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Os depósitos de ferro de Carajás

Os enormes depósitos de ferro da Serra dos Carajás

são associados à sequência vulcanossedimentar do Grupo

Grão-Pará descrita inicialmente por Tolbert et al. (1971) e

Beisiegel et al. (1973) como constituída de três unidades:

unidade vulcânica máfica inferior, denominada formação

Parauapebas; unidade de jaspilitos intermediária, denominada

formação Carajás; e unidade vulcânica máfica superior. Sills e

diques de rochas máficas a intermediárias são intrusivos nas

três unidades definidas. Ao longo da Serra dos Carajás, o grupo

Grão-Pará é dividido em três segmentos: Serra Norte, Serra

Leste e Serra Sul, onde o grau de metamorfismo varia

sensivelmente, sendo nitidamente mais elevado na Serra Sul.

Neste último segmento, a influência da zona de cisalhamento

de alto ângulo provocou a completa recristalização dos

jaspilitos, o que conduziu à formação de verdadeiros itabiritos.

O desenvolvimento atual da mineração a céu aberto do enorme

depósito de ferro de Carajás interessa principalmente no que se

refere aos corpos N4 e N8, nos quais o metamorfismo é ausente

e limitado a zonas de cisalhamento locais. Nessas áreas, o

protominério é constituído por uma camada de jaspilitos, com

espessura entre 100 m e 400 m, totalmente preservados, que

foram descritos por Meirelles (1986) e Meirelles e Dardenne

(1993).

Marcel Auguste Dardenne e Carlos Schobbenhaus. Depósitos minerais no tempo geológico e épocas metalogenéticas. In: L. A. Bizzi, C. Schobbenhaus, R. M. Vidotti e J. H. Gonçalves. Geologia, tectônica e recursos minerais do Brasil. CPRM, Brasília, 2003, p. 376 (com adaptações).


Considerando as informações e estruturas do texto acima, julgue os itens seguintes.
A descrição dos depósitos de ferro da Serra do Carajás feita “inicialmente por Tolbert et al . (1971) e Beisiegel et al. (1973)” (L.3-4) foi sensivelmente alterada e, posteriormente, invalidada pelas descrições de “Meirelles (1986) e Meirelles e Dardenne (1993)” (L.22-23), em decorrência do “desenvolvimento atual da mineração a céu aberto” (L.16) nas áreas do Grupo Grão-Pará.
 

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A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental

A observação do tempo geológico contrapõe-se à

percepção histórica construída na sociedade moderna

capitalista vinculada ao imediatismo. A concepção do tempo

geológico pode contribuir para uma mudança cultural dessa

percepção imediatista que tem se refletido em um consumismo

exacerbado de produtos, produtos esses que se originaram a

partir de bens minerais que se formaram ao longo do tempo

geológico e que levarão anos até serem incorporados pela terra,

quando passarão novamente a ser fonte de recurso. Os

conhecimentos do Sistema Terra oferecem condições de se

pensar a realidade de forma complexa e integrada, em diversas

escalas de tempo e espaço, o que permite a construção do

mundo físico em que vivemos. As discussões dos conteúdos

das geociências transformam a visão de mundo, tornando-a

significativa, não fragmentada, não linear, e estabelecem

conexões, expressas por características criativas, sem

mecanismos repetitivos e descontextualizados, propiciando o

conhecimento em uma rede de relações com significado,

transformando seus agentes, flexibilizando tarefas e saberes,

formando cidadãos aptos a entender e atuar em um mundo em

transformação de forma participativa.

Denise de La Corte Bacci. A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental. In: Pesquisa em debate. Edição 11, V. 6, n.º 2, jul. / dez. 2009, p. 17 e 19 (com adaptações).


Julgue os itens subsequentes, relativos aos sentidos e a aspectos estruturais e linguísticos do texto acima.
A ocorrência de hiato justifica o emprego do acento agudo nas vogais i e u nas palavras “construída” e “conteúdos”.
 

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Atlântida brasileira

Geólogos brasileiros e japoneses anunciaram que

foram encontrados, a 1.500 km da costa do Rio de Janeiro,

indícios de que estaria ali um pedaço de continente que

submergiu durante a separação da África e da América do Sul,

época em que surgiu o Oceano Atlântico. De acordo com

Roberto Ventura Santos, diretor de geologia de recursos

minerais da CPRM, há dois anos, durante um serviço de

dragagem (retirada de solo oceânico para análise) na região da

Elevação Rio Grande — uma cordilheira marítima em águas

brasileiras e internacionais —, foram encontradas amostras de

granito, rocha considerada continental. Ele explica que,

inicialmente, levantou-se a hipótese de que o recolhimento de

tais amostras fora engano ou acidente. No entanto, no último

mês, uma expedição com cientistas do Brasil e do Japão, a

bordo do equipamento submersível Shinkai 6.500, observou a

formação geológica que está em frente à costa brasileira e, a

partir de análises, passou a considerar que a região pode conter

um pedaço de continente que ficou perdido no mar por milhões

de anos. “Pode ser a Atlântida do Brasil. Estamos perto de ter

certeza, mas precisamos fortalecer essahipótese. A certificação

final deve ocorrer ainda este ano, quando vamos fazer

perfurações na região para encontrar mais amostras”, explicou

Ventura. O diretor da CPRM não especificou a idade dessas

rochas, no entanto contou que os pedaços de crosta continental

encontrados são mais antigos que as rochas encontradas no

assoalho oceânico, nome dado à superfície da Terra que fica

abaixo do nível das águas do mar.

Internet: http://g1.globo.com (com adaptações).


Com relação aos sentidos e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
Os parênteses e os travessões empregados no segundo período do texto e a vírgula empregada logo após “oceânico” (L.26) são empregados para isolar definições de termos nem sempre conhecidos do leitor comum, ao qual esse gênero textual se dirige.
 

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Rios sem discurso

Quando um rio corta, corta-se de vez

o discurso-rio de água que ele fazia;

cortado, a água se quebra em pedaços,

em poços de água, em água paralítica.

Em situação de poço, a água equivale

a uma palavra em situação dicionária:

isolada, estanque no poço dela mesma,

e porque assim estanque, estancada;

e mais: porque assim estancada, muda

e muda porque com nenhuma comunica,

porque cortou-se a sintaxe desse rio,

o fio de água por que ele discorria.

O curso de um rio, seu discurso-rio,

chega raramente a se reatar de vez;

um rio precisa de muito fio de água

para refazer o fio antigo que o fez.

Salvo a grandiloquência de uma cheia

lhe impondo interina outra linguagem,

um rio precisa de muita água em fios

para que todos os poços se enfrasem:

se reatando, de um para outro poço,

em frases curtas, então frase e frase,

até a sentença-rio do discurso único

em que se tem voz a seca ele combate.

João Cabral de Melo Neto. Rios sem discurso. In: A educação pela pedra. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 26.


Julgue os itens a seguir, acerca dos sentidos do texto acima e de seus aspectos linguísticos.
A linguagem do texto baseia-se na equivalência simbólica entre o discurso, feito de palavras, e o rio, composto de fios de água.
 

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Atlântida brasileira

Geólogos brasileiros e japoneses anunciaram que

foram encontrados, a 1.500 km da costa do Rio de Janeiro,

indícios de que estaria ali um pedaço de continente que

submergiu durante a separação da África e da América do Sul,

época em que surgiu o Oceano Atlântico. De acordo com

Roberto Ventura Santos, diretor de geologia de recursos

minerais da CPRM, há dois anos, durante um serviço de

dragagem (retirada de solo oceânico para análise) na região da

Elevação Rio Grande — uma cordilheira marítima em águas

brasileiras e internacionais —, foram encontradas amostras de

granito, rocha considerada continental. Ele explica que,

inicialmente, levantou-se a hipótese de que o recolhimento de

tais amostras fora engano ou acidente. No entanto, no último

mês, uma expedição com cientistas do Brasil e do Japão, a

bordo do equipamento submersível Shinkai 6.500, observou a

formação geológica que está em frente à costa brasileira e, a

partir de análises, passou a considerar que a região pode conter

um pedaço de continente que ficou perdido no mar por milhões

de anos. “Pode ser a Atlântida do Brasil. Estamos perto de ter

certeza, mas precisamos fortalecer essahipótese. A certificação

final deve ocorrer ainda este ano, quando vamos fazer

perfurações na região para encontrar mais amostras”, explicou

Ventura. O diretor da CPRM não especificou a idade dessas

rochas, no entanto contou que os pedaços de crosta continental

encontrados são mais antigos que as rochas encontradas no

assoalho oceânico, nome dado à superfície da Terra que fica

abaixo do nível das águas do mar.

Internet: http://g1.globo.com (com adaptações).

Com relação aos sentidos e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item que se segue.
O emprego das formas e das locuções verbais “estaria” (l.3), “pode conter” (l.17), “Pode ser” (l.19) e “deve ocorrer” (l.21) indica que o fato abordado no texto relaciona-se a uma hipótese, que poderá ou não se confirmar no futuro.
 

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A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental

A observação do tempo geológico contrapõe-se à

percepção histórica construída na sociedade moderna

capitalista vinculada ao imediatismo. A concepção do tempo

geológico pode contribuir para uma mudança cultural dessa

percepção imediatista que tem se refletido em um consumismo

exacerbado de produtos, produtos esses que se originaram a

partir de bens minerais que se formaram ao longo do tempo

geológico e que levarão anos até serem incorporados pela terra,

quando passarão novamente a ser fonte de recurso. Os

conhecimentos do Sistema Terra oferecem condições de se

pensar a realidade de forma complexa e integrada, em diversas

escalas de tempo e espaço, o que permite a construção do

mundo físico em que vivemos. As discussões dos conteúdos

das geociências transformam a visão de mundo, tornando-a

significativa, não fragmentada, não linear, e estabelecem

conexões, expressas por características criativas, sem

mecanismos repetitivos e descontextualizados, propiciando o

conhecimento em uma rede de relações com significado,

transformando seus agentes, flexibilizando tarefas e saberes,

formando cidadãos aptos a entender e atuar em um mundo em

transformação de forma participativa.

Denise de La Corte Bacci. A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental. In: Pesquisa em debate. Edição 11, V. 6, n.º 2, jul. / dez. 2009, p. 17 e 19 (com adaptações).


Julgue os itens subsequentes, relativos aos sentidos e a aspectos estruturais e linguísticos do texto acima.
Dados a organização das ideias no texto e o emprego de forma verbal flexionada na primeira pessoa do plural em “a construção do mundo físico em que vivemos” (L.12-13), infere-se que os conhecimentos geológicos têm importância para toda a sociedade.
 

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Os depósitos de ferro de Carajás

Os enormes depósitos de ferro da Serra dos Carajás

são associados à sequência vulcanossedimentar do Grupo

Grão-Pará descrita inicialmente por Tolbert et al. (1971) e

Beisiegel et al. (1973) como constituída de três unidades:

unidade vulcânica máfica inferior, denominada formação

Parauapebas; unidade de jaspilitos intermediária, denominada

formação Carajás; e unidade vulcânica máfica superior. Sills e

diques de rochas máficas a intermediárias são intrusivos nas

três unidades definidas. Ao longo da Serra dos Carajás, o grupo

Grão-Pará é dividido em três segmentos: Serra Norte, Serra

Leste e Serra Sul, onde o grau de metamorfismo varia

sensivelmente, sendo nitidamente mais elevado na Serra Sul.

Neste último segmento, a influência da zona de cisalhamento

de alto ângulo provocou a completa recristalização dos

jaspilitos, o que conduziu à formação de verdadeiros itabiritos.

O desenvolvimento atual da mineração a céu aberto do enorme

depósito de ferro de Carajás interessa principalmente no que se

refere aos corpos N4 e N8, nos quais o metamorfismo é ausente

e limitado a zonas de cisalhamento locais. Nessas áreas, o

protominério é constituído por uma camada de jaspilitos, com

espessura entre 100 m e 400 m, totalmente preservados, que

foram descritos por Meirelles (1986) e Meirelles e Dardenne

(1993).

Marcel Auguste Dardenne e Carlos Schobbenhaus. Depósitos minerais no tempo geológico e épocas metalogenéticas. In: L. A. Bizzi, C. Schobbenhaus, R. M. Vidotti e J. H. Gonçalves. Geologia, tectônica e recursos minerais do Brasil. CPRM, Brasília, 2003, p. 376 (com adaptações).


Considerando as informações e estruturas do texto acima, julgue os itens seguintes.
Em “o que conduziu à formação” (L.15), o emprego do sinal indicativo de crase é obrigatório, de forma que a omissão desse sinal alteraria os sentidos do texto e prejudicaria sua correção gramatical.
 

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A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental

A observação do tempo geológico contrapõe-se à

percepção histórica construída na sociedade moderna

capitalista vinculada ao imediatismo. A concepção do tempo

geológico pode contribuir para uma mudança cultural dessa

percepção imediatista que tem se refletido em um consumismo

exacerbado de produtos, produtos esses que se originaram a

partir de bens minerais que se formaram ao longo do tempo

geológico e que levarão anos até serem incorporados pela terra,

quando passarão novamente a ser fonte de recurso. Os

conhecimentos do Sistema Terra oferecem condições de se

pensar a realidade de forma complexa e integrada, em diversas

escalas de tempo e espaço, o que permite a construção do

mundo físico em que vivemos. As discussões dos conteúdos

das geociências transformam a visão de mundo, tornando-a

significativa, não fragmentada, não linear, e estabelecem

conexões, expressas por características criativas, sem

mecanismos repetitivos e descontextualizados, propiciando o

conhecimento em uma rede de relações com significado,

transformando seus agentes, flexibilizando tarefas e saberes,

formando cidadãos aptos a entender e atuar em um mundo em

transformação de forma participativa.

Denise de La Corte Bacci. A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental. In: Pesquisa em debate. Edição 11, V. 6, n.º 2, jul. / dez. 2009, p. 17 e 19 (com adaptações).

Julgue o item subsequente , relativo aos sentidos e a aspectos estruturais e linguísticos do texto acima.
O referente dos sujeitos das orações “que levarão anos até serem incorporados pela terra” (l.8) e “quando passarão novamente a ser fonte de recurso” (l.9) é “produtos” (l.6).
 

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Rios sem discurso

Quando um rio corta, corta-se de vez

o discurso-rio de água que ele fazia;

cortado, a água se quebra em pedaços,

em poços de água, em água paralítica.

Em situação de poço, a água equivale

a uma palavra em situação dicionária:

isolada, estanque no poço dela mesma,

e porque assim estanque, estancada;

e mais: porque assim estancada, muda

e muda porque com nenhuma comunica,

porque cortou-se a sintaxe desse rio,

o fio de água por que ele discorria.

O curso de um rio, seu discurso-rio,

chega raramente a se reatar de vez;

um rio precisa de muito fio de água

para refazer o fio antigo que o fez.

Salvo a grandiloquência de uma cheia

lhe impondo interina outra linguagem,

um rio precisa de muita água em fios

para que todos os poços se enfrasem:

se reatando, de um para outro poço,

em frases curtas, então frase e frase,

até a sentença-rio do discurso único

em que se tem voz a seca ele combate.

João Cabral de Melo Neto. Rios sem discurso. In: A educação pela pedra. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 26.


Julgue os itens a seguir, acerca dos sentidos do texto acima e de seus aspectos linguísticos.
A prevalência do sentido figurado no texto indica que o autor fala da própria construção textual sem considerar a realidade concreta do rio, da água, do poço, da enchente e da seca.
 

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Com relação à situação da saúde pública no Brasil, julgue os itens que se seguem.
Recentemente, o governo federal lançou o programa Mais Médicos, que tem por objetivo atrair médicos, tanto brasileiros quanto estrangeiros, para o interior do país e para a periferia das grandes cidades.
 

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