Paciente masculino, 68 anos, com histórico de câncer gástrico
diagnosticado há 8 meses e em quimioterapia há 2 meses, foi
internado com queixa de aumento progressivo do volume
abdominal, dor abdominal difusa e dispneia aos pequenos
esforços. Referia também perda ponderal não intencional de 8 kg
nos últimos 3 meses, associada à hiporexia e astenia.
Ao exame físico, apresentava abdome globoso, tenso, com
macicez à percussão em flancos e sinal de piparote positivo. Os
membros inferiores exibiam edema 2+/4+. Ultrassonografia
abdominal revelou ascite volumosa e múltiplas lesões hepáticas
sugestivas de metástases. A paracentese diagnóstica foi realizada
e o líquido ascítico era amarelo-citrino, levemente turvo.
A análise laboratorial do líquido ascítico e do soro revelou os
seguintes dados: albumina sérica 3,2 g/dL, albumina do líquido
ascítico 2,1 g/dL, proteína total do líquido ascítico 2,8 g/dL, LDH
do líquido ascítico 350 U/L (LDH sérico 200 U/L) e contagem de
células nucleadas de 800/mm³ com predomínio de linfócitos e
monócitos. A citopatologia do líquido ascítico estava pendente. Considerando os achados clínicos e laboratoriais da paracentese,
a causa mais provável da ascite nesse paciente seria
Maria, 52 anos, procurou atendimento com queixa de plenitude
pós-prandial, saciedade precoce e náuseas há aproximadamente
6 meses. Relata que, nos últimos 10 anos, teve episódios
recorrentes de anemia ferropriva sem sangramento
gastrointestinal evidente, necessitando de suplementação oral.
Há cerca de 3 anos, foi diagnosticada com hipotireoidismo
autoimune, em uso de levotiroxina.
Ao exame físico, apresenta-se emagrecida, com palidez
cutaneomucosa e dor leve à palpação epigástrica. Exames
laboratoriais mostram hemoglobina de 10,5 g/dL com VCM de
102 fL. Uma endoscopia digestiva alta revelou mucosa gástrica do
corpo e fundo com pregueado atenuado e vasos submucosos
visíveis, sendo realizada biópsia mapeada.
Considerando o quadro clínico, as características clínicas ou
laboratoriais que mais corroboram o diagnóstico de gastrite
atrófica metaplásica autoimune são a presença de
Paciente feminina, 38 anos, procura atendimento em Unidade de
Saúde queixando-se de tosse produtiva há mais de um mês, febre
vespertina, sudorese noturna e emagrecimento de 15 kg, nos
últimos 4 meses (peso atual 48 kg; peso habitual 63 kg). Relata
que há 6 meses iniciou lesões brancas na boca que persistem, e
há 2 meses apresenta episódios de diarreia aquosa intermitente,
sem sangue.
Ao exame físico, apresenta-se com bom estado geral, porém
visivelmente emagrecida, com candidíase oral extensa e
adenomegalia cervical bilateral. A investigação para tuberculose
revela baciloscopia de escarro positiva (3+). O teste rápido para
HIV, realizado na mesma consulta, é reagente, confirmado
posteriormente por exames complementares. A solicitação da
contagem de linfócitos CD4 está pendente.
Obs.: no que segue, considere: R – Rifampicina, H – Isoniazida, Z –
Pirazinamida, E – Etambutol.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para
Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos – Módulo II – Ministério
da Saúde 2024, a terapia combinada e a conduta de início do
tratamento antirretroviral recomendadas para a coinfecção HIVtuberculose são
Uma mulher de 43 anos apresenta história de cefaleia diária há
mais de seis meses, descrita como opressiva e difusa, piorando ao
longo do dia. Relata episódios prévios de enxaqueca desde a
adolescência, mas, nos últimos meses, passou a utilizar dipirona e
ibuprofeno em pelo menos 20 dias do mês, sem melhora
significativa. Ao exame neurológico, não há alterações.
Sobre o caso descrito, a hipótese diagnóstica mais provável e a
melhor conduta inicial são
Uma mulher de 28 anos, previamente saudável, procura
atendimento médico com queixas de início súbito de disúria,
polaciúria, urgência miccional e desconforto suprapúbico há
24 horas. Nega febre, dor lombar, náuseas ou corrimento. Relata
ter tido dois episódios semelhantes no ano anterior, tratados
com antibiótico oral, com boa resposta. Não faz uso de
medicamentos contínuos, nega gestação atual e tem vida sexual
ativa.
Considerando a hipótese clínica mais provável e as diretrizes
terapêuticas atuais, a conduta inicial mais adequada é
Homem de 70 anos, tabagista, com diagnóstico prévio de DPOC
moderado e Diabetes Mellitus tipo 2 controlado, procura
atendimento por febre (38,4 ºC), tosse produtiva com
expectoração amarelada, prostração e dispneia progressiva há
quatro dias. Ao exame físico, encontra-se lúcido e orientado, com
frequência respiratória de 28 irpm, pressão arterial de
102/66 mmHg, frequência cardíaca de 108 bpm e saturação de
oxigênio de 90% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com
estertores crepitantes em base esquerda. A radiografia de tórax
revela consolidação no lobo inferior esquerdo. Exames
laboratoriais mostram leucocitose leve e PCR elevada.
Com base nesse caso clínico, a conduta mais apropriada é
Uma mulher de 72 anos comparece a uma consulta com o clínico
geral para avaliação de rotina. Está lúcida, orientada, com história
de hipertensão bem controlada, sem outras comorbidades.
Relata nunca ter recebido vacina após os 50 anos e desconhece
seu calendário vacinal da infância. Nega viagens recentes, surtos
na região ou exposição a doenças infecciosas. Durante a
anamnese, menciona que convive diariamente com o neto de
dois anos e pretende realizar uma viagem internacional para a
África nos próximos meses.
Com base nas recomendações atualizadas da Sociedade Brasileira
de Imunizações (SBIm), para o calendário vacinal do idoso em
2024/2025, as vacinas indicadas para essa consulta inicial são
Paciente de 58 anos internou-se em enfermaria de Clínica Médica
para investigar linfonodomegalia generalizada, sendo a maior
uma massa de aproximadamente 15 cm no maior diâmetro em
região axilar direita com ulceração. Apresentava-se com perda
ponderal de 20 kg ao longo de 3 meses, febre ocasional,
síndrome dispéptica e diarreia crônica. Ao longo da internação,
obteve-se dois diagnósticos: o de linfoma não Hodgkin difuso
de grandes células B e infecção pelo HIV com CD4+ de
180 células/μL. Também foram realizadas tomografias
com contraste venoso evidenciando linfonodomegalias
retroperitoneais, espessamento da parede do estômago e
do íleo, nódulo suspeito em topografia de adrenal esquerda.
O exame de medula óssea revelou infiltrado linfocítico em 45%
com presença de células grandes atípicas, núcleos pleomórficos e
múltiplos nucléolos proeminentes, compatível com infiltração por
linfoma difuso de grandes células B.
Considerando que o paciente apresenta linfoma difuso de
grandes células B, relacionado ao HIV com envolvimento de
múltiplos sítios extranodais, a avaliação complementar
obrigatória deve incluir
Paciente masculino, 68 anos, portador de adenocarcinoma
pulmonar metastático, é internado para controle de dor óssea
refratária. Relata uso domiciliar de tramadol 100 mg de 6/6h sem
alívio adequado da dor (escala visual analógica = 8/10). Ao exame
físico, apresenta-se desidratado, com performance status ECOG 2.
Os exames laboratoriais mostram:
• cálcio total 12,8 mg/dL (VR: 8,5-10,5);
• cálcio ionizado 1,45 mmol/L (VR: 1,12-1,32);
• creatinina 1,4 mg/dL (VR: 0,7-1,2)
• ureia 52 mg/dL (VR: 15-45);
• clearance de creatinina estimado 55 mL/min/1,73m²;
• sódio 138 mEq/L;
• potássio 4,2 mEq/L;
• ALT 28 U/L;
• AST 32 U/L (função hepática normal).
Acerca da conduta terapêutica mais adequada para o controle da
dor nesse paciente, é correto afirmar que
Mulher de 42 anos procura atendimento médico queixando-se de
múltiplas lesões cutâneas na região abdominal há 3 semanas.
Refere ter realizado procedimento de mesoterapia para redução
de gordura localizada há aproximadamente 6 semanas. As lesões
iniciaram como pequenos nódulos eritematosos que evoluíram
para abscessos recorrentes com drenagem espontânea de
secreção purulenta.
Ao exame físico, observam-se múltiplas lesões nodulares com
coloração violácea, algumas com pontos de drenagem ativa,
distribuídas ao longo dos locais de aplicação das injeções.
Paciente nega febre, perda ponderal ou sintomas sistêmicos.
Exames laboratoriais mostram leucocitose discreta com
neutrofilia.
Considerando o quadro clínico apresentado, assinale a conduta
diagnóstica e terapêutica mais adequada.