ser como eles. Os grandes influenciadores de hoje não são tanto da área do pensamento, mas da moda, da tecnologia, do celebritismo. No fundo é a mesma coisa: seus seguidores querem ser como eles.
Como? Explicaram-me. Cristiano Ronaldo, digamos, tem 517 milhões de seguidores. Como não podem se tornar novos Cristianos Ronaldos, esses 517 milhões usam seu gel, copiam sua sobrancelha, adotam sua dieta de macarrão com granola e isso faz girar muito dinheiro. Ah, entendi. E é verdade que alguns dos hoje principais influenciadores do mundo são cachorros? Sim, responderam – não para ensinar seus seguidores a rolar no chão e pegar bolas, mas a comprar a ração, os brinquedos e roupinhas desses cachorros para seus próprios cachorros.
Então para isso servem os influenciadores, digo, influencers, em português – para vender produtos e serviços. Bem, menos mal. É apenas mais um ramo da publicidade.
(Ruy Castro. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2022/06/500-mil-influenciadores.shtml. 05.06.2022. adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada na frase exprime a ideia de restrição.
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500 mil influenciadores
Reportagem da Folha de são Paulo me informa que, segundo uma multinacional de pesquisa, o Brasil tem 500 mil influenciadores. Quase tanto quanto médicos (502 mil), mais que engenheiros civis (455 mil) e muito mais que dentistas (374 mil). De onde saíram e quem são? Há tempos ouço falar em influenciadores, mas, como não frequento redes sociais, nunca soube o que eram. Consultei as bases e descobri que são pessoas irresistíveis, que levam milhões de outras a adotar seus estilos de vida, preferências e aptidões.
No passado, já fui influenciado por muitos escritores e jornalistas. Admirava seu jeito de pensar, escrever, de viver, e queria ser como eles. Os grandes influenciadores de hoje não são tanto da área do pensamento, mas da moda, da tecnologia, do celebritismo. No fundo é a mesma coisa: seus seguidores querem ser como eles.
Como? Explicaram-me. Cristiano Ronaldo, digamos, tem 517 milhões de seguidores. Como não podem se tornar novos Cristianos Ronaldos, esses 517 milhões usam seu gel, copiam sua sobrancelha, adotam sua dieta de macarrão com granola e isso faz girar muito dinheiro. Ah, entendi. E é verdade que alguns dos hoje principais influenciadores do mundo são cachorros? Sim, responderam – não para ensinar seus seguidores a rolar no chão e pegar bolas, mas a comprar a ração, os brinquedos e roupinhas desses cachorros para seus próprios cachorros.
Então para isso servem os influenciadores, digo, influencers, em português – para vender produtos e serviços. Bem, menos mal. É apenas mais um ramo da publicidade.
(Ruy Castro. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2022/06/500-mil-influenciadores.shtml. 05.06.2022. adaptado)
Os dois-pontos da frase do segundo parágrafo – No fundo é a mesma coisa: seus seguidores querem ser como eles. – podem ser substituídos, sem prejuízo de sentido ao texto original, pela conjunção destacada em:
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500 mil influenciadores
Reportagem da Folha de são Paulo me informa que, segundo uma multinacional de pesquisa, o Brasil tem 500 mil influenciadores. Quase tanto quanto médicos (502 mil), mais que engenheiros civis (455 mil) e muito mais que dentistas (374 mil). De onde saíram e quem são? Há tempos ouço falar em influenciadores, mas, como não frequento redes sociais, nunca soube o que eram. Consultei as bases e descobri que são pessoas irresistíveis, que levam milhões de outras a adotar seus estilos de vida, preferências e aptidões.
No passado, já fui influenciado por muitos escritores e jornalistas. Admirava seu jeito de pensar, escrever, de viver, e queria ser como eles. Os grandes influenciadores de hoje não são tanto da área do pensamento, mas da moda, da tecnologia, do celebritismo. No fundo é a mesma coisa: seus seguidores querem ser como eles.
Como? Explicaram-me. Cristiano Ronaldo, digamos, tem 517 milhões de seguidores. Como não podem se tornar novos Cristianos Ronaldos, esses 517 milhões usam seu gel, copiam sua sobrancelha, adotam sua dieta de macarrão com granola e isso faz girar muito dinheiro. Ah, entendi. E é verdade que alguns dos hoje principais influenciadores do mundo são cachorros? Sim, responderam – não para ensinar seus seguidores a rolar no chão e pegar bolas, mas a comprar a ração, os brinquedos e roupinhas desses cachorros para seus próprios cachorros.
Então para isso servem os influenciadores, digo, influencers, em português – para vender produtos e serviços. Bem, menos mal. É apenas mais um ramo da publicidade.
(Ruy Castro. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2022/06/500-mil-influenciadores.shtml. 05.06.2022. adaptado)
Conforme o texto,
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A formação de capital humano para a inovação no Brasil
Uma posição popular nos meios acadêmicos é a de que uma educação superior de altíssima qualidade seria uma condição “sine qua non”* para o desenvolvimento. O exemplo seria o papel importante que as grandes universidades nos Estados Unidos têm na inovação.
Essa é uma leitura errada da evidência histórica. Os Estados Unidos já eram, em 1900, a maior potência industrial, enquanto o papel principal de Harvard, Princeton e Yale era dar um verniz cultural para os filhos da classe privilegiada. As universidades americanas só se tornaram as melhores do mundo depois da guerra, após se beneficiarem enormemente dos grandes projetos tecnológicos realizados a partir de 1940, e do grande influxo de cientistas e intelectuais vindos da Europa.
Um processo semelhante ocorre na China, que se tornou uma superpotência econômica, mas que segue enviando centenas de milhares de estudantes aos EUA, à Europa e à Austrália, reconhecendo que suas universidades ainda não estão, em geral, no mesmo nível.
Esses exemplos não são, é claro, evidência de que as universidades devam simplesmente reagir às demandas do sistema produtivo. Como centros de investigação e pesquisa, as universidades, energizadas por aquelas demandas, irão adiante, abrirão novos caminhos.
O que é necessário para inovação, portanto, é um processo de realimentação intenso, entre a economia e o governo, por um lado, e a universidade por outro, nas duas direções.
Essa integração da universidade no processo econômico não ocorreu no Brasil, onde a universidade ainda não está culturalmente orientada para oferecer uma formação que ajude a apontar soluções para os complexos problemas da sociedade contemporânea.
O caminho para um Brasil mais próspero, justo, democrático e ambientalmente saudável requer um investimento acelerado em infraestrutura e, simultaneamente, a expansão e valorização de um ensino e pesquisa de alta qualidade nas nossas universidades.
(Flavio Bartmann. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. 08.08.2022. Adaptado)
* sine qua non: indispensável.
Assinale a alternativa em que a frase redigida a partir do texto está em conformidade com a norma padrão de concordância das palavras.
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A formação de capital humano para a inovação no Brasil
Uma posição popular nos meios acadêmicos é a de que uma educação superior de altíssima qualidade seria uma condição “sine qua non”* para o desenvolvimento. O exemplo seria o papel importante que as grandes universidades nos Estados Unidos têm na inovação.
Essa é uma leitura errada da evidência histórica. Os Estados Unidos já eram, em 1900, a maior potência industrial, enquanto o papel principal de Harvard, Princeton e Yale era dar um verniz cultural para os filhos da classe privilegiada. As universidades americanas só se tornaram as melhores do mundo depois da guerra, após se beneficiarem enormemente dos grandes projetos tecnológicos realizados a partir de 1940, e do grande influxo de cientistas e intelectuais vindos da Europa.
Um processo semelhante ocorre na China, que se tornou uma superpotência econômica, mas que segue enviando centenas de milhares de estudantes aos EUA, à Europa e à Austrália, reconhecendo que suas universidades ainda não estão, em geral, no mesmo nível.
Esses exemplos não são, é claro, evidência de que as universidades devam simplesmente reagir às demandas do sistema produtivo. Como centros de investigação e pesquisa, as universidades, energizadas por aquelas demandas, irão adiante, abrirão novos caminhos.
O que é necessário para inovação, portanto, é um processo de realimentação intenso, entre a economia e o governo, por um lado, e a universidade por outro, nas duas direções.
Essa integração da universidade no processo econômico não ocorreu no Brasil, onde a universidade ainda não está culturalmente orientada para oferecer uma formação que ajude a apontar soluções para os complexos problemas da sociedade contemporânea.
O caminho para um Brasil mais próspero, justo, democrático e ambientalmente saudável requer um investimento acelerado em infraestrutura e, simultaneamente, a expansão e valorização de um ensino e pesquisa de alta qualidade nas nossas universidades.
(Flavio Bartmann. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. 08.08.2022. Adaptado)
* sine qua non: indispensável.
Assinale a alternativa em que, com a substituição do verbo “reagir”, na frase do 4º parágrafo “... reagir às demandas do sistema produtivo”, o uso da crase permanece em conformidade com a norma-padrão da língua.
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A formação de capital humano para a inovação no Brasil
Uma posição popular nos meios acadêmicos é a de que uma educação superior de altíssima qualidade seria uma condição “sine qua non”* para o desenvolvimento. O exemplo seria o papel importante que as grandes universidades nos Estados Unidos têm na inovação.
Essa é uma leitura errada da evidência histórica. Os Estados Unidos já eram, em 1900, a maior potência industrial, enquanto o papel principal de Harvard, Princeton e Yale era dar um verniz cultural para os filhos da classe privilegiada. As universidades americanas só se tornaram as melhores do mundo depois da guerra, após se beneficiarem enormemente dos grandes projetos tecnológicos realizados a partir de 1940, e do grande influxo de cientistas e intelectuais vindos da Europa.
Um processo semelhante ocorre na China, que se tornou uma superpotência econômica, mas que segue enviando centenas de milhares de estudantes aos EUA, à Europa e à Austrália, reconhecendo que suas universidades ainda não estão, em geral, no mesmo nível.
Esses exemplos não são, é claro, evidência de que as universidades devam simplesmente reagir às demandas do sistema produtivo. Como centros de investigação e pesquisa, as universidades, energizadas por aquelas demandas, irão adiante, abrirão novos caminhos.
O que é necessário para inovação, portanto, é um processo de realimentação intenso, entre a economia e o governo, por um lado, e a universidade por outro, nas duas direções.
Essa integração da universidade no processo econômico não ocorreu no Brasil, onde a universidade ainda não está culturalmente orientada para oferecer uma formação que ajude a apontar soluções para os complexos problemas da sociedade contemporânea.
O caminho para um Brasil mais próspero, justo, democrático e ambientalmente saudável requer um investimento acelerado em infraestrutura e, simultaneamente, a expansão e valorização de um ensino e pesquisa de alta qualidade nas nossas universidades.
(Flavio Bartmann. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. 08.08.2022. Adaptado)
* sine qua non: indispensável.
Conforme conclui o autor,
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A formação de capital humano para a inovação no Brasil
Uma posição popular nos meios acadêmicos é a de que uma educação superior de altíssima qualidade seria uma condição “sine qua non”* para o desenvolvimento. O exemplo seria o papel importante que as grandes universidades nos Estados Unidos têm na inovação.
Essa é uma leitura errada da evidência histórica. Os Estados Unidos já eram, em 1900, a maior potência industrial, enquanto o papel principal de Harvard, Princeton e Yale era dar um verniz cultural para os filhos da classe privilegiada. As universidades americanas só se tornaram as melhores do mundo depois da guerra, após se beneficiarem enormemente dos grandes projetos tecnológicos realizados a partir de 1940, e do grande influxo de cientistas e intelectuais vindos da Europa.
Um processo semelhante ocorre na China, que se tornou uma superpotência econômica, mas que segue enviando centenas de milhares de estudantes aos EUA, à Europa e à Austrália, reconhecendo que suas universidades ainda não estão, em geral, no mesmo nível.
Esses exemplos não são, é claro, evidência de que as universidades devam simplesmente reagir às demandas do sistema produtivo. Como centros de investigação e pesquisa, as universidades, energizadas por aquelas demandas, irão adiante, abrirão novos caminhos.
O que é necessário para inovação, portanto, é um processo de realimentação intenso, entre a economia e o governo, por um lado, e a universidade por outro, nas duas direções.
Essa integração da universidade no processo econômico não ocorreu no Brasil, onde a universidade ainda não está culturalmente orientada para oferecer uma formação que ajude a apontar soluções para os complexos problemas da sociedade contemporânea.
O caminho para um Brasil mais próspero, justo, democrático e ambientalmente saudável requer um investimento acelerado em infraestrutura e, simultaneamente, a expansão e valorização de um ensino e pesquisa de alta qualidade nas nossas universidades.
(Flavio Bartmann. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. 08.08.2022. Adaptado)
* sine qua non: indispensável.
No contexto do segundo parágrafo, está empregada em sentido figurado a expressão:
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A formação de capital humano para a inovação no Brasil
Uma posição popular nos meios acadêmicos é a de que uma educação superior de altíssima qualidade seria uma condição “sine qua non”* para o desenvolvimento. O exemplo seria o papel importante que as grandes universidades nos Estados Unidos têm na inovação.
Essa é uma leitura errada da evidência histórica. Os Estados Unidos já eram, em 1900, a maior potência industrial, enquanto o papel principal de Harvard, Princeton e Yale era dar um verniz cultural para os filhos da classe privilegiada. As universidades americanas só se tornaram as melhores do mundo depois da guerra, após se beneficiarem enormemente dos grandes projetos tecnológicos realizados a partir de 1940, e do grande influxo de cientistas e intelectuais vindos da Europa.
Um processo semelhante ocorre na China, que se tornou uma superpotência econômica, mas que segue enviando centenas de milhares de estudantes aos EUA, à Europa e à Austrália, reconhecendo que suas universidades ainda não estão, em geral, no mesmo nível.
Esses exemplos não são, é claro, evidência de que as universidades devam simplesmente reagir às demandas do sistema produtivo. Como centros de investigação e pesquisa, as universidades, energizadas por aquelas demandas, irão adiante, abrirão novos caminhos.
O que é necessário para inovação, portanto, é um processo de realimentação intenso, entre a economia e o governo, por um lado, e a universidade por outro, nas duas direções.
Essa integração da universidade no processo econômico não ocorreu no Brasil, onde a universidade ainda não está culturalmente orientada para oferecer uma formação que ajude a apontar soluções para os complexos problemas da sociedade contemporânea.
O caminho para um Brasil mais próspero, justo, democrático e ambientalmente saudável requer um investimento acelerado em infraestrutura e, simultaneamente, a expansão e valorização de um ensino e pesquisa de alta qualidade nas nossas universidades.
(Flavio Bartmann. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. 08.08.2022. Adaptado)
* sine qua non: indispensável.
Conforme apontado no texto, apesar de
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Uma posição popular nos meios acadêmicos é a de que uma educação superior de altíssima qualidade seria uma condição “sine qua non”* para o desenvolvimento. O exemplo seria o papel importante que as grandes universidades nos Estados Unidos têm na inovação.
Essa é uma leitura errada da evidência histórica. Os Estados Unidos já eram, em 1900, a maior potência industrial, enquanto o papel principal de Harvard, Princeton e Yale era dar um verniz cultural para os filhos da classe privilegiada. As universidades americanas só se tornaram as melhores do mundo depois da guerra, após se beneficiarem enormemente dos grandes projetos tecnológicos realizados a partir de 1940, e do grande influxo de cientistas e intelectuais vindos da Europa.
Um processo semelhante ocorre na China, que se tornou uma superpotência econômica, mas que segue enviando centenas de milhares de estudantes aos EUA, à Europa e à Austrália, reconhecendo que suas universidades ainda não estão, em geral, no mesmo nível.
Esses exemplos não são, é claro, evidência de que as universidades devam simplesmente reagir às demandas do sistema produtivo. Como centros de investigação e pesquisa, as universidades, energizadas por aquelas demandas, irão adiante, abrirão novos caminhos.
O que é necessário para inovação, portanto, é um processo de realimentação intenso, entre a economia e o governo, por um lado, e a universidade por outro, nas duas direções.
Essa integração da universidade no processo econômico não ocorreu no Brasil, onde a universidade ainda não está culturalmente orientada para oferecer uma formação que ajude a apontar soluções para os complexos problemas da sociedade contemporânea.
O caminho para um Brasil mais próspero, justo, democrático e ambientalmente saudável requer um investimento acelerado em infraestrutura e, simultaneamente, a expansão e valorização de um ensino e pesquisa de alta qualidade nas nossas universidades.
(Flavio Bartmann. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. 08.08.2022. Adaptado)
* sine qua non: indispensável.
A “leitura errada da evidência histórica” a que o autor se refere no 2º parágrafo diz respeito
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