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Foram encontradas 85 questões.

4148542 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

• Leia o texto abaixo, do Jornal O Globo, em sua edição online de 20 de agosto de 2025, para depois responder as questões de 1 a 10.

Uma dose de tédio, por favor!

Já não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir uma certa ansiedade.

No início, era uma única tela. Aos 10 anos, eu voltava da escola, almoçava e ligava a TV. A programação era sempre uma surpresa. Cabia ao Pedro criança aceitar aquele desenho aleatório ou desligar a tela e ir encontrar alguma outra brincadeira. O programa muitas vezes já tinha iniciado. Passados alguns minutos, o episódio era interrompido e os comerciais apareciam. Parte 1. Comercial. Parte 2. Comercial. Parte 3. Mais comercial... a cada pausa, eu sentia tédio.

Hoje, no entanto, fica difícil encontrar esse antigo companheiro por aí. Ele foi colocado de castigo, confinado por múltiplas telas e programas que emendam um no outro. Se antes o Pedro criança não controlava o que estava passando, qual seria o próximo desenho, hoje vejo crianças pulando partes de um filme, acelerando um episódio e alternando as plataformas de streamings, como se trocassem de canal. Um ritmo sem respiros. E, convenhamos, não são apenas as crianças.

E o que me incomoda aqui não é o avanço da tecnologia, mas sim do que ela nos privou: da capacidade de não fazer nada. Qual foi a última vez que você entrou numa sala de espera para uma consulta médica e simplesmente ficou olhando para o teto, divagando? Hoje a gente chega, senta e abre o celular. Entra no carro e abre o celular. Até o tédio de uma curta viagem de elevador não é mais tolerável. Usamos esses poucos segundos para dar aquela atualizada nas redes sociais: nenhum like. Na próxima, eu tento a sorte.

Em um experimento realizado pela revista Science, participantes foram colocados em uma sala vazia por 15 minutos, com apenas um aparelho que dava choques (caso acionado). O resultado: a maior parte das pessoas, sobretudo os homens, preferiu receber choques para não precisar lidar apenas com os próprios pensamentos. “Zap”, essa doeu...

E o preocupante é que a ausência do tédio vem agravando problemas sérios que enfrentamos. Falta de concentração, incapacidade de focar em uma atividade por alguns minutos... Não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir um certo grau de ansiedade. A verdade é que o nosso antigo companheiro, o Tédio, nos fazia bem. Ele nos convidava ao silêncio e à pausa.

Trabalhar nas redes tentando incentivar a leitura é ser diariamente lembrado desse problema. Cada vez mais leitores me pedem dicas de livros que “prendem” até o final, porque não conseguem lidar com uma leitura mais densa. Como suportar uma narrativa que não entrega uma surpresa a cada poucas páginas?

No entanto, a leitura exige tempo, pausa e silêncio — suplementos que não encontramos à venda em forma de gomas. Ela também exige o Tédio. Abrir um livro, portanto, pode ser uma excelente oportunidade de começar a fazer as pazes e retomar uma certa intimidade com aquele nosso velho companheiro. Mas hoje a dica que eu quero deixar para você é mais simples: olhe mais para o teto e deixe os pensamentos te levarem.

Pedro Pacífico

Sua versão original está disponível online em: https://oglobo.globo.com/cultura/pedro-pacifico/coluna/2025/08/uma-dose-de-tedio-por-favor.ghtml. Acesso em: 01/09/2025.

No texto, o autor alterna a grafia da palavra tédio em minúscula (“sentia tédio”) e em maiúscula (“nosso antigo companheiro, o Tédio”). Esse recurso tem como principal efeito de sentido:

 

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4148541 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

• Leia o texto abaixo, do Jornal O Globo, em sua edição online de 20 de agosto de 2025, para depois responder as questões de 1 a 10.

Uma dose de tédio, por favor!

Já não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir uma certa ansiedade.

No início, era uma única tela. Aos 10 anos, eu voltava da escola, almoçava e ligava a TV. A programação era sempre uma surpresa. Cabia ao Pedro criança aceitar aquele desenho aleatório ou desligar a tela e ir encontrar alguma outra brincadeira. O programa muitas vezes já tinha iniciado. Passados alguns minutos, o episódio era interrompido e os comerciais apareciam. Parte 1. Comercial. Parte 2. Comercial. Parte 3. Mais comercial... a cada pausa, eu sentia tédio.

Hoje, no entanto, fica difícil encontrar esse antigo companheiro por aí. Ele foi colocado de castigo, confinado por múltiplas telas e programas que emendam um no outro. Se antes o Pedro criança não controlava o que estava passando, qual seria o próximo desenho, hoje vejo crianças pulando partes de um filme, acelerando um episódio e alternando as plataformas de streamings, como se trocassem de canal. Um ritmo sem respiros. E, convenhamos, não são apenas as crianças.

E o que me incomoda aqui não é o avanço da tecnologia, mas sim do que ela nos privou: da capacidade de não fazer nada. Qual foi a última vez que você entrou numa sala de espera para uma consulta médica e simplesmente ficou olhando para o teto, divagando? Hoje a gente chega, senta e abre o celular. Entra no carro e abre o celular. Até o tédio de uma curta viagem de elevador não é mais tolerável. Usamos esses poucos segundos para dar aquela atualizada nas redes sociais: nenhum like. Na próxima, eu tento a sorte.

Em um experimento realizado pela revista Science, participantes foram colocados em uma sala vazia por 15 minutos, com apenas um aparelho que dava choques (caso acionado). O resultado: a maior parte das pessoas, sobretudo os homens, preferiu receber choques para não precisar lidar apenas com os próprios pensamentos. “Zap”, essa doeu...

E o preocupante é que a ausência do tédio vem agravando problemas sérios que enfrentamos. Falta de concentração, incapacidade de focar em uma atividade por alguns minutos... Não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir um certo grau de ansiedade. A verdade é que o nosso antigo companheiro, o Tédio, nos fazia bem. Ele nos convidava ao silêncio e à pausa.

Trabalhar nas redes tentando incentivar a leitura é ser diariamente lembrado desse problema. Cada vez mais leitores me pedem dicas de livros que “prendem” até o final, porque não conseguem lidar com uma leitura mais densa. Como suportar uma narrativa que não entrega uma surpresa a cada poucas páginas?

No entanto, a leitura exige tempo, pausa e silêncio — suplementos que não encontramos à venda em forma de gomas. Ela também exige o Tédio. Abrir um livro, portanto, pode ser uma excelente oportunidade de começar a fazer as pazes e retomar uma certa intimidade com aquele nosso velho companheiro. Mas hoje a dica que eu quero deixar para você é mais simples: olhe mais para o teto e deixe os pensamentos te levarem.

Pedro Pacífico

Sua versão original está disponível online em: https://oglobo.globo.com/cultura/pedro-pacifico/coluna/2025/08/uma-dose-de-tedio-por-favor.ghtml. Acesso em: 01/09/2025.

O título faz parte do texto, chamando a atenção do leitor e o orientando na produção do sentido. O título “Uma dose de tédio, por favor!” estabelece relação direta com o desenvolvimento do texto porque:

 

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4148625 Ano: 2025
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Os atos de vandalismo ocorridos em 08 de janeiro de 2025, nas sedes dos Três Poderes, demonstraram a importância política nacional de Brasília e do Distrito Federal, cujo Governador, dada a suspeita de omissão na área da segurança pública, chegou a ser afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal. Nessa época, segundo a Procuradoria-Geral da República, o plano para assassinar, em Brasília, o Presidente da República, o Vice-Presidente da República e um Ministro do Supremo Tribunal Federal foi chamado de:

Questão Anulada

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4148624 Ano: 2025
Disciplina: Física
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Um astronauta chamado Alex, com 30 anos, decide viajar a uma estrela localizada a 24 anos-luz de distância da Terra, com velocidade constante de v = 0,8 c. Ele permanece na estrela por 6 anos (no seu referencial) antes de retornar à Terra na mesma velocidade. Considere o fator de Lorentz \( \gamma \) = 5/3 ≈ 1,667. Determine, em anos, o tempo total que se passou na Terra, do ponto de vista de quem ficou na Terra, e para Alex, do ponto de vista dele, respectivamente.

Questão Anulada

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4148623 Ano: 2025
Disciplina: Química
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Enunciado 4689002-1

Disponível em: www.tabelaperiodica.org

As baterias de íon-lítio são amplamente utilizadas em diversos dispositivos, de smartphones a carros elétricos. Trata-se de um tipo de bateria recarregável que utiliza a intercalação reversível de íons de lítio em sólidos condutores eletrônicos para armazenar energia. Elas são caracterizadas por possuírem maior densidade energética, alta eficiência e por terem um ciclo de vida mais longo. Em uma célula típica, durante a descarga, ocorre a oxidação no ânodo: LiC6 → C6 + Li + e, e a redução no cátodo: LiCoO2 + Li + e → Li2CoO2. Os potenciais padrão de redução são E°(LiCoO2/Li2CoO2) = 1,0 V e E°(Li/Li) = – 3,0 V. O potencial padrão da célula durante a descarga é:

Questão Anulada

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