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Calma, gente
Alguma coisa não vai bem entre mim e o tempo. Não o tempo de que tratam os filósofos, mas esse tempinho nosso de todo dia, medido em correrias, impaciências, tique-taques, calendários, reencontros ("Há quanto tempo!"), semáforos, luas cheias, aniversários, Natais e - ai - rugas. O tempo sobre o qual se conversa e no qual transitamos, transitórios.
Acontece que as pessoas têm pressa, e a pressa delas interfere no ritmo de outras. Na maioria das vezes, é uma agitação inútil e inexplicável. Tem gente que se assusta quando alguém propõe irem caminhando até um determinado lugar, perto: "A pé?!" Não é pelo esforço, pois até atletas de academia reagem com espanto. Essas pessoas não suportam é "perder'' tempo percorrendo uma distância que, de carro, levaria quatro minutos.
Em parte, foi essa pretensão de poder comprimir o tempo que derrotou o cavalo como transporte urbano, depois o bonde, o ônibus e promoveu o automóvel, maravilha que transformamos em problema. Ao volante, o raciocínio é: eu tenho o comando, eu decido a velocidade, eu me torno senhor do tempo no espaço.
Ilusão.
Quem pôde teve a mesma ideia e engarrafou as cidades.
O tempo já foi elástico, esticava-se segundo a vontade de quem dispunha dele. Dê tempo ao tempo, diziam umas pessoas para as outras, ralentando-se. Calma, que o Brasil ainda é nosso! - bradava-se, como quem diz: enquanto o país for nosso, vamos devagar. Fazíamos do tempo coisa nossa, como o samba, o futebol e outras bossas.
Leiam os romances antigos. Nenhum personagem diz para o outro: "Você tem um minuto?" Havia muito mais do que um minuto para uma conversa. Vejam um filme clássico. Com que paciência era construída uma situação que iria depois desaguar em outra. John Ford, por exemplo, tinha tempo para contar uma boa história e sabia que também o tínhamos para apreciá-la. Hoje, no cinema pós-Spielberg, muitas vezes nem percebemos o que aconteceu, tal a rapidez da montagem.
A vida on-line traz, em segundos, o mundo. As imagens de um bombardeio da grande potência contra o Iraque depauperado chegaram à casa das pessoas no momento em que estava acontecendo. Chamam a isso "tempo real". Como se fosse irreal o tempo dos cinejornais da II Guerra Mundial, que mostravam com meses de atraso centenas de milhares de soldados mortos. O tempo real trouxe também a globalização dos dinheiros aventureiros, que em segundos dão a volta ao mundo rapando economias, confrontando desiguais, espalhando o desemprego.
O que se faz com o tempo ganho com a pressa? Lembra-me o poeminha do pernambucano Ascenso Ferreira ironizando o gaúcho, que, diz ele, "riscando os cavalos" e tinindo as esporas sai de seus pagos em louca arrancada: "- Para quê? - Para nada". Talvez para nada os apressados buzinam no trânsito, costuram, furam sinais; a pé, atropelam passantes nas ruas, empurram pessoas nas plataformas do metrô, impacientam-se com idosos, agridem garçons, trombam carrinhos de compras nos supermercados, reclamam do ritmo alheio. Entre a pressa e a falta de educação, a distância é curta.
É sábio um ditado russo que li citado pelo escritor Saul Bellow: "Quando estiver com pressa, vá devagar''. Mais ou menos é o que o historiador romano Suetônio, biógrafo dos césares, aconselhou ao imperador Adriano, 1 900 anos atrás: "Apressa-te devagar''. Sem nunca ter lido Suetônio, era quase o que minha mãe dizia quando eu moleque disparava pelas ruas do bairro: "Corre devagar, menino!"
Suspeito que vem daí o meu descompasso com os apressados.
Ivan Angelo. Veja SP, 10/09/2003.
Assinale a opção em que o termo destacado funciona sintaticamente como objeto direto.
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No MS Word 201 O, em português, o ícone
é utilizado quando se deseja:
é utilizado quando se deseja:Provas
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Digitou-se na célula E2 de uma planilha do MS Excel 201 O, em português, a fórmula =CONT.SE(F1 :F?;"*Fonoaudiologia*"). As células de F1 a F7 foram preenchidas de acordo com a figura abaixo:

A execução da fórmula em E2 vai produzir o valor:
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Calma, gente
Alguma coisa não vai bem entre mim e o tempo. Não o tempo de que tratam os filósofos, mas esse tempinho nosso de todo dia, medido em correrias, impaciências, tique-taques, calendários, reencontros ("Há quanto tempo!"), semáforos, luas cheias, aniversários, Natais e - ai - rugas. O tempo sobre o qual se conversa e no qual transitamos, transitórios.
Acontece que as pessoas têm pressa, e a pressa delas interfere no ritmo de outras. Na maioria das vezes, é uma agitação inútil e inexplicável. Tem gente que se assusta quando alguém propõe irem caminhando até um determinado lugar, perto: "A pé?!" Não é pelo esforço, pois até atletas de academia reagem com espanto. Essas pessoas não suportam é "perder'' tempo percorrendo uma distância que, de carro, levaria quatro minutos.
Em parte, foi essa pretensão de poder comprimir o tempo que derrotou o cavalo como transporte urbano, depois o bonde, o ônibus e promoveu o automóvel, maravilha que transformamos em problema. Ao volante, o raciocínio é: eu tenho o comando, eu decido a velocidade, eu me torno senhor do tempo no espaço.
Ilusão.
Quem pôde teve a mesma ideia e engarrafou as cidades.
O tempo já foi elástico, esticava-se segundo a vontade de quem dispunha dele. Dê tempo ao tempo, diziam umas pessoas para as outras, ralentando-se. Calma, que o Brasil ainda é nosso! - bradava-se, como quem diz: enquanto o país for nosso, vamos devagar. Fazíamos do tempo coisa nossa, como o samba, o futebol e outras bossas.
Leiam os romances antigos. Nenhum personagem diz para o outro: "Você tem um minuto?" Havia muito mais do que um minuto para uma conversa. Vejam um filme clássico. Com que paciência era construída uma situação que iria depois desaguar em outra. John Ford, por exemplo, tinha tempo para contar uma boa história e sabia que também o tínhamos para apreciá-la. Hoje, no cinema pós-Spielberg, muitas vezes nem percebemos o que aconteceu, tal a rapidez da montagem.
A vida on-line traz, em segundos, o mundo. As imagens de um bombardeio da grande potência contra o Iraque depauperado chegaram à casa das pessoas no momento em que estava acontecendo. Chamam a isso "tempo real". Como se fosse irreal o tempo dos cinejornais da II Guerra Mundial, que mostravam com meses de atraso centenas de milhares de soldados mortos. O tempo real trouxe também a globalização dos dinheiros aventureiros, que em segundos dão a volta ao mundo rapando economias, confrontando desiguais, espalhando o desemprego.
O que se faz com o tempo ganho com a pressa? Lembra-me o poeminha do pernambucano Ascenso Ferreira ironizando o gaúcho, que, diz ele, "riscando os cavalos" e tinindo as esporas sai de seus pagos em louca arrancada: "- Para quê? - Para nada". Talvez para nada os apressados buzinam no trânsito, costuram, furam sinais; a pé, atropelam passantes nas ruas, empurram pessoas nas plataformas do metrô, impacientam-se com idosos, agridem garçons, trombam carrinhos de compras nos supermercados, reclamam do ritmo alheio. Entre a pressa e a falta de educação, a distância é curta.
É sábio um ditado russo que li citado pelo escritor Saul Bellow: "Quando estiver com pressa, vá devagar''. Mais ou menos é o que o historiador romano Suetônio, biógrafo dos césares, aconselhou ao imperador Adriano, 1 900 anos atrás: "Apressa-te devagar''. Sem nunca ter lido Suetônio, era quase o que minha mãe dizia quando eu moleque disparava pelas ruas do bairro: "Corre devagar, menino!"
Suspeito que vem daí o meu descompasso com os apressados.
Ivan Angelo. Veja SP, 10/09/2003.
Assinale a opção em que a palavra deve ser grafada com S, como a destacada em: "foi essa PRETENSÃO".
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2246095
Ano: 2015
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) determina que o calendário escolar para as escolas de educação básica deverá conter, anualmente, a duração mínima de trabalho escolar efetivo. Essa duração corresponde a:
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Quando um aluno é transferido, durante o ano letivo, deve receber da escola de origem um documento para apresentar na instituição de ensino de destino denominado:
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O responsável por Jonas solicita sua matrícula no 3° ano de Ensino Fundamental. Quando o Secretário Escolar solicita os documentos necessários para matrícula do aluno, o responsável informa que Jonas nunca frequentou escola, mas sabe ler e escrever. O Secretário Escolar poderá efetivar a matrícula de Jonas, utilizando o procedimento pedagógico denominado:
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Calma, gente
Alguma coisa não vai bem entre mim e o tempo. Não o tempo de que tratam os filósofos, mas esse tempinho nosso de todo dia, medido em correrias, impaciências, tique-taques, calendários, reencontros ("Há quanto tempo!"), semáforos, luas cheias, aniversários, Natais e - ai - rugas. O tempo sobre o qual se conversa e no qual transitamos, transitórios.
Acontece que as pessoas têm pressa, e a pressa delas interfere no ritmo de outras. Na maioria das vezes, é uma agitação inútil e inexplicável. Tem gente que se assusta quando alguém propõe irem caminhando até um determinado lugar, perto: "A pé?!" Não é pelo esforço, pois até atletas de academia reagem com espanto. Essas pessoas não suportam é "perder'' tempo percorrendo uma distância que, de carro, levaria quatro minutos.
Em parte, foi essa pretensão de poder comprimir o tempo que derrotou o cavalo como transporte urbano, depois o bonde, o ônibus e promoveu o automóvel, maravilha que transformamos em problema. Ao volante, o raciocínio é: eu tenho o comando, eu decido a velocidade, eu me torno senhor do tempo no espaço.
Ilusão.
Quem pôde teve a mesma ideia e engarrafou as cidades.
O tempo já foi elástico, esticava-se segundo a vontade de quem dispunha dele. Dê tempo ao tempo, diziam umas pessoas para as outras, ralentando-se. Calma, que o Brasil ainda é nosso! - bradava-se, como quem diz: enquanto o país for nosso, vamos devagar. Fazíamos do tempo coisa nossa, como o samba, o futebol e outras bossas.
Leiam os romances antigos. Nenhum personagem diz para o outro: "Você tem um minuto?" Havia muito mais do que um minuto para uma conversa. Vejam um filme clássico. Com que paciência era construída uma situação que iria depois desaguar em outra. John Ford, por exemplo, tinha tempo para contar uma boa história e sabia que também o tínhamos para apreciá-la. Hoje, no cinema pós-Spielberg, muitas vezes nem percebemos o que aconteceu, tal a rapidez da montagem.
A vida on-line traz, em segundos, o mundo. As imagens de um bombardeio da grande potência contra o Iraque depauperado chegaram à casa das pessoas no momento em que estava acontecendo. Chamam a isso "tempo real". Como se fosse irreal o tempo dos cinejornais da II Guerra Mundial, que mostravam com meses de atraso centenas de milhares de soldados mortos. O tempo real trouxe também a globalização dos dinheiros aventureiros, que em segundos dão a volta ao mundo rapando economias, confrontando desiguais, espalhando o desemprego.
O que se faz com o tempo ganho com a pressa? Lembra-me o poeminha do pernambucano Ascenso Ferreira ironizando o gaúcho, que, diz ele, "riscando os cavalos" e tinindo as esporas sai de seus pagos em louca arrancada: "- Para quê? - Para nada". Talvez para nada os apressados buzinam no trânsito, costuram, furam sinais; a pé, atropelam passantes nas ruas, empurram pessoas nas plataformas do metrô, impacientam-se com idosos, agridem garçons, trombam carrinhos de compras nos supermercados, reclamam do ritmo alheio. Entre a pressa e a falta de educação, a distância é curta.
É sábio um ditado russo que li citado pelo escritor Saul Bellow: "Quando estiver com pressa, vá devagar''. Mais ou menos é o que o historiador romano Suetônio, biógrafo dos césares, aconselhou ao imperador Adriano, 1 900 anos atrás: "Apressa-te devagar''. Sem nunca ter lido Suetônio, era quase o que minha mãe dizia quando eu moleque disparava pelas ruas do bairro: "Corre devagar, menino!"
Suspeito que vem daí o meu descompasso com os apressados.
Ivan Angelo. Veja SP, 10/09/2003.
Assinale a opção que pode substituir a palavra destacada em: "O tempo já foi elástico, esticava-se SEGUNDO a vontade de quem dispunha dele." sem alteração de sentido.
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2246055
Ano: 2015
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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Sobre a Educação Especial é correto afirmar:
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2246052
Ano: 2015
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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A Avaliação é um procedimento essencial na execução da proposta pedagógica das escolas. Segundo a Lei nº 9.394/96, a verificação do rendimento escolar dos alunos deverá observar os seguintes critérios, EXCETO:
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