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Foram encontradas 50 questões.

2536962 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: INOVA Capixaba

Comida de vó

Tardes de domingo em um apartamento que se tornava pequeno, haja vista a quantidade de primos de minha idade, alguns mais velhos, além dos tios, tias, vovô e vovó, bastante conversa, beijos e abraços.

Um encontro permeado de muito afeto no qual o ponto alto, pelo menos para mim, era perceber que o amar para a vovó Ivone era transmitido por meio daquela mesa posta. Para ela, o mais importante era que as crianças estivessem felizes e para isso tínhamos que estar bem alimentados. Ah… E essa missão ela cumpria com louvor.

Nunca serei capaz de descrever de modo fidedigno o aroma que exalava da abertura do forno, aquela travessa de purê (vovó chamava pirê, e eu achava o máximo) acompanhada de uma carne assada, digo acompanhada porque aquele purê, em si, era meu próprio banquete.

Vovó o preparava de um modo que sua textura lembrava uma suave torta, de tenra firmeza no centro aliada a uma fina crosta crocante e saborosa que se formava na parte mais próximas às laterais da travessa, aquele queimadinho, sabe? Sua coloração era ainda especial por ser diferente dos que eu já experimentara em meu parco repertório gastronômico de um menino de cinco anos, que provara purês de cor de batata mesmo, claros, brancos, pálidos. Já o de Vovó ia na contramão e se apresentava com uma cor amarelo solar e radiante, minha mente pueril pode até ter poetizado a cor, haja vista a força gustativa, mas sem dúvida, aquele purê era “bronzeado”, tinha cor, além de sabor e textura.

Mas vovó entendia que a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte, a gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer.

Uma verdadeira iguaria para aquele menininho que aguardava avidamente a oportunidade de visitá-la, receber aquele afago, beijo, carinho, mas sobretudo o amor que era devotado à família e que, indubitavelmente, estava materializado em um encontro com a enorme prole. O seu sorriso em um almoço de domingo permanecerá, como um legado, sempre no meu coração, Vovó Ivone.

Autor: Ítalo Borges – Adaptado

Fonte: https://saboresdacidade.com/cronica-comida-de-vo/

No trecho “aquela travessa de purê (vovó chamava pirê, e eu achava o máximo) acompanhada de uma carne assada, digo acompanhada porque aquele purê, em si, era meu próprio banquete”, o autor emprega a forma “porque” grafada dessa maneira.

Assinale a alternativa na qual o emprego dos porquês esteja CORRETO.

 

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2536961 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: INOVA Capixaba

Comida de vó

Tardes de domingo em um apartamento que se tornava pequeno, haja vista a quantidade de primos de minha idade, alguns mais velhos, além dos tios, tias, vovô e vovó, bastante conversa, beijos e abraços.

Um encontro permeado de muito afeto no qual o ponto alto, pelo menos para mim, era perceber que o amar para a vovó Ivone era transmitido por meio daquela mesa posta. Para ela, o mais importante era que as crianças estivessem felizes e para isso tínhamos que estar bem alimentados. Ah… E essa missão ela cumpria com louvor.

Nunca serei capaz de descrever de modo fidedigno o aroma que exalava da abertura do forno, aquela travessa de purê (vovó chamava pirê, e eu achava o máximo) acompanhada de uma carne assada, digo acompanhada porque aquele purê, em si, era meu próprio banquete.

Vovó o preparava de um modo que sua textura lembrava uma suave torta, de tenra firmeza no centro aliada a uma fina crosta crocante e saborosa que se formava na parte mais próximas às laterais da travessa, aquele queimadinho, sabe? Sua coloração era ainda especial por ser diferente dos que eu já experimentara em meu parco repertório gastronômico de um menino de cinco anos, que provara purês de cor de batata mesmo, claros, brancos, pálidos. Já o de Vovó ia na contramão e se apresentava com uma cor amarelo solar e radiante, minha mente pueril pode até ter poetizado a cor, haja vista a força gustativa, mas sem dúvida, aquele purê era “bronzeado”, tinha cor, além de sabor e textura.

Mas vovó entendia que a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte, a gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer.

Uma verdadeira iguaria para aquele menininho que aguardava avidamente a oportunidade de visitá-la, receber aquele afago, beijo, carinho, mas sobretudo o amor que era devotado à família e que, indubitavelmente, estava materializado em um encontro com a enorme prole. O seu sorriso em um almoço de domingo permanecerá, como um legado, sempre no meu coração, Vovó Ivone.

Autor: Ítalo Borges – Adaptado

Fonte: https://saboresdacidade.com/cronica-comida-de-vo/

Assinale a alternativa que apresenta o significado correto para a palavra em destaque em cada frase.

 

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2536960 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: INOVA Capixaba

Comida de vó

Tardes de domingo em um apartamento que se tornava pequeno, haja vista a quantidade de primos de minha idade, alguns mais velhos, além dos tios, tias, vovô e vovó, bastante conversa, beijos e abraços.

Um encontro permeado de muito afeto no qual o ponto alto, pelo menos para mim, era perceber que o amar para a vovó Ivone era transmitido por meio daquela mesa posta. Para ela, o mais importante era que as crianças estivessem felizes e para isso tínhamos que estar bem alimentados. Ah… E essa missão ela cumpria com louvor.

Nunca serei capaz de descrever de modo fidedigno o aroma que exalava da abertura do forno, aquela travessa de purê (vovó chamava pirê, e eu achava o máximo) acompanhada de uma carne assada, digo acompanhada porque aquele purê, em si, era meu próprio banquete.

Vovó o preparava de um modo que sua textura lembrava uma suave torta, de tenra firmeza no centro aliada a uma fina crosta crocante e saborosa que se formava na parte mais próximas às laterais da travessa, aquele queimadinho, sabe? Sua coloração era ainda especial por ser diferente dos que eu já experimentara em meu parco repertório gastronômico de um menino de cinco anos, que provara purês de cor de batata mesmo, claros, brancos, pálidos. Já o de Vovó ia na contramão e se apresentava com uma cor amarelo solar e radiante, minha mente pueril pode até ter poetizado a cor, haja vista a força gustativa, mas sem dúvida, aquele purê era “bronzeado”, tinha cor, além de sabor e textura.

Mas vovó entendia que a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte, a gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer.

Uma verdadeira iguaria para aquele menininho que aguardava avidamente a oportunidade de visitá-la, receber aquele afago, beijo, carinho, mas sobretudo o amor que era devotado à família e que, indubitavelmente, estava materializado em um encontro com a enorme prole. O seu sorriso em um almoço de domingo permanecerá, como um legado, sempre no meu coração, Vovó Ivone.

Autor: Ítalo Borges – Adaptado

Fonte: https://saboresdacidade.com/cronica-comida-de-vo/

Observe o trecho do texto:

“Mas vovó entendia que a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte, a gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer.”

Esse período pode ser lido como uma alusão ao trecho da música "Comida” interpretada pela Banda Titãs.

Tal procedimento constitui o que se chama de:

 

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2536959 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: INOVA Capixaba

Comida de vó

Tardes de domingo em um apartamento que se tornava pequeno, haja vista a quantidade de primos de minha idade, alguns mais velhos, além dos tios, tias, vovô e vovó, bastante conversa, beijos e abraços.

Um encontro permeado de muito afeto no qual o ponto alto, pelo menos para mim, era perceber que o amar para a vovó Ivone era transmitido por meio daquela mesa posta. Para ela, o mais importante era que as crianças estivessem felizes e para isso tínhamos que estar bem alimentados. Ah… E essa missão ela cumpria com louvor.

Nunca serei capaz de descrever de modo fidedigno o aroma que exalava da abertura do forno, aquela travessa de purê (vovó chamava pirê, e eu achava o máximo) acompanhada de uma carne assada, digo acompanhada porque aquele purê, em si, era meu próprio banquete.

Vovó o preparava de um modo que sua textura lembrava uma suave torta, de tenra firmeza no centro aliada a uma fina crosta crocante e saborosa que se formava na parte mais próximas às laterais da travessa, aquele queimadinho, sabe? Sua coloração era ainda especial por ser diferente dos que eu já experimentara em meu parco repertório gastronômico de um menino de cinco anos, que provara purês de cor de batata mesmo, claros, brancos, pálidos. Já o de Vovó ia na contramão e se apresentava com uma cor amarelo solar e radiante, minha mente pueril pode até ter poetizado a cor, haja vista a força gustativa, mas sem dúvida, aquele purê era “bronzeado”, tinha cor, além de sabor e textura.

Mas vovó entendia que a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte, a gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer.

Uma verdadeira iguaria para aquele menininho que aguardava avidamente a oportunidade de visitá-la, receber aquele afago, beijo, carinho, mas sobretudo o amor que era devotado à família e que, indubitavelmente, estava materializado em um encontro com a enorme prole. O seu sorriso em um almoço de domingo permanecerá, como um legado, sempre no meu coração, Vovó Ivone.

Autor: Ítalo Borges – Adaptado

Fonte: https://saboresdacidade.com/cronica-comida-de-vo/

No trecho “e para isso tínhamos que estar bem alimentados”, o termo QUE, no contexto em que foi empregado, é:

 

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2536943 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: INOVA Capixaba

Comida de vó

Tardes de domingo em um apartamento que se tornava pequeno, haja vista a quantidade de primos de minha idade, alguns mais velhos, além dos tios, tias, vovô e vovó, bastante conversa, beijos e abraços.

Um encontro permeado de muito afeto no qual o ponto alto, pelo menos para mim, era perceber que o amar para a vovó Ivone era transmitido por meio daquela mesa posta. Para ela, o mais importante era que as crianças estivessem felizes e para isso tínhamos que estar bem alimentados. Ah… E essa missão ela cumpria com louvor.

Nunca serei capaz de descrever de modo fidedigno o aroma que exalava da abertura do forno, aquela travessa de purê (vovó chamava pirê, e eu achava o máximo) acompanhada de uma carne assada, digo acompanhada porque aquele purê, em si, era meu próprio banquete.

Vovó o preparava de um modo que sua textura lembrava uma suave torta, de tenra firmeza no centro aliada a uma fina crosta crocante e saborosa que se formava na parte mais próximas às laterais da travessa, aquele queimadinho, sabe? Sua coloração era ainda especial por ser diferente dos que eu já experimentara em meu parco repertório gastronômico de um menino de cinco anos, que provara purês de cor de batata mesmo, claros, brancos, pálidos. Já o de Vovó ia na contramão e se apresentava com uma cor amarelo solar e radiante, minha mente pueril pode até ter poetizado a cor, haja vista a força gustativa, mas sem dúvida, aquele purê era “bronzeado”, tinha cor, além de sabor e textura.

Mas vovó entendia que a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte, a gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer.

Uma verdadeira iguaria para aquele menininho que aguardava avidamente a oportunidade de visitá-la, receber aquele afago, beijo, carinho, mas sobretudo o amor que era devotado à família e que, indubitavelmente, estava materializado em um encontro com a enorme prole. O seu sorriso em um almoço de domingo permanecerá, como um legado, sempre no meu coração, Vovó Ivone.

Autor: Ítalo Borges – Adaptado Fonte: https://saboresdacidade.com/cronica-comida-de-vo/

No trecho “Para ela, o mais importante era que as crianças estivessem felizes...”, a oração em destaque é classificada como:

 

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2536942 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: INOVA Capixaba

Comida de vó

Tardes de domingo em um apartamento que se tornava pequeno, haja vista a quantidade de primos de minha idade, alguns mais velhos, além dos tios, tias, vovô e vovó, bastante conversa, beijos e abraços.

Um encontro permeado de muito afeto no qual o ponto alto, pelo menos para mim, era perceber que o amar para a vovó Ivone era transmitido por meio daquela mesa posta. Para ela, o mais importante era que as crianças estivessem felizes e para isso tínhamos que estar bem alimentados. Ah… E essa missão ela cumpria com louvor.

Nunca serei capaz de descrever de modo fidedigno o aroma que exalava da abertura do forno, aquela travessa de purê (vovó chamava pirê, e eu achava o máximo) acompanhada de uma carne assada, digo acompanhada porque aquele purê, em si, era meu próprio banquete.

Vovó o preparava de um modo que sua textura lembrava uma suave torta, de tenra firmeza no centro aliada a uma fina crosta crocante e saborosa que se formava na parte mais próximas às laterais da travessa, aquele queimadinho, sabe? Sua coloração era ainda especial por ser diferente dos que eu já experimentara em meu parco repertório gastronômico de um menino de cinco anos, que provara purês de cor de batata mesmo, claros, brancos, pálidos. Já o de Vovó ia na contramão e se apresentava com uma cor amarelo solar e radiante, minha mente pueril pode até ter poetizado a cor, haja vista a força gustativa, mas sem dúvida, aquele purê era “bronzeado”, tinha cor, além de sabor e textura.

Mas vovó entendia que a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte, a gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer.

Uma verdadeira iguaria para aquele menininho que aguardava avidamente a oportunidade de visitá-la, receber aquele afago, beijo, carinho, mas sobretudo o amor que era devotado à família e que, indubitavelmente, estava materializado em um encontro com a enorme prole. O seu sorriso em um almoço de domingo permanecerá, como um legado, sempre no meu coração, Vovó Ivone.

Autor: Ítalo Borges – Adaptado Fonte: https://saboresdacidade.com/cronica-comida-de-vo/

Observe o trecho que segue:

“Um encontro permeado de muito afeto no qual o ponto alto, pelo menos para mim, era perceber que o amar para a vovó Ivone era transmitido por meio daquela mesa posta”

A palavra em destaque foi formada pelo seguinte processo de formação de palavras:

 

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2536941 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
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Comida de vó

Tardes de domingo em um apartamento que se tornava pequeno, haja vista a quantidade de primos de minha idade, alguns mais velhos, além dos tios, tias, vovô e vovó, bastante conversa, beijos e abraços.

Um encontro permeado de muito afeto no qual o ponto alto, pelo menos para mim, era perceber que o amar para a vovó Ivone era transmitido por meio daquela mesa posta. Para ela, o mais importante era que as crianças estivessem felizes e para isso tínhamos que estar bem alimentados. Ah… E essa missão ela cumpria com louvor.

Nunca serei capaz de descrever de modo fidedigno o aroma que exalava da abertura do forno, aquela travessa de purê (vovó chamava pirê, e eu achava o máximo) acompanhada de uma carne assada, digo acompanhada porque aquele purê, em si, era meu próprio banquete.

Vovó o preparava de um modo que sua textura lembrava uma suave torta, de tenra firmeza no centro aliada a uma fina crosta crocante e saborosa que se formava na parte mais próximas às laterais da travessa, aquele queimadinho, sabe? Sua coloração era ainda especial por ser diferente dos que eu já experimentara em meu parco repertório gastronômico de um menino de cinco anos, que provara purês de cor de batata mesmo, claros, brancos, pálidos. Já o de Vovó ia na contramão e se apresentava com uma cor amarelo solar e radiante, minha mente pueril pode até ter poetizado a cor, haja vista a força gustativa, mas sem dúvida, aquele purê era “bronzeado”, tinha cor, além de sabor e textura.

Mas vovó entendia que a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte, a gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer.

Uma verdadeira iguaria para aquele menininho que aguardava avidamente a oportunidade de visitá-la, receber aquele afago, beijo, carinho, mas sobretudo o amor que era devotado à família e que, indubitavelmente, estava materializado em um encontro com a enorme prole. O seu sorriso em um almoço de domingo permanecerá, como um legado, sempre no meu coração, Vovó Ivone.

Autor: Ítalo Borges – Adaptado Fonte: https://saboresdacidade.com/cronica-comida-de-vo/

O termo em destaque no trecho “E essa missão ela cumpria com louvor” faz uma referenciação:

 

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2536940 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: INOVA Capixaba

Comida de vó

Tardes de domingo em um apartamento que se tornava pequeno, haja vista a quantidade de primos de minha idade, alguns mais velhos, além dos tios, tias, vovô e vovó, bastante conversa, beijos e abraços.

Um encontro permeado de muito afeto no qual o ponto alto, pelo menos para mim, era perceber que o amar para a vovó Ivone era transmitido por meio daquela mesa posta. Para ela, o mais importante era que as crianças estivessem felizes e para isso tínhamos que estar bem alimentados. Ah… E essa missão ela cumpria com louvor.

Nunca serei capaz de descrever de modo fidedigno o aroma que exalava da abertura do forno, aquela travessa de purê (vovó chamava pirê, e eu achava o máximo) acompanhada de uma carne assada, digo acompanhada porque aquele purê, em si, era meu próprio banquete.

Vovó o preparava de um modo que sua textura lembrava uma suave torta, de tenra firmeza no centro aliada a uma fina crosta crocante e saborosa que se formava na parte mais próximas às laterais da travessa, aquele queimadinho, sabe? Sua coloração era ainda especial por ser diferente dos que eu já experimentara em meu parco repertório gastronômico de um menino de cinco anos, que provara purês de cor de batata mesmo, claros, brancos, pálidos. Já o de Vovó ia na contramão e se apresentava com uma cor amarelo solar e radiante, minha mente pueril pode até ter poetizado a cor, haja vista a força gustativa, mas sem dúvida, aquele purê era “bronzeado”, tinha cor, além de sabor e textura.

Mas vovó entendia que a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte, a gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer.

Uma verdadeira iguaria para aquele menininho que aguardava avidamente a oportunidade de visitá-la, receber aquele afago, beijo, carinho, mas sobretudo o amor que era devotado à família e que, indubitavelmente, estava materializado em um encontro com a enorme prole. O seu sorriso em um almoço de domingo permanecerá, como um legado, sempre no meu coração, Vovó Ivone.

Autor: Ítalo Borges – Adaptado Fonte: https://saboresdacidade.com/cronica-comida-de-vo/

Observe as acepções da palavra “vida” presente no trecho: “...a gente quer a vida como a vida quer.”

vi·da

nome feminino

1. O período de tempo que decorre desde o nascimento até a morte dos seres. = EXISTÊNCIA 2. Determinada fase desse período. 3. Modo de viver. 4. Comportamento. 5. Ocupação, profissão, carreira. 6. Princípio de existência, de força, de entusiasmo, de atividade (diz-se das pessoas e das coisas). 7. Fundamento, essência; causa, origem. 8. Biografia.

"vida", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/vida [consultado em 20-09-2022].

As acepções da palavra “vida” no verbete caracterizam o que é chamado precisamente de:

 

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2536939 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: INOVA Capixaba

Comida de vó

Tardes de domingo em um apartamento que se tornava pequeno, haja vista a quantidade de primos de minha idade, alguns mais velhos, além dos tios, tias, vovô e vovó, bastante conversa, beijos e abraços.

Um encontro permeado de muito afeto no qual o ponto alto, pelo menos para mim, era perceber que o amar para a vovó Ivone era transmitido por meio daquela mesa posta. Para ela, o mais importante era que as crianças estivessem felizes e para isso tínhamos que estar bem alimentados. Ah… E essa missão ela cumpria com louvor.

Nunca serei capaz de descrever de modo fidedigno o aroma que exalava da abertura do forno, aquela travessa de purê (vovó chamava pirê, e eu achava o máximo) acompanhada de uma carne assada, digo acompanhada porque aquele purê, em si, era meu próprio banquete.

Vovó o preparava de um modo que sua textura lembrava uma suave torta, de tenra firmeza no centro aliada a uma fina crosta crocante e saborosa que se formava na parte mais próximas às laterais da travessa, aquele queimadinho, sabe? Sua coloração era ainda especial por ser diferente dos que eu já experimentara em meu parco repertório gastronômico de um menino de cinco anos, que provara purês de cor de batata mesmo, claros, brancos, pálidos. Já o de Vovó ia na contramão e se apresentava com uma cor amarelo solar e radiante, minha mente pueril pode até ter poetizado a cor, haja vista a força gustativa, mas sem dúvida, aquele purê era “bronzeado”, tinha cor, além de sabor e textura.

Mas vovó entendia que a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte, a gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer.

Uma verdadeira iguaria para aquele menininho que aguardava avidamente a oportunidade de visitá-la, receber aquele afago, beijo, carinho, mas sobretudo o amor que era devotado à família e que, indubitavelmente, estava materializado em um encontro com a enorme prole. O seu sorriso em um almoço de domingo permanecerá, como um legado, sempre no meu coração, Vovó Ivone.

Autor: Ítalo Borges – Adaptado Fonte: https://saboresdacidade.com/cronica-comida-de-vo/

No trecho “...mas sobretudo o amor que era devotado à família e que, indubitavelmente, estava materializado em um encontro com a enorme prole” o fenômeno linguístico da crase teve de ocorrer porque:

 

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2548751 Ano: 2022
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: IBADE
Orgão: INOVA Capixaba

Sobre as condutas e práticas do profissional nutricionista, em concordância com o código de ética da profissão, é correto afirmar que:

Questão Anulada

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