Magna Concursos

Foram encontradas 90 questões.

4128603 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia um trecho do romance Iracema, do escritor José de Alencar.

 

Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna1, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati2 não era doce como seu sorriso, nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

 

Um dia, ao pino do Sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica3, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.

 

Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar, nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas4 armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.

 

Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. Sofreu mais d’alma que da ferida. O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba5 e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava.

 

(José de Alencar. Iracema, 2006. Adaptado)

 

1graúna: pássaro de cor negra.

2jati: pequena abelha.

3oiticica: árvore frondosa.

4ignoto: desconhecido.

5uiraçaba: estojo em que se guardam flechas.

 

Releia o seguinte trecho do romance Iracema, do escritor José de Alencar.

 

Um dia, ao pino do Sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.

 

Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar, nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.

 

Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. Sofreu mais d’alma que da ferida. O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava.

 

(José de Alencar. Iracema, 2006. Adaptado)

 

Está reescrito em ordem direta o seguinte trecho:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128602 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia um trecho do romance Iracema, do escritor José de Alencar.

 

Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna1, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati2 não era doce como seu sorriso, nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

 

Um dia, ao pino do Sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica3, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.

 

Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar, nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas4 armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.

 

Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. Sofreu mais d’alma que da ferida. O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba5 e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava.

 

(José de Alencar. Iracema, 2006. Adaptado)

 

1graúna: pássaro de cor negra.

2jati: pequena abelha.

3oiticica: árvore frondosa.

4ignoto: desconhecido.

5uiraçaba: estojo em que se guardam flechas.

 

Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava.

 

(José de Alencar. Iracema, 2006. Adaptado)

 

Nesse trecho, o narrador relata vários fatos ocorridos no passado. Um fato anterior a esse tempo passado está indicado pela seguinte forma verbal:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128601 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia um trecho do romance Iracema, do escritor José de Alencar, para responder à questão.

 

Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna1, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati2 não era doce como seu sorriso, nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

 

Um dia, ao pino do Sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica3, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.

 

Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar, nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas4 armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.

 

Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. Sofreu mais d’alma que da ferida. O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba5 e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava.

 

(José de Alencar. Iracema, 2006. Adaptado)

 

1graúna: pássaro de cor negra.

2jati: pequena abelha.

3oiticica: árvore frondosa.

4ignoto: desconhecido.

5uiraçaba: estojo em que se guardam flechas.

 

O chamado discurso indireto livre não costuma deixar claro quem está com a palavra, se o narrador ou a personagem. O que permite distinguir é estar sendo relatado o pensamento da personagem, o qual é dela e não do narrador, por mais que este com ela se identifique.

 

A voz da protagonista parece mesclar-se à voz do narrador, exemplificando assim o discurso indireto livre, no seguinte trecho:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128600 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia um trecho do romance Iracema, do escritor José de Alencar, para responder à questão.

 

Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna1, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati2 não era doce como seu sorriso, nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

 

Um dia, ao pino do Sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica3, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.

 

Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar, nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas4 armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.

 

Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. Sofreu mais d’alma que da ferida. O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba5 e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava.

 

(José de Alencar. Iracema, 2006. Adaptado)

 

1graúna: pássaro de cor negra.

2jati: pequena abelha.

3oiticica: árvore frondosa.

4ignoto: desconhecido.

5uiraçaba: estojo em que se guardam flechas.

 

Observa-se a intromissão do narrador no curso da narrativa no seguinte trecho:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128599 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia um trecho do romance Iracema, do escritor José de Alencar, para responder à questão.

 

Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna1, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati2 não era doce como seu sorriso, nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

 

Um dia, ao pino do Sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica3, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.

 

Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar, nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas4 armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.

 

Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. Sofreu mais d’alma que da ferida. O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba5 e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava.

 

(José de Alencar. Iracema, 2006. Adaptado)

 

1graúna: pássaro de cor negra.

2jati: pequena abelha.

3oiticica: árvore frondosa.

4ignoto: desconhecido.

5uiraçaba: estojo em que se guardam flechas.

 

Um traço característico da prosa romântica que pode ser encontrado no trecho transcrito é

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128598 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage, para responder à questão.

 

De cima dessas pedras escabrosas1,

Que pouco a pouco as ondas têm minado,

Da lua com o reflexo prateado

Distingo de Marília as mãos formosas.

 

Ah!, que lindas que são, que melindrosas2!

Sinto-me louco, sinto-me encantado.

Ah!, quando elas vos colhem lá no prado,

Nem vós, lírios, brilhais, nem vós, ó rosas!

 

Deuses! Céus! Tudo o mais que tendes feito,

Vendo tão belas mãos, me dá desgosto;

Nada, onde elas estão, nada é perfeito.

 

Oh!, quem pudera uni-las ao meu rosto!

Quem pudera apertá-las no meu peito!

Dar-lhes mil beijos e expirar3 de gosto!

 

(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974)

 

1escabrosas: escarpadas.

2melindrosas: delicadas.

3expirar: exalar o último suspiro; morrer.

 

Há no soneto um verso em que o eu lírico conjuga habilmente uma hipérbole e um eufemismo. Trata-se do seguinte verso:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128597 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage, para responder à questão.

 

De cima dessas pedras escabrosas1,

Que pouco a pouco as ondas têm minado,

Da lua com o reflexo prateado

Distingo de Marília as mãos formosas.

 

Ah!, que lindas que são, que melindrosas2!

Sinto-me louco, sinto-me encantado.

Ah!, quando elas vos colhem lá no prado,

Nem vós, lírios, brilhais, nem vós, ó rosas!

 

Deuses! Céus! Tudo o mais que tendes feito,

Vendo tão belas mãos, me dá desgosto;

Nada, onde elas estão, nada é perfeito.

 

Oh!, quem pudera uni-las ao meu rosto!

Quem pudera apertá-las no meu peito!

Dar-lhes mil beijos e expirar3 de gosto!

 

(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974)

 

1escabrosas: escarpadas.

2melindrosas: delicadas.

3expirar: exalar o último suspiro; morrer.

 

Na segunda estrofe, o eu lírico dirige-se, mediante vocativos,

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128596 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage, para responder à questão.

 

De cima dessas pedras escabrosas1,

Que pouco a pouco as ondas têm minado,

Da lua com o reflexo prateado

Distingo de Marília as mãos formosas.

 

Ah!, que lindas que são, que melindrosas2!

Sinto-me louco, sinto-me encantado.

Ah!, quando elas vos colhem lá no prado,

Nem vós, lírios, brilhais, nem vós, ó rosas!

 

Deuses! Céus! Tudo o mais que tendes feito,

Vendo tão belas mãos, me dá desgosto;

Nada, onde elas estão, nada é perfeito.

 

Oh!, quem pudera uni-las ao meu rosto!

Quem pudera apertá-las no meu peito!

Dar-lhes mil beijos e expirar3 de gosto!

 

(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974)

 

1escabrosas: escarpadas.

2melindrosas: delicadas.

3expirar: exalar o último suspiro; morrer.

 

Uma característica presente no soneto que antecipa a estética romântica é

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128595 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage, para responder à questão.

 

De cima dessas pedras escabrosas1,

Que pouco a pouco as ondas têm minado,

Da lua com o reflexo prateado

Distingo de Marília as mãos formosas.

 

Ah!, que lindas que são, que melindrosas2!

Sinto-me louco, sinto-me encantado.

Ah!, quando elas vos colhem lá no prado,

Nem vós, lírios, brilhais, nem vós, ó rosas!

 

Deuses! Céus! Tudo o mais que tendes feito,

Vendo tão belas mãos, me dá desgosto;

Nada, onde elas estão, nada é perfeito.

 

Oh!, quem pudera uni-las ao meu rosto!

Quem pudera apertá-las no meu peito!

Dar-lhes mil beijos e expirar3 de gosto!

 

(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974)

 

1escabrosas: escarpadas.

2melindrosas: delicadas.

3expirar: exalar o último suspiro; morrer.

 

De acordo com o eu lírico,

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4128594 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Yaçanã era uma moça bonita. Sua beleza era admirada por toda a aldeia, e todos os rapazes queriam namorá-la. Apesar de muitos daqueles jovens serem bonitos e grandes guerreiros, ela tinha uma paixão impossível. Yaçanã imaginava que a lua fosse um guerreiro celestial que todas as noites descia para se banhar no lago. Para ela, aquele ser lindo, brilhante, tão cheio, era um grande pote de mel que se derramava no infinito. Mas seu namoro era feito apenas de desejo e vontade, pois na verdade nunca tinha sido amante da lua. E todas as noites era a mesma coisa. Yaçanã passava horas olhando para o reflexo da lua. Depois voltava para casa e ia dormir, inconformada por viver longe de seu amado.

 

Certo dia, ao escurecer, Yaçanã olhou para o céu à procura de seu amor e viu que era noite de lua cheia. Sem avisar ninguém, saiu de casa pela porta dos fundos e rumou para o lago. Chegando lá, desceu a ribanceira e, ao ver aquele reflexo perfeito da lua cheia, não resistiu. Caiu na água tentando alcançá-lo e, em seu desespero, acabou afogando. Lá do alto, a lua assistiu àquela grande demonstração de amor sem poder fazer nada, pois não era o guerreiro que Yaçanã imaginava. Sentindo pena daquela moça linda e ingênua, resolveu fazer de seu corpo alguma coisa que vivesse no lago para sempre, junto do reflexo de seu brilho. Transformou-o então na vitória-régia, a flor do amor e da paixão que vemos flutuando nos lagos.

 

(Yaguarê Yamã. Murugawa: mitos,

contos e fábulas do povo Maraguá, 2007. Adaptado)

 

Releia o seguinte trecho do mito indígena “A origem da vitória-régia”, atentando para a oração sublinhada.

 

Yaçanã era uma moça bonita. Sua beleza era admirada por toda a aldeia, e todos os rapazes queriam namorá-la.

 

(Yaguarê Yamã. Murugawa:

mitos, contos e fábulas do povo Maraguá, 2007. Adaptado)

 

Ao se transpor a oração sublinhada para a voz ativa, a forma verbal resultante será:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas