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O sociólogo francês Edgar Morin, no livro "Cultura de Massas no Século XX: o espírito do tempo" (1962), levanta uma característica da mídia de sua época que gritava aos seus olhos. Ele dizia que a imprensa tinha uma habilidade única de jogar personalidades no alto do olimpo, colocando-as em maior destaque do que suas atribuições culturais. Diz ele que "esses ollmpianos não são apenas os astros, mas também os campeões, príncipes, reis, playboys, exploradores, artistas célebres. Picasso, Cocteau, Dali, Sagan... Margarel e B. B., Soraya e Liz Taylor, a pnncesa e a estrela se encontram no Olimpo da notícia dos Jornais, dos coquetéis, recepções, Capri, Canánas, e outras moradas encantadas. A informação transforma esses olimpos em vedetes da atualidade".
Meio século após esta observação certeira, o jornalismo cultural habituou-se a cultivar deuses descartáveis, ainda mais quando a crise financeira pede estratégias para segurar leitores e espectadores pagantes. E nada como transformar o mundano num enredo hollywoodiano que toma todos os telejornais do dia, como a noticia "histórica" de que Kate acabou de dar à luz a Charlotte, a princesinha. Grandes consumidores dos impostos dos ingleses, a família real sabe que precisa dar este gostinho aos seus súditos, e se adapta ao furor midiático. Mas revistas e telejornais - e não só os programas de fofoca - elevam à dignidade de um acontecimento histórico algo absolutamente banal. Príncipe William e Kate levam os filhos à missa de Natal, diz o portal Glamour, em sua cobertura "cultural". William e Kate levam George e Charlotte à festa infantil no Canadá, estampa o G1 na página principal.
O culto à personalidade é muito mais antigo que a citação de Morin, mas hoje, ele tomou conta até de veículos com cobertura cultural séria. Determinada emissora televisiva dedicou horas e horas ao Prêmio Nobel de Literatura concedido a Bob Dylan sem um minuto sequer de um especialista cultural explicando os méritos musicais do compositor, nas melodias, letras, instrumentos etc. Será que colocar um trecho de Blowin' in lhe Wind é o suficiente para todos os telespectadores entenderem o quão genial é Dylan?
O jornalismo cultural também é prodigioso em preparar o Olimpo para os próximos deuses, ainda que não tenham dado nenhuma fagulha de talento para justificar o espaço nobre na Imprensa. Mas ser filho de famoso já é ingresso suficiente, certo? Filha de Tom, Maria Cavalcante entrevista famosos na web e sonha em atuar, estampa o UOL. Calma, Maria, logo logo, graças a exposição do seu talento ainda em gestação, um convite para novela irá surgir. E então. mais perfis surgirão sobre sua vida pessoal do que, necessariamente, suas técnicas de atuação.
(BALLERINI, Franthiesco. O Olimpo dos deuses descartáveis. Observatório da Imprensa, 14 02 2017. Adaptado)
Analise a frase abaixo para responder à questão.
"O jornalismo cultural também é 'prodigioso' em preparar o Olimpo para os próximos deuses, ainda que não tenham dado nenhuma 'fagulha' de talento para justificar o espaço 'nobre' na imprensa".
Assinale a alternativa cujas palavras substituem, respectivamente, os termos destacados conservando o mesmo sentido.
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O sociólogo francês Edgar Morin, no livro "Cultura de Massas no Século XX: o espírito do tempo" (1962), levanta uma característica da mídia de sua época que gritava aos seus olhos. Ele dizia que a imprensa tinha uma habilidade única de jogar personalidades no alto do olimpo, colocando-as em maior destaque do que suas atribuições culturais. Diz ele que "esses ollmpianos não são apenas os astros, mas também os campeões, príncipes, reis, playboys, exploradores, artistas célebres. Picasso, Cocteau, Dali, Sagan... Margarel e B. B., Soraya e Liz Taylor, a pnncesa e a estrela se encontram no Olimpo da notícia dos Jornais, dos coquetéis, recepções, Capri, Canánas, e outras moradas encantadas. A informação transforma esses olimpos em vedetes da atualidade".
Meio século após esta observação certeira, o jornalismo cultural habituou-se a cultivar deuses descartáveis, ainda mais quando a crise financeira pede estratégias para segurar leitores e espectadores pagantes. E nada como transformar o mundano num enredo hollywoodiano que toma todos os telejornais do dia, como a noticia "histórica" de que Kate acabou de dar à luz a Charlotte, a princesinha. Grandes consumidores dos impostos dos ingleses, a família real sabe que precisa dar este gostinho aos seus súditos, e se adapta ao furor midiático. Mas revistas e telejornais - e não só os programas de fofoca - elevam à dignidade de um acontecimento histórico algo absolutamente banal. Príncipe William e Kate levam os filhos à missa de Natal, diz o portal Glamour, em sua cobertura "cultural". William e Kate levam George e Charlotte à festa infantil no Canadá, estampa o G1 na página principal.
O culto à personalidade é muito mais antigo que a citação de Morin, mas hoje, ele tomou conta até de veículos com cobertura cultural séria. Determinada emissora televisiva dedicou horas e horas ao Prêmio Nobel de Literatura concedido a Bob Dylan sem um minuto sequer de um especialista cultural explicando os méritos musicais do compositor, nas melodias, letras, instrumentos etc. Será que colocar um trecho de Blowin' in lhe Wind é o suficiente para todos os telespectadores entenderem o quão genial é Dylan?
O jornalismo cultural também é prodigioso em preparar o Olimpo para os próximos deuses, ainda que não tenham dado nenhuma fagulha de talento para justificar o espaço nobre na Imprensa. Mas ser filho de famoso já é ingresso suficiente, certo? Filha de Tom, Maria Cavalcante entrevista famosos na web e sonha em atuar, estampa o UOL. Calma, Maria, logo logo, graças a exposição do seu talento ainda em gestação, um convite para novela irá surgir. E então. mais perfis surgirão sobre sua vida pessoal do que, necessariamente, suas técnicas de atuação.
(BALLERINI, Franthiesco. O Olimpo dos deuses descartáveis. Observatório da Imprensa, 14 02 2017. Adaptado)
Assinale a alternativa cuja pontuação está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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O sociólogo francês Edgar Morin, no livro "Cultura de Massas no Século XX: o espírito do tempo" (1962), levanta uma característica da mídia de sua época que gritava aos seus olhos. Ele dizia que a imprensa tinha uma habilidade única de jogar personalidades no alto do olimpo, colocando-as em maior destaque do que suas atribuições culturais. Diz ele que "esses ollmpianos não são apenas os astros, mas também os campeões, príncipes, reis, playboys, exploradores, artistas célebres. Picasso, Cocteau, Dali, Sagan... Margarel e B. B., Soraya e Liz Taylor, a pnncesa e a estrela se encontram no Olimpo da notícia dos Jornais, dos coquetéis, recepções, Capri, Canánas, e outras moradas encantadas. A informação transforma esses olimpos em vedetes da atualidade".
Meio século após esta observação certeira, o jornalismo cultural habituou-se a cultivar deuses descartáveis, ainda mais quando a crise financeira pede estratégias para segurar leitores e espectadores pagantes. E nada como transformar o mundano num enredo hollywoodiano que toma todos os telejornais do dia, como a noticia "histórica" de que Kate acabou de dar à luz a Charlotte, a princesinha. Grandes consumidores dos impostos dos ingleses, a família real sabe que precisa dar este gostinho aos seus súditos, e se adapta ao furor midiático. Mas revistas e telejornais - e não só os programas de fofoca - elevam à dignidade de um acontecimento histórico algo absolutamente banal. Príncipe William e Kate levam os filhos à missa de Natal, diz o portal Glamour, em sua cobertura "cultural". William e Kate levam George e Charlotte à festa infantil no Canadá, estampa o G1 na página principal.
O culto à personalidade é muito mais antigo que a citação de Morin, mas hoje, ele tomou conta até de veículos com cobertura cultural séria. Determinada emissora televisiva dedicou horas e horas ao Prêmio Nobel de Literatura concedido a Bob Dylan sem um minuto sequer de um especialista cultural explicando os méritos musicais do compositor, nas melodias, letras, instrumentos etc. Será que colocar um trecho de Blowin' in lhe Wind é o suficiente para todos os telespectadores entenderem o quão genial é Dylan?
O jornalismo cultural também é prodigioso em preparar o Olimpo para os próximos deuses, ainda que não tenham dado nenhuma fagulha de talento para justificar o espaço nobre na Imprensa. Mas ser filho de famoso já é ingresso suficiente, certo? Filha de Tom, Maria Cavalcante entrevista famosos na web e sonha em atuar, estampa o UOL. Calma, Maria, logo logo, graças a exposição do seu talento ainda em gestação, um convite para novela irá surgir. E então. mais perfis surgirão sobre sua vida pessoal do que, necessariamente, suas técnicas de atuação.
(BALLERINI, Franthiesco. O Olimpo dos deuses descartáveis. Observatório da Imprensa, 14 02 2017. Adaptado)
Assinale a alternativa cujos termos entre parêntesis substituem as palavras destacadas, em conformidade com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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O sociólogo francês Edgar Morin, no livro "Cultura de Massas no Século XX: o espírito do tempo" (1962), levanta uma característica da mídia de sua época que gritava aos seus olhos. Ele dizia que a imprensa tinha uma habilidade única de jogar personalidades no alto do olimpo, colocando-as em maior destaque do que suas atribuições culturais. Diz ele que "esses ollmpianos não são apenas os astros, mas também os campeões, príncipes, reis, playboys, exploradores, artistas célebres. Picasso, Cocteau, Dali, Sagan... Margarel e B. B., Soraya e Liz Taylor, a pnncesa e a estrela se encontram no Olimpo da notícia dos Jornais, dos coquetéis, recepções, Capri, Canánas, e outras moradas encantadas. A informação transforma esses olimpos em vedetes da atualidade".
Meio século após esta observação certeira, o jornalismo cultural habituou-se a cultivar deuses descartáveis, ainda mais quando a crise financeira pede estratégias para segurar leitores e espectadores pagantes. E nada como transformar o mundano num enredo hollywoodiano que toma todos os telejornais do dia, como a noticia "histórica" de que Kate acabou de dar à luz a Charlotte, a princesinha. Grandes consumidores dos impostos dos ingleses, a família real sabe que precisa dar este gostinho aos seus súditos, e se adapta ao furor midiático. Mas revistas e telejornais - e não só os programas de fofoca - elevam à dignidade de um acontecimento histórico algo absolutamente banal. Príncipe William e Kate levam os filhos à missa de Natal, diz o portal Glamour, em sua cobertura "cultural". William e Kate levam George e Charlotte à festa infantil no Canadá, estampa o G1 na página principal.
O culto à personalidade é muito mais antigo que a citação de Morin, mas hoje, ele tomou conta até de veículos com cobertura cultural séria. Determinada emissora televisiva dedicou horas e horas ao Prêmio Nobel de Literatura concedido a Bob Dylan sem um minuto sequer de um especialista cultural explicando os méritos musicais do compositor, nas melodias, letras, instrumentos etc. Será que colocar um trecho de Blowin' in lhe Wind é o suficiente para todos os telespectadores entenderem o quão genial é Dylan?
O jornalismo cultural também é prodigioso em preparar o Olimpo para os próximos deuses, ainda que não tenham dado nenhuma fagulha de talento para justificar o espaço nobre na Imprensa. Mas ser filho de famoso já é ingresso suficiente, certo? Filha de Tom, Maria Cavalcante entrevista famosos na web e sonha em atuar, estampa o UOL. Calma, Maria, logo logo, graças a exposição do seu talento ainda em gestação, um convite para novela irá surgir. E então. mais perfis surgirão sobre sua vida pessoal do que, necessariamente, suas técnicas de atuação.
(BALLERINI, Franthiesco. O Olimpo dos deuses descartáveis. Observatório da Imprensa, 14 02 2017. Adaptado)
Assinale a alternativa cuja reescrita do texto emprega a crase de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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O sociólogo francês Edgar Morin, no livro "Cultura de Massas no Século XX: o espírito do tempo" (1962), levanta uma característica da mídia de sua época que gritava aos seus olhos. Ele dizia que a imprensa tinha uma habilidade única de jogar personalidades no alto do olimpo, colocando-as em maior destaque do que suas atribuições culturais. Diz ele que "esses ollmpianos não são apenas os astros, mas também os campeões, príncipes, reis, playboys, exploradores, artistas célebres. Picasso, Cocteau, Dali, Sagan... Margarel e B. B., Soraya e Liz Taylor, a pnncesa e a estrela se encontram no Olimpo da notícia dos Jornais, dos coquetéis, recepções, Capri, Canánas, e outras moradas encantadas. A informação transforma esses olimpos em vedetes da atualidade".
Meio século após esta observação certeira, o jornalismo cultural habituou-se a cultivar deuses descartáveis, ainda mais quando a crise financeira pede estratégias para segurar leitores e espectadores pagantes. E nada como transformar o mundano num enredo hollywoodiano que toma todos os telejornais do dia, como a noticia "histórica" de que Kate acabou de dar à luz a Charlotte, a princesinha. Grandes consumidores dos impostos dos ingleses, a família real sabe que precisa dar este gostinho aos seus súditos, e se adapta ao furor midiático. Mas revistas e telejornais - e não só os programas de fofoca - elevam à dignidade de um acontecimento histórico algo absolutamente banal. Príncipe William e Kate levam os filhos à missa de Natal, diz o portal Glamour, em sua cobertura "cultural". William e Kate levam George e Charlotte à festa infantil no Canadá, estampa o G1 na página principal.
O culto à personalidade é muito mais antigo que a citação de Morin, mas hoje, ele tomou conta até de veículos com cobertura cultural séria. Determinada emissora televisiva dedicou horas e horas ao Prêmio Nobel de Literatura concedido a Bob Dylan sem um minuto sequer de um especialista cultural explicando os méritos musicais do compositor, nas melodias, letras, instrumentos etc. Será que colocar um trecho de Blowin' in lhe Wind é o suficiente para todos os telespectadores entenderem o quão genial é Dylan?
O jornalismo cultural também é prodigioso em preparar o Olimpo para os próximos deuses, ainda que não tenham dado nenhuma fagulha de talento para justificar o espaço nobre na Imprensa. Mas ser filho de famoso já é ingresso suficiente, certo? Filha de Tom, Maria Cavalcante entrevista famosos na web e sonha em atuar, estampa o UOL. Calma, Maria, logo logo, graças a exposição do seu talento ainda em gestação, um convite para novela irá surgir. E então. mais perfis surgirão sobre sua vida pessoal do que, necessariamente, suas técnicas de atuação.
(BALLERINI, Franthiesco. O Olimpo dos deuses descartáveis. Observatório da Imprensa, 14 02 2017. Adaptado)
Analise a frase abaixo para responder à questão.
"Mas revistas e telejornais elevam à dignidade de um acontecimento histórico algo 'absolutamente' banal".
É correto afirmar que o termo destacado possui o sentido de
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O sociólogo francês Edgar Morin, no livro "Cultura de Massas no Século XX: o espírito do tempo" (1962), levanta uma característica da mídia de sua época que gritava aos seus olhos. Ele dizia que a imprensa tinha uma habilidade única de jogar personalidades no alto do olimpo, colocando-as em maior destaque do que suas atribuições culturais. Diz ele que "esses ollmpianos não são apenas os astros, mas também os campeões, príncipes, reis, playboys, exploradores, artistas célebres. Picasso, Cocteau, Dali, Sagan... Margarel e B. B., Soraya e Liz Taylor, a pnncesa e a estrela se encontram no Olimpo da notícia dos Jornais, dos coquetéis, recepções, Capri, Canánas, e outras moradas encantadas. A informação transforma esses olimpos em vedetes da atualidade".
Meio século após esta observação certeira, o jornalismo cultural habituou-se a cultivar deuses descartáveis, ainda mais quando a crise financeira pede estratégias para segurar leitores e espectadores pagantes. E nada como transformar o mundano num enredo hollywoodiano que toma todos os telejornais do dia, como a noticia "histórica" de que Kate acabou de dar à luz a Charlotte, a princesinha. Grandes consumidores dos impostos dos ingleses, a família real sabe que precisa dar este gostinho aos seus súditos, e se adapta ao furor midiático. Mas revistas e telejornais - e não só os programas de fofoca - elevam à dignidade de um acontecimento histórico algo absolutamente banal. Príncipe William e Kate levam os filhos à missa de Natal, diz o portal Glamour, em sua cobertura "cultural". William e Kate levam George e Charlotte à festa infantil no Canadá, estampa o G1 na página principal.
O culto à personalidade é muito mais antigo que a citação de Morin, mas hoje, ele tomou conta até de veículos com cobertura cultural séria. Determinada emissora televisiva dedicou horas e horas ao Prêmio Nobel de Literatura concedido a Bob Dylan sem um minuto sequer de um especialista cultural explicando os méritos musicais do compositor, nas melodias, letras, instrumentos etc. Será que colocar um trecho de Blowin' in lhe Wind é o suficiente para todos os telespectadores entenderem o quão genial é Dylan?
O jornalismo cultural também é prodigioso em preparar o Olimpo para os próximos deuses, ainda que não tenham dado nenhuma fagulha de talento para justificar o espaço nobre na Imprensa. Mas ser filho de famoso já é ingresso suficiente, certo? Filha de Tom, Maria Cavalcante entrevista famosos na web e sonha em atuar, estampa o UOL. Calma, Maria, logo logo, graças a exposição do seu talento ainda em gestação, um convite para novela irá surgir. E então. mais perfis surgirão sobre sua vida pessoal do que, necessariamente, suas técnicas de atuação.
(BALLERINI, Franthiesco. O Olimpo dos deuses descartáveis. Observatório da Imprensa, 14 02 2017. Adaptado)
Analise a frase abaixo para responder à questão.
"O Jornalismo cultural também é prodigioso em preparar o Olimpo para os próximos deuses, 'ainda que' não tenham dado nenhuma fagulha de talento para justificar o espaço nobre na imprensa".
É correto afirmar que o termo destacado é uma conjunção
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O sociólogo francês Edgar Morin, no livro "Cultura de Massas no Século XX: o espírito do tempo" (1962), levanta uma característica da mídia de sua época que gritava aos seus olhos. Ele dizia que a imprensa tinha uma habilidade única de jogar personalidades no alto do olimpo, colocando-as em maior destaque do que suas atribuições culturais. Diz ele que "esses ollmpianos não são apenas os astros, mas também os campeões, príncipes, reis, playboys, exploradores, artistas célebres. Picasso, Cocteau, Dali, Sagan... Margarel e B. B., Soraya e Liz Taylor, a pnncesa e a estrela se encontram no Olimpo da notícia dos Jornais, dos coquetéis, recepções, Capri, Canánas, e outras moradas encantadas. A informação transforma esses olimpos em vedetes da atualidade".
Meio século após esta observação certeira, o jornalismo cultural habituou-se a cultivar deuses descartáveis, ainda mais quando a crise financeira pede estratégias para segurar leitores e espectadores pagantes. E nada como transformar o mundano num enredo hollywoodiano que toma todos os telejornais do dia, como a noticia "histórica" de que Kate acabou de dar à luz a Charlotte, a princesinha. Grandes consumidores dos impostos dos ingleses, a família real sabe que precisa dar este gostinho aos seus súditos, e se adapta ao furor midiático. Mas revistas e telejornais - e não só os programas de fofoca - elevam à dignidade de um acontecimento histórico algo absolutamente banal. Príncipe William e Kate levam os filhos à missa de Natal, diz o portal Glamour, em sua cobertura "cultural". William e Kate levam George e Charlotte à festa infantil no Canadá, estampa o G1 na página principal.
O culto à personalidade é muito mais antigo que a citação de Morin, mas hoje, ele tomou conta até de veículos com cobertura cultural séria. Determinada emissora televisiva dedicou horas e horas ao Prêmio Nobel de Literatura concedido a Bob Dylan sem um minuto sequer de um especialista cultural explicando os méritos musicais do compositor, nas melodias, letras, instrumentos etc. Será que colocar um trecho de Blowin' in lhe Wind é o suficiente para todos os telespectadores entenderem o quão genial é Dylan?
O jornalismo cultural também é prodigioso em preparar o Olimpo para os próximos deuses, ainda que não tenham dado nenhuma fagulha de talento para justificar o espaço nobre na Imprensa. Mas ser filho de famoso já é ingresso suficiente, certo? Filha de Tom, Maria Cavalcante entrevista famosos na web e sonha em atuar, estampa o UOL. Calma, Maria, logo logo, graças a exposição do seu talento ainda em gestação, um convite para novela irá surgir. E então. mais perfis surgirão sobre sua vida pessoal do que, necessariamente, suas técnicas de atuação.
(BALLERINI, Franthiesco. O Olimpo dos deuses descartáveis. Observatório da Imprensa, 14 02 2017. Adaptado)
Assinale a alternativa cuja frase emprega palavra com sentido figurado.
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O sociólogo francês Edgar Morin, no livro "Cultura de Massas no Século XX: o espírito do tempo" (1962), levanta uma característica da mídia de sua época que gritava aos seus olhos. Ele dizia que a imprensa tinha uma habilidade única de jogar personalidades no alto do olimpo, colocando-as em maior destaque do que suas atribuições culturais. Diz ele que "esses ollmpianos não são apenas os astros, mas também os campeões, príncipes, reis, playboys, exploradores, artistas célebres. Picasso, Cocteau, Dali, Sagan... Margarel e B. B., Soraya e Liz Taylor, a pnncesa e a estrela se encontram no Olimpo da notícia dos Jornais, dos coquetéis, recepções, Capri, Canánas, e outras moradas encantadas. A informação transforma esses olimpos em vedetes da atualidade".
Meio século após esta observação certeira, o jornalismo cultural habituou-se a cultivar deuses descartáveis, ainda mais quando a crise financeira pede estratégias para segurar leitores e espectadores pagantes. E nada como transformar o mundano num enredo hollywoodiano que toma todos os telejornais do dia, como a noticia "histórica" de que Kate acabou de dar à luz a Charlotte, a princesinha. Grandes consumidores dos impostos dos ingleses, a família real sabe que precisa dar este gostinho aos seus súditos, e se adapta ao furor midiático. Mas revistas e telejornais - e não só os programas de fofoca - elevam à dignidade de um acontecimento histórico algo absolutamente banal. Príncipe William e Kate levam os filhos à missa de Natal, diz o portal Glamour, em sua cobertura "cultural". William e Kate levam George e Charlotte à festa infantil no Canadá, estampa o G1 na página principal.
O culto à personalidade é muito mais antigo que a citação de Morin, mas hoje, ele tomou conta até de veículos com cobertura cultural séria. Determinada emissora televisiva dedicou horas e horas ao Prêmio Nobel de Literatura concedido a Bob Dylan sem um minuto sequer de um especialista cultural explicando os méritos musicais do compositor, nas melodias, letras, instrumentos etc. Será que colocar um trecho de Blowin' in lhe Wind é o suficiente para todos os telespectadores entenderem o quão genial é Dylan?
O jornalismo cultural também é prodigioso em preparar o Olimpo para os próximos deuses, ainda que não tenham dado nenhuma fagulha de talento para justificar o espaço nobre na Imprensa. Mas ser filho de famoso já é ingresso suficiente, certo? Filha de Tom, Maria Cavalcante entrevista famosos na web e sonha em atuar, estampa o UOL. Calma, Maria, logo logo, graças a exposição do seu talento ainda em gestação, um convite para novela irá surgir. E então. mais perfis surgirão sobre sua vida pessoal do que, necessariamente, suas técnicas de atuação.
(BALLERINI, Franthiesco. O Olimpo dos deuses descartáveis. Observatório da Imprensa, 14 02 2017. Adaptado)
É correto afirmar que o "culto à personalidade", registrado no terceiro parágrafo,
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O sociólogo francês Edgar Morin, no livro "Cultura de Massas no Século XX: o espírito do tempo" (1962), levanta uma característica da mídia de sua época que gritava aos seus olhos. Ele dizia que a imprensa tinha uma habilidade única de jogar personalidades no alto do olimpo, colocando-as em maior destaque do que suas atribuições culturais. Diz ele que "esses ollmpianos não são apenas os astros, mas também os campeões, príncipes, reis, playboys, exploradores, artistas célebres. Picasso, Cocteau, Dali, Sagan... Margarel e B. B., Soraya e Liz Taylor, a pnncesa e a estrela se encontram no Olimpo da notícia dos Jornais, dos coquetéis, recepções, Capri, Canánas, e outras moradas encantadas. A informação transforma esses olimpos em vedetes da atualidade".
Meio século após esta observação certeira, o jornalismo cultural habituou-se a cultivar deuses descartáveis, ainda mais quando a crise financeira pede estratégias para segurar leitores e espectadores pagantes. E nada como transformar o mundano num enredo hollywoodiano que toma todos os telejornais do dia, como a noticia "histórica" de que Kate acabou de dar à luz a Charlotte, a princesinha. Grandes consumidores dos impostos dos ingleses, a família real sabe que precisa dar este gostinho aos seus súditos, e se adapta ao furor midiático. Mas revistas e telejornais - e não só os programas de fofoca - elevam à dignidade de um acontecimento histórico algo absolutamente banal. Príncipe William e Kate levam os filhos à missa de Natal, diz o portal Glamour, em sua cobertura "cultural". William e Kate levam George e Charlotte à festa infantil no Canadá, estampa o G1 na página principal.
O culto à personalidade é muito mais antigo que a citação de Morin, mas hoje, ele tomou conta até de veículos com cobertura cultural séria. Determinada emissora televisiva dedicou horas e horas ao Prêmio Nobel de Literatura concedido a Bob Dylan sem um minuto sequer de um especialista cultural explicando os méritos musicais do compositor, nas melodias, letras, instrumentos etc. Será que colocar um trecho de Blowin' in lhe Wind é o suficiente para todos os telespectadores entenderem o quão genial é Dylan?
O jornalismo cultural também é prodigioso em preparar o Olimpo para os próximos deuses, ainda que não tenham dado nenhuma fagulha de talento para justificar o espaço nobre na Imprensa. Mas ser filho de famoso já é ingresso suficiente, certo? Filha de Tom, Maria Cavalcante entrevista famosos na web e sonha em atuar, estampa o UOL. Calma, Maria, logo logo, graças a exposição do seu talento ainda em gestação, um convite para novela irá surgir. E então. mais perfis surgirão sobre sua vida pessoal do que, necessariamente, suas técnicas de atuação.
(BALLERINI, Franthiesco. O Olimpo dos deuses descartáveis. Observatório da Imprensa, 14 02 2017. Adaptado)
De acordo com a leitura do segundo parágrafo, é correto afirmar que o jornalismo cultural
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Disciplina: Estatuto do Idoso - Lei 10.741/2003
Banca: IMAIS
Orgão: FASE RS
Joana tem 65 (sessenta e cinco) anos, recebe dois salários mínimos e juntamente com suas amigas Maria, Paula e Lourdes, as três com 70 (setenta) anos de idade e com renda de dois salários mínimos, desejam usar o transporte coletivo interestadual para fazer uma viagem do Estado X até o Estado W. De acordo com o que dispõe o Estatuto do Idoso, é correto afirmar que
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