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2628511 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

A primeira cartilha

Há coisas que a gente não esquece: a primeira namorada, a primeira professora, a primeira cartilha. Minha introdução às letras foi feita através de um livrinho chamado “Queres ler?”. A cartilha começava com a palavra uva. Com a palavra só, não havia uma ilustração mostrando um grande, suculento, lascivo cacho de uvas.

Bem, mas não é isto o que importa. O que importa é que aquele era o nosso primeiro livro, o livro que carregávamos com orgulho em nossa pasta. E o que importa, também, é que esse livro, o livro que jamais esqueceríamos, tinha um nome provocadoramente amável: ele não ordenava, ele perguntava; ele não só perguntava, ele convidava. E não sei de que outra maneira se possa introduzir uma criança à leitura, se não através de um sedutor convite. Porque ler é um ato de vontade.

Diante da TV se pode ficar passivo, absorvendo imagens e sons. A TV não indaga, ela impõe. E pode se impor em razão da força de uma tecnologia que é absolutamente totalitária: do universo eletrônico no qual vivemos ninguém escapa.

Ler, não. Ler exige esforço. No mundo da leitura só se entra pagando ingresso. Decodificar as letras, transformá-las em imagens é uma arte, como é uma arte tocar um instrumento musical. Mas aqueles que entram no mundo da leitura, aqueles que a ele são bem conduzidos, estes encontram nos livros um lar, uma pátria, o território dos sonhos e das emoções.

Queres ler? – pergunto a meu filho, e espero que a resposta dele seja afirmativa. Para que ele possa provar a uva da qual é feito o doce vinho da fantasia arrebatadora.

(Coleção Melhores Crônicas – Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal.

 

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2628510 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

A primeira cartilha

Há coisas que a gente não esquece: a primeira namorada, a primeira professora, a primeira cartilha. Minha introdução às letras foi feita através de um livrinho chamado “Queres ler?”. A cartilha começava com a palavra uva. Com a palavra só, não havia uma ilustração mostrando um grande, suculento, lascivo cacho de uvas.

Bem, mas não é isto o que importa. O que importa é que aquele era o nosso primeiro livro, o livro que carregávamos com orgulho em nossa pasta. E o que importa, também, é que esse livro, o livro que jamais esqueceríamos, tinha um nome provocadoramente amável: ele não ordenava, ele perguntava; ele não só perguntava, ele convidava. E não sei de que outra maneira se possa introduzir uma criança à leitura, se não através de um sedutor convite. Porque ler é um ato de vontade.

Diante da TV se pode ficar passivo, absorvendo imagens e sons. A TV não indaga, ela impõe. E pode se impor em razão da força de uma tecnologia que é absolutamente totalitária: do universo eletrônico no qual vivemos ninguém escapa.

Ler, não. Ler exige esforço. No mundo da leitura só se entra pagando ingresso. Decodificar as letras, transformá-las em imagens é uma arte, como é uma arte tocar um instrumento musical. Mas aqueles que entram no mundo da leitura, aqueles que a ele são bem conduzidos, estes encontram nos livros um lar, uma pátria, o território dos sonhos e das emoções.

Queres ler? – pergunto a meu filho, e espero que a resposta dele seja afirmativa. Para que ele possa provar a uva da qual é feito o doce vinho da fantasia arrebatadora.

(Coleção Melhores Crônicas – Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)

O livrinho chamado “Queres ler?” importava crianças, pois elas estavam predispostas começar o aprendizado da leitura. Ele começava pela palavra “uva” que, despeito da expectativa do cronista, não vinha com a imagem de um suculento cacho da fruta. Mas, primeiro livro, ele devotou uma paixão sem limites.

 

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2628509 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

A primeira cartilha

Há coisas que a gente não esquece: a primeira namorada, a primeira professora, a primeira cartilha. Minha introdução às letras foi feita através de um livrinho chamado “Queres ler?”. A cartilha começava com a palavra uva. Com a palavra só, não havia uma ilustração mostrando um grande, suculento, lascivo cacho de uvas.

Bem, mas não é isto o que importa. O que importa é que aquele era o nosso primeiro livro, o livro que carregávamos com orgulho em nossa pasta. E o que importa, também, é que esse livro, o livro que jamais esqueceríamos, tinha um nome provocadoramente amável: ele não ordenava, ele perguntava; ele não só perguntava, ele convidava. E não sei de que outra maneira se possa introduzir uma criança à leitura, se não através de um sedutor convite. Porque ler é um ato de vontade.

Diante da TV se pode ficar passivo, absorvendo imagens e sons. A TV não indaga, ela impõe. E pode se impor em razão da força de uma tecnologia que é absolutamente totalitária: do universo eletrônico no qual vivemos ninguém escapa.

Ler, não. Ler exige esforço. No mundo da leitura só se entra pagando ingresso. Decodificar as letras, transformá-las em imagens é uma arte, como é uma arte tocar um instrumento musical. Mas aqueles que entram no mundo da leitura, aqueles que a ele são bem conduzidos, estes encontram nos livros um lar, uma pátria, o território dos sonhos e das emoções.

Queres ler? – pergunto a meu filho, e espero que a resposta dele seja afirmativa. Para que ele possa provar a uva da qual é feito o doce vinho da fantasia arrebatadora.

(Coleção Melhores Crônicas – Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a circunstância adverbial e o sentido pertinente ao texto correspondem, correta e respectivamente, à expressão destacada.

 

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2628508 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

A primeira cartilha

Há coisas que a gente não esquece: a primeira namorada, a primeira professora, a primeira cartilha. Minha introdução às letras foi feita através de um livrinho chamado “Queres ler?”. A cartilha começava com a palavra uva. Com a palavra só, não havia uma ilustração mostrando um grande, suculento, lascivo cacho de uvas.

Bem, mas não é isto o que importa. O que importa é que aquele era o nosso primeiro livro, o livro que carregávamos com orgulho em nossa pasta. E o que importa, também, é que esse livro, o livro que jamais esqueceríamos, tinha um nome provocadoramente amável: ele não ordenava, ele perguntava; ele não só perguntava, ele convidava. E não sei de que outra maneira se possa introduzir uma criança à leitura, se não através de um sedutor convite. Porque ler é um ato de vontade.

Diante da TV se pode ficar passivo, absorvendo imagens e sons. A TV não indaga, ela impõe. E pode se impor em razão da força de uma tecnologia que é absolutamente totalitária: do universo eletrônico no qual vivemos ninguém escapa.

Ler, não. Ler exige esforço. No mundo da leitura só se entra pagando ingresso. Decodificar as letras, transformá-las em imagens é uma arte, como é uma arte tocar um instrumento musical. Mas aqueles que entram no mundo da leitura, aqueles que a ele são bem conduzidos, estes encontram nos livros um lar, uma pátria, o território dos sonhos e das emoções.

Queres ler? – pergunto a meu filho, e espero que a resposta dele seja afirmativa. Para que ele possa provar a uva da qual é feito o doce vinho da fantasia arrebatadora.

(Coleção Melhores Crônicas – Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)

Na visão do cronista,

 

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2628507 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

Filme “Tarja Branca”’ propõe revolução pela brincadeira

É raro encontrar algum adulto que não se comova ao ver a beleza das crianças brincando. Por um instante, batem saudades da leveza do mundo lúdico que povoa o universo infantil. Mas isso logo passa, afinal, crescer traz grandes responsabilidades e não se pode perder tempo com coisas que não são “sérias”. É exatamente isso que o documentário “Tarja Branca – a revolução que faltava”, dirigido por Cacau Rhoden, questiona.

Com um roteiro impecável, o filme intercala saborosas imagens de brincadeiras com vários depoimentos. Impossível não se identificar com as histórias e brincadeiras apresentadas e não se lembrar das cores brilhantes que devem fazer parte da vida de todas as crianças. Mais que isso, improvável não se questionar: “Quando é que deixei de brincar e por quê?”

Do início ao fim, o documentário conduz o espectador a essa reflexão. O casamento que o filme promove entre as brincadeiras e as manifestações culturais típicas brasileiras é comovente, além de fazer todo o sentido. “A grande riqueza da cultura popular é que ela é a chance de você ter uma segunda infância”, afirma a coreógrafa Andrea Jabor.

Vê-se que a equipe viajou pelos rincões do Brasil todo para captar a alegria de um povo brincante com o objetivo de alertar que a brincadeira não pode morrer, especialmente nas metrópoles, onde há cada vez menos espaço para o lúdico. “Tirar o tempo livre de recreio, o pouco contato que ela possa ter com a natureza é o maior pecado que a gente está cometendo com a criança”, afirma a pedagoga Ana Lucia Villela, que diz se sentir profundamente triste ao constatar que 9 entre 10 crianças das grandes cidades preferem ir ao shopping a brincar.

O documentário prega que o prazer da brincadeira deve ser incentivado desde cedo para que, quando adulta, a pessoa continue brincando e saiba buscar a verdadeira felicidade. “Ir atrás do seu próprio desejo. Isso é brincar. A única solução para nós é fazermos o que gostamos. Se formos pagos por isso, melhor, mas é secundário”, opina o psicólogo argentino Ricardo Goldenberg.

Para Lydia Hortélio, a solução para muitos problemas da sociedade vem junto com crianças brincantes. “Eu estou pela revolução que falta, que é esta revolução da criança. É isso que vai nos tirar deste mal-estar, dessa tristeza generalizada que a gente vê nas pessoas, essa falta de alegria que a gente está vivendo”, e vai além: “E a violência está aí porque as pessoas foram violentadas na sua capacidade de ser gente”.

Pião, bolinha de gude, pipa, carrinho de lata, cantigas de roda. Para a criança, é simples ser feliz em um mundo de brincadeira. Por que, então, depois de adultas, as pessoas acham vergonhoso brincar? Quem brinca é mais feliz. Ponto.

(Xandra Stefanel. https://www.redebrasilatual.com.br/cultura/2014/06/tarja-branca-propoe-uma-revolucao-pela-brincadeira-9425/ Adaptado)

Considere os trechos do texto.

  • ... adulto que não se comova ao ver a beleza das crianças... (1º parágrafo)
  • Impossível não se identificar com as histórias... (2º parágrafo)
  • ... improvável não se questionar... (2º parágrafo)

De acordo com a norma-padrão de regência nominal, os trechos podem ser reescritos da seguinte forma:

 

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2628506 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

Filme “Tarja Branca”’ propõe revolução pela brincadeira

É raro encontrar algum adulto que não se comova ao ver a beleza das crianças brincando. Por um instante, batem saudades da leveza do mundo lúdico que povoa o universo infantil. Mas isso logo passa, afinal, crescer traz grandes responsabilidades e não se pode perder tempo com coisas que não são “sérias”. É exatamente isso que o documentário “Tarja Branca – a revolução que faltava”, dirigido por Cacau Rhoden, questiona.

Com um roteiro impecável, o filme intercala saborosas imagens de brincadeiras com vários depoimentos. Impossível não se identificar com as histórias e brincadeiras apresentadas e não se lembrar das cores brilhantes que devem fazer parte da vida de todas as crianças. Mais que isso, improvável não se questionar: “Quando é que deixei de brincar e por quê?”

Do início ao fim, o documentário conduz o espectador a essa reflexão. O casamento que o filme promove entre as brincadeiras e as manifestações culturais típicas brasileiras é comovente, além de fazer todo o sentido. “A grande riqueza da cultura popular é que ela é a chance de você ter uma segunda infância”, afirma a coreógrafa Andrea Jabor.

Vê-se que a equipe viajou pelos rincões do Brasil todo para captar a alegria de um povo brincante com o objetivo de alertar que a brincadeira não pode morrer, especialmente nas metrópoles, onde há cada vez menos espaço para o lúdico. “Tirar o tempo livre de recreio, o pouco contato que ela possa ter com a natureza é o maior pecado que a gente está cometendo com a criança”, afirma a pedagoga Ana Lucia Villela, que diz se sentir profundamente triste ao constatar que 9 entre 10 crianças das grandes cidades preferem ir ao shopping a brincar.

O documentário prega que o prazer da brincadeira deve ser incentivado desde cedo para que, quando adulta, a pessoa continue brincando e saiba buscar a verdadeira felicidade. “Ir atrás do seu próprio desejo. Isso é brincar. A única solução para nós é fazermos o que gostamos. Se formos pagos por isso, melhor, mas é secundário”, opina o psicólogo argentino Ricardo Goldenberg.

Para Lydia Hortélio, a solução para muitos problemas da sociedade vem junto com crianças brincantes. “Eu estou pela revolução que falta, que é esta revolução da criança. É isso que vai nos tirar deste mal-estar, dessa tristeza generalizada que a gente vê nas pessoas, essa falta de alegria que a gente está vivendo”, e vai além: “E a violência está aí porque as pessoas foram violentadas na sua capacidade de ser gente”.

Pião, bolinha de gude, pipa, carrinho de lata, cantigas de roda. Para a criança, é simples ser feliz em um mundo de brincadeira. Por que, então, depois de adultas, as pessoas acham vergonhoso brincar? Quem brinca é mais feliz. Ponto.

(Xandra Stefanel. https://www.redebrasilatual.com.br/cultura/2014/06/tarja-branca-propoe-uma-revolucao-pela-brincadeira-9425/ Adaptado)

Leia as frases elaboradas a partir do texto.

  • A presença de leveza em nossa vida, é o mundo lúdico que .
  • Brincar e ser responsável não são atitudes incompatíveis, portanto devemos tentar .
  • A autora analisa o roteiro de “Tarja Branca” e elogiosamente como impecável.

Em conformidade com a norma-padrão de emprego e de colocação de pronomes, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, por:

 

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2628505 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

Filme “Tarja Branca”’ propõe revolução pela brincadeira

É raro encontrar algum adulto que não se comova ao ver a beleza das crianças brincando. Por um instante, batem saudades da leveza do mundo lúdico que povoa o universo infantil. Mas isso logo passa, afinal, crescer traz grandes responsabilidades e não se pode perder tempo com coisas que não são “sérias”. É exatamente isso que o documentário “Tarja Branca – a revolução que faltava”, dirigido por Cacau Rhoden, questiona.

Com um roteiro impecável, o filme intercala saborosas imagens de brincadeiras com vários depoimentos. Impossível não se identificar com as histórias e brincadeiras apresentadas e não se lembrar das cores brilhantes que devem fazer parte da vida de todas as crianças. Mais que isso, improvável não se questionar: “Quando é que deixei de brincar e por quê?”

Do início ao fim, o documentário conduz o espectador a essa reflexão. O casamento que o filme promove entre as brincadeiras e as manifestações culturais típicas brasileiras é comovente, além de fazer todo o sentido. “A grande riqueza da cultura popular é que ela é a chance de você ter uma segunda infância”, afirma a coreógrafa Andrea Jabor.

Vê-se que a equipe viajou pelos rincões do Brasil todo para captar a alegria de um povo brincante com o objetivo de alertar que a brincadeira não pode morrer, especialmente nas metrópoles, onde há cada vez menos espaço para o lúdico. “Tirar o tempo livre de recreio, o pouco contato que ela possa ter com a natureza é o maior pecado que a gente está cometendo com a criança”, afirma a pedagoga Ana Lucia Villela, que diz se sentir profundamente triste ao constatar que 9 entre 10 crianças das grandes cidades preferem ir ao shopping a brincar.

O documentário prega que o prazer da brincadeira deve ser incentivado desde cedo para que, quando adulta, a pessoa continue brincando e saiba buscar a verdadeira felicidade. “Ir atrás do seu próprio desejo. Isso é brincar. A única solução para nós é fazermos o que gostamos. Se formos pagos por isso, melhor, mas é secundário”, opina o psicólogo argentino Ricardo Goldenberg.

Para Lydia Hortélio, a solução para muitos problemas da sociedade vem junto com crianças brincantes. “Eu estou pela revolução que falta, que é esta revolução da criança. É isso que vai nos tirar deste mal-estar, dessa tristeza generalizada que a gente vê nas pessoas, essa falta de alegria que a gente está vivendo”, e vai além: “E a violência está aí porque as pessoas foram violentadas na sua capacidade de ser gente”.

Pião, bolinha de gude, pipa, carrinho de lata, cantigas de roda. Para a criança, é simples ser feliz em um mundo de brincadeira. Por que, então, depois de adultas, as pessoas acham vergonhoso brincar? Quem brinca é mais feliz. Ponto.

(Xandra Stefanel. https://www.redebrasilatual.com.br/cultura/2014/06/tarja-branca-propoe-uma-revolucao-pela-brincadeira-9425/ Adaptado)

A alternativa cuja reescrita mantém coerência com as ideias do texto e está corretamente pontuada encontra- se em:

 

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2628504 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

Filme “Tarja Branca”’ propõe revolução pela brincadeira

É raro encontrar algum adulto que não se comova ao ver a beleza das crianças brincando. Por um instante, batem saudades da leveza do mundo lúdico que povoa o universo infantil. Mas isso logo passa, afinal, crescer traz grandes responsabilidades e não se pode perder tempo com coisas que não são “sérias”. É exatamente isso que o documentário “Tarja Branca – a revolução que faltava”, dirigido por Cacau Rhoden, questiona.

Com um roteiro impecável, o filme intercala saborosas imagens de brincadeiras com vários depoimentos. Impossível não se identificar com as histórias e brincadeiras apresentadas e não se lembrar das cores brilhantes que devem fazer parte da vida de todas as crianças. Mais que isso, improvável não se questionar: “Quando é que deixei de brincar e por quê?”

Do início ao fim, o documentário conduz o espectador a essa reflexão. O casamento que o filme promove entre as brincadeiras e as manifestações culturais típicas brasileiras é comovente, além de fazer todo o sentido. “A grande riqueza da cultura popular é que ela é a chance de você ter uma segunda infância”, afirma a coreógrafa Andrea Jabor.

Vê-se que a equipe viajou pelos rincões do Brasil todo para captar a alegria de um povo brincante com o objetivo de alertar que a brincadeira não pode morrer, especialmente nas metrópoles, onde há cada vez menos espaço para o lúdico. “Tirar o tempo livre de recreio, o pouco contato que ela possa ter com a natureza é o maior pecado que a gente está cometendo com a criança”, afirma a pedagoga Ana Lucia Villela, que diz se sentir profundamente triste ao constatar que 9 entre 10 crianças das grandes cidades preferem ir ao shopping a brincar.

O documentário prega que o prazer da brincadeira deve ser incentivado desde cedo para que, quando adulta, a pessoa continue brincando e saiba buscar a verdadeira felicidade. “Ir atrás do seu próprio desejo. Isso é brincar. A única solução para nós é fazermos o que gostamos. Se formos pagos por isso, melhor, mas é secundário”, opina o psicólogo argentino Ricardo Goldenberg.

Para Lydia Hortélio, a solução para muitos problemas da sociedade vem junto com crianças brincantes. “Eu estou pela revolução que falta, que é esta revolução da criança. É isso que vai nos tirar deste mal-estar, dessa tristeza generalizada que a gente vê nas pessoas, essa falta de alegria que a gente está vivendo”, e vai além: “E a violência está aí porque as pessoas foram violentadas na sua capacidade de ser gente”.

Pião, bolinha de gude, pipa, carrinho de lata, cantigas de roda. Para a criança, é simples ser feliz em um mundo de brincadeira. Por que, então, depois de adultas, as pessoas acham vergonhoso brincar? Quem brinca é mais feliz. Ponto.

(Xandra Stefanel. https://www.redebrasilatual.com.br/cultura/2014/06/tarja-branca-propoe-uma-revolucao-pela-brincadeira-9425/ Adaptado)

Os termos destacados nos dois trechos do texto estão empregados em sentido figurado na alternativa:

 

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2628503 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

Filme “Tarja Branca”’ propõe revolução pela brincadeira

É raro encontrar algum adulto que não se comova ao ver a beleza das crianças brincando. Por um instante, batem saudades da leveza do mundo lúdico que povoa o universo infantil. Mas isso logo passa, afinal, crescer traz grandes responsabilidades e não se pode perder tempo com coisas que não são “sérias”. É exatamente isso que o documentário “Tarja Branca – a revolução que faltava”, dirigido por Cacau Rhoden, questiona.

Com um roteiro impecável, o filme intercala saborosas imagens de brincadeiras com vários depoimentos. Impossível não se identificar com as histórias e brincadeiras apresentadas e não se lembrar das cores brilhantes que devem fazer parte da vida de todas as crianças. Mais que isso, improvável não se questionar: “Quando é que deixei de brincar e por quê?”

Do início ao fim, o documentário conduz o espectador a essa reflexão. O casamento que o filme promove entre as brincadeiras e as manifestações culturais típicas brasileiras é comovente, além de fazer todo o sentido. “A grande riqueza da cultura popular é que ela é a chance de você ter uma segunda infância”, afirma a coreógrafa Andrea Jabor.

Vê-se que a equipe viajou pelos rincões do Brasil todo para captar a alegria de um povo brincante com o objetivo de alertar que a brincadeira não pode morrer, especialmente nas metrópoles, onde há cada vez menos espaço para o lúdico. “Tirar o tempo livre de recreio, o pouco contato que ela possa ter com a natureza é o maior pecado que a gente está cometendo com a criança”, afirma a pedagoga Ana Lucia Villela, que diz se sentir profundamente triste ao constatar que 9 entre 10 crianças das grandes cidades preferem ir ao shopping a brincar.

O documentário prega que o prazer da brincadeira deve ser incentivado desde cedo para que, quando adulta, a pessoa continue brincando e saiba buscar a verdadeira felicidade. “Ir atrás do seu próprio desejo. Isso é brincar. A única solução para nós é fazermos o que gostamos. Se formos pagos por isso, melhor, mas é secundário”, opina o psicólogo argentino Ricardo Goldenberg.

Para Lydia Hortélio, a solução para muitos problemas da sociedade vem junto com crianças brincantes. “Eu estou pela revolução que falta, que é esta revolução da criança. É isso que vai nos tirar deste mal-estar, dessa tristeza generalizada que a gente vê nas pessoas, essa falta de alegria que a gente está vivendo”, e vai além: “E a violência está aí porque as pessoas foram violentadas na sua capacidade de ser gente”.

Pião, bolinha de gude, pipa, carrinho de lata, cantigas de roda. Para a criança, é simples ser feliz em um mundo de brincadeira. Por que, então, depois de adultas, as pessoas acham vergonhoso brincar? Quem brinca é mais feliz. Ponto.

(Xandra Stefanel. https://www.redebrasilatual.com.br/cultura/2014/06/tarja-branca-propoe-uma-revolucao-pela-brincadeira-9425/ Adaptado)

Considere os trechos do texto.

  • ... crescer traz grandes responsabilidades e não se pode perder tempo com coisas que não são “sérias”. (1º parágrafo)
  • ... improvável não se questionar: “Quando é que deixei de brincar e por quê?” (2º parágrafo)

A respeito das aspas, é correto afirmar que elas foram empregadas pela autora para destacar, respectivamente,

 

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2628502 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

Filme “Tarja Branca”’ propõe revolução pela brincadeira

É raro encontrar algum adulto que não se comova ao ver a beleza das crianças brincando. Por um instante, batem saudades da leveza do mundo lúdico que povoa o universo infantil. Mas isso logo passa, afinal, crescer traz grandes responsabilidades e não se pode perder tempo com coisas que não são “sérias”. É exatamente isso que o documentário “Tarja Branca – a revolução que faltava”, dirigido por Cacau Rhoden, questiona.

Com um roteiro impecável, o filme intercala saborosas imagens de brincadeiras com vários depoimentos. Impossível não se identificar com as histórias e brincadeiras apresentadas e não se lembrar das cores brilhantes que devem fazer parte da vida de todas as crianças. Mais que isso, improvável não se questionar: “Quando é que deixei de brincar e por quê?”

Do início ao fim, o documentário conduz o espectador a essa reflexão. O casamento que o filme promove entre as brincadeiras e as manifestações culturais típicas brasileiras é comovente, além de fazer todo o sentido. “A grande riqueza da cultura popular é que ela é a chance de você ter uma segunda infância”, afirma a coreógrafa Andrea Jabor.

Vê-se que a equipe viajou pelos rincões do Brasil todo para captar a alegria de um povo brincante com o objetivo de alertar que a brincadeira não pode morrer, especialmente nas metrópoles, onde há cada vez menos espaço para o lúdico. “Tirar o tempo livre de recreio, o pouco contato que ela possa ter com a natureza é o maior pecado que a gente está cometendo com a criança”, afirma a pedagoga Ana Lucia Villela, que diz se sentir profundamente triste ao constatar que 9 entre 10 crianças das grandes cidades preferem ir ao shopping a brincar.

O documentário prega que o prazer da brincadeira deve ser incentivado desde cedo para que, quando adulta, a pessoa continue brincando e saiba buscar a verdadeira felicidade. “Ir atrás do seu próprio desejo. Isso é brincar. A única solução para nós é fazermos o que gostamos. Se formos pagos por isso, melhor, mas é secundário”, opina o psicólogo argentino Ricardo Goldenberg.

Para Lydia Hortélio, a solução para muitos problemas da sociedade vem junto com crianças brincantes. “Eu estou pela revolução que falta, que é esta revolução da criança. É isso que vai nos tirar deste mal-estar, dessa tristeza generalizada que a gente vê nas pessoas, essa falta de alegria que a gente está vivendo”, e vai além: “E a violência está aí porque as pessoas foram violentadas na sua capacidade de ser gente”.

Pião, bolinha de gude, pipa, carrinho de lata, cantigas de roda. Para a criança, é simples ser feliz em um mundo de brincadeira. Por que, então, depois de adultas, as pessoas acham vergonhoso brincar? Quem brinca é mais feliz. Ponto.

(Xandra Stefanel. https://www.redebrasilatual.com.br/cultura/2014/06/tarja-branca-propoe-uma-revolucao-pela-brincadeira-9425/ Adaptado)

Com relação às opiniões apresentadas, é correto afirmar que,

 

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