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Foram encontradas 150 questões.

969251 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Conselheiro Lafaiete-MG
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Conjugação

Eu falo Eu defendo

tu ouves tu combates

ele cala. ele entrega.

Eu procuro Eu canto

tu indagas tu calas

ele esconde. ele vaia.

Eu planto Eu escrevo

tu adubas tu me lês

ele colhe. ele apaga

Eu ajunto

tu conservas

ele rouba.

(SANT’ANNA, Affonso Romano de. Poesias reunidas: 1965-1999. Porto Alegre: L&PM, 2004, p.157-158.)

O fato expresso pelos verbos do poema é
 

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969250 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Conselheiro Lafaiete-MG
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adicto*

fraga**

Refleti muito antes de revelar: também sou usuário de droga. Pense! A mais traiçoeira. Sim, sou dependente químico, como tantos em nossa época, mundo a fora.

Entenda. Eu aspiro oxigênio. Vulgo ar. Aí. Pronto, falei!

Antes de me abrir, pensei primeiro em me tratar. A vergonha me impediu de procurar ajuda. Do ridículo de não ser compreendido ao denunciar esse vício terrível, do qual a sociedade global parece nem tomar conhecimento. Imagine chegar num AA (Aspiradores Anônimos) e declarar: Hoje fiquei quase 3 minutos sem aspirar ar. E anunciar a meta triunfal para a próxima semana: Talvez 4 minutos!

Puizé, aspiro ar desde bebê. Desconfio que minha mãe também consumia doses cavalares de ar durante a gestação. Assim fui contaminado. Ainda bem que na maternidade suspeitaram e logo me entubaram.

Vício remoto da espécie, de quando um anfíbio saiu d´água. Dizem que hoje já somos mais de 7 bilhões de viciados. Até os animais dependem dessa droga. As plantas preferem gás carbônico.

Qualquer viciado em ar sabe como é inflar os pulmões, a ânsia frenética, incessante, ah!, aquela sensação contínua de bem-estar. Vício estúpido, sei. Porque é fatal para todos, questão de tempo. Ninguém sai vivo desse hábito.

Usamos as narinas no piloto automático, nem pensamos no que fazemos. Tem gente até que respira pela boca, forma ainda mais perigosa de ingerir ar, já que a droga leva pra dentro de nós micróbios, vírus e bactérias. Ar é tão perigoso que certas bactérias o evitam, preferem a saudável vida anaeróbica.

Há casos de gente que tenta permanecer o maior tempo possível sem ar; são capazes de mergulho em apneia a grandes profundidades até quase estourarem os pulmões. Não se curam, apenas entram no Livro Guinness. Alpinistas são outros que sobem a alturas com ar rarefeito e lá em cima, narinas semi-abertas, suportam momentos terríveis de falta de ar. Experimentam uma vitória ínfima, só para contar para seus familiares que tentaram, mas, infelizmente, esse gás maldito que envolve o planeta os venceu mais uma vez. Nem o Everest consola.

Taí o problema desse vício: a abundância da substância ao nosso redor. Tal fartura impede, pelo menos, o tráfico. Somos viciados em qualquer ar: aspiramos no trânsito, em meio a plantações regadas a agrotóxicos e ao ar viciado de elevadores e ônibus lotados, recintos fechados.

As autoridades sanitárias nunca tentaram entender tamanha adição. Saber porque as crises de abstinência são tão dramáticas, às vezes poucos segundos. E mesmo como pacientes terminais, ainda assim nos agarramos às máscaras: ar, mais ar, mais, mais!

E nem o irrespirável clima do país em meio a campanhas políticas arrefece o vício. Acho que o ar não será criminalizado.

* Dependente; submisso.

** Autor do texto e colunista no jornal Extraclasse.

(Disponível em: <htt ps://www.extraclasse.org.br/edicoes/2018/09/adicto/> . Acesso em: 04 jan. 2019. Adaptado.)


enunciado 969250-1

Toda língua se encontra em constante alteração, evolução e atualização, não sendo um sistema estático e fechado. O uso faz a regra e os falantes utilizam a língua de modo a suprir suas necessidades comunicativas, adaptando-a conforme suas intenções e necessidades.

A esse respeito, leia o texto escrito por Fraga e avalie as afirmações apresentadas sobre variação linguística.

I. Observa-se que, embora o texto se apresente em registro escrito, há ocorrências de características típicas da linguagem oral.

II. Ocorre um distanciamento entre autor e leitor, provocado pelo emprego de palavras com significados pouco conhecidos.

III. São amostras do português culto urbano a maneira de estruturar as frases, o vocabulário e, em algumas passagens, o significado das palavras.

IV. Verifica-se, na construção do texto, uma inadequação vocabular, demonstrada pela seleção de palavras e expressões como, por exemplo, “puizé” e “Vulgo ar”.

V. Identifica-se a variação situacional porque, de acordo com o contexto, há momentos em que é utilizado um registro formal e outros em que se usa o coloquialismo.

Está correto apenas o que se afirma em

 

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969249 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Conselheiro Lafaiete-MG
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Há composições literárias compostas em linhas breves, nas quais o autor expressa diretamente seus sentimentos e visões pessoais.

A esse respeito, leia o texto seguinte.

enunciado 969249-1

É correto afirmar que esse tipo de texto é estudado fudamentalmente em

 

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969248 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Conselheiro Lafaiete-MG
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O texto a seguir trata de um acontecimento recente do universo do cinema.

Você sabe por que a Cinderela tem esse nome?

Você sabe por que uma das princesas da Disney leva o nome Cinderela? O novo filme da personagem traz uma explicação.

A palavra seria uma junção de “cinder”, que significa cinzas em inglês, com “Ella”, o nome verdadeiro da jovem.

Na cena inédita do longa, divulgada pela empresa nesta segunda (16), o apelido surge porque as irmãs malvadas debocham do aspecto sujo da menina, que está coberta de pó da lareira. A nova produção traz personagens interpretados por atores reais, inspirados na clássica animação de 1950.

Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/ folhinha/2015/03/1604106-voce-sabe-por-que-a-cinderela-temesse-nome-veja-cena-do-novo-filme.shtml>. Acesso em 22 jan. 2019. Adaptado.)

A propósito do emprego da palavra “porque”, avalie as seguintes afirmações.

I. Nos títulos, geralmente, utiliza-se a forma “por que” que equivale a “por qual motivo”.

II. A palavra grifada na frase “Surge porque as irmãs” equivale a “pois”, “uma vez que”.

III. Na primeira linha do texto, o vocábulo “por que” pode ser substituído por “pela qual”.

IV. No título do texto, o termo “por que” é adjetivado e é sinônimo de “motivo”, “razão”.

Está correto apenas o que se afirma em

 

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969247 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Conselheiro Lafaiete-MG
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Conjugação

Eu falo Eu defendo

tu ouves tu combates

ele cala. ele entrega.

Eu procuro Eu canto

tu indagas tu calas

ele esconde. ele vaia.

Eu planto Eu escrevo

tu adubas tu me lês

ele colhe. ele apaga

Eu ajunto

tu conservas

ele rouba.

(SANT’ANNA, Affonso Romano de. Poesias reunidas: 1965-1999. Porto Alegre: L&PM, 2004, p.157-158.)

Com referência à compreensão e à interpretação do poema, é correto afirmar que
 

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969246 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Conselheiro Lafaiete-MG
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Piedade de Minas

Dom Walmor Oliveira de Azevedo*

Piedade de Minas, grito que brota do coração de cada pessoa, uma vez mais, convocando toda a sociedade mineira a buscar novos rumos. Caminhos que sejam condizentes com a história tricentenária do Estado, suas tradições religiosas e culturais, com o coração bom de seu povo, adornado por valores e princípios. Todos se unam por uma nova etapa civilizatória que respeite as singulares belezas naturais de Minas – dos campos aos sertões, da Mata Atlântica ao alto das montanhas. Piedade de Minas! Precisamos de preces fortes, por compaixão, que devem inspirar gestos cidadãos, alicerçados na solidariedade com os que sofrem as consequências de tragédias criminosas – a exemplo das ocorridas em Brumadinho, em Bento Rodrigues e em tantos outros lugares. [...] No Brasil e, particularmente, em Minas Gerais, é necessário parar tudo o que está comprovadamente errado e promover recomeços, a partir de um horizonte humanitário. [...]

Dia após dia, o luto do povo mineiro cobre todos, indicando que é hora de ousar e efetivar mudanças para que não ocorram novas tragédias. Minas não pode ser a mesma. Sobre os alicerces de sua rica história, a partir do exercício da cidadania, de modo condizente com os nobres valores de seu povo, o Estado deve iniciar um novo ciclo para a sua história. Tenham todos Piedade de Minas!

* Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte.

(Estado de Minas, Caderno Opinião, 01 fev. 2019, p. 7. Adaptado.)

A função sintática do termo grifado está corretamente indicada em
 

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969245 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Conselheiro Lafaiete-MG
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A leitura é a prática letrada mais frequente na vida social de todas as pessoas, que leem textos em diferentes situações de interação linguística.

A esse respeito, leia os textos seguintes.

Texto 1

Leitor proficiente é aquele que não só decodifica as palavras que compõem o texto escrito, mas também constrói sentidos de acordo com as condições de funcionamento do gênero em foco, mobilizando, para isso, um conjunto de saberes (sobre a língua, outros textos, o gênero textual, o assunto focalizado, o autor do texto, o suporte, os modos de leitura). No processamento do texto, portanto, são articulados os elementos linguísticos que compõem a materialidade desse texto e o contexto de produção e de leitura.

(Disponível em: <http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossario-ceale/verbetes/leitor-proficiente> . Acesso em: 04 jan. 2019. Adaptado.)

Texto 2

enunciado 969245-1

(Disponível em:<https://www.pensador.com/frase/MTk2MjkzOA/> . Acesso em: 04 jan. 2019.)

Considerando a variedade de tipos e de gêneros textuais que circulam no dia a dia, o conceito de leitor mencionado no Texto 1 e a produção de sentidos que dele será exigida em relação ao Texto 2, é correto afirmar que o segundo texto, fundamentalmente,

 

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969244 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Conselheiro Lafaiete-MG
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A fábula é um texto narrativo alegórico e curto, escrito em prosa ou verso, no qual as personagens são geralmente animais com características humanas como a fala, os costumes, por exemplo, e apresenta uma lição moral, ou seja, traz um ensinamento para o ser humano.

A esse respeito, leia o texto seguinte.

A raposa e as uvas

A raposa vinha pela estrada quando viu uma parreira carregada de suculentas uvas vermelhas.

– Essas uvas já estão no papo – pensou.

Doce ilusão. A raposa tentou de tudo, mas os cachos estavam tão altos que não conseguiu apanhar um bago que fosse.

Matreira, ela comentou para quem quisesse ouvir:

– Reparando bem, essas uvas estão muito verdes. Raposas não comem uvas verdes, pois dão dor de barriga.

E foi embora.

Quando já tinha percorrido algumas léguas, um vento forte começou a soprar. Então a raposa voltou depressa e pôs-se a farejar o chão em busca de bagos de uva.

Quem desdenha quer comprar.

(DE LA FONTAINE, Jean. Fábulas de Esopo. São Paulo: Scipione, 1998, p. 18. Adaptado.)

Podemos distribuir sistematicamente os gêneros textuais, o que não significa que estejamos fazendo classificações. Portanto, segundo alguns critérios gerais e subdividindo a produção textual entre fala e escrita, considere o gênero fábula e preencha corretamente as lacunas.

O domínio discursivo da fábula, com seus operadores comunicativos, é o texto __________ e a modalidade retórica que corresponde ao tipo textual se refere ao ato de __________. Quanto à modalidade de uso da língua, a fábula pode ser __________ .

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é

 

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969243 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Conselheiro Lafaiete-MG
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Os fragmentos de textos a seguir foram transcritos e adaptados de sites diversos, que tratam de fatos científicos curiosos e, ao mesmo tempo, surpreendentes.

Após a leitura, é correto afirmar que aquele em que o articulador destacado estabelece uma relação sintático-semântica de adição entre as frases é

 

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969242 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Conselheiro Lafaiete-MG
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A fábula é um texto narrativo alegórico e curto, escrito em prosa ou verso, no qual as personagens são geralmente animais com características humanas como a fala, os costumes, por exemplo, e apresenta uma lição moral, ou seja, traz um ensinamento para o ser humano.

A esse respeito, leia o texto seguinte.

A raposa e as uvas

A raposa vinha pela estrada quando viu uma parreira carregada de suculentas uvas vermelhas.

– Essas uvas já estão no papo – pensou.

Doce ilusão. A raposa tentou de tudo, mas os cachos estavam tão altos que não conseguiu apanhar um bago que fosse.

Matreira, ela comentou para quem quisesse ouvir:

– Reparando bem, essas uvas estão muito verdes. Raposas não comem uvas verdes, pois dão dor de barriga.

E foi embora.

Quando já tinha percorrido algumas léguas, um vento forte começou a soprar. Então a raposa voltou depressa e pôs-se a farejar o chão em busca de bagos de uva.

Quem desdenha quer comprar.

(DE LA FONTAINE, Jean. Fábulas de Esopo. São Paulo: Scipione, 1998, p. 18. Adaptado.)

Atente para os vocábulos numerados e, em seguida, associe corretamente a palavra à sua respectiva definição.

Palavras

1) Parreira

2) Bago

3) Matreira

4) Farejar

5) Desdenha

Definições

( ) significa falta de consideração.

( ) designa alguns grãos miúdos.

( ) é comum a certas trepadeiras.

( ) indica experiência e sagacidade.

( ) traduz a aspiração de um cheiro.

A sequência correta dessa associação é

 

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