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Foram encontradas 40 questões.

Leia o texto para responder a questão:

 

Velha história

 

Era uma vez um homem que estava pescando, Maria. Até que apanhou um peixinho! Mas o peixinho era tão pequenininho e inocente, e tinha um azulado tão indescritível nas escamas, que ohomem ficou com pena. E retirou cuidadosamente o anzol e pincelou com iodo a garganta do coitadinho. Depois guardou-o no bolso traseiro das calças, para que o animalzinho sarasse no quente.

E desde então ficaram inseparáveis. Aonde o homem ia, o peixinho o acompanhava, a trote que nem um cachorrinho. Pelas calçadas. Pelos Elevadores. Pelos cafés. Como era tocante vê-los no "17"! - o homem, grave de preto, com uma das mãos segurando a xícara do fumegante café, com a outra lendo jornal, com a outra fumando, com a outra cuidando do peixinho, enquanto este, silencioso e levemente melancólico tomava laranjada por um canudinho especial...

Ora, um dia o homem e o peixinho passeavam na margem do rio onde o segundo dos dois fora pescado. E eis que os olhos do primeiro se encheram de lágrimas. E disse o homem ao peixinho:

"Não, não me assiste o direito de te guardar comigo. Por que roubar-te por mais tempo ao carinho do teu pai, da tua mãe, dos teus irmãozinhos, da tua tia solteira? Não, não e não! Volta para o seio da tua família. E viva eu cá na terra sempre triste..."

Dito isso, verteu copioso pranto e, desviando o rosto, atirou o peixinho n'água. E a água fez um redemoinho, que foi serenando, serenando...até que o peixinho morreu afogado...

 

QUINTANA, Mário. Quintanares. 4. ed. Porto Alegre: Globo, 1976.

 

Sobre o texto é incorreto afirmar que:

 

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As palavras “tristeza” e “molhada” foram formadas por

 

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Leia a tirinha para responder a questão:

 

Enunciado 4268919-1

Willtirando. Disponível em: <http://www.willtirando.com.br/category/pior-namorado-do-mundo/page/2/> Acesso em 05.11.2016.

 

Segundo a gramática, os verbos “amar” e “respeitar”, no primeiro quadrinho, devem ser seguidos do pronome “-te” obrigatoriamente porque

 

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Leia a tirinha para responder a questão:

 

Enunciado 4268918-1

Willtirando. Disponível em: <http://www.willtirando.com.br/category/pior-namorado-do-mundo/page/2/> Acesso em 05.11.2016.

 

Na fala do segundo quadrinho predomina a figura de linguagem

 

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Leia o texto abaixo para responder a questão:

 

Roraima sofre ‘invasão’ venezuelana

 

Fugindo da crise, cidadãos da Venezuela atravessam fronteira não só para fazer compras, mas também para ganhar algum dinheiro em semáforos

 

Em um dos cruzamentos mais movimentados de Boa Vista, capital de Roraima, dois homens, de 20 e 30 anos, vendem carregadores de celular. Estão na Avenida Venezuela, mesmo nome do país que abandonaram recentemente. Assim como os dois, que não revelam o nome, outros conterrâneos buscam no Estado do extremo norte do Brasil uma alternativa para sobreviver à crise do país vizinho.

(...)

Centenas de venezuelanos estão atravessando a fronteira em busca de alimentos, produtos de limpeza e até de higiene pessoal. O caminho é o inverso ao feito por brasileiros anos atrás. Roraimenses, em sua maioria, iam a Santa Elena de Uairén, primeira cidade venezuelana, fazer as compras do mês em razão dos preços baixos.

Hoje, Roraima é o refúgio dos venezuelanos. Em Pacaraima, na fronteira com o país presidido por Nicolás Maduro, o comércio está funcionando todos os dias. O preço de alguns alimentos quase dobrou nos últimos meses. Nas ruas da cidade, é possível ver fardos e mais fardos de arroz, açúcar, feijão e trigo.

(...)

Quem preferiu deixar a Venezuela e escolheu Roraima para morar, precisa de visto, que pode ser de estudo, trabalho, turismo ou negócios.

“Nossa situação ainda não está regular, então, temos de arranjar alguma maneira de conseguir dinheiro”, disse o jovem de 20 anos em um “portunhol” de difícil compreensão. Quem não vende alguma coisa no semáforo, pede. É o caso de dezenas de indígenas, que pedem dinheiro de carro em carro.

Mas quem está nessa situação pode ser deportado a qualquer momento. Somente nesta semana, a Polícia Federal deportou 25 venezuelanos, incluindo indígenas abordados nas ruas de Boa Vista. Eles foram “flagrados sem documentação regular de estada no Brasil, alguns pedindo esmolas ou vendendo produtos nas ruas e semáforos”.

Eles se juntam aos mais de 250 estrangeiros deportados de setembro de 2015 a abril deste ano. O prazo de estada máximo de um estrangeiro no Brasil, em viagem de turismo ou viagem a negócios, é de 90 dias, concedidos na entrada com a possibilidade de uma prorrogação de até outros 90 dias, totalizando o máximo de 180 dias por ano.

Há ainda quem escolha outra alternativa. O número de prostitutas também cresceu na cidade, principalmente na periferia. No bairro Caimbé, zona oeste de Boa Vista, é possível ver mulheres fazendo ponto às 10 horas da manhã. Quem mora perto, diz que quase todas são estrangeiras.

 

O Estadão- Internacional. Disponível em: <http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,roraima-sofre-invasao-venezuelana,10000067511>. Acesso em 03/11/2016.

 

No trecho: “Quem mora perto, diz que quase todas são estrangeiras.”, se a palavra “Quem” for substituída pela palavra “Todos”, teríamos a concordância correta em:

 

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Leia o texto abaixo para responder a questão:

 

Roraima sofre ‘invasão’ venezuelana

 

Fugindo da crise, cidadãos da Venezuela atravessam fronteira não só para fazer compras, mas também para ganhar algum dinheiro em semáforos

 

Em um dos cruzamentos mais movimentados de Boa Vista, capital de Roraima, dois homens, de 20 e 30 anos, vendem carregadores de celular. Estão na Avenida Venezuela, mesmo nome do país que abandonaram recentemente. Assim como os dois, que não revelam o nome, outros conterrâneos buscam no Estado do extremo norte do Brasil uma alternativa para sobreviver à crise do país vizinho.

(...)

Centenas de venezuelanos estão atravessando a fronteira em busca de alimentos, produtos de limpeza e até de higiene pessoal. O caminho é o inverso ao feito por brasileiros anos atrás. Roraimenses, em sua maioria, iam a Santa Elena de Uairén, primeira cidade venezuelana, fazer as compras do mês em razão dos preços baixos.

Hoje, Roraima é o refúgio dos venezuelanos. Em Pacaraima, na fronteira com o país presidido por Nicolás Maduro, o comércio está funcionando todos os dias. O preço de alguns alimentos quase dobrou nos últimos meses. Nas ruas da cidade, é possível ver fardos e mais fardos de arroz, açúcar, feijão e trigo.

(...)

Quem preferiu deixar a Venezuela e escolheu Roraima para morar, precisa de visto, que pode ser de estudo, trabalho, turismo ou negócios.

“Nossa situação ainda não está regular, então, temos de arranjar alguma maneira de conseguir dinheiro”, disse o jovem de 20 anos em um “portunhol” de difícil compreensão. Quem não vende alguma coisa no semáforo, pede. É o caso de dezenas de indígenas, que pedem dinheiro de carro em carro.

Mas quem está nessa situação pode ser deportado a qualquer momento. Somente nesta semana, a Polícia Federal deportou 25 venezuelanos, incluindo indígenas abordados nas ruas de Boa Vista. Eles foram “flagrados sem documentação regular de estada no Brasil, alguns pedindo esmolas ou vendendo produtos nas ruas e semáforos”.

Eles se juntam aos mais de 250 estrangeiros deportados de setembro de 2015 a abril deste ano. O prazo de estada máximo de um estrangeiro no Brasil, em viagem de turismo ou viagem a negócios, é de 90 dias, concedidos na entrada com a possibilidade de uma prorrogação de até outros 90 dias, totalizando o máximo de 180 dias por ano.

Há ainda quem escolha outra alternativa. O número de prostitutas também cresceu na cidade, principalmente na periferia. No bairro Caimbé, zona oeste de Boa Vista, é possível ver mulheres fazendo ponto às 10 horas da manhã. Quem mora perto, diz que quase todas são estrangeiras.

 

O Estadão- Internacional. Disponível em: <http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,roraima-sofre-invasao-venezuelana,10000067511>. Acesso em 03/11/2016.

 

Na frase “Roraima é o refúgio dos venezuelanos.”, o trecho sublinhado exerce a função sintática de:

 

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Leia o texto abaixo para responder a questão:

 

Roraima sofre ‘invasão’ venezuelana

 

Fugindo da crise, cidadãos da Venezuela atravessam fronteira não só para fazer compras, mas também para ganhar algum dinheiro em semáforos

 

Em um dos cruzamentos mais movimentados de Boa Vista, capital de Roraima, dois homens, de 20 e 30 anos, vendem carregadores de celular. Estão na Avenida Venezuela, mesmo nome do país que abandonaram recentemente. Assim como os dois, que não revelam o nome, outros conterrâneos buscam no Estado do extremo norte do Brasil uma alternativa para sobreviver à crise do país vizinho.

(...)

Centenas de venezuelanos estão atravessando a fronteira em busca de alimentos, produtos de limpeza e até de higiene pessoal. O caminho é o inverso ao feito por brasileiros anos atrás. Roraimenses, em sua maioria, iam a Santa Elena de Uairén, primeira cidade venezuelana, fazer as compras do mês em razão dos preços baixos.

Hoje, Roraima é o refúgio dos venezuelanos. Em Pacaraima, na fronteira com o país presidido por Nicolás Maduro, o comércio está funcionando todos os dias. O preço de alguns alimentos quase dobrou nos últimos meses. Nas ruas da cidade, é possível ver fardos e mais fardos de arroz, açúcar, feijão e trigo.

(...)

Quem preferiu deixar a Venezuela e escolheu Roraima para morar, precisa de visto, que pode ser de estudo, trabalho, turismo ou negócios.

“Nossa situação ainda não está regular, então, temos de arranjar alguma maneira de conseguir dinheiro”, disse o jovem de 20 anos em um “portunhol” de difícil compreensão. Quem não vende alguma coisa no semáforo, pede. É o caso de dezenas de indígenas, que pedem dinheiro de carro em carro.

Mas quem está nessa situação pode ser deportado a qualquer momento. Somente nesta semana, a Polícia Federal deportou 25 venezuelanos, incluindo indígenas abordados nas ruas de Boa Vista. Eles foram “flagrados sem documentação regular de estada no Brasil, alguns pedindo esmolas ou vendendo produtos nas ruas e semáforos”.

Eles se juntam aos mais de 250 estrangeiros deportados de setembro de 2015 a abril deste ano. O prazo de estada máximo de um estrangeiro no Brasil, em viagem de turismo ou viagem a negócios, é de 90 dias, concedidos na entrada com a possibilidade de uma prorrogação de até outros 90 dias, totalizando o máximo de 180 dias por ano.

Há ainda quem escolha outra alternativa. O número de prostitutas também cresceu na cidade, principalmente na periferia. No bairro Caimbé, zona oeste de Boa Vista, é possível ver mulheres fazendo ponto às 10 horas da manhã. Quem mora perto, diz que quase todas são estrangeiras.

 

O Estadão- Internacional. Disponível em: <http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,roraima-sofre-invasao-venezuelana,10000067511>. Acesso em 03/11/2016.

 

Das designações abaixo, qual não é atribuída no texto ao país que está em crise?

 

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Leia o texto abaixo para responder a questão:

 

Roraima sofre ‘invasão’ venezuelana

 

Fugindo da crise, cidadãos da Venezuela atravessam fronteira não só para fazer compras, mas também para ganhar algum dinheiro em semáforos

 

Em um dos cruzamentos mais movimentados de Boa Vista, capital de Roraima, dois homens, de 20 e 30 anos, vendem carregadores de celular. Estão na Avenida Venezuela, mesmo nome do país que abandonaram recentemente. Assim como os dois, que não revelam o nome, outros conterrâneos buscam no Estado do extremo norte do Brasil uma alternativa para sobreviver à crise do país vizinho.

(...)

Centenas de venezuelanos estão atravessando a fronteira em busca de alimentos, produtos de limpeza e até de higiene pessoal. O caminho é o inverso ao feito por brasileiros anos atrás. Roraimenses, em sua maioria, iam a Santa Elena de Uairén, primeira cidade venezuelana, fazer as compras do mês em razão dos preços baixos.

Hoje, Roraima é o refúgio dos venezuelanos. Em Pacaraima, na fronteira com o país presidido por Nicolás Maduro, o comércio está funcionando todos os dias. O preço de alguns alimentos quase dobrou nos últimos meses. Nas ruas da cidade, é possível ver fardos e mais fardos de arroz, açúcar, feijão e trigo.

(...)

Quem preferiu deixar a Venezuela e escolheu Roraima para morar, precisa de visto, que pode ser de estudo, trabalho, turismo ou negócios.

“Nossa situação ainda não está regular, então, temos de arranjar alguma maneira de conseguir dinheiro”, disse o jovem de 20 anos em um “portunhol” de difícil compreensão. Quem não vende alguma coisa no semáforo, pede. É o caso de dezenas de indígenas, que pedem dinheiro de carro em carro.

Mas quem está nessa situação pode ser deportado a qualquer momento. Somente nesta semana, a Polícia Federal deportou 25 venezuelanos, incluindo indígenas abordados nas ruas de Boa Vista. Eles foram “flagrados sem documentação regular de estada no Brasil, alguns pedindo esmolas ou vendendo produtos nas ruas e semáforos”.

Eles se juntam aos mais de 250 estrangeiros deportados de setembro de 2015 a abril deste ano. O prazo de estada máximo de um estrangeiro no Brasil, em viagem de turismo ou viagem a negócios, é de 90 dias, concedidos na entrada com a possibilidade de uma prorrogação de até outros 90 dias, totalizando o máximo de 180 dias por ano.

Há ainda quem escolha outra alternativa. O número de prostitutas também cresceu na cidade, principalmente na periferia. No bairro Caimbé, zona oeste de Boa Vista, é possível ver mulheres fazendo ponto às 10 horas da manhã. Quem mora perto, diz que quase todas são estrangeiras.

 

O Estadão- Internacional. Disponível em: <http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,roraima-sofre-invasao-venezuelana,10000067511>. Acesso em 03/11/2016.

 

As duas vezes em que o verbo “escolher” apareceu no texto nas formas flexionadas “escolheu” e “escolha”, ambas estavam se referindo respectivamente à(o)

 

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Roraima sofre ‘invasão’ venezuelana

 

Fugindo da crise, cidadãos da Venezuela atravessam fronteira não só para fazer compras, mas também para ganhar algum dinheiro em semáforos

 

Em um dos cruzamentos mais movimentados de Boa Vista, capital de Roraima, dois homens, de 20 e 30 anos, vendem carregadores de celular. Estão na Avenida Venezuela, mesmo nome do país que abandonaram recentemente. Assim como os dois, que não revelam o nome, outros conterrâneos buscam no Estado do extremo norte do Brasil uma alternativa para sobreviver à crise do país vizinho.

(...)

Centenas de venezuelanos estão atravessando a fronteira em busca de alimentos, produtos de limpeza e até de higiene pessoal. O caminho é o inverso ao feito por brasileiros anos atrás. Roraimenses, em sua maioria, iam a Santa Elena de Uairén, primeira cidade venezuelana, fazer as compras do mês em razão dos preços baixos.

Hoje, Roraima é o refúgio dos venezuelanos. Em Pacaraima, na fronteira com o país presidido por Nicolás Maduro, o comércio está funcionando todos os dias. O preço de alguns alimentos quase dobrou nos últimos meses. Nas ruas da cidade, é possível ver fardos e mais fardos de arroz, açúcar, feijão e trigo.

(...)

Quem preferiu deixar a Venezuela e escolheu Roraima para morar, precisa de visto, que pode ser de estudo, trabalho, turismo ou negócios.

“Nossa situação ainda não está regular, então, temos de arranjar alguma maneira de conseguir dinheiro”, disse o jovem de 20 anos em um “portunhol” de difícil compreensão. Quem não vende alguma coisa no semáforo, pede. É o caso de dezenas de indígenas, que pedem dinheiro de carro em carro.

Mas quem está nessa situação pode ser deportado a qualquer momento. Somente nesta semana, a Polícia Federal deportou 25 venezuelanos, incluindo indígenas abordados nas ruas de Boa Vista. Eles foram “flagrados sem documentação regular de estada no Brasil, alguns pedindo esmolas ou vendendo produtos nas ruas e semáforos”.

Eles se juntam aos mais de 250 estrangeiros deportados de setembro de 2015 a abril deste ano. O prazo de estada máximo de um estrangeiro no Brasil, em viagem de turismo ou viagem a negócios, é de 90 dias, concedidos na entrada com a possibilidade de uma prorrogação de até outros 90 dias, totalizando o máximo de 180 dias por ano.

Há ainda quem escolha outra alternativa. O número de prostitutas também cresceu na cidade, principalmente na periferia. No bairro Caimbé, zona oeste de Boa Vista, é possível ver mulheres fazendo ponto às 10 horas da manhã. Quem mora perto, diz que quase todas são estrangeiras.

 

O Estadão- Internacional. Disponível em: <http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,roraima-sofre-invasao-venezuelana,10000067511>. Acesso em 03/11/2016.

 

A função de linguagem predominante no texto é

 

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Roraima sofre ‘invasão’ venezuelana

 

Fugindo da crise, cidadãos da Venezuela atravessam fronteira não só para fazer compras, mas também para ganhar algum dinheiro em semáforos

 

Em um dos cruzamentos mais movimentados de Boa Vista, capital de Roraima, dois homens, de 20 e 30 anos, vendem carregadores de celular. Estão na Avenida Venezuela, mesmo nome do país que abandonaram recentemente. Assim como os dois, que não revelam o nome, outros conterrâneos buscam no Estado do extremo norte do Brasil uma alternativa para sobreviver à crise do país vizinho.

(...)

Centenas de venezuelanos estão atravessando a fronteira em busca de alimentos, produtos de limpeza e até de higiene pessoal. O caminho é o inverso ao feito por brasileiros anos atrás. Roraimenses, em sua maioria, iam a Santa Elena de Uairén, primeira cidade venezuelana, fazer as compras do mês em razão dos preços baixos.

Hoje, Roraima é o refúgio dos venezuelanos. Em Pacaraima, na fronteira com o país presidido por Nicolás Maduro, o comércio está funcionando todos os dias. O preço de alguns alimentos quase dobrou nos últimos meses. Nas ruas da cidade, é possível ver fardos e mais fardos de arroz, açúcar, feijão e trigo.

(...)

Quem preferiu deixar a Venezuela e escolheu Roraima para morar, precisa de visto, que pode ser de estudo, trabalho, turismo ou negócios.

“Nossa situação ainda não está regular, então, temos de arranjar alguma maneira de conseguir dinheiro”, disse o jovem de 20 anos em um “portunhol” de difícil compreensão. Quem não vende alguma coisa no semáforo, pede. É o caso de dezenas de indígenas, que pedem dinheiro de carro em carro.

Mas quem está nessa situação pode ser deportado a qualquer momento. Somente nesta semana, a Polícia Federal deportou 25 venezuelanos, incluindo indígenas abordados nas ruas de Boa Vista. Eles foram “flagrados sem documentação regular de estada no Brasil, alguns pedindo esmolas ou vendendo produtos nas ruas e semáforos”.

Eles se juntam aos mais de 250 estrangeiros deportados de setembro de 2015 a abril deste ano. O prazo de estada máximo de um estrangeiro no Brasil, em viagem de turismo ou viagem a negócios, é de 90 dias, concedidos na entrada com a possibilidade de uma prorrogação de até outros 90 dias, totalizando o máximo de 180 dias por ano.

Há ainda quem escolha outra alternativa. O número de prostitutas também cresceu na cidade, principalmente na periferia. No bairro Caimbé, zona oeste de Boa Vista, é possível ver mulheres fazendo ponto às 10 horas da manhã. Quem mora perto, diz que quase todas são estrangeiras.

 

O Estadão- Internacional. Disponível em: <http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,roraima-sofre-invasao-venezuelana,10000067511>. Acesso em 03/11/2016.

 

Quanto à legislação de imigração no Brasil apontada no texto, é correto afirmar que

 

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