Foram encontradas 40 questões.
Qual é esse número?
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Uma pesquisa sobre preferências de lazer nos finais de semana foi realizada com um grupo de pessoas. Cada pessoa fez uma única escolha.
A Tabela apresenta alguns dados dessa pesquisa.
|
Lazer predileto |
Percentual |
|
Ficar com a família |
18% |
|
Ir ao cinema |
15% |
|
Reunir-se com os amigos |
22% |
|
Viajar |
21% |
|
Praticar esportes |
24% |
|
TOTAL: |
100% |
A razão entre o número de pessoas que responderam “ficar com a família” e o de pessoas que responderam preferir “praticar esportes”, nessa ordem, é
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• Pedro já estava na fila quando João chegou;
• antes de ser atendido, Bruno terá de aguardar o atendimento de três pessoas;
• Pedro será atendido imediatamente após Carlos;
• se Carlos sair da fila, André será o quarto a ser atendido.
A terceira pessoa da fila é
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Se, no segundo mês, ele depositou R$ 126,00 a mais do que no primeiro e, no terceiro mês, R$ 48,00 a menos do que no segundo, qual foi o valor depositado no segundo mês?
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Febre de liquidação
Passo em frente da vitrine. Observo um paletó
quadriculado, uma calça preta e duas camisas polo,
devidamente acompanhados de um cartaz discreto
anunciando a “remarcação”. Fujo apressadamente
pelos labirintos do shopping. Tarde demais, fui fisga-
do. Mal atinjo as escadas rolantes, inicio o caminho
de volta. O coração badala como um sino. A respi-
ração ofegante. São os primeiros sintomas da febre
por liquidação, que me ataca cada vez que vejo uma
vitrine com promessas sedutoras.
Atravesso as portas da loja, farejo em torno, com
o mesmo entusiasmo de um leão vendo criancinhas
em um safári. No primeiro momento, tenho a impres-
são de que entrei numa estação de metrô. A febre já
atingiu a multidão. Os vendedores, cercados, pare-
cem astros da Globo envoltos pelos fãs. Dou duas co-
toveladas em um dos rapazes com ar de executivos
e peço o tal paletó. O funcionário explica que só tem
determinado número. Minto:
— Acho que é o meu.
Ele me observa, incrédulo. É dois algarismos
menor, mas quem sabe? Acho que emagreci 1
gramas na última semana. Experimento. Não fecha.
Respiro fundo e abotoo. Assim devem ter se sentido
as mulheres com espartilho. Gemo, quase sem voz:
— Está um pouquinho apertado.
— É o maior que temos — diz, cruel.
Decido. Vou levar, apesar da barriga encolhida.
O vendedor arregala os olhos. Explico:
— Estou fazendo regime. No ano que vem vai
caber direitinho.
De qualquer maneira, só poderia usá-lo no pró-
ximo inverno. É de lã pesada, e está fazendo o maior
calor. Só de experimentar fiquei suando. [...]
Concordo que fui precipitado em comprar uma
roupa para quando estiver magro, só para aproveitar
o preço. Meu regime dura oito anos, sem resultados
visíveis.
Desabafo com uma amiga naturalista, que vive
apregoando um modo de vida mais simples, sem
muitas posses. Ela me aconselha: Não compre mais
nada. Resista. Aprendi muito quando passei a viver
apenas com o necessário. Revela, com ar culpado:
— Sabe, na minha fase consumista, juntei roupa
para 150 anos.
Sorrio, solidário. Ela pergunta, por mera curiosi-
dade, os preços da loja. Também pede o endereço.
Mais tarde a descubro no shopping, mergulhada na
arara das blusas de lã. Febre de liquidação é pior que
gripe, dá até recaída. Com um detalhe: a gente gasta,
gasta, e ainda acha que levou vantagem.
CARRASCO, W. O golpe do aniversariante e outras crônicas. In: Para Gostar de Ler. São Paulo: Ática, 2005. v.20, p. 60-63.
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O trecho que comprova essa afirmação é:
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Febre de liquidação
Passo em frente da vitrine. Observo um paletó
quadriculado, uma calça preta e duas camisas polo,
devidamente acompanhados de um cartaz discreto
anunciando a “remarcação”. Fujo apressadamente
pelos labirintos do shopping. Tarde demais, fui fisga-
do. Mal atinjo as escadas rolantes, inicio o caminho
de volta. O coração badala como um sino. A respi-
ração ofegante. São os primeiros sintomas da febre
por liquidação, que me ataca cada vez que vejo uma
vitrine com promessas sedutoras.
Atravesso as portas da loja, farejo em torno, com
o mesmo entusiasmo de um leão vendo criancinhas
em um safári. No primeiro momento, tenho a impres-
são de que entrei numa estação de metrô. A febre já
atingiu a multidão. Os vendedores, cercados, pare-
cem astros da Globo envoltos pelos fãs. Dou duas co-
toveladas em um dos rapazes com ar de executivos
e peço o tal paletó. O funcionário explica que só tem
determinado número. Minto:
— Acho que é o meu.
Ele me observa, incrédulo. É dois algarismos
menor, mas quem sabe? Acho que emagreci 1
gramas na última semana. Experimento. Não fecha.
Respiro fundo e abotoo. Assim devem ter se sentido
as mulheres com espartilho. Gemo, quase sem voz:
— Está um pouquinho apertado.
— É o maior que temos — diz, cruel.
Decido. Vou levar, apesar da barriga encolhida.
O vendedor arregala os olhos. Explico:
— Estou fazendo regime. No ano que vem vai
caber direitinho.
De qualquer maneira, só poderia usá-lo no pró-
ximo inverno. É de lã pesada, e está fazendo o maior
calor. Só de experimentar fiquei suando. [...]
Concordo que fui precipitado em comprar uma
roupa para quando estiver magro, só para aproveitar
o preço. Meu regime dura oito anos, sem resultados
visíveis.
Desabafo com uma amiga naturalista, que vive
apregoando um modo de vida mais simples, sem
muitas posses. Ela me aconselha: Não compre mais
nada. Resista. Aprendi muito quando passei a viver
apenas com o necessário. Revela, com ar culpado:
— Sabe, na minha fase consumista, juntei roupa
para 150 anos.
Sorrio, solidário. Ela pergunta, por mera curiosi-
dade, os preços da loja. Também pede o endereço.
Mais tarde a descubro no shopping, mergulhada na
arara das blusas de lã. Febre de liquidação é pior que
gripe, dá até recaída. Com um detalhe: a gente gasta,
gasta, e ainda acha que levou vantagem.
CARRASCO, W. O golpe do aniversariante e outras crônicas. In: Para Gostar de Ler. São Paulo: Ática, 2005. v.20, p. 60-63.
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Febre de liquidação
Passo em frente da vitrine. Observo um paletó
quadriculado, uma calça preta e duas camisas polo,
devidamente acompanhados de um cartaz discreto
anunciando a “remarcação”. Fujo apressadamente
pelos labirintos do shopping. Tarde demais, fui fisga-
do. Mal atinjo as escadas rolantes, inicio o caminho
de volta. O coração badala como um sino. A respi-
ração ofegante. São os primeiros sintomas da febre
por liquidação, que me ataca cada vez que vejo uma
vitrine com promessas sedutoras.
Atravesso as portas da loja, farejo em torno, com
o mesmo entusiasmo de um leão vendo criancinhas
em um safári. No primeiro momento, tenho a impres-
são de que entrei numa estação de metrô. A febre já
atingiu a multidão. Os vendedores, cercados, pare-
cem astros da Globo envoltos pelos fãs. Dou duas co-
toveladas em um dos rapazes com ar de executivos
e peço o tal paletó. O funcionário explica que só tem
determinado número. Minto:
— Acho que é o meu.
Ele me observa, incrédulo. É dois algarismos
menor, mas quem sabe? Acho que emagreci 1
gramas na última semana. Experimento. Não fecha.
Respiro fundo e abotoo. Assim devem ter se sentido
as mulheres com espartilho. Gemo, quase sem voz:
— Está um pouquinho apertado.
— É o maior que temos — diz, cruel.
Decido. Vou levar, apesar da barriga encolhida.
O vendedor arregala os olhos. Explico:
— Estou fazendo regime. No ano que vem vai
caber direitinho.
De qualquer maneira, só poderia usá-lo no pró-
ximo inverno. É de lã pesada, e está fazendo o maior
calor. Só de experimentar fiquei suando. [...]
Concordo que fui precipitado em comprar uma
roupa para quando estiver magro, só para aproveitar
o preço. Meu regime dura oito anos, sem resultados
visíveis.
Desabafo com uma amiga naturalista, que vive
apregoando um modo de vida mais simples, sem
muitas posses. Ela me aconselha: Não compre mais
nada. Resista. Aprendi muito quando passei a viver
apenas com o necessário. Revela, com ar culpado:
— Sabe, na minha fase consumista, juntei roupa
para 150 anos.
Sorrio, solidário. Ela pergunta, por mera curiosi-
dade, os preços da loja. Também pede o endereço.
Mais tarde a descubro no shopping, mergulhada na
arara das blusas de lã. Febre de liquidação é pior que
gripe, dá até recaída. Com um detalhe: a gente gasta,
gasta, e ainda acha que levou vantagem.
CARRASCO, W. O golpe do aniversariante e outras crônicas. In: Para Gostar de Ler. São Paulo: Ática, 2005. v.20, p. 60-63.
Que trecho comprova essa afirmação?
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Febre de liquidação
Passo em frente da vitrine. Observo um paletó
quadriculado, uma calça preta e duas camisas polo,
devidamente acompanhados de um cartaz discreto
anunciando a “remarcação”. Fujo apressadamente
pelos labirintos do shopping. Tarde demais, fui fisga-
do. Mal atinjo as escadas rolantes, inicio o caminho
de volta. O coração badala como um sino. A respi-
ração ofegante. São os primeiros sintomas da febre
por liquidação, que me ataca cada vez que vejo uma
vitrine com promessas sedutoras.
Atravesso as portas da loja, farejo em torno, com
o mesmo entusiasmo de um leão vendo criancinhas
em um safári. No primeiro momento, tenho a impres-
são de que entrei numa estação de metrô. A febre já
atingiu a multidão. Os vendedores, cercados, pare-
cem astros da Globo envoltos pelos fãs. Dou duas co-
toveladas em um dos rapazes com ar de executivos
e peço o tal paletó. O funcionário explica que só tem
determinado número. Minto:
— Acho que é o meu.
Ele me observa, incrédulo. É dois algarismos
menor, mas quem sabe? Acho que emagreci 1
gramas na última semana. Experimento. Não fecha.
Respiro fundo e abotoo. Assim devem ter se sentido
as mulheres com espartilho. Gemo, quase sem voz:
— Está um pouquinho apertado.
— É o maior que temos — diz, cruel.
Decido. Vou levar, apesar da barriga encolhida.
O vendedor arregala os olhos. Explico:
— Estou fazendo regime. No ano que vem vai
caber direitinho.
De qualquer maneira, só poderia usá-lo no pró-
ximo inverno. É de lã pesada, e está fazendo o maior
calor. Só de experimentar fiquei suando. [...]
Concordo que fui precipitado em comprar uma
roupa para quando estiver magro, só para aproveitar
o preço. Meu regime dura oito anos, sem resultados
visíveis.
Desabafo com uma amiga naturalista, que vive
apregoando um modo de vida mais simples, sem
muitas posses. Ela me aconselha: Não compre mais
nada. Resista. Aprendi muito quando passei a viver
apenas com o necessário. Revela, com ar culpado:
— Sabe, na minha fase consumista, juntei roupa
para 150 anos.
Sorrio, solidário. Ela pergunta, por mera curiosi-
dade, os preços da loja. Também pede o endereço.
Mais tarde a descubro no shopping, mergulhada na
arara das blusas de lã. Febre de liquidação é pior que
gripe, dá até recaída. Com um detalhe: a gente gasta,
gasta, e ainda acha que levou vantagem.
CARRASCO, W. O golpe do aniversariante e outras crônicas. In: Para Gostar de Ler. São Paulo: Ática, 2005. v.20, p. 60-63.
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