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Além do desafiador impacto psíquico, social e econômico, a lesão medular espinal é caracterizada como uma complexa disfunção clínica e funcional, desencadeada pelo dano ao tecido nervoso medular, frequentemente por mecanismos traumáticos, como fratura-luxação de corpos vertebrais. Estes mecanismos invariavelmente repercutem com ampla e heterogênea alteração fisiológica, em que se destacam os prejuízos à função neuromotora – como a incapacidade de locomoção em detrimento da paralisia completa de membros, além de ineficaz força muscular respiratória para ventilação voluntária. Esse cenário pode estar relacionado às alterações mecânicas respiratórias desencadeadas por, EXCETO:
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O binível é a segunda escolha na linha de tratamento aos pacientes que não toleram a sensação de pressão de ar da CPAP durante a titulação. Tal indicação é baseada em uma vantagem teórica de que a descida da pressão no EPAP (do inglês, Expiratory Positive Airway Pressure) poderia trazer mais conforto e, assim, melhorar a tolerância à pressão positiva nas vias aéreas em casos que necessitam de pressões de CPAP muito altas (geralmente acima de 15 cmH2O). “Na titulação de binível após falha com CPAP, a Associação Brasileira do Sono recomenda que se inicie EPAP com pressão que eliminou apneias obstrutivas, mantendo o delta de diferença entre EPAP e IPAP (do inglês, Inspiratory Positive Airway Pressure) entre e cmH20.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
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Pacientes com AVC e TCE frequentemente necessitam de suporte de vida avançado e internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na fase aguda da lesão neurológica. Um dos fatores que levam à internação destes pacientes em UTI é a necessidade de Ventilação Mecânica (VM) devido à Insuficiência Respiratória Aguda (IRPA), que, normalmente, ocorre devido à perda do estímulo respiratório e perda dos reflexos protetores das vias aéreas em resposta à lesão no tecido nervoso central. Considerando que na prática clínica os modos VCV e PCV são comumente empregados para ventilar pacientes neurológicos, assinale a afirmativa correta.
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A síndrome da fragilidade é uma condição genética e de origem neuroendócrina, que gera maior vulnerabilidade às doenças ou estresses agudos nos idosos, sendo caracterizada por massa e força muscular reduzida e baixa energia para as atividades do dia a dia. O termo vulnerabilidade fisiológica no idoso representa fragilidade nessa população. Ao idoso que apresentar essa condição, também será influenciado pelas doenças crônicas que já tem, tornando-o ainda mais vulnerável e com maior dificuldade. Diante do exposto, assinale a afirmativa INCORRETA.
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A Escala de Rankin modificada (ERm) tem como objetivo avaliar o nível
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As sequelas cardiovasculares da Covid-19 incluem insuficiência cardíaca; cardiomiopatia; síndrome coronariana aguda; arritmias; e, tromboembolismo venoso. O treinamento físico, uma parte importante da reabilitação cardíaca, é uma ferramenta poderosa na fisioterapia, capazes de induzir alterações significativas no sistema cardiovascular e funcionais na recuperação da disfunção endotelial e na contenção de complicações tromboembólicas. Devido à grande variedade de programas de exercícios possíveis que podem ser obtidos combinando intensidade, duração e velocidade de várias maneiras e ajustando o programa com base no monitoramento contínuo do paciente, o treinamento físico é adequado para o tratamento de pós-pacientes com Covid com sistema cardiovascular comprometido em vários graus. Diante do exposto, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Um grande subconjunto de adultos com mais de 65 anos é agora classificado como tendo obesidade sarcopênica, uma síndrome geriátrica de alto risco, predominantemente observada em uma população envelhecida que corre o risco de complicações sinérgicas tanto da sarcopenia quanto da obesidade. Entre as alternativas relacionadas, qual idoso é considerado sarcopênico?
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“Cuidados paliativos não se baseiam em protocolos, mas, sim, em princípios.” São aspectos que devem ser considerados na tomada de decisão sobre as prioridades de cuidado, EXCETO:
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A Lei nº 8.080/1990 dispõe sobre as condições para a promoção, proteção, atenção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. No que tange às ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a regulamentação prevista na Constituição Federal de 1988, bem como os seus princípios, analise as afirmativas a seguir.
I. Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral.
II. Direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde.
III. Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e sua utilização pelo usuário.
IV. Organização dos serviços públicos, a fim de garantir o direito de saúde ao usuário, mesmo sendo executado com duplicidade, considerando meios diferentes para fins idênticos.
Está correto o que se afirma apenas em
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O que está por trás do movimento da “desistência silenciosa”?
Nem Beyoncé, a diva do pop estadunidense, aguenta mais. Em junho, Break My Soul, nova música da cantora, fez sucesso: ela reclama que tem trabalhado demais e não consegue dormir à noite. O tema seguiu em alta no mês seguinte, quando o TikToker Zaid Khan viralizou com um vídeo no qual explica o conceito de quiet quitting.
Em meio a imagens de dias ensolarados, áreas verdes e momentos simples do cotidiano, ele conta que conhecera recentemente o termo. “Você não está bem desistindo do seu trabalho, e sim da ideia ir além. Você ainda cumpre suas tarefas, mas não está mais concordando com a mentalidade hostil de que o trabalho tem que ser sua vida. A realidade é que não é, e seu valor como pessoa não é definido pelo seu ofício.”
A “desistência silenciosa”, como estudiosos brasileiros têm optado por chamar, consiste em um combate discreto ao excesso de entregas e cobranças, fazendo apenas aquilo para o que você foi contratado, em busca de restabelecer o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Reclamar do trabalho não é novidade no mundo do entretenimento. Em 1973, Raul Seixas cantou que deveria estar contente porque tinha um emprego, mas achava tudo um saco. Cinco anos depois, Tim Maia engrossou o coro, pedindo para não ser amolado com esse papo de emprego, ele queria era sossego. E lá em 1967, o urso Balu, do desenho Mogli, já havia dado a letra de que o segredo para uma vida tranquila era fazer o necessário, somente o necessário; o extraordinário era demais.
Na história, sobram exemplos reais de movimentos de resistência ou enfrentamento à opressão no ambiente trabalhista. A greve mais conhecida talvez seja a de 1º de maio de 1886 em Chicago, nos Estados Unidos. Na ocasião, dezenas de milhares de trabalhadores cruzaram os braços reivindicando a redução da jornada laboral de treze para oito horas diárias. O ato inspirou a criação do Dia do Trabalho em muitos países, incluindo o Brasil. Os EUA, ironicamente, até hoje não reconhecem a data como feriado.
Se o trabalho dignifica o homem — como afirmou Max Weber, economista alemão e um dos fundadores da sociologia moderna na virada do século XX —, a partir da década de 1970 ele parece ter voltado a se aproximar do termo que originou a nomenclatura. Tripalium, em latim, designava um instrumento de tortura romano.
Tal qual a máxima de Weber, o valor dos indivíduos passou a ser atrelado às funções exercidas e às horas dedicadas a elas. “Nesse contexto, os patrões passaram a esperar que as pessoas fizessem algo além daquilo para o que foram contratadas, quase como uma relação de vassalagem e como se precisassem ser gratas pelo trabalho que têm”, analisa o sociólogo da FURG.
Somados a essa cultura de valorização do trabalho, crises econômicas e aumento do desemprego no século XXI contribuíram para desequilibrar a relação entre trabalhadores e seus empregadores. “Os patrões sabem que vão encontrar pessoas que aceitem novas condições que outrora não vigoravam, porque a situação do desemprego acrescenta níveis de precariedade laboral”, destaca Costa.
A situação se agrava no caso brasileiro, já que a taxa de desemprego chegou a 14,7% no segundo trimestre de 2021. No mesmo período deste ano, o índice recuou para 9,3%, mas representa 10,1 milhões de pessoas desocupadas. Um levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating coloca o Brasil em quinto lugar num ranking de desemprego em quarenta países.
Além do estresse causado pela escassez de postos de trabalho, a cultura da hiperperformance criou o que a neurocientista Joana Coelho chama de “produtividade tóxica”. “As pessoas estão produzindo cada vez mais, sem limites, dando conta de tudo. Mas isso tem consequências, pois ninguém consegue sustentar por muito tempo”, observa Coelho, sócia da Nêmesis, que oferece treinamentos para empresas aplicando princípios de neurociência organizacional.
O principal efeito até agora foi o aumento de problemas relacionados à saúde mental causados pelo excesso de trabalho, com destaque para o burnout.
(MARASCIULO, Marília. O que está por trás do movimento da “desistência silenciosa”? Revista Galileu, 2022. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2022/12/o-que-esta-por-tras-do-movimento-da-desistenciasilenciosa. ghtml> Acesso em 10/12/2022. Adaptado.)
Assinale a alternativa em que a mudança de posição do adjetivo em relação ao substantivo com o qual se relaciona acarreta sensível alteração semântica.
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