Foram encontradas 40 questões.
Leia a tira, para responder à questão.

(André Dahmer, Malvados)
É correto afirmar que o efeito de sentido de humor na tira está associado

(André Dahmer, Malvados)
É correto afirmar que o efeito de sentido de humor na tira está associado
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto, para responder à questão.
O animal satisfeito dorme
O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal
satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um
dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição
humana perde substância e energia vital toda vez que se sente
plenamente confortável com a maneira como as coisas já
estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se
na acomodação.
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação
conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem
para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita,
amortece.
Um bom filme não é exatamente aquele que termina e
ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela,
enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse?
Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura,
o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes,
pensando que não poderia terminar?
Com a vida de cada um e de cada uma também tem de
ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados.
Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se
terminado e constrangido ao possível da condição do momento.
Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas
repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais
se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto,
do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos
tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas,
não saberíamos enfrentar.
Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce
não-pronta, e vai se fazendo. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não
convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o
escuro é claro”…
(Mario Sergio Cortella. Disponível em: https://www.contioutra.com.
Acesso em 12.01.2020)
... aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”…
Assinale a alternativa redigida segundo a norma-padrão de concordância nominal e/ou verbal.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto, para responder à questão.
O animal satisfeito dorme
O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal
satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um
dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição
humana perde substância e energia vital toda vez que se sente
plenamente confortável com a maneira como as coisas já
estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se
na acomodação.
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação
conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem
para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita,
amortece.
Um bom filme não é exatamente aquele que termina e
ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela,
enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse?
Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura,
o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes,
pensando que não poderia terminar?
Com a vida de cada um e de cada uma também tem de
ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados.
Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se
terminado e constrangido ao possível da condição do momento.
Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas
repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais
se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto,
do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos
tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas,
não saberíamos enfrentar.
Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce
não-pronta, e vai se fazendo. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não
convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o
escuro é claro”…
(Mario Sergio Cortella. Disponível em: https://www.contioutra.com.
Acesso em 12.01.2020)
... aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”…
Na passagem “(I) Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, (II) portanto, do passado...”, as relações de sentido estabelecidas pelas conjunções nos trechos (I) e (II) são, correta e respectivamente, de
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto, para responder à questão.
O animal satisfeito dorme
O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal
satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um
dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição
humana perde substância e energia vital toda vez que se sente
plenamente confortável com a maneira como as coisas já
estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se
na acomodação.
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação
conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem
para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita,
amortece.
Um bom filme não é exatamente aquele que termina e
ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela,
enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse?
Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura,
o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes,
pensando que não poderia terminar?
Com a vida de cada um e de cada uma também tem de
ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados.
Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se
terminado e constrangido ao possível da condição do momento.
Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas
repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais
se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto,
do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos
tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas,
não saberíamos enfrentar.
Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce
não-pronta, e vai se fazendo. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não
convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o
escuro é claro”…
(Mario Sergio Cortella. Disponível em: https://www.contioutra.com.
Acesso em 12.01.2020)
... aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”…
Assinale a alternativa em que a redação apresentada entre colchetes substitui o trecho destacado, de acordo com a norma-padrão de regência verbal e colocação pronominal.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto, para responder à questão.
O animal satisfeito dorme
O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal
satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um
dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição
humana perde substância e energia vital toda vez que se sente
plenamente confortável com a maneira como as coisas já
estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se
na acomodação.
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação
conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem
para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita,
amortece.
Um bom filme não é exatamente aquele que termina e
ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela,
enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse?
Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura,
o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes,
pensando que não poderia terminar?
Com a vida de cada um e de cada uma também tem de
ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados.
Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se
terminado e constrangido ao possível da condição do momento.
Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas
repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais
se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto,
do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos
tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas,
não saberíamos enfrentar.
Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce
não-pronta, e vai se fazendo. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não
convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o
escuro é claro”…
(Mario Sergio Cortella. Disponível em: https://www.contioutra.com.
Acesso em 12.01.2020)
... aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”…
Assinale a alternativa em que o verbo “convir” está conjugado de acordo com a norma-padrão.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto, para responder à questão.
O animal satisfeito dorme
O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal
satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um
dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição
humana perde substância e energia vital toda vez que se sente
plenamente confortável com a maneira como as coisas já
estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se
na acomodação.
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação
conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem
para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita,
amortece.
Um bom filme não é exatamente aquele que termina e
ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela,
enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse?
Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura,
o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes,
pensando que não poderia terminar?
Com a vida de cada um e de cada uma também tem de
ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados.
Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se
terminado e constrangido ao possível da condição do momento.
Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas
repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais
se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto,
do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos
tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas,
não saberíamos enfrentar.
Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce
não-pronta, e vai se fazendo. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não
convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o
escuro é claro”…
(Mario Sergio Cortella. Disponível em: https://www.contioutra.com.
Acesso em 12.01.2020)
... aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”…
A oposição de sentido que há entre as palavras “escuro” e “claro” existe também entre
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto, para responder à questão.
O animal satisfeito dorme
O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal
satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um
dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição
humana perde substância e energia vital toda vez que se sente
plenamente confortável com a maneira como as coisas já
estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se
na acomodação.
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação
conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem
para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita,
amortece.
Um bom filme não é exatamente aquele que termina e
ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela,
enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse?
Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura,
o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes,
pensando que não poderia terminar?
Com a vida de cada um e de cada uma também tem de
ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados.
Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se
terminado e constrangido ao possível da condição do momento.
Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas
repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais
se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto,
do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos
tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas,
não saberíamos enfrentar.
Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce
não-pronta, e vai se fazendo. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não
convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o
escuro é claro”…
(Mario Sergio Cortella. Disponível em: https://www.contioutra.com.
Acesso em 12.01.2020)
... aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”…
Assinale a alternativa em que a redação dada ao trecho “ ... aliás, como falou o mesmo Guimarães...” expressa, com correção, o sentido do original.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto, para responder à questão.
O animal satisfeito dorme
O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal
satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um
dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição
humana perde substância e energia vital toda vez que se sente
plenamente confortável com a maneira como as coisas já
estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se
na acomodação.
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação
conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem
para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita,
amortece.
Um bom filme não é exatamente aquele que termina e
ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela,
enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse?
Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura,
o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes,
pensando que não poderia terminar?
Com a vida de cada um e de cada uma também tem de
ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados.
Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se
terminado e constrangido ao possível da condição do momento.
Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas
repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais
se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto,
do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos
tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas,
não saberíamos enfrentar.
Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce
não-pronta, e vai se fazendo. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não
convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o
escuro é claro”…
(Mario Sergio Cortella. Disponível em: https://www.contioutra.com.
Acesso em 12.01.2020)
... aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”…
É correto afirmar que a citação da frase de Guimarães Rosa consiste em referência literária da qual se abstrai a ideia segundo a qual
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto, para responder à questão.
O animal satisfeito dorme
O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal
satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um
dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição
humana perde substância e energia vital toda vez que se sente
plenamente confortável com a maneira como as coisas já
estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se
na acomodação.
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação
conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem
para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita,
amortece.
Um bom filme não é exatamente aquele que termina e
ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela,
enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse?
Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura,
o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes,
pensando que não poderia terminar?
Com a vida de cada um e de cada uma também tem de
ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados.
Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se
terminado e constrangido ao possível da condição do momento.
Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas
repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais
se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto,
do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos
tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas,
não saberíamos enfrentar.
Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce
não-pronta, e vai se fazendo. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não
convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o
escuro é claro”…
(Mario Sergio Cortella. Disponível em: https://www.contioutra.com.
Acesso em 12.01.2020)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto, para responder à questão.
O animal satisfeito dorme
O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal
satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um
dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição
humana perde substância e energia vital toda vez que se sente
plenamente confortável com a maneira como as coisas já
estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se
na acomodação.
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação
conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem
para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita,
amortece.
Um bom filme não é exatamente aquele que termina e
ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela,
enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse?
Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura,
o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes,
pensando que não poderia terminar?
Com a vida de cada um e de cada uma também tem de
ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados.
Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se
terminado e constrangido ao possível da condição do momento.
Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas
repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais
se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto,
do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos
tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas,
não saberíamos enfrentar.
Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce
não-pronta, e vai se fazendo. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não
convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o
escuro é claro”…
(Mario Sergio Cortella. Disponível em: https://www.contioutra.com.
Acesso em 12.01.2020)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container