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PROFETA DO BEM E DO MAL
VILMA GRYZINSKI
Alexander Soljenítsin enfrentou a URSS e detestou o Ocidente
Dentro da grande tradição russa, Alexander Soljenítsin foi um fabuloso escritor, mas também um profeta, uma combinação de
mente e espírito capazes de captar os círculos da água eterna que se projetam para o que achamos ser o futuro. “Na percepção do
meu coração, não existe espaço para um conflito Rússia-Ucrânia e se, Deus nos livre, a questão chegar a isso, posso afirmar com
certeza: jamais, em nenhuma circunstância, tomarei parte num confronto russo-ucraniano ou permitirei que meus filhos o façam -
não importa o quanto os imprudentes destemperados tentem nos arrastar para isso.” Ele escreveu isso em 1981. Tinha convivido
com prisioneiros ucranianos no Gulag e aprendido com seu sofrimento sob Stálin.
Era também impossível. Expulso pela União Soviética em 1974, ele deveria ter se extasiado com o Ocidente, chorado diante
da fartura das prateleiras de um supermercado americano - aconteceu com outros exilados do comunismo - e louvado o papel dos
Estados Unidos na defesa das liberdades. Fez exatamente o contrário. Sua crítica ao modelo de democracia liberal é uma das mais
radicais que existem. No famoso discurso de abertura do ano letivo em Harvard, em 1978, ele fez considerações que merecem ser
lembradas cada vez que procuramos um olhar complexo e diversificado sobre o mundo. Numa crítica premonitória, anotou que, em
reação ao passado de colonialismo, “as relações com o antigo mundo colonial viraram para o extremo oposto e o mundo ocidental
agora frequentemente exibe um excesso de obsequiosidade” com os ex-colonizados - alguém já viu a nova onda “descolonizadora”
nos círculos intelectuais das esquerdas hoje em dia? Enfiando a faca mais fundo, o escritor anotou que “um declínio da coragem
pode ser a característica mais marcante que um observador de fora nota no Ocidente hoje”. Mencionou a coragem cívica. Imaginem
a cara da fina flor de Harvard ao ouvir que “esse declínio na coragem é particularmente perceptível entre as elites governantes e
intelectuais”. Teve mais: “A defesa dos direitos individuais atingiu tais extremos que tornam a sociedade como um todo indefesa
diante de certos indivíduos”. Na sua visão, havia um excesso de condescendência com o crime - alguém já ouviu falar em tratar
criminosos como vítimas da sociedade?
Teria o grande Soljenítsin deixado de perceber as nuances do pensamento ocidental, as fraquezas que fazem sua força e
sua criatividade, a capacidade de regeneração mesmo de sociedades altamente consumistas ou excessivamente indulgentes? “A
inclinação da liberdade na direção do mal aconteceu gradualmente, mas evidentemente deriva de um conceito humanista segundo
o qual o homem - o mestre desse mundo - não carrega nenhum mal dentro de si e todos os defeitos da vida são causados por
sistemas sociais equivocados que, portanto, precisam ser corrigidos.”
Qual intelectual hoje ousaria falar em mal ou bem? Soljenítsin falava. Escreveu ele em Arquipélago Gulag: “Gradualmente me
foi revelado que a linha separando o bem do mal passa, não entre estados, não entre classes, nem entre partidos políticos - mas
diretamente através de cada coração humano. Dentro de nós, oscila com o passar dos anos. E mesmo nos corações tomados pelo
mal, uma pequena cabeça de ponte do bem permanece. E mesmo no melhor dos corações, permanece um canto intacto do mal”.
Não é de arrepiar?
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VILMA GRYZINSKI
Alexander Soljenítsin enfrentou a URSS e detestou o Ocidente
Dentro da grande tradição russa, Alexander Soljenítsin foi um fabuloso escritor, mas também um profeta, uma combinação de
mente e espírito capazes de captar os círculos da água eterna que se projetam para o que achamos ser o futuro. “Na percepção do
meu coração, não existe espaço para um conflito Rússia-Ucrânia e se, Deus nos livre, a questão chegar a isso, posso afirmar com
certeza: jamais, em nenhuma circunstância, tomarei parte num confronto russo-ucraniano ou permitirei que meus filhos o façam -
não importa o quanto os imprudentes destemperados tentem nos arrastar para isso.” Ele escreveu isso em 1981. Tinha convivido
com prisioneiros ucranianos no Gulag e aprendido com seu sofrimento sob Stálin.
Era também impossível. Expulso pela União Soviética em 1974, ele deveria ter se extasiado com o Ocidente, chorado diante
da fartura das prateleiras de um supermercado americano - aconteceu com outros exilados do comunismo - e louvado o papel dos
Estados Unidos na defesa das liberdades. Fez exatamente o contrário. Sua crítica ao modelo de democracia liberal é uma das mais
radicais que existem. No famoso discurso de abertura do ano letivo em Harvard, em 1978, ele fez considerações que merecem ser
lembradas cada vez que procuramos um olhar complexo e diversificado sobre o mundo. Numa crítica premonitória, anotou que, em
reação ao passado de colonialismo, “as relações com o antigo mundo colonial viraram para o extremo oposto e o mundo ocidental
agora frequentemente exibe um excesso de obsequiosidade” com os ex-colonizados - alguém já viu a nova onda “descolonizadora”
nos círculos intelectuais das esquerdas hoje em dia? Enfiando a faca mais fundo, o escritor anotou que “um declínio da coragem
pode ser a característica mais marcante que um observador de fora nota no Ocidente hoje”. Mencionou a coragem cívica. Imaginem
a cara da fina flor de Harvard ao ouvir que “esse declínio na coragem é particularmente perceptível entre as elites governantes e
intelectuais”. Teve mais: “A defesa dos direitos individuais atingiu tais extremos que tornam a sociedade como um todo indefesa
diante de certos indivíduos”. Na sua visão, havia um excesso de condescendência com o crime - alguém já ouviu falar em tratar
criminosos como vítimas da sociedade?
Teria o grande Soljenítsin deixado de perceber as nuances do pensamento ocidental, as fraquezas que fazem sua força e
sua criatividade, a capacidade de regeneração mesmo de sociedades altamente consumistas ou excessivamente indulgentes? “A
inclinação da liberdade na direção do mal aconteceu gradualmente, mas evidentemente deriva de um conceito humanista segundo
o qual o homem - o mestre desse mundo - não carrega nenhum mal dentro de si e todos os defeitos da vida são causados por
sistemas sociais equivocados que, portanto, precisam ser corrigidos.”
Qual intelectual hoje ousaria falar em mal ou bem? Soljenítsin falava. Escreveu ele em Arquipélago Gulag: “Gradualmente me
foi revelado que a linha separando o bem do mal passa, não entre estados, não entre classes, nem entre partidos políticos - mas
diretamente através de cada coração humano. Dentro de nós, oscila com o passar dos anos. E mesmo nos corações tomados pelo
mal, uma pequena cabeça de ponte do bem permanece. E mesmo no melhor dos corações, permanece um canto intacto do mal”.
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mente e espírito capazes de captar os círculos da água eterna que se projetam para o que achamos ser o futuro. “Na percepção do
meu coração, não existe espaço para um conflito Rússia-Ucrânia e se, Deus nos livre, a questão chegar a isso, posso afirmar com
certeza: jamais, em nenhuma circunstância, tomarei parte num confronto russo-ucraniano ou permitirei que meus filhos o façam -
não importa o quanto os imprudentes destemperados tentem nos arrastar para isso.” Ele escreveu isso em 1981. Tinha convivido
com prisioneiros ucranianos no Gulag e aprendido com seu sofrimento sob Stálin.
Era também impossível. Expulso pela União Soviética em 1974, ele deveria ter se extasiado com o Ocidente, chorado diante
da fartura das prateleiras de um supermercado americano - aconteceu com outros exilados do comunismo - e louvado o papel dos
Estados Unidos na defesa das liberdades. Fez exatamente o contrário. Sua crítica ao modelo de democracia liberal é uma das mais
radicais que existem. No famoso discurso de abertura do ano letivo em Harvard, em 1978, ele fez considerações que merecem ser
lembradas cada vez que procuramos um olhar complexo e diversificado sobre o mundo. Numa crítica premonitória, anotou que, em
reação ao passado de colonialismo, “as relações com o antigo mundo colonial viraram para o extremo oposto e o mundo ocidental
agora frequentemente exibe um excesso de obsequiosidade” com os ex-colonizados - alguém já viu a nova onda “descolonizadora”
nos círculos intelectuais das esquerdas hoje em dia? Enfiando a faca mais fundo, o escritor anotou que “um declínio da coragem
pode ser a característica mais marcante que um observador de fora nota no Ocidente hoje”. Mencionou a coragem cívica. Imaginem
a cara da fina flor de Harvard ao ouvir que “esse declínio na coragem é particularmente perceptível entre as elites governantes e
intelectuais”. Teve mais: “A defesa dos direitos individuais atingiu tais extremos que tornam a sociedade como um todo indefesa
diante de certos indivíduos”. Na sua visão, havia um excesso de condescendência com o crime - alguém já ouviu falar em tratar
criminosos como vítimas da sociedade?
Teria o grande Soljenítsin deixado de perceber as nuances do pensamento ocidental, as fraquezas que fazem sua força e
sua criatividade, a capacidade de regeneração mesmo de sociedades altamente consumistas ou excessivamente indulgentes? “A
inclinação da liberdade na direção do mal aconteceu gradualmente, mas evidentemente deriva de um conceito humanista segundo
o qual o homem - o mestre desse mundo - não carrega nenhum mal dentro de si e todos os defeitos da vida são causados por
sistemas sociais equivocados que, portanto, precisam ser corrigidos.”
Qual intelectual hoje ousaria falar em mal ou bem? Soljenítsin falava. Escreveu ele em Arquipélago Gulag: “Gradualmente me
foi revelado que a linha separando o bem do mal passa, não entre estados, não entre classes, nem entre partidos políticos - mas
diretamente através de cada coração humano. Dentro de nós, oscila com o passar dos anos. E mesmo nos corações tomados pelo
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mente e espírito capazes de captar os círculos da água eterna que se projetam para o que achamos ser o futuro. “Na percepção do
meu coração, não existe espaço para um conflito Rússia-Ucrânia e se, Deus nos livre, a questão chegar a isso, posso afirmar com
certeza: jamais, em nenhuma circunstância, tomarei parte num confronto russo-ucraniano ou permitirei que meus filhos o façam -
não importa o quanto os imprudentes destemperados tentem nos arrastar para isso.” Ele escreveu isso em 1981. Tinha convivido
com prisioneiros ucranianos no Gulag e aprendido com seu sofrimento sob Stálin.
Era também impossível. Expulso pela União Soviética em 1974, ele deveria ter se extasiado com o Ocidente, chorado diante
da fartura das prateleiras de um supermercado americano - aconteceu com outros exilados do comunismo - e louvado o papel dos
Estados Unidos na defesa das liberdades. Fez exatamente o contrário. Sua crítica ao modelo de democracia liberal é uma das mais
radicais que existem. No famoso discurso de abertura do ano letivo em Harvard, em 1978, ele fez considerações que merecem ser
lembradas cada vez que procuramos um olhar complexo e diversificado sobre o mundo. Numa crítica premonitória, anotou que, em
reação ao passado de colonialismo, “as relações com o antigo mundo colonial viraram para o extremo oposto e o mundo ocidental
agora frequentemente exibe um excesso de obsequiosidade” com os ex-colonizados - alguém já viu a nova onda “descolonizadora”
nos círculos intelectuais das esquerdas hoje em dia? Enfiando a faca mais fundo, o escritor anotou que “um declínio da coragem
pode ser a característica mais marcante que um observador de fora nota no Ocidente hoje”. Mencionou a coragem cívica. Imaginem
a cara da fina flor de Harvard ao ouvir que “esse declínio na coragem é particularmente perceptível entre as elites governantes e
intelectuais”. Teve mais: “A defesa dos direitos individuais atingiu tais extremos que tornam a sociedade como um todo indefesa
diante de certos indivíduos”. Na sua visão, havia um excesso de condescendência com o crime - alguém já ouviu falar em tratar
criminosos como vítimas da sociedade?
Teria o grande Soljenítsin deixado de perceber as nuances do pensamento ocidental, as fraquezas que fazem sua força e
sua criatividade, a capacidade de regeneração mesmo de sociedades altamente consumistas ou excessivamente indulgentes? “A
inclinação da liberdade na direção do mal aconteceu gradualmente, mas evidentemente deriva de um conceito humanista segundo
o qual o homem - o mestre desse mundo - não carrega nenhum mal dentro de si e todos os defeitos da vida são causados por
sistemas sociais equivocados que, portanto, precisam ser corrigidos.”
Qual intelectual hoje ousaria falar em mal ou bem? Soljenítsin falava. Escreveu ele em Arquipélago Gulag: “Gradualmente me
foi revelado que a linha separando o bem do mal passa, não entre estados, não entre classes, nem entre partidos políticos - mas
diretamente através de cada coração humano. Dentro de nós, oscila com o passar dos anos. E mesmo nos corações tomados pelo
mal, uma pequena cabeça de ponte do bem permanece. E mesmo no melhor dos corações, permanece um canto intacto do mal”.
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mente e espírito capazes de captar os círculos da água eterna que se projetam para o que achamos ser o futuro. “Na percepção do
meu coração, não existe espaço para um conflito Rússia-Ucrânia e se, Deus nos livre, a questão chegar a isso, posso afirmar com
certeza: jamais, em nenhuma circunstância, tomarei parte num confronto russo-ucraniano ou permitirei que meus filhos o façam -
não importa o quanto os imprudentes destemperados tentem nos arrastar para isso.” Ele escreveu isso em 1981. Tinha convivido
com prisioneiros ucranianos no Gulag e aprendido com seu sofrimento sob Stálin.
Era também impossível. Expulso pela União Soviética em 1974, ele deveria ter se extasiado com o Ocidente, chorado diante
da fartura das prateleiras de um supermercado americano - aconteceu com outros exilados do comunismo - e louvado o papel dos
Estados Unidos na defesa das liberdades. Fez exatamente o contrário. Sua crítica ao modelo de democracia liberal é uma das mais
radicais que existem. No famoso discurso de abertura do ano letivo em Harvard, em 1978, ele fez considerações que merecem ser
lembradas cada vez que procuramos um olhar complexo e diversificado sobre o mundo. Numa crítica premonitória, anotou que, em
reação ao passado de colonialismo, “as relações com o antigo mundo colonial viraram para o extremo oposto e o mundo ocidental
agora frequentemente exibe um excesso de obsequiosidade” com os ex-colonizados - alguém já viu a nova onda “descolonizadora”
nos círculos intelectuais das esquerdas hoje em dia? Enfiando a faca mais fundo, o escritor anotou que “um declínio da coragem
pode ser a característica mais marcante que um observador de fora nota no Ocidente hoje”. Mencionou a coragem cívica. Imaginem
a cara da fina flor de Harvard ao ouvir que “esse declínio na coragem é particularmente perceptível entre as elites governantes e
intelectuais”. Teve mais: “A defesa dos direitos individuais atingiu tais extremos que tornam a sociedade como um todo indefesa
diante de certos indivíduos”. Na sua visão, havia um excesso de condescendência com o crime - alguém já ouviu falar em tratar
criminosos como vítimas da sociedade?
Teria o grande Soljenítsin deixado de perceber as nuances do pensamento ocidental, as fraquezas que fazem sua força e
sua criatividade, a capacidade de regeneração mesmo de sociedades altamente consumistas ou excessivamente indulgentes? “A
inclinação da liberdade na direção do mal aconteceu gradualmente, mas evidentemente deriva de um conceito humanista segundo
o qual o homem - o mestre desse mundo - não carrega nenhum mal dentro de si e todos os defeitos da vida são causados por
sistemas sociais equivocados que, portanto, precisam ser corrigidos.”
Qual intelectual hoje ousaria falar em mal ou bem? Soljenítsin falava. Escreveu ele em Arquipélago Gulag: “Gradualmente me
foi revelado que a linha separando o bem do mal passa, não entre estados, não entre classes, nem entre partidos políticos - mas
diretamente através de cada coração humano. Dentro de nós, oscila com o passar dos anos. E mesmo nos corações tomados pelo
mal, uma pequena cabeça de ponte do bem permanece. E mesmo no melhor dos corações, permanece um canto intacto do mal”.
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Dentro da grande tradição russa, Alexander Soljenítsin foi um fabuloso escritor, mas também um profeta, uma combinação de
mente e espírito capazes de captar os círculos da água eterna que se projetam para o que achamos ser o futuro. “Na percepção do
meu coração, não existe espaço para um conflito Rússia-Ucrânia e se, Deus nos livre, a questão chegar a isso, posso afirmar com
certeza: jamais, em nenhuma circunstância, tomarei parte num confronto russo-ucraniano ou permitirei que meus filhos o façam -
não importa o quanto os imprudentes destemperados tentem nos arrastar para isso.” Ele escreveu isso em 1981. Tinha convivido
com prisioneiros ucranianos no Gulag e aprendido com seu sofrimento sob Stálin.
Era também impossível. Expulso pela União Soviética em 1974, ele deveria ter se extasiado com o Ocidente, chorado diante
da fartura das prateleiras de um supermercado americano - aconteceu com outros exilados do comunismo - e louvado o papel dos
Estados Unidos na defesa das liberdades. Fez exatamente o contrário. Sua crítica ao modelo de democracia liberal é uma das mais
radicais que existem. No famoso discurso de abertura do ano letivo em Harvard, em 1978, ele fez considerações que merecem ser
lembradas cada vez que procuramos um olhar complexo e diversificado sobre o mundo. Numa crítica premonitória, anotou que, em
reação ao passado de colonialismo, “as relações com o antigo mundo colonial viraram para o extremo oposto e o mundo ocidental
agora frequentemente exibe um excesso de obsequiosidade” com os ex-colonizados - alguém já viu a nova onda “descolonizadora”
nos círculos intelectuais das esquerdas hoje em dia? Enfiando a faca mais fundo, o escritor anotou que “um declínio da coragem
pode ser a característica mais marcante que um observador de fora nota no Ocidente hoje”. Mencionou a coragem cívica. Imaginem
a cara da fina flor de Harvard ao ouvir que “esse declínio na coragem é particularmente perceptível entre as elites governantes e
intelectuais”. Teve mais: “A defesa dos direitos individuais atingiu tais extremos que tornam a sociedade como um todo indefesa
diante de certos indivíduos”. Na sua visão, havia um excesso de condescendência com o crime - alguém já ouviu falar em tratar
criminosos como vítimas da sociedade?
Teria o grande Soljenítsin deixado de perceber as nuances do pensamento ocidental, as fraquezas que fazem sua força e
sua criatividade, a capacidade de regeneração mesmo de sociedades altamente consumistas ou excessivamente indulgentes? “A
inclinação da liberdade na direção do mal aconteceu gradualmente, mas evidentemente deriva de um conceito humanista segundo
o qual o homem - o mestre desse mundo - não carrega nenhum mal dentro de si e todos os defeitos da vida são causados por
sistemas sociais equivocados que, portanto, precisam ser corrigidos.”
Qual intelectual hoje ousaria falar em mal ou bem? Soljenítsin falava. Escreveu ele em Arquipélago Gulag: “Gradualmente me
foi revelado que a linha separando o bem do mal passa, não entre estados, não entre classes, nem entre partidos políticos - mas
diretamente através de cada coração humano. Dentro de nós, oscila com o passar dos anos. E mesmo nos corações tomados pelo
mal, uma pequena cabeça de ponte do bem permanece. E mesmo no melhor dos corações, permanece um canto intacto do mal”.
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A Portaria nº 0214/2008, emitida pelo Secretário do
Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará, designa a
Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (ADAGRI)
como coordenadora das ações relacionadas às barreiras
zoofitosanitárias no estado. A portaria foi elaborada com o
objetivo de organizar a execução dessas atividades até que
ocorra a realização de concurso público, além de considerar as
normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(MAPA). Com base nas diretrizes estabelecidas, assinale a
alternativa correta sobre as ações referentes às barreiras
zoofitosanitárias no Estado do Ceará
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De acordo com o Capítulo I da Instrução Normativa
nº 004/2022, de 29 de agosto de 2022 (dispõe sobre a
obrigatoriedade da destruição de qualquer material de
propagação de plantas de espécies ou híbridos dos gêneros
citrus, Fortunella ou Poncirus infectado por Xanthomonas
citri subsp. citri, agente causal do cancro cítrico, e dá outras
providências), que versa sobre a destruição de material de
propagação com cancro cítrico, é verdadeiro afirmar que
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As culturas agrícolas são afetadas por diversas pragas que
podem causar sérios prejuízos. Muitas delas entraram no país
ao longo dos anos, e há uma constante ameaça da introdução
de novos vírus, doenças, plantas daninhas, entre outros. Por
isso, é extremamente importante o conhecimento de pragas
quarentenárias e não quarentenárias, assim como a fiscalização
e o controle de materiais vegetais. Com base no tema de pragas
quarentenárias e não quarentenárias regulamentadas, analise
as afirmativas a seguir e assinale a alternativa verdadeira.
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A atividade administrativa deve ser prestada
ininterruptamente, com vistas a suprir as necessidades públicas,
não podendo paralisar- se a prestação do serviço público, e a
atuação administrativa poderá ser efetivada de diversas formas.
Considerando a situação hipotética:
Município prestando diretamente o serviço de transporte coletivo, por meio da sua Secretaria Municipal de Transportes, onde os ônibus são propriedade do Município que presta o serviço diretamente.
Nesse sentido, na situação descrita acima, a atuação administrativa ocorre de forma
Município prestando diretamente o serviço de transporte coletivo, por meio da sua Secretaria Municipal de Transportes, onde os ônibus são propriedade do Município que presta o serviço diretamente.
Nesse sentido, na situação descrita acima, a atuação administrativa ocorre de forma
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