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Os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética Profissional do Contabilista e na NBC PA 01, que trata do controle de qualidade.
Qual dos itens NÃO se enquadra nos princípios fundamentais de ética profissional?
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Para fins de auditoria, uma amostra só pode ser considerada uma amostra estatística quando:
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Risco de Auditoria é entendido como o risco de que ocorram distorções relevantes nas demonstrações financeiras, mas que não sejam detectadas pelo auditor.
Esses riscos podem ser divididos em:
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O primeiro poema em Língua Portuguesa foi, na verdade, uma cantiga: a Cantiga da Ribeirinha, que marcou o início do Trovadorismo, movimento considerado a primeira escola literária portuguesa entre os séculos XII e XIV. De lá para cá, nasceu a literatura brasileira com formatos, escolas e movimentos próprios, mas sem perder o DNA de confabular com outras artes.
“Sempre houve diálogo e contaminação entre as artes. E a poesia vive desde sempre uma relação umbilical com a música. No entanto, acho que desde o início do século XX esse diálogo está na ordem do dia, no centro da preocupação dos artistas. E isso se deve em muito à consciência do limite da linguagem verbal”, concorda Ricardo Lísias, escritor e professor de literatura.
Do seu ponto de vista, o diálogo com outras artes começa ou se intensifica quando os escritores mais conscientes do seu ofício percebem com clareza as deficiências e as dificuldades que a expressão verbal impõe. Assim, como a ferramenta de trabalho é limitada – “a linguagem não abarca o mundo”, ele diz –, escritores tendem a procurar outros caminhos que possam auxiliá-los a expressar tudo de que necessitam. O diálogo então é acirrado quando entra em crise não apenas a forma de expressão, mas as próprias definições de gênero literário e, depois, artístico. Os autores tendem, assim, a fugir de prisões de toda ordem e passam a trabalhar com várias ferramentas diferentes. É um sinal e uma consequência ao mesmo tempo da crise que a literatura em particular e as artes em geral têm vivido desde o começo do modernismo, no final do século XIX. “A poesia soube trabalhar muito bem com essa indeterminação de linguagens e depois de gêneros. A prosa, com um pouco mais de dificuldade, mas parece estar também se afinando a isso”, afirma o escritor.
Em consonância à ideia de crise, o sociólogo, escritor e professor Muniz Sodré recorre ao pensamento do russo Pitirim Sorokin em defesa da teoria de um ponto de saturação, que as artes – inclusive a literatura – também teriam alcançado nas últimas décadas: “Assim como a água atinge um ponto de ebulição quando ferve, isso acontece em qualquer coisa, na sociedade e nas artes também.”
Em relação à busca de novos caminhos artísticos e sobre a mistura de linguagens, o professor lembra que há dois aspectos separados: por um lado, há o escritor que dá um salto para outra prática artística, isto é, outra forma específica, como Tony Bellotto e Chico Buarque, que tanto escrevem livros quanto fazem música; e, por outro lado, há a mistura de linguagens da mesma forma expressiva, como o filme Lavoura arcaica, de Luiz Fernando Carvalho, que não apenas é baseado no livro homônimo de Raduan Nassar, como se manteve o mais fiel possível à narrativa literária.
De uma forma ou de outra, Sodré descreve todos esses movimentos como matéria de uma hibridização dos diversos espaços sociais, artísticos e filosóficos. “As ciências já praticam isso.” Para ele, o espírito do tempo – em alemão zeitgeist, conceito popularizado pelo filósofo Hegel – é da ordem do híbrido, e o híbrido está cada vez mais valorizado por aqueles que certificam a arte, isto é, os críticos. “Não há nenhum objeto por si só. A arte acontece, subjetivamente, nos olhos de quem vê. E quem vê hoje está atribuindo valor à hibridização.”
Adaptado de: MICHALSKI, J. Vire o verso: da integração da literatura com outras artes e vice-versa.
Disponível em: http://www.sesc.com.br/portal/site/palavra/ensaio/ensaios_ interna/vire+o+verso.
Acesso em: 09 dez. 2019.
A expressão Em consonância poderia ser substituída, sem alteração do sentido original veiculado pelo texto, por
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O primeiro poema em Língua Portuguesa foi, na verdade, uma cantiga: a Cantiga da Ribeirinha, que marcou o início do Trovadorismo, movimento considerado a primeira escola literária portuguesa entre os séculos XII e XIV. De lá para cá, nasceu a literatura brasileira com formatos, escolas e movimentos próprios, mas sem perder o DNA de confabular com outras artes.
“Sempre houve diálogo e contaminação entre as artes. E a poesia vive desde sempre uma relação umbilical com a música. No entanto, acho que desde o início do século XX esse diálogo está na ordem do dia, no centro da preocupação dos artistas. E isso se deve em muito à consciência do limite da linguagem verbal”, concorda Ricardo Lísias, escritor e professor de literatura.
Do seu ponto de vista, o diálogo com outras artes começa ou se intensifica quando os escritores mais(I) conscientes do seu ofício percebem com clareza as deficiências e as dificuldades que a expressão verbal impõe. Assim, como a ferramenta de trabalho é limitada – “a linguagem não abarca o mundo”, ele diz –, escritores tendem a procurar outros caminhos que possam auxiliá-los a expressar tudo de que necessitam. O diálogo então é acirrado quando entra em crise não apenas a forma de expressão, mas as próprias definições de gênero literário e, depois, artístico. Os autores tendem, assim, a fugir de prisões de toda ordem e passam a trabalhar com várias ferramentas diferentes. É um sinal e uma consequência ao mesmo tempo da crise que a literatura em particular e as artes em geral têm vivido desde o começo do modernismo, no final do século XIX. “A poesia soube trabalhar muito bem com essa indeterminação de linguagens e depois de gêneros. A prosa, com um pouco mais de dificuldade, mas parece estar também se afinando a isso”, afirma o escritor.
Em consonância à ideia de crise, o sociólogo, escritor e professor Muniz Sodré recorre ao pensamento do russo Pitirim Sorokin em defesa da teoria de um ponto de saturação, que as artes – inclusive a literatura – também teriam alcançado nas últimas décadas: “Assim como a água atinge um ponto de ebulição quando ferve, isso acontece em qualquer coisa, na sociedade e nas artes também.”
Em relação à busca(II) de novos caminhos artísticos e sobre a mistura de linguagens, o professor lembra que há dois aspectos separados: por um lado, há o escritor que dá um salto para outra prática artística, isto é, outra forma específica, como Tony Bellotto e Chico Buarque, que tanto escrevem livros quanto fazem música; e, por outro lado, há a mistura de linguagens da mesma forma expressiva, como o filme Lavoura arcaica, de Luiz Fernando Carvalho, que não apenas é baseado no livro homônimo de Raduan Nassar, como se manteve o mais fiel possível à narrativa literária.
De uma forma ou de outra, Sodré descreve todos esses movimentos como matéria(III) de uma hibridização dos diversos espaços sociais, artísticos e filosóficos. “As ciências já praticam isso.” Para ele, o espírito do tempo – em alemão zeitgeist, conceito popularizado pelo filósofo Hegel – é da ordem do híbrido, e o híbrido está cada vez mais valorizado por aqueles que certificam a arte, isto é, os críticos. “Não há nenhum objeto por si só. A arte acontece, subjetivamente, nos olhos de quem vê. E quem vê hoje está atribuindo valor à hibridização.”
Adaptado de: MICHALSKI, J. Vire o verso: da integração da literatura com outras artes e vice-versa.
Disponível em: http://www.sesc.com.br/portal/site/palavra/ensaio/ensaios_ interna/vire+o+verso.
Acesso em: 09 dez. 2019.
Considere as seguintes propostas de substituição de palavras do texto.
I - A substituição de mais por também provocaria alteração no sentido da frase.
II - A substituição de busca por procura provocaria alteração no sentido da frase.
III - A substituição de matéria por substância não provocaria alteração no sentido da frase.
Quais estão corretas?
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O primeiro poema em Língua Portuguesa foi, na verdade, uma cantiga: a Cantiga da Ribeirinha, que marcou o início do Trovadorismo, movimento considerado a primeira escola literária portuguesa entre os séculos XII e XIV. De lá para cá, nasceu a literatura brasileira com formatos, escolas e movimentos próprios, mas sem perder o DNA de confabular com outras artes.
“Sempre houve diálogo e contaminação entre as artes. E a poesia vive desde sempre uma relação umbilical com a música. No entanto, acho que desde o início do século XX esse diálogo(a) está na ordem do dia, no centro da preocupação dos artistas. E isso se deve em muito à consciência do limite da linguagem verbal”, concorda Ricardo Lísias, escritor e professor de literatura.
Do seu ponto de vista, o diálogo com outras artes começa ou se intensifica quando os escritores mais conscientes do seu ofício percebem com clareza as deficiências e as dificuldades que a expressão verbal impõe. Assim, como a ferramenta de trabalho é limitada – “a linguagem não abarca o mundo”, ele diz –, escritores tendem a procurar outros caminhos que possam auxiliá-los a expressar tudo de que necessitam. O diálogo então é acirrado quando entra em crise não apenas a forma de expressão, mas as próprias definições de gênero literário e, depois, artístico. Os autores tendem, assim,(II) a fugir de prisões de toda ordem e passam a trabalhar com várias ferramentas diferentes. É um sinal e uma consequência ao mesmo tempo da crise que a literatura em particular e as artes em geral têm vivido desde o começo do modernismo, no final do século XIX. “A poesia soube trabalhar muito bem com essa indeterminação de linguagens e depois de gêneros. A prosa, com um pouco mais de dificuldade, mas parece estar também se afinando a isso”, afirma o escritor.
Em consonância à ideia de crise, o sociólogo, escritor e professor Muniz Sodré recorre ao pensamento do russo Pitirim Sorokin em defesa da teoria de um ponto de saturação, que as artes – inclusive a literatura – também teriam alcançado nas últimas décadas: “Assim como a água atinge um ponto de ebulição quando ferve, isso acontece em qualquer coisa, na sociedade e nas artes também.”
Em relação à busca de novos caminhos artísticos e sobre a mistura de linguagens, o professor lembra que há dois aspectos separados:(III) por um lado, há o escritor que dá um salto para outra prática artística, isto é, outra forma específica, como Tony Bellotto e Chico Buarque, que tanto escrevem livros quanto fazem música; e, por outro lado, há a mistura de linguagens da mesma forma expressiva, como o filme Lavoura arcaica, de Luiz Fernando Carvalho, que não apenas é baseado no livro homônimo de Raduan Nassar, como se manteve o mais fiel possível à narrativa literária.
De uma forma ou de outra, Sodré descreve todos esses movimentos como matéria de uma hibridização dos diversos espaços sociais, artísticos e filosóficos. “As ciências já praticam isso.” Para ele, o espírito do tempo – em alemão zeitgeist, conceito popularizado pelo filósofo Hegel – é da ordem do híbrido, e o híbrido está cada vez mais valorizado por aqueles que certificam a arte, isto é, os críticos. “Não há nenhum objeto por si só. A arte acontece, subjetivamente, nos olhos de quem vê. E quem vê hoje está atribuindo valor à hibridização.”
Adaptado de: MICHALSKI, J. Vire o verso: da integração da literatura com outras artes e vice-versa.
Disponível em: http://www.sesc.com.br/portal/site/palavra/ensaio/ensaios_ interna/vire+o+verso.
Acesso em: 09 dez. 2019.
Considere as seguintes afirmações sobre o texto.
I - A expressão esse diálogo desempenha a função de sujeito.
II - A expressão assim desempenha a função de adjunto adverbial.
III - A oração que há dois aspectos separados desempenha o papel de uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
Quais estão corretas?
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O primeiro poema em Língua Portuguesa foi, na verdade, uma cantiga: a Cantiga da Ribeirinha, que marcou o início do Trovadorismo, movimento considerado a primeira escola literária portuguesa entre os séculos XII e XIV. De lá para cá, nasceu a literatura brasileira com formatos, escolas e movimentos próprios, mas sem perder o DNA de confabular com outras artes.
“Sempre houve diálogo e contaminação entre as artes. E a poesia vive desde sempre uma relação umbilical com a música. No entanto, acho que desde o início do século XX esse diálogo está na ordem do dia, no centro da preocupação dos artistas. E isso se deve em muito à consciência do limite da linguagem verbal”, concorda Ricardo Lísias, escritor e professor de literatura.
Do seu ponto de vista, o diálogo com outras artes começa ou se intensifica quando os escritores mais conscientes do seu ofício percebem com clareza as deficiências e as dificuldades que a expressão verbal impõe. Assim, como a ferramenta de trabalho é limitada – “a linguagem não abarca o mundo”, ele diz –, escritores tendem a procurar outros caminhos que possam auxiliá-los a expressar tudo de que necessitam. O diálogo então é acirrado quando entra em crise não apenas a forma de expressão, mas as próprias definições de gênero literário e, depois, artístico. Os autores tendem, assim, a fugir de prisões de toda ordem e passam a trabalhar com várias ferramentas diferentes. É um sinal e uma consequência ao mesmo tempo da crise que a literatura em particular e as artes em geral têm vivido desde o começo do modernismo, no final do século XIX. “A poesia soube trabalhar muito bem com essa indeterminação de linguagens e depois de gêneros. A prosa, com um pouco mais de dificuldade, mas parece estar também se afinando a isso”, afirma o escritor.
Em consonância à ideia de crise, o sociólogo, escritor e professor Muniz Sodré recorre ao pensamento do russo Pitirim Sorokin em defesa da teoria de um ponto de saturação, que as artes – inclusive a literatura – também teriam alcançado nas últimas décadas: “Assim como a água atinge um ponto de ebulição quando ferve, isso acontece em qualquer coisa, na sociedade e nas artes também.”
Em relação à busca de novos caminhos artísticos e sobre a mistura de linguagens, o professor lembra que há dois aspectos separados: por um lado, há o escritor que dá um salto para outra prática artística, isto é, outra forma específica, como Tony Bellotto e Chico Buarque, que tanto escrevem livros quanto fazem música; e, por outro lado, há a mistura de linguagens da mesma forma expressiva, como o filme Lavoura arcaica, de Luiz Fernando Carvalho, que não apenas é baseado no livro homônimo de Raduan Nassar, como se manteve o mais fiel possível à narrativa literária.
De uma forma ou de outra, Sodré descreve todos esses movimentos como matéria de uma hibridização dos diversos espaços sociais, artísticos e filosóficos. “As ciências já praticam isso.” Para ele, o espírito do tempo – em alemão zeitgeist, conceito popularizado pelo filósofo Hegel – é da ordem do híbrido, e o híbrido está cada vez mais valorizado por aqueles que certificam a arte, isto é, os críticos. “Não há nenhum objeto por si só. A arte acontece, subjetivamente, nos olhos de quem vê. E quem vê hoje está atribuindo valor à hibridização.”
Adaptado de: MICHALSKI, J. Vire o verso: da integração da literatura com outras artes e vice-versa.
Disponível em: http://www.sesc.com.br/portal/site/palavra/ensaio/ensaios_ interna/vire+o+verso.
Acesso em: 09 dez. 2019.
Considere as seguintes afirmações sobre o texto.
I - Trata-se de um texto que explica a imanência da literatura brasileira em relação às artes em geral.
II - Trata-se de um texto que opõe a formação da literatura brasileira às artes em geral.
III - Trata-se de um texto que defende a ideia de que a literatura brasileira, em sua origem, conversa com as artes em geral.
Quais estão corretas?
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O primeiro poema em Língua Portuguesa foi, na verdade, uma cantiga: a Cantiga da Ribeirinha, que marcou o início do Trovadorismo, movimento considerado a primeira escola literária portuguesa entre os séculos XII e XIV. De lá para cá, nasceu a literatura brasileira com formatos, escolas e movimentos próprios, mas sem perder o DNA de confabular com outras artes.
“Sempre houve diálogo e contaminação entre as artes. E a poesia vive desde sempre uma relação umbilical com a música. No entanto, acho que desde o início do século XX esse diálogo está na ordem do dia, no centro da preocupação dos artistas. E isso se deve em muito ______(I) consciência do limite da linguagem verbal”, concorda Ricardo Lísias, escritor e professor de literatura.
Do seu ponto de vista, o diálogo com outras artes começa ou se intensifica quando os escritores mais conscientes do seu ofício percebem com clareza as deficiências e as dificuldades que a expressão verbal impõe. Assim, como a ferramenta de trabalho é limitada – “a linguagem não abarca o mundo”, ele diz –, escritores tendem a procurar outros caminhos que possam auxiliá-los a expressar tudo de que necessitam. O diálogo então é acirrado quando entra em crise não apenas a forma de expressão, mas as próprias definições de gênero literário e, depois, artístico. Os autores tendem, assim, a fugir de prisões de toda ordem e passam a trabalhar com várias ferramentas diferentes. É um sinal e uma consequência ao mesmo tempo da crise que a literatura em particular e as artes em geral têm vivido desde o começo do modernismo, no final do século XIX. “A poesia soube trabalhar muito bem com essa indeterminação de linguagens e depois de gêneros. A prosa, com um pouco mais de dificuldade, mas parece estar também se afinando a isso”, afirma o escritor.
Em consonância ______(II) ideia de crise, o sociólogo, escritor e professor Muniz Sodré recorre ao pensamento do russo Pitirim Sorokin em defesa da teoria de um ponto de saturação, que as artes – inclusive a literatura – também teriam alcançado nas últimas décadas: “Assim como a água atinge um ponto de ebulição quando ferve, isso acontece em qualquer coisa, na sociedade e nas artes também.”
Em relação à busca de novos caminhos artísticos e sobre a mistura de linguagens, o professor lembra que há dois aspectos separados: por um lado, há o escritor que dá um salto para outra prática artística, isto é, outra forma específica, como Tony Bellotto e Chico Buarque, que tanto escrevem livros quanto fazem música; e, por outro lado, há a mistura de linguagens da mesma forma expressiva, como o filme Lavoura arcaica, de Luiz Fernando Carvalho, que não apenas é baseado no livro homônimo de Raduan Nassar, como se manteve o mais fiel possível à narrativa literária.
De uma forma ou de outra, Sodré descreve todos esses movimentos como matéria de uma hibridização dos diversos espaços sociais, artísticos e filosóficos. “As ciências já praticam isso.” Para ele, o espírito do tempo – em alemão zeitgeist, conceito popularizado pelo filósofo Hegel – é da ordem do híbrido, e o híbrido está cada vez mais valorizado por aqueles que certificam a arte, isto é, os críticos. “Não há nenhum objeto por si só. A arte acontece, subjetivamente, nos olhos de quem vê. E quem vê hoje está atribuindo valor ______(III) hibridização.”
Adaptado de: MICHALSKI, J. Vire o verso: da integração da literatura com outras artes e vice-versa.
Disponível em: http://www.sesc.com.br/portal/site/palavra/ensaio/ensaios_ interna/vire+o+verso.
Acesso em: 09 dez. 2019.
Considere as afirmações abaixo, sobre a necessidade do uso da crase no texto.
I - Na lacuna da linha, o uso de à é obrigatório em razão da regência do verbo dever.
II - Na lacuna da linha, o uso de à não é obrigatório.
III - Na lacuna da linha, o uso de à é correto, considerando que atende a duas condições necessárias para o uso da crase – a regência do verbo atribuir e o gênero feminino da palavra posposta.
Quais estão corretas?
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Muitos anos atrás, quando comecei meu mestrado, no Departamento de Genética da UFRGS, minha avó, que mal completara o ensino médio quando menina, não entendia o que eu fazia. Por que eu não tinha emprego, de carteira assinada, como se esperava, depois da faculdade? Eu expliquei que aquele era o meu emprego.
Que, na minha profissão, após a faculdade, era preciso aprimoramento por mestrado, doutorado e pós-doutorado. De graça, perguntou? Expliquei que ganhávamos uma bolsa, não era muito, não tinha os benefícios de um emprego. Para receber essa remuneração não podíamos ter outro trabalho: era dedicação exclusiva. Mesmo assim, para mim, não existia outro caminho. Tive férias pela primeira vez na vida aos 35 anos, após dois pós-doutorados. Mas lembro da admiração, nas vozes de minha avó e suas irmãs, ao contar que eu fizera o inédito na família: doutorado, carreira no exterior, publicações internacionais. A essa altura, já entendiam meu amor pela estranha profissão, que lidava com vacinas. Isso lhes bastava, e as orgulhava.
A minha história é apenas uma de muitas apoiadas pelo CNPq. Fui bolsista de Iniciação Científica, depois fiz mestrado, doutorado e pós-doutorados. A certo ponto, virei bolsista de produtividade, verdadeiro prêmio à resiliência, que usamos para complementar os parcos orçamentos de pesquisa. Assim treinei e formei dezenas de jovens pesquisadores, que hoje trabalham em diferentes cantos do Brasil e do mundo.
Desde 2013, caíram vertiginosamente(a) as verbas para o CNPq e para a ciência; não houve um único reajuste. No próximo mês, todas as fontes noticiam que o CNPq não poderá, pela primeira vez, honrar seus compromissos com os bolsistas, por não ter recebido todo o orçamento. Dezenas de milhares de pesquisadores, hoje a força motriz da ciência e tecnologia do Brasil, ficarão sem sustento. Para o ano que vem, nenhuma indicação de alocação de verba. Todas as novas bolsas foram canceladas. Que estímulo(b) terão meninas e meninos para dedicar sua vida à compreensão da natureza, ou à criação de novas tecnologias?
Impossível não perguntar: a quem realmente interessa a paralisação da ciência do país? Para os nacionalistas, digo que está aí a oportunidade de ser patriota: a melhor estratégia para fortalecer a soberania nacional é subsidiar educação e ciência. Para os que sugerem monetizar a Amazônia, saibam que a maior receita não viria de agropecuária nem de extrativismo – mas da preservação e investigação dessa biodiversidade única, e do seu potencial(c) biotecnológico. Fariam isso com prazer milhares de bolsistas do CNPq. Cientistas que olham hoje para governantes e legisladores com esperança de que plantem(d) uma semente definitiva de liderança, e garantam o orçamento e a continuidade(e) do CNPq, da ciência e de um futuro para esses jovens, e para o país.
Adaptado de: BONORINO, C. Ciência é soberania. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br
/colunistas/cristina-bonorino/noticia/ 2019/08/ciencia-e-soberania-cjzylblou07xd01qm0jxecfrz.html.
Acesso em: 09 dez. 2019.
Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo adequado para a respectiva palavra do texto, considerando o contexto em que esta é empregada.
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Muitos anos atrás, quando comecei meu mestrado, no Departamento de Genética da UFRGS, minha avó, que mal completara o ensino médio quando menina, não entendia o que eu fazia. Por que eu não tinha emprego, de carteira assinada, como se esperava, depois da faculdade? Eu expliquei que aquele era o meu emprego.
Que, na minha profissão, após a faculdade, era preciso aprimoramento por mestrado, doutorado e pós-doutorado. De graça, perguntou? Expliquei que ganhávamos uma bolsa, não era muito, não tinha os benefícios de um emprego. Para receber essa remuneração não podíamos ter outro trabalho: era dedicação exclusiva. Mesmo assim, para mim, não existia outro caminho. Tive férias pela primeira vez na vida aos 35 anos, após dois pós-doutorados. Mas lembro da admiração, nas vozes de minha avó e suas irmãs, ao contar que eu fizera o inédito na família: doutorado, carreira no exterior, publicações internacionais. A essa altura, já entendiam(I) meu amor pela estranha profissão, que lidava(I) com vacinas. Isso lhes bastava, e as orgulhava.
A minha história é apenas uma de muitas apoiadas pelo CNPq. Fui bolsista de Iniciação Científica, depois fiz mestrado, doutorado e pós-doutorados. A certo ponto, virei bolsista de produtividade, verdadeiro prêmio à resiliência, que usamos para complementar os parcos orçamentos de pesquisa. Assim treinei e formei dezenas de jovens pesquisadores, que hoje trabalham em diferentes cantos do Brasil e do mundo.
Desde 2013, caíram vertiginosamente as verbas para o CNPq e para a ciência; não houve um único reajuste. No próximo mês, todas as fontes noticiam que o CNPq não poderá, pela primeira vez, honrar seus compromissos com os bolsistas, por não ter recebido todo o orçamento. Dezenas de milhares de pesquisadores, hoje a força motriz da ciência e tecnologia do Brasil, ficarão sem sustento. Para o ano que vem, nenhuma indicação de alocação de verba. Todas as novas bolsas foram(II) canceladas. Que estímulo terão meninas e meninos para dedicar sua vida à compreensão da natureza, ou à criação de novas tecnologias?
Impossível não perguntar: a quem realmente interessa a paralisação da ciência do país? Para os nacionalistas, digo que está aí a oportunidade de ser patriota: a melhor estratégia para fortalecer a soberania nacional é subsidiar educação e ciência. Para os que sugerem monetizar a Amazônia, saibam(II) que a maior receita não viria de agropecuária nem de extrativismo – mas da preservação e investigação dessa biodiversidade única, e do seu potencial biotecnológico. Fariam isso com prazer milhares de bolsistas do CNPq. Cientistas que olham hoje para governantes e legisladores com esperança de que plantem uma semente definitiva de liderança, e garantam o orçamento e a continuidade do CNPq, da ciência e de um futuro para esses jovens, e para o país.
Adaptado de: BONORINO, C. Ciência é soberania. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br
/colunistas/cristina-bonorino/noticia/ 2019/08/ciencia-e-soberania-cjzylblou07xd01qm0jxecfrz.html.
Acesso em: 09 dez. 2019.
Considere as afirmações abaixo, a respeito dos tempos e modos verbais utilizados no texto.
I - Os verbos entendiam e lidava estão conjugados no mesmo tempo e modo.
II - Os verbos foram e saibam estão conjugados no modo subjuntivo.
III - Todos os verbos do primeiro parágrafo estão conjugados no pretérito imperfeito do indicativo.
Quais estão corretas?
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