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A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental
A observação do tempo geológico contrapõe-se à
percepção histórica construída na sociedade moderna
capitalista vinculada ao imediatismo. A concepção do tempo
geológico pode contribuir para uma mudança cultural dessa
percepção imediatista que tem se refletido em um consumismo
exacerbado de produtos, produtos esses que se originaram a
partir de bens minerais que se formaram ao longo do tempo
geológico e que levarão anos até serem incorporados pela terra,
quando passarão novamente a ser fonte de recurso. Os
conhecimentos do Sistema Terra oferecem condições de se
pensar a realidade de forma complexa e integrada, em diversas
escalas de tempo e espaço, o que permite a construção do
mundo físico em que vivemos. As discussões dos conteúdos
das geociências transformam a visão de mundo, tornando-a
significativa, não fragmentada, não linear, e estabelecem
conexões, expressas por características criativas, sem
mecanismos repetitivos e descontextualizados, propiciando o
conhecimento em uma rede de relações com significado,
transformando seus agentes, flexibilizando tarefas e saberes,
formando cidadãos aptos a entender e atuar em um mundo em
transformação de forma participativa.
Denise de La Corte Bacci. A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental. In: Pesquisa em debate. Edição 11, V. 6, n.º 2, jul. / dez. 2009, p. 17 e 19 (com adaptações).
Julgue os itens subsequentes, relativos aos sentidos e a aspectos estruturais e linguísticos do texto acima.
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Os depósitos de ferro de Carajás
Os enormes depósitos de ferro da Serra dos Carajás
são associados à sequência vulcanossedimentar do Grupo
Grão-Pará descrita inicialmente por Tolbert et al. (1971) e
Beisiegel et al. (1973) como constituída de três unidades:
unidade vulcânica máfica inferior, denominada formação
Parauapebas; unidade de jaspilitos intermediária, denominada
formação Carajás; e unidade vulcânica máfica superior. Sills e
diques de rochas máficas a intermediárias são intrusivos nas
três unidades definidas. Ao longo da Serra dos Carajás, o grupo
Grão-Pará é dividido em três segmentos: Serra Norte, Serra
Leste e Serra Sul, onde o grau de metamorfismo varia
sensivelmente, sendo nitidamente mais elevado na Serra Sul.
Neste último segmento, a influência da zona de cisalhamento
de alto ângulo provocou a completa recristalização dos
jaspilitos, o que conduziu à formação de verdadeiros itabiritos.
O desenvolvimento atual da mineração a céu aberto do enorme
depósito de ferro de Carajás interessa principalmente no que se
refere aos corpos N4 e N8, nos quais o metamorfismo é ausente
e limitado a zonas de cisalhamento locais. Nessas áreas, o
protominério é constituído por uma camada de jaspilitos, com
espessura entre 100 m e 400 m, totalmente preservados, que
foram descritos por Meirelles (1986) e Meirelles e Dardenne
(1993).
Marcel Auguste Dardenne e Carlos Schobbenhaus. Depósitos minerais no tempo geológico e épocas metalogenéticas. In: L. A. Bizzi, C. Schobbenhaus, R. M. Vidotti e J. H. Gonçalves. Geologia, tectônica e recursos minerais do Brasil. CPRM, Brasília, 2003, p. 376 (com adaptações).
A “formação de verdadeiros itabiritos” (l.15) resulta, em última instância, da ação do sujeito da oração que se inicia em “Neste” (l.13) e termina em “jaspilitos” (l.15).
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Assindéticas
A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental
A observação do tempo geológico contrapõe-se à
percepção histórica construída na sociedade moderna
capitalista vinculada ao imediatismo. A concepção do tempo
geológico pode contribuir para uma mudança cultural dessa
percepção imediatista que tem se refletido em um consumismo
exacerbado de produtos, produtos esses que se originaram a
partir de bens minerais que se formaram ao longo do tempo
geológico e que levarão anos até serem incorporados pela terra,
quando passarão novamente a ser fonte de recurso. Os
conhecimentos do Sistema Terra oferecem condições de se
pensar a realidade de forma complexa e integrada, em diversas
escalas de tempo e espaço, o que permite a construção do
mundo físico em que vivemos. As discussões dos conteúdos
das geociências transformam a visão de mundo, tornando-a
significativa, não fragmentada, não linear, e estabelecem
conexões, expressas por características criativas, sem
mecanismos repetitivos e descontextualizados, propiciando o
conhecimento em uma rede de relações com significado,
transformando seus agentes, flexibilizando tarefas e saberes,
formando cidadãos aptos a entender e atuar em um mundo em
transformação de forma participativa.
Denise de La Corte Bacci. A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental. In: Pesquisa em debate. Edição 11, V. 6, n.º 2, jul. / dez. 2009, p. 17 e 19 (com adaptações).
Julgue os itens subsequentes, relativos aos sentidos e a aspectos estruturais e linguísticos do texto acima.
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- OrtografiaProblemas da Norma CultaUso dos "porquês"
- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de Textos
Rios sem discurso
Quando um rio corta, corta-se de vez
o discurso-rio de água que ele fazia;
cortado, a água se quebra em pedaços,
em poços de água, em água paralítica.
Em situação de poço, a água equivale
a uma palavra em situação dicionária:
isolada, estanque no poço dela mesma,
e porque assim estanque, estancada;
e mais: porque assim estancada, muda
e muda porque com nenhuma comunica,
porque cortou-se a sintaxe desse rio,
o fio de água por que ele discorria.
O curso de um rio, seu discurso-rio,
chega raramente a se reatar de vez;
um rio precisa de muito fio de água
para refazer o fio antigo que o fez.
Salvo a grandiloquência de uma cheia
lhe impondo interina outra linguagem,
um rio precisa de muita água em fios
para que todos os poços se enfrasem:
se reatando, de um para outro poço,
em frases curtas, então frase e frase,
até a sentença-rio do discurso único
em que se tem voz a seca ele combate.
João Cabral de Melo Neto. Rios sem discurso. In: A educação pela pedra. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 26.
Julgue os itens a seguir, acerca dos sentidos do texto acima e de seus aspectos linguísticos.
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Apesar de os geólogos e engenheiros de minas serem os únicos profissionais que podem responsabilizar-se pela execução de serviços de exploração de água subterrânea, a indústria de água mineral e potável de mesa necessita também de profissionais da área de alimentos.
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Os depósitos de ferro de Carajás
Os enormes depósitos de ferro da Serra dos Carajás
são associados à sequência vulcanossedimentar do Grupo
Grão-Pará descrita inicialmente por Tolbert et al. (1971) e
Beisiegel et al. (1973) como constituída de três unidades:
unidade vulcânica máfica inferior, denominada formação
Parauapebas; unidade de jaspilitos intermediária, denominada
formação Carajás; e unidade vulcânica máfica superior. Sills e
diques de rochas máficas a intermediárias são intrusivos nas
três unidades definidas. Ao longo da Serra dos Carajás, o grupo
Grão-Pará é dividido em três segmentos: Serra Norte, Serra
Leste e Serra Sul, onde o grau de metamorfismo varia
sensivelmente, sendo nitidamente mais elevado na Serra Sul.
Neste último segmento, a influência da zona de cisalhamento
de alto ângulo provocou a completa recristalização dos
jaspilitos, o que conduziu à formação de verdadeiros itabiritos.
O desenvolvimento atual da mineração a céu aberto do enorme
depósito de ferro de Carajás interessa principalmente no que se
refere aos corpos N4 e N8, nos quais o metamorfismo é ausente
e limitado a zonas de cisalhamento locais. Nessas áreas, o
protominério é constituído por uma camada de jaspilitos, com
espessura entre 100 m e 400 m, totalmente preservados, que
foram descritos por Meirelles (1986) e Meirelles e Dardenne
(1993).
Marcel Auguste Dardenne e Carlos Schobbenhaus. Depósitos minerais no tempo geológico e épocas metalogenéticas. In: L. A. Bizzi, C. Schobbenhaus, R. M. Vidotti e J. H. Gonçalves. Geologia, tectônica e recursos minerais do Brasil. CPRM, Brasília, 2003, p. 376 (com adaptações).
Considerando as informações e estruturas do texto acima, julgue os itens seguintes.
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Rios sem discurso
Quando um rio corta, corta-se de vez
o discurso-rio de água que ele fazia;
cortado, a água se quebra em pedaços,
em poços de água, em água paralítica.
Em situação de poço, a água equivale
a uma palavra em situação dicionária:
isolada, estanque no poço dela mesma,
e porque assim estanque, estancada;
e mais: porque assim estancada, muda
e muda porque com nenhuma comunica,
porque cortou-se a sintaxe desse rio,
o fio de água por que ele discorria.
O curso de um rio, seu discurso-rio,
chega raramente a se reatar de vez;
um rio precisa de muito fio de água
para refazer o fio antigo que o fez.
Salvo a grandiloquência de uma cheia
lhe impondo interina outra linguagem,
um rio precisa de muita água em fios
para que todos os poços se enfrasem:
se reatando, de um para outro poço,
em frases curtas, então frase e frase,
até a sentença-rio do discurso único
em que se tem voz a seca ele combate.
João Cabral de Melo Neto. Rios sem discurso. In: A educação pela pedra. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 26.
Julgue os itens a seguir, acerca dos sentidos do texto acima e de seus aspectos linguísticos.
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Atlântida brasileira
Geólogos brasileiros e japoneses anunciaram que
foram encontrados, a 1.500 km da costa do Rio de Janeiro,
indícios de que estaria ali um pedaço de continente que
submergiu durante a separação da África e da América do Sul,
época em que surgiu o Oceano Atlântico. De acordo com
Roberto Ventura Santos, diretor de geologia de recursos
minerais da CPRM, há dois anos, durante um serviço de
dragagem (retirada de solo oceânico para análise) na região da
Elevação Rio Grande — uma cordilheira marítima em águas
brasileiras e internacionais —, foram encontradas amostras de
granito, rocha considerada continental. Ele explica que,
inicialmente, levantou-se a hipótese de que o recolhimento de
tais amostras fora engano ou acidente. No entanto, no último
mês, uma expedição com cientistas do Brasil e do Japão, a
bordo do equipamento submersível Shinkai 6.500, observou a
formação geológica que está em frente à costa brasileira e, a
partir de análises, passou a considerar que a região pode conter
um pedaço de continente que ficou perdido no mar por milhões
de anos. “Pode ser a Atlântida do Brasil. Estamos perto de ter
certeza, mas precisamos fortalecer essahipótese. A certificação
final deve ocorrer ainda este ano, quando vamos fazer
perfurações na região para encontrar mais amostras”, explicou
Ventura. O diretor da CPRM não especificou a idade dessas
rochas, no entanto contou que os pedaços de crosta continental
encontrados são mais antigos que as rochas encontradas no
assoalho oceânico, nome dado à superfície da Terra que fica
abaixo do nível das águas do mar.
Internet: http://g1.globo.com (com adaptações).
Na linha 15, a forma verbal “observou” está no singular para concordar com o sujeito da oração, “equipamento submersível Shinkai 6.500”.
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Os depósitos de ferro de Carajás
Os enormes depósitos de ferro da Serra dos Carajás
são associados à sequência vulcanossedimentar do Grupo
Grão-Pará descrita inicialmente por Tolbert et al. (1971) e
Beisiegel et al. (1973) como constituída de três unidades:
unidade vulcânica máfica inferior, denominada formação
Parauapebas; unidade de jaspilitos intermediária, denominada
formação Carajás; e unidade vulcânica máfica superior. Sills e
diques de rochas máficas a intermediárias são intrusivos nas
três unidades definidas. Ao longo da Serra dos Carajás, o grupo
Grão-Pará é dividido em três segmentos: Serra Norte, Serra
Leste e Serra Sul, onde o grau de metamorfismo varia
sensivelmente, sendo nitidamente mais elevado na Serra Sul.
Neste último segmento, a influência da zona de cisalhamento
de alto ângulo provocou a completa recristalização dos
jaspilitos, o que conduziu à formação de verdadeiros itabiritos.
O desenvolvimento atual da mineração a céu aberto do enorme
depósito de ferro de Carajás interessa principalmente no que se
refere aos corpos N4 e N8, nos quais o metamorfismo é ausente
e limitado a zonas de cisalhamento locais. Nessas áreas, o
protominério é constituído por uma camada de jaspilitos, com
espessura entre 100 m e 400 m, totalmente preservados, que
foram descritos por Meirelles (1986) e Meirelles e Dardenne
(1993).
Marcel Auguste Dardenne e Carlos Schobbenhaus. Depósitos minerais no tempo geológico e épocas metalogenéticas. In: L. A. Bizzi, C. Schobbenhaus, R. M. Vidotti e J. H. Gonçalves. Geologia, tectônica e recursos minerais do Brasil. CPRM, Brasília, 2003, p. 376 (com adaptações).
Considerando as informações e estruturas do texto acima, julgue os itens seguintes.
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A 1.500 km da costa do Rio de Janeiro, a
aproximadamente 2.000 m de profundidade, repousa, abaixo
do Oceano Atlântico, um pequeno continente perdido. Esse
pedaço de terra, chamado Elevado do Rio Grande e de
tamanho próximo ao do estado de São Paulo, provavelmente se
desprendeu do território que hoje forma o Brasil em algum
ponto da separação da África e da América, iniciada há cerca
de 60 milhões de anos. Por isso, recebeu o apelido de a
Atlântida Brasileira, em referência ao mítico continente que
teria sido submerso pelo mar. A suspeita de que a região não
era uma porção comum do fundo atlântico, mas uma parte
continental afundada, surgiu há dois anos, quando um trabalho
de dragagem feito pelo Serviço Geológico do Brasil encontrou
granito no local. A presença dessa espécie de rocha no elevado
surpreendeu os pesquisadores, uma vez que ela é típica de
terras não submersas.
HumbertoRezende. Atlântidabrasileira. In: CorreioBraziliense, 7/5/2013, Caderno Ciência, p. 18 (com adaptações).
No primeiro período do texto, a expressão “a aproximadamente 2.000 m de profundidade”, é facultativo o uso de sinal indicativo de crase, dada a possibilidade de contração da preposição a , requerida pela forma verbal “repousa”, e do artigo definido a, que poderia ser empregado para determinar o substantivo “profundidade”.
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Caderno Container