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A Era Vargas foi um período de 15 anos em que o país teve apenas um governante, Getúlio Vargas. A alternativa correta que apresenta uma sequência cronológica de acontecimentos na Era Vargas é:
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TEXTO VIII
Soneto de Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
DE MORAES, V. Soneto de Fidelidade., 1939. Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-soneto-de-fidelidade-de-vinicius-de-moraes/. Acesso em: 11 abr. 2024.
Tendo em vista o Soneto de Fidelidade (Texto VIII) e os estudos clássicos sobre Gêneros Literários, identifique qual alternativa possui uma análise plenamente correta:
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TEXTO VIII
Soneto de Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
DE MORAES, V. Soneto de Fidelidade., 1939. Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-soneto-de-fidelidade-de-vinicius-de-moraes/. Acesso em: 11 abr. 2024.
A partir do Soneto de Fidelidade (Texto VIII) e das declarações destacadas na enumeração a seguir, assinale a alternativa que melhor justifica a sua versificação:
I É um poema escrito em redondilha maior, com versos de sete sílabas, chamados de heptassílabos.
II É um poema com versos decassílabos ou alexandrinos, agrupados em duas quadras e em dois tercetos.
III Os versos são compostos por três rimas, “ento”, “ure” e “ama”.
IV Os versos possuem tercetos não tradicionais aos que se estudam em sonetos italianos.
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TEXTO VII
Uma amizade sincera
Não é que fôssemos amigos de longa data. Conhecemo-nos apenas no último ano da escola. Desde esse momento estávamos juntos a qualquer hora. Há tanto tempo precisávamos de um amigo que nada havia que não confiássemos um ao outro. Chegamos a um ponto de amizade que não podíamos mais guardar um pensamento: um telefonava logo ao outro, marcando encontro imediato. Depois da conversa, sentíamo-nos tão contentes como se nós tivéssemos presenteado a nós mesmos. Esse estado de comunicação contínua chegou a tal exaltação que, no dia em que nada tínhamos a nos confiar, procurávamos com alguma aflição um assunto. Só que o assunto havia de ser grave, pois em qualquer um não caberia a veemência de uma sinceridade pela primeira vez experimentada.
Já nesse tempo apareceram os primeiros sinais de perturbação entre nós. Às vezes um telefonava, encontrávamo-nos, e nada tínhamos a nos dizer. Éramos muito jovens e não sabíamos ficar calados. De início, quando começou a faltar assunto, tentamos comentar as pessoas. Mas bem sabíamos que já estávamos adulterando o núcleo da amizade. Tentar falar sobre nossas mútuas namoradas também estava fora de cogitação, pois um homem não falava de seus amores. Experimentávamos ficar calados – mas tornávamo-nos inquietos logo depois de nos separarmos.
[...]
LISPECTOR, C. Uma amizade sincera. Disponível em: https://www.fantasticacultural.com.br/artigo/1238/uma_amizade_sincera_-_clarice_lispector__conto_completo. Acesso em: 11 abr. 2024. (Fragmento).
Observe o trecho a seguir:
“mas tornávamo-nos inquietos logo depois de nos separarmos.”
Indique a alternativa que corresponde à classe morfológica do primeiro “nos” no trecho acima:
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WALKER, M.; WALKER, G. Recruta Zero. Disponível em: https://media.brainly.com.br/image/rs:fill/w:1920/q:75/plain/https://pt-static.z-dn.net/files/d36/91a313cb76129686ff0edcb367e7836d.jpg. Acesso em: 11 abr. 2024.
Qual a função sintática do termo em destaque no período: “Como o Otto pode ajudá-lo a ler revistas?”?
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WALKER, M.; WALKER, G. Recruta Zero. Disponível em: https://historiasdomaluco.blogspot.com/2007/06/tiras-do-hagar-retiradas-do-blog.html. Acesso em: 12 abr. 2024.
Sobre a palavra “completamente”, presente no segundo balão da tira, é correto afirmar que:
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TEXTO VI
Caramuru: poema épico
Canto I
De um varão em mil casos agitado,
que as praias discorrendo do Ocidente,
descobriu o Recôncavo afamado
da capital brasílica potente:
do Filho do Trovão denominado,
que o peito domar soube à fera gente;
o valor cantarei na adversa sorte,
pois só conheço herói quem nela é forte.
Santo Esplendor, que do grão-Padre manas
ao seio intacto de uma Virgem bela;
se da enchente de luzes Soberanas
tudo dispensas pela Mãe Donzela;
rompendo as sombras de ilusões humanas,
tu do grão caso! a pura luz revela
faze que em ti comece, e em ti conclua
esta grande Obra, que por fim foi tua.
E vós, Príncipe excelso, do Céu dado
para base imortal do Luso Trono;
vós, que do Áureo Brasil no Principado
da Real sucessão sois alto abono:
Enquanto o Império tendes descansado
sobre o seio da paz com doce sono,
não queirais de dignar-vos no meu metro
de pôr os olhos, e admiti-lo ao cetro.
Nele vereis Nações desconhecidas,
que em meio dos Sertões a Fé não doma;
e que puderam ser-vos convertidas
Maior Império, que houve em Grécia, ou Roma:
Gentes vereis, e Terras escondidas,
onde se um raio da verdade assoma,
amansando-as, tereis na turba imensa
outro Reino maior que a Europa extensa.
[...]
DE SANTA RITA DURÃO, J. Caramuru: poema épico. Canto I. Disponível em: https://www.cervantesvirtual.com/obra-visor/caramuru-poema-epico--0/html/ffce7bbe-82b1-11df-acc7-002185ce6064_2.html. Acesso em: 11 abr. 2024. (Fragmento).
Tendo em vista o poema Caramuru (Texto VI), identifique a Escola Literária à qual a obra pertence:
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TEXTO IV
Canto de regresso à pátria
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo
DE ANDRADE, O. Canto de regresso à pátria. Disponível em: https://wp.ufpel.edu.br/aulusmm/2017/05/10/canto-de-regresso-a-patria-oswald-de-andrade. Acesso em: 11 abr. 2024.
TEXTO V
Canção do Exílio
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá,
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
DIAS, G. Canção do Exílio. Disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/texto/cancao-do-exilio/index.html.
Acesso em: 11 abr. 2024.
Com base nas poesias (Texto IV e Texto V), identifique a temática comum central dos dois textos:
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A obra machadiana, representada por seus romances e contos, possui duas fases e o livro “Quincas Borba” se encontra na fase da maturidade de Machado, a qual se estabelece, essencialmente, por possuir um teor problematizador, levantando indagações sobre a existência humana, que acaba por ampliar os limites criativos da própria literatura. Nesse contexto, a partir de discussões de vários críticos literários, é muito limitador estabelecer uma Escola Literária única para o autor em questão, contudo, tendo em vista os fatores históricos e características pontuais como as mencionadas, deve-se depreender que a obra é:
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TEXTO III
[...]
Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra.
Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição.
A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas.
Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.
[...]
DE ASSIS, M. Quincas Borba. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira/INL, 1976. (Fragmento).
Assinale, dentre as alternativas abaixo e de acordo com o Texto III, aquela em que o uso da vírgula marca a supressão de um termo, configurado como elipse verbal:
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