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Por que existem dois Congos na África?
Por Luiza Lopes
A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Por que existem dois Congos na África?
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A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“cuja demanda crescia rapidamente com a expansão da indústria mundial”.
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A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
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a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma propriedade particular”.
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A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
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A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas, muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola”.
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Por que existem dois Congos na África?
Por Luiza Lopes
A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“A crescente demanda por mão de obra nas colônias americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na região”.
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Por que existem dois Congos na África?
Por Luiza Lopes
A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Em um primeiro momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo”.
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Por que existem dois Congos na África?
Por Luiza Lopes
A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
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