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De acordo com a legislação federal, a redação das proposições legais deve ser estruturada, contendo basicamente as seguintes partes:
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Na estruturação de uma lei, o primeiro artigo deve conter:
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Na redação de uma lei, os parágrafos de um Artigo podem se desdobrar em:
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Na redação de uma lei, o parágrafo é representado pelo sinal gráfico “$” e numerado em cardinal a partir do:
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Buscando a uniformidade do emprego do tempo verbal em todo o texto das normas legais, deve-se dar preferência ao presente ou ao:
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No signo linguístico, a relação estabelecida entre significante e significado é:
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A legislação em vigor sugere, para obtenção de precisão na redação, entre outros aspectos, o seguinte:
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Um sofisma é um sofisma?
Já dissemos que erros são oportunidades para pensar, portanto condição de qualquer acerto na redação, na educação ou na vida.
Os erros que se repetem, no entanto, perdem essa oportunidade e se esclerosam, formando o que muitas vezes chamamos de preconceitos. Se pegamos pela palavra, vemos que “pré-conceitos” são justamente pré-argumentos, isto é, argumentos preguiçosos que se satisfazem com conclusões e certezas rápidas demais. Os preconceitos nascem de diversas maneiras de argumentar de maneira apressada e preguiçosa, maneiras estas que os estudiosos da Lógica chamam de sofismas ou de falácias.
Mas o que são “sofismas”?
Lá pelo século V, sofismas eram as teses defendidas pelos sofistas. Naquela época, os sofistas atuavam como professores, ensinando aos filhos das famílias nobres, e estavam preparados, como os advogados modernos, para mostrar de que maneira se argumenta contra ou a favor de qualquer opinião. Os sofistas seguiam um argumento aonde quer que ele os levasse, sem se preocuparem com considerações pessoais, morais, cívicas ou religiosas.
Por conta dessa prática de pensamento livre, talvez livre demais, com o tempo o termo “sofisma” foi adquirindo uma conotação pejorativa, passando a significar um argumento usado para enganar e não para esclarecer ou chegar à verdade. Alguns filósofos dizem que “sofisma” é um argumento com dolo, isto é, construído com a intenção consciente de enganar o interlocutor, enquanto que “falácia” seria um argumento sem dolo, isto é, construído sem a intenção de enganar, mas enganoso do mesmo jeito.
Na prática, a distinção é muito difícil: como saber se o sujeito argumenta errado de propósito ou sem querer? Pode ser que o faça “sem querer querendo”, como aquele personagem mexicano... Logo, podemos supor que sofisma e falácia são quase sinônimos.
O termo “sofisma”, que prefiro, vem do grego “sóphisma”, que traduzo agora como “só-pensamento”. O sofisma é uma espécie de ideia pura, de ideia que se alimenta de si mesma e não dos fatos, das evidências, da realidade, enfim. Como a realidade é extremamente dinâmica, alterando-se a cada instante, quem argumenta de maneira sofismática tende a ter preguiça de observar cada fenômeno por todas as perspectivas possíveis, preferindo se empolgar com as próprias palavras. Ao invés de confirmar o que pensa pelo olhar contínuo sobre a realidade em movimento, prefere apoiar o que pensa com o seu próprio pensamento.
Logo, posso dizer que a matriz de todos os sofismas é aquele conhecido como “circulo vicioso”, cuja fórmula é muito simples: A = A. Claro que A é igual a A, mas e daí? Obviamente isso não está errado, mas também não está certo, porque na verdade se finge dizer tudo mas não se diz nada.
Constata-se, sob a aparência de um raciocínio, o oposto de qualquer raciocínio. No círculo vicioso se roda à volta do próprio umbigo para se retornar sempre ao ponto de partida, sem se acrescentar sequer um suspiro de uma ideia nova. O círculo vicioso aparece quando se tenta dar, como prova de alguma declaração, a repetição da própria declaração. Toma-se como coisa demonstrada o que cabia demonstrar, admitindo-se como verdadeiro exatamente aquilo que se encontra em discussão.
Gustavo Bernardo
(Adaptado de https://www.revista.vestibular.uerj.br/)
A relação entre enunciação e enunciado pode ser estabelecida, respectivamente, pelo seguinte par de palavras:
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Um sofisma é um sofisma?
Já dissemos que erros são oportunidades para pensar, portanto condição de qualquer acerto na redação, na educação ou na vida.
Os erros que se repetem, no entanto, perdem essa oportunidade e se esclerosam, formando o que muitas vezes chamamos de preconceitos. Se pegamos pela palavra, vemos que “pré-conceitos” são justamente pré-argumentos, isto é, argumentos preguiçosos que se satisfazem com conclusões e certezas rápidas demais. Os preconceitos nascem de diversas maneiras de argumentar de maneira apressada e preguiçosa, maneiras estas que os estudiosos da Lógica chamam de sofismas ou de falácias.
Mas o que são “sofismas”?
Lá pelo século V, sofismas eram as teses defendidas pelos sofistas. Naquela época, os sofistas atuavam como professores, ensinando aos filhos das famílias nobres, e estavam preparados, como os advogados modernos, para mostrar de que maneira se argumenta contra ou a favor de qualquer opinião. Os sofistas seguiam um argumento aonde quer que ele os levasse, sem se preocuparem com considerações pessoais, morais, cívicas ou religiosas.
Por conta dessa prática de pensamento livre, talvez livre demais, com o tempo o termo “sofisma” foi adquirindo uma conotação pejorativa, passando a significar um argumento usado para enganar e não para esclarecer ou chegar à verdade. Alguns filósofos dizem que “sofisma” é um argumento com dolo, isto é, construído com a intenção consciente de enganar o interlocutor, enquanto que “falácia” seria um argumento sem dolo, isto é, construído sem a intenção de enganar, mas enganoso do mesmo jeito.
Na prática, a distinção é muito difícil: como saber se o sujeito argumenta errado de propósito ou sem querer? Pode ser que o faça “sem querer querendo”, como aquele personagem mexicano... Logo, podemos supor que sofisma e falácia são quase sinônimos.
O termo “sofisma”, que prefiro, vem do grego “sóphisma”, que traduzo agora como “só-pensamento”. O sofisma é uma espécie de ideia pura, de ideia que se alimenta de si mesma e não dos fatos, das evidências, da realidade, enfim. Como a realidade é extremamente dinâmica, alterando-se a cada instante, quem argumenta de maneira sofismática tende a ter preguiça de observar cada fenômeno por todas as perspectivas possíveis, preferindo se empolgar com as próprias palavras. Ao invés de confirmar o que pensa pelo olhar contínuo sobre a realidade em movimento, prefere apoiar o que pensa com o seu próprio pensamento.
Logo, posso dizer que a matriz de todos os sofismas é aquele conhecido como “circulo vicioso”, cuja fórmula é muito simples: A = A. Claro que A é igual a A, mas e daí? Obviamente isso não está errado, mas também não está certo, porque na verdade se finge dizer tudo mas não se diz nada.
Constata-se, sob a aparência de um raciocínio, o oposto de qualquer raciocínio. No círculo vicioso se roda à volta do próprio umbigo para se retornar sempre ao ponto de partida, sem se acrescentar sequer um suspiro de uma ideia nova. O círculo vicioso aparece quando se tenta dar, como prova de alguma declaração, a repetição da própria declaração. Toma-se como coisa demonstrada o que cabia demonstrar, admitindo-se como verdadeiro exatamente aquilo que se encontra em discussão.
Gustavo Bernardo
(Adaptado de https://www.revista.vestibular.uerj.br/)
Na frase “Lá pelo século V, sofismas eram as teses defendidas pelos sofistas”, o referente se define por:
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Um sofisma é um sofisma?
Já dissemos que erros são oportunidades para pensar, portanto condição de qualquer acerto na redação, na educação ou na vida.
Os erros que se repetem, no entanto, perdem essa oportunidade e se esclerosam, formando o que muitas vezes chamamos de preconceitos. Se pegamos pela palavra, vemos que “pré-conceitos” são justamente pré-argumentos, isto é, argumentos preguiçosos que se satisfazem com conclusões e certezas rápidas demais. Os preconceitos nascem de diversas maneiras de argumentar de maneira apressada e preguiçosa, maneiras estas que os estudiosos da Lógica chamam de sofismas ou de falácias.
Mas o que são “sofismas”?
Lá pelo século V, sofismas eram as teses defendidas pelos sofistas. Naquela época, os sofistas atuavam como professores, ensinando aos filhos das famílias nobres, e estavam preparados, como os advogados modernos, para mostrar de que maneira se argumenta contra ou a favor de qualquer opinião. Os sofistas seguiam um argumento aonde quer que ele os levasse, sem se preocuparem com considerações pessoais, morais, cívicas ou religiosas.
Por conta dessa prática de pensamento livre, talvez livre demais, com o tempo o termo “sofisma” foi adquirindo uma conotação pejorativa, passando a significar um argumento usado para enganar e não para esclarecer ou chegar à verdade. Alguns filósofos dizem que “sofisma” é um argumento com dolo, isto é, construído com a intenção consciente de enganar o interlocutor, enquanto que “falácia” seria um argumento sem dolo, isto é, construído sem a intenção de enganar, mas enganoso do mesmo jeito.
Na prática, a distinção é muito difícil: como saber se o sujeito argumenta errado de propósito ou sem querer? Pode ser que o faça “sem querer querendo”, como aquele personagem mexicano... Logo, podemos supor que sofisma e falácia são quase sinônimos.
O termo “sofisma”, que prefiro, vem do grego “sóphisma”, que traduzo agora como “só-pensamento”. O sofisma é uma espécie de ideia pura, de ideia que se alimenta de si mesma e não dos fatos, das evidências, da realidade, enfim. Como a realidade é extremamente dinâmica, alterando-se a cada instante, quem argumenta de maneira sofismática tende a ter preguiça de observar cada fenômeno por todas as perspectivas possíveis, preferindo se empolgar com as próprias palavras. Ao invés de confirmar o que pensa pelo olhar contínuo sobre a realidade em movimento, prefere apoiar o que pensa com o seu próprio pensamento.
Logo, posso dizer que a matriz de todos os sofismas é aquele conhecido como “circulo vicioso”, cuja fórmula é muito simples: A = A. Claro que A é igual a A, mas e daí? Obviamente isso não está errado, mas também não está certo, porque na verdade se finge dizer tudo mas não se diz nada.
Constata-se, sob a aparência de um raciocínio, o oposto de qualquer raciocínio. No círculo vicioso se roda à volta do próprio umbigo para se retornar sempre ao ponto de partida, sem se acrescentar sequer um suspiro de uma ideia nova. O círculo vicioso aparece quando se tenta dar, como prova de alguma declaração, a repetição da própria declaração. Toma-se como coisa demonstrada o que cabia demonstrar, admitindo-se como verdadeiro exatamente aquilo que se encontra em discussão.
Gustavo Bernardo
(Adaptado de https://www.revista.vestibular.uerj.br/)
Uma palavra empregada em sentido conotativo no texto é:
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