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Foram encontradas 50 questões.

581005 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: IPSEMG
Texto I
Os sapatos de meu pai
O dia começou completamente sexta-feira, pensei enquanto levava o saco de lixo para a calçada. Um céu úmido chuviscava irritação sobre a cidade indefesa e fria, obrigando-me a proteger o rosto do vento molhado e escolher o lugar onde punha os pés. As lojas vizinhas também levantaram suas portas onduladas. Minha rotina dos dias pares, nossa escala entre as balconistas.
A três passos do poste, junto ao qual deixaria minha carga, dois sapatos largos e sujos, tamanhos, o direito esfregando-se na guia para se livrar do barro. Meu sangue parou e todo meu corpo também. Só meus olhos mantinham alguma vida, mas que não ousavam subir além de dois palmos das pernas. O medo grudava-me no céu da boca um gosto indeciso entre o morno e o frio. Qualquer coisa amarga em uma colher: toma, minha filha, vai te fazer bem. Eram os sapatos de meu pai. Por tudo que sei dele, eram os sapatos de meu pai.
Já não sei se o que me resta dele, de meu pai, são reminiscências minhas, situações que eu mesma vivi, ou são as lembranças de minha mãe, casos que ela me contava com olhos brilhantes, muitas vezes de lágrimas, outras vezes de pura paixão.
Paralisada no meio do caminho, não conseguia desgrudar os olhos daquele sapato embarrado esfregando-se na quina da guia. A garoa apertava mais densa, e um pequeno córrego escorria pelo meio-fio. Quase alegre. A poucos metros abaixo, entretanto, sem nenhuma resistência, despejava-se na boca de lobo e sumia na face escura da sexta-feira. Lá embaixo.
[...]
(BRAFF, Menalton. A coleira no pescoço. São Paulo: Bertrand Brasil. p.77-80)
O primeiro parágrafo do texto transporta o leitor para o passado por meio do emprego recorrente de verbos flexionados no pretérito. Considere as duas primeiras ocorrências de formas no pretérito perfeito e aponte o valor semântico que elas indicam.
 

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576187 Ano: 2014
Disciplina: Fisioterapia
Banca: IBFC
Orgão: IPSEMG
A acidose respiratória compensada apresenta:
 

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Texto II
Xarope e antigripal não têm eficácia em crianças, diz estudo
(Mariana Versolato)
Xaropes e remédios para resfriados não são tão eficazes como se acredita.
Uma revisão de estudos da Colaboração Cochrane (organização internacional que elabora revisões da literatura médica) mostrou que as terapias mais comuns para tosse aguda e resfriado não têm evidências científicas.
Pesquisadores analisaram 27 estudos com 5.117 adultos e crianças quanto à eficácia de medicamentos para resfriados que combinam antialérgicos, descongestionantes e analgésicos.
A conclusão é que o uso dessas drogas tem efeito limitado em adultos e crianças com mais de seis anos, provocando uma melhora de 20% a 30% dos sintomas.
Esse pequeno benefício precisa ser colocado na balança com os possíveis efeitos colaterais, como sonolência e dor de cabeça.
Para crianças mais novas, porém, não há evidência de efetividade e segurança do uso desses medicamentos. [...]
(Folha de São Paulo, Cotidiano, 20/03/2014)
No primeiro período do texto, tem-se “não são tão eficazes como se acredita.”. Em tal trecho, o pronome “se” cumpre o papel de:
 

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567971 Ano: 2014
Disciplina: Fisioterapia
Banca: IBFC
Orgão: IPSEMG
Considerando o tratamento fisioterapêutico da bronquiolite viral aguda, segundo o Consenso de Bronquiolite de 2000, o decúbito mais indicado é:
 

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Texto II
Xarope e antigripal não têm eficácia em crianças, diz estudo
(Mariana Versolato)
Xaropes e remédios para resfriados não são tão eficazes como se acredita.
Uma revisão de estudos da Colaboração Cochrane (organização internacional que elabora revisões da literatura médica) mostrou que as terapias mais comuns para tosse aguda e resfriado não têm evidências científicas.
Pesquisadores analisaram 27 estudos com 5.117 adultos e crianças quanto à eficácia de medicamentos para resfriados que combinam antialérgicos, descongestionantes e analgésicos.
A conclusão é que o uso dessas drogas tem efeito limitado em adultos e crianças com mais de seis anos, provocando uma melhora de 20% a 30% dos sintomas.
Esse pequeno benefício precisa ser colocado na balança com os possíveis efeitos colaterais, como sonolência e dor de cabeça.
Para crianças mais novas, porém, não há evidência de efetividade e segurança do uso desses medicamentos. [...]
(Folha de São Paulo, Cotidiano, 20/03/2014)
É possível perceber o caráter argumentativo do texto acima. Nele, foi utilizada como estratégia objetiva de argumentação para fortalecimento da tese inicial o seguinte recurso:
 

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561485 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: IPSEMG
Texto I
Os sapatos de meu pai
O dia começou completamente sexta-feira, pensei enquanto levava o saco de lixo para a calçada. Um céu úmido chuviscava irritação sobre a cidade indefesa e fria, obrigando-me a proteger o rosto do vento molhado e escolher o lugar onde punha os pés. As lojas vizinhas também levantaram suas portas onduladas. Minha rotina dos dias pares, nossa escala entre as balconistas.
A três passos do poste, junto ao qual deixaria minha carga, dois sapatos largos e sujos, tamanhos, o direito esfregando-se na guia para se livrar do barro. Meu sangue parou e todo meu corpo também. Só meus olhos mantinham alguma vida, mas que não ousavam subir além de dois palmos das pernas. O medo grudava-me no céu da boca um gosto indeciso entre o morno e o frio. Qualquer coisa amarga em uma colher: toma, minha filha, vai te fazer bem. Eram os sapatos de meu pai. Por tudo que sei dele, eram os sapatos de meu pai.
Já não sei se o que me resta dele, de meu pai, são reminiscências minhas, situações que eu mesma vivi, ou são as lembranças de minha mãe, casos que ela me contava com olhos brilhantes, muitas vezes de lágrimas, outras vezes de pura paixão.
Paralisada no meio do caminho, não conseguia desgrudar os olhos daquele sapato embarrado esfregando-se na quina da guia. A garoa apertava mais densa, e um pequeno córrego escorria pelo meio-fio. Quase alegre. A poucos metros abaixo, entretanto, sem nenhuma resistência, despejava-se na boca de lobo e sumia na face escura da sexta-feira. Lá embaixo.
[...]
(BRAFF, Menalton. A coleira no pescoço. São Paulo: Bertrand Brasil. p.77-80)
Embora narrado em primeira pessoa, é possível perceber no texto uma passagem que ilustre um exemplo de discurso direto. Indique a opção que a transcreve.
 

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560749 Ano: 2014
Disciplina: Fisioterapia
Banca: IBFC
Orgão: IPSEMG
Abaixo estão apresentadas as estratégias utilizadas para reduzir exposições ocupacionais na área de biossegurança assinale a alternativa INCORRETA:
 

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547190 Ano: 2014
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: IBFC
Orgão: IPSEMG

A Constituição do Estado de Minas Gerais, entre outros assuntos, dispõe sobre a ordem social. Esse capítulo trata do direito à saúde. Indique a alternativa que traz a afirmação correta a esse respeito:

 

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545697 Ano: 2014
Disciplina: Fisioterapia
Banca: IBFC
Orgão: IPSEMG
A VNI (ventilação não invasiva) como estratégia de tratamento nas doenças neuromusculares em fase mais adiantada tem se mostrado eficaz, exceto para:
 

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Texto I
Os sapatos de meu pai
O dia começou completamente sexta-feira, pensei enquanto levava o saco de lixo para a calçada. Um céu úmido chuviscava irritação sobre a cidade indefesa e fria, obrigando-me a proteger o rosto do vento molhado e escolher o lugar onde punha os pés. As lojas vizinhas também levantaram suas portas onduladas. Minha rotina dos dias pares, nossa escala entre as balconistas.
A três passos do poste, junto ao qual deixaria minha carga, dois sapatos largos e sujos, tamanhos, o direito esfregando-se na guia para se livrar do barro. Meu sangue parou e todo meu corpo também. Só meus olhos mantinham alguma vida, mas que não ousavam subir além de dois palmos das pernas. O medo grudava-me no céu da boca um gosto indeciso entre o morno e o frio. Qualquer coisa amarga em uma colher: toma, minha filha, vai te fazer bem. Eram os sapatos de meu pai. Por tudo que sei dele, eram os sapatos de meu pai.
Já não sei se o que me resta dele, de meu pai, são reminiscências minhas, situações que eu mesma vivi, ou são as lembranças de minha mãe, casos que ela me contava com olhos brilhantes, muitas vezes de lágrimas, outras vezes de pura paixão.
Paralisada no meio do caminho, não conseguia desgrudar os olhos daquele sapato embarrado esfregando-se na quina da guia. A garoa apertava mais densa, e um pequeno córrego escorria pelo meio-fio. Quase alegre. A poucos metros abaixo, entretanto, sem nenhuma resistência, despejava-se na boca de lobo e sumia na face escura da sexta-feira. Lá embaixo.
[...]
(BRAFF, Menalton. A coleira no pescoço. São Paulo: Bertrand Brasil. p.77-80)
A presença simbólica do texto permite a percepção de uma relação íntima entre o espaço e os fatos narrados. Desse modo, em “Um céu úmido chuviscava irritação sobre a cidade indefesa e fria,”, percebe-se que:
 

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