Foram encontradas 40 questões.
Leia o texto para responder à questão.
Opção no ensino
Inexiste solução simples e rápida para o ensino básico
público no Brasil, mas registraram-se nos últimos anos iniciativas meritórias em lugares tão diversos como Ceará, Espírito
Santo, Goiás e Pernambuco, que apresentam boa evolução
nas avaliações do MEC. E há espaço para experimentar mais.
Nesse contexto, é bem-vinda a proposta paulistana de
autorizar o terceiro setor a gerir parte das escolas municipais.
Um projeto de lei com esse teor tramita na Câmara Municipal.
Pela proposta, as organizações sociais (OSs) contratadas teriam liberdade para definir projeto pedagógico e metodologias de ensino nas unidades sob sua gestão. Ganhariam
autonomia também para montar a equipe de profissionais.
A utilização de OSs não é exatamente uma novidade nos
domínios paulistanos. Ela é realidade há vários anos na saúde; na educação, já vem sendo usada nas creches.
São, portanto, conhecidos os riscos e as vantagens do
modelo de entidades privadas sem fins lucrativos. Os contratos precisam ser fiscalizados de perto, pois há registro de
abusos. É também preciso ficar atento à qualidade dos profissionais contratados.
Não se trata, obviamente, de substituir a estrutura de
escolas administradas diretamente pelo município, com professores concursados, pelo terceiro setor. É meritório, isso
sim, introduzir um pouco de diversidade no ecossistema. A
rede oficial, como está estruturada hoje, acumula problemas.
Exemplo gritante é o absenteísmo de professores. Entre
faltas abonadas e licenças médicas, cerca de 10% dos docentes deixam de comparecer a cada dia. Não se conhecem
taxas nem remotamente parecidas na iniciativa privada.
Não se deve, contudo, passar um cheque em branco prefeitura. É preciso que a proposta seja discutida fundo pelos vereadores paulistanos e que cautelas
extras sejam adicionadas ao projeto e regulamentações posteriores.
(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/
opiniao/2022/06/opcao-no-ensino.shtml. 23.06.2022. Adaptado)
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Opção no ensino
Inexiste solução simples e rápida para o ensino básico
público no Brasil, mas registraram-se nos últimos anos iniciativas meritórias em lugares tão diversos como Ceará, Espírito
Santo, Goiás e Pernambuco, que apresentam boa evolução
nas avaliações do MEC. E há espaço para experimentar mais.
Nesse contexto, é bem-vinda a proposta paulistana de
autorizar o terceiro setor a gerir parte das escolas municipais.
Um projeto de lei com esse teor tramita na Câmara Municipal.
Pela proposta, as organizações sociais (OSs) contratadas teriam liberdade para definir projeto pedagógico e metodologias de ensino nas unidades sob sua gestão. Ganhariam
autonomia também para montar a equipe de profissionais.
A utilização de OSs não é exatamente uma novidade nos
domínios paulistanos. Ela é realidade há vários anos na saúde; na educação, já vem sendo usada nas creches.
São, portanto, conhecidos os riscos e as vantagens do
modelo de entidades privadas sem fins lucrativos. Os contratos precisam ser fiscalizados de perto, pois há registro de
abusos. É também preciso ficar atento à qualidade dos profissionais contratados.
Não se trata, obviamente, de substituir a estrutura de
escolas administradas diretamente pelo município, com professores concursados, pelo terceiro setor. É meritório, isso
sim, introduzir um pouco de diversidade no ecossistema. A
rede oficial, como está estruturada hoje, acumula problemas.
Exemplo gritante é o absenteísmo de professores. Entre
faltas abonadas e licenças médicas, cerca de 10% dos docentes deixam de comparecer a cada dia. Não se conhecem
taxas nem remotamente parecidas na iniciativa privada.
Não se deve, contudo, passar um cheque em branco prefeitura. É preciso que a proposta seja discutida fundo pelos vereadores paulistanos e que cautelas
extras sejam adicionadas ao projeto e regulamentações posteriores.
(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/
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Inexiste solução simples e rápida para o ensino básico
público no Brasil, mas registraram-se nos últimos anos iniciativas meritórias em lugares tão diversos como Ceará, Espírito
Santo, Goiás e Pernambuco, que apresentam boa evolução
nas avaliações do MEC. E há espaço para experimentar mais.
Nesse contexto, é bem-vinda a proposta paulistana de
autorizar o terceiro setor a gerir parte das escolas municipais.
Um projeto de lei com esse teor tramita na Câmara Municipal.
Pela proposta, as organizações sociais (OSs) contratadas teriam liberdade para definir projeto pedagógico e metodologias de ensino nas unidades sob sua gestão. Ganhariam
autonomia também para montar a equipe de profissionais.
A utilização de OSs não é exatamente uma novidade nos
domínios paulistanos. Ela é realidade há vários anos na saúde; na educação, já vem sendo usada nas creches.
São, portanto, conhecidos os riscos e as vantagens do
modelo de entidades privadas sem fins lucrativos. Os contratos precisam ser fiscalizados de perto, pois há registro de
abusos. É também preciso ficar atento à qualidade dos profissionais contratados.
Não se trata, obviamente, de substituir a estrutura de
escolas administradas diretamente pelo município, com professores concursados, pelo terceiro setor. É meritório, isso
sim, introduzir um pouco de diversidade no ecossistema. A
rede oficial, como está estruturada hoje, acumula problemas.
Exemplo gritante é o absenteísmo de professores. Entre
faltas abonadas e licenças médicas, cerca de 10% dos docentes deixam de comparecer a cada dia. Não se conhecem
taxas nem remotamente parecidas na iniciativa privada.
Não se deve, contudo, passar um cheque em branco prefeitura. É preciso que a proposta seja discutida fundo pelos vereadores paulistanos e que cautelas
extras sejam adicionadas ao projeto e regulamentações posteriores.
(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/
opiniao/2022/06/opcao-no-ensino.shtml. 23.06.2022. Adaptado)
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Inexiste solução simples e rápida para o ensino básico
público no Brasil, mas registraram-se nos últimos anos iniciativas meritórias em lugares tão diversos como Ceará, Espírito
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nas avaliações do MEC. E há espaço para experimentar mais.
Nesse contexto, é bem-vinda a proposta paulistana de
autorizar o terceiro setor a gerir parte das escolas municipais.
Um projeto de lei com esse teor tramita na Câmara Municipal.
Pela proposta, as organizações sociais (OSs) contratadas teriam liberdade para definir projeto pedagógico e metodologias de ensino nas unidades sob sua gestão. Ganhariam
autonomia também para montar a equipe de profissionais.
A utilização de OSs não é exatamente uma novidade nos
domínios paulistanos. Ela é realidade há vários anos na saúde; na educação, já vem sendo usada nas creches.
São, portanto, conhecidos os riscos e as vantagens do
modelo de entidades privadas sem fins lucrativos. Os contratos precisam ser fiscalizados de perto, pois há registro de
abusos. É também preciso ficar atento à qualidade dos profissionais contratados.
Não se trata, obviamente, de substituir a estrutura de
escolas administradas diretamente pelo município, com professores concursados, pelo terceiro setor. É meritório, isso
sim, introduzir um pouco de diversidade no ecossistema. A
rede oficial, como está estruturada hoje, acumula problemas.
Exemplo gritante é o absenteísmo de professores. Entre
faltas abonadas e licenças médicas, cerca de 10% dos docentes deixam de comparecer a cada dia. Não se conhecem
taxas nem remotamente parecidas na iniciativa privada.
Não se deve, contudo, passar um cheque em branco prefeitura. É preciso que a proposta seja discutida fundo pelos vereadores paulistanos e que cautelas
extras sejam adicionadas ao projeto e regulamentações posteriores.
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nas avaliações do MEC. E há espaço para experimentar mais.
Nesse contexto, é bem-vinda a proposta paulistana de
autorizar o terceiro setor a gerir parte das escolas municipais.
Um projeto de lei com esse teor tramita na Câmara Municipal.
Pela proposta, as organizações sociais (OSs) contratadas teriam liberdade para definir projeto pedagógico e metodologias de ensino nas unidades sob sua gestão. Ganhariam
autonomia também para montar a equipe de profissionais.
A utilização de OSs não é exatamente uma novidade nos
domínios paulistanos. Ela é realidade há vários anos na saúde; na educação, já vem sendo usada nas creches.
São, portanto, conhecidos os riscos e as vantagens do
modelo de entidades privadas sem fins lucrativos. Os contratos precisam ser fiscalizados de perto, pois há registro de
abusos. É também preciso ficar atento à qualidade dos profissionais contratados.
Não se trata, obviamente, de substituir a estrutura de
escolas administradas diretamente pelo município, com professores concursados, pelo terceiro setor. É meritório, isso
sim, introduzir um pouco de diversidade no ecossistema. A
rede oficial, como está estruturada hoje, acumula problemas.
Exemplo gritante é o absenteísmo de professores. Entre
faltas abonadas e licenças médicas, cerca de 10% dos docentes deixam de comparecer a cada dia. Não se conhecem
taxas nem remotamente parecidas na iniciativa privada.
Não se deve, contudo, passar um cheque em branco prefeitura. É preciso que a proposta seja discutida fundo pelos vereadores paulistanos e que cautelas
extras sejam adicionadas ao projeto e regulamentações posteriores.
(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/
opiniao/2022/06/opcao-no-ensino.shtml. 23.06.2022. Adaptado)
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Por que manter cotas na pós-graduação?
Deu na Folha de São Paulo que coletivos da USP estão
furibundos com o Departamento de Filosofia, cuja pós-graduação ainda não adotou ações afirmativas em seu processo
seletivo.
Não sou o maior fã das cotas raciais. Ainda estou preso
a ideias como a de que as políticas públicas devem preferencialmente estar baseadas no princípio da universalidade
e que, quando dirigidas a grupos específicos, devem seguir
critérios objetivamente mensuráveis. Reconheço, porém, que
o “Zeitgeist” (espírito da época) se enamorou da reserva de
vagas para minorias e gosto do resultado que essa política
produz, ainda que faça restrições ao método.
Há, contudo, um ponto que, para mim, permanece enigmático, que é a pós-graduação. Os entusiastas das cotas
celebram com razão as várias pesquisas que mostraram
que, na graduação, o desempenho dos alunos cotistas é tão
bom quanto o dos não cotistas, às vezes até um pouquinho
melhor. Diante desse diagnóstico, tenho dificuldades para
entender por que a reserva de vagas deveria se estender à
pós-graduação. Se a performance dos estudantes é semelhante, então uma prova de conhecimentos específicos da
disciplina, que são adquiridos na graduação, torna-se um critério muito razoável para presidir ao processo seletivo.
Até acho que podemos e devemos discutir outros tipos
de ação afirmativa, como uma reserva de bolsas de estudo.
Frequentemente, a dificuldade dos alunos de famílias pobres
é mais manter-se estudando, isto é, sem trabalhar para ajudar a pagar os boletos, do que o processo seletivo.
Desconheço os motivos que levaram o pessoal da filosofia, que, afinal, é a minha “alma mater”, a não instituir cotas
raciais na pós, mas gostaria de acreditar que foi o apego
à lógica.
(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 13.08.2022. Adaptado)
• … cuja pós-graduação ainda não adotou ações afirmativas… (1º parágrafo)
• … devem seguir critérios objetivamente mensuráveis. (2º parágrafo)
• … devemos discutir outros tipos de ação afirmativa… (penúltimo parágrafo)
Assinale a alternativa em que as expressões destacadas nas frases estão corretamente substituídas por formas pronominais.
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Por que manter cotas na pós-graduação?
Deu na Folha de São Paulo que coletivos da USP estão
furibundos com o Departamento de Filosofia, cuja pós-graduação ainda não adotou ações afirmativas em seu processo
seletivo.
Não sou o maior fã das cotas raciais. Ainda estou preso
a ideias como a de que as políticas públicas devem preferencialmente estar baseadas no princípio da universalidade
e que, quando dirigidas a grupos específicos, devem seguir
critérios objetivamente mensuráveis. Reconheço, porém, que
o “Zeitgeist” (espírito da época) se enamorou da reserva de
vagas para minorias e gosto do resultado que essa política
produz, ainda que faça restrições ao método.
Há, contudo, um ponto que, para mim, permanece enigmático, que é a pós-graduação. Os entusiastas das cotas
celebram com razão as várias pesquisas que mostraram
que, na graduação, o desempenho dos alunos cotistas é tão
bom quanto o dos não cotistas, às vezes até um pouquinho
melhor. Diante desse diagnóstico, tenho dificuldades para
entender por que a reserva de vagas deveria se estender à
pós-graduação. Se a performance dos estudantes é semelhante, então uma prova de conhecimentos específicos da
disciplina, que são adquiridos na graduação, torna-se um critério muito razoável para presidir ao processo seletivo.
Até acho que podemos e devemos discutir outros tipos
de ação afirmativa, como uma reserva de bolsas de estudo.
Frequentemente, a dificuldade dos alunos de famílias pobres
é mais manter-se estudando, isto é, sem trabalhar para ajudar a pagar os boletos, do que o processo seletivo.
Desconheço os motivos que levaram o pessoal da filosofia, que, afinal, é a minha “alma mater”, a não instituir cotas
raciais na pós, mas gostaria de acreditar que foi o apego
à lógica.
(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 13.08.2022. Adaptado)
Não sou o maior fã das cotas raciais. Ainda estou preso a ideias como a de que as políticas públicas devem preferencialmente estar baseadas no princípio da universalidade…
Assinale a alternativa que explicita, com uma conjunção adequada, a relação de sentido de causa que há entre as duas partes da passagem.
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Por que manter cotas na pós-graduação?
Deu na Folha de São Paulo que coletivos da USP estão
furibundos com o Departamento de Filosofia, cuja pós-graduação ainda não adotou ações afirmativas em seu processo
seletivo.
Não sou o maior fã das cotas raciais. Ainda estou preso
a ideias como a de que as políticas públicas devem preferencialmente estar baseadas no princípio da universalidade
e que, quando dirigidas a grupos específicos, devem seguir
critérios objetivamente mensuráveis. Reconheço, porém, que
o “Zeitgeist” (espírito da época) se enamorou da reserva de
vagas para minorias e gosto do resultado que essa política
produz, ainda que faça restrições ao método.
Há, contudo, um ponto que, para mim, permanece enigmático, que é a pós-graduação. Os entusiastas das cotas
celebram com razão as várias pesquisas que mostraram
que, na graduação, o desempenho dos alunos cotistas é tão
bom quanto o dos não cotistas, às vezes até um pouquinho
melhor. Diante desse diagnóstico, tenho dificuldades para
entender por que a reserva de vagas deveria se estender à
pós-graduação. Se a performance dos estudantes é semelhante, então uma prova de conhecimentos específicos da
disciplina, que são adquiridos na graduação, torna-se um critério muito razoável para presidir ao processo seletivo.
Até acho que podemos e devemos discutir outros tipos
de ação afirmativa, como uma reserva de bolsas de estudo.
Frequentemente, a dificuldade dos alunos de famílias pobres
é mais manter-se estudando, isto é, sem trabalhar para ajudar a pagar os boletos, do que o processo seletivo.
Desconheço os motivos que levaram o pessoal da filosofia, que, afinal, é a minha “alma mater”, a não instituir cotas
raciais na pós, mas gostaria de acreditar que foi o apego
à lógica.
(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 13.08.2022. Adaptado)
… devem seguir critérios objetivamente mensuráveis. (2º parágrafo)
… torna-se um critério muito razoável para presidir ao processo seletivo. (3º parágrafo)
Os termos destacados são empregados, respectivamente, com sentido
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Deu na Folha de São Paulo que coletivos da USP estão
furibundos com o Departamento de Filosofia, cuja pós-graduação ainda não adotou ações afirmativas em seu processo
seletivo.
Não sou o maior fã das cotas raciais. Ainda estou preso
a ideias como a de que as políticas públicas devem preferencialmente estar baseadas no princípio da universalidade
e que, quando dirigidas a grupos específicos, devem seguir
critérios objetivamente mensuráveis. Reconheço, porém, que
o “Zeitgeist” (espírito da época) se enamorou da reserva de
vagas para minorias e gosto do resultado que essa política
produz, ainda que faça restrições ao método.
Há, contudo, um ponto que, para mim, permanece enigmático, que é a pós-graduação. Os entusiastas das cotas
celebram com razão as várias pesquisas que mostraram
que, na graduação, o desempenho dos alunos cotistas é tão
bom quanto o dos não cotistas, às vezes até um pouquinho
melhor. Diante desse diagnóstico, tenho dificuldades para
entender por que a reserva de vagas deveria se estender à
pós-graduação. Se a performance dos estudantes é semelhante, então uma prova de conhecimentos específicos da
disciplina, que são adquiridos na graduação, torna-se um critério muito razoável para presidir ao processo seletivo.
Até acho que podemos e devemos discutir outros tipos
de ação afirmativa, como uma reserva de bolsas de estudo.
Frequentemente, a dificuldade dos alunos de famílias pobres
é mais manter-se estudando, isto é, sem trabalhar para ajudar a pagar os boletos, do que o processo seletivo.
Desconheço os motivos que levaram o pessoal da filosofia, que, afinal, é a minha “alma mater”, a não instituir cotas
raciais na pós, mas gostaria de acreditar que foi o apego
à lógica.
(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 13.08.2022. Adaptado)
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Leia o texto para responder à questão.
Por que manter cotas na pós-graduação?
Deu na Folha de São Paulo que coletivos da USP estão
furibundos com o Departamento de Filosofia, cuja pós-graduação ainda não adotou ações afirmativas em seu processo
seletivo.
Não sou o maior fã das cotas raciais. Ainda estou preso
a ideias como a de que as políticas públicas devem preferencialmente estar baseadas no princípio da universalidade
e que, quando dirigidas a grupos específicos, devem seguir
critérios objetivamente mensuráveis. Reconheço, porém, que
o “Zeitgeist” (espírito da época) se enamorou da reserva de
vagas para minorias e gosto do resultado que essa política
produz, ainda que faça restrições ao método.
Há, contudo, um ponto que, para mim, permanece enigmático, que é a pós-graduação. Os entusiastas das cotas
celebram com razão as várias pesquisas que mostraram
que, na graduação, o desempenho dos alunos cotistas é tão
bom quanto o dos não cotistas, às vezes até um pouquinho
melhor. Diante desse diagnóstico, tenho dificuldades para
entender por que a reserva de vagas deveria se estender à
pós-graduação. Se a performance dos estudantes é semelhante, então uma prova de conhecimentos específicos da
disciplina, que são adquiridos na graduação, torna-se um critério muito razoável para presidir ao processo seletivo.
Até acho que podemos e devemos discutir outros tipos
de ação afirmativa, como uma reserva de bolsas de estudo.
Frequentemente, a dificuldade dos alunos de famílias pobres
é mais manter-se estudando, isto é, sem trabalhar para ajudar a pagar os boletos, do que o processo seletivo.
Desconheço os motivos que levaram o pessoal da filosofia, que, afinal, é a minha “alma mater”, a não instituir cotas
raciais na pós, mas gostaria de acreditar que foi o apego
à lógica.
(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 13.08.2022. Adaptado)
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