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De acordo com Rubim (2005, p. 26), “planejar, executar e supervisionar, portanto, são tarefas essenciais de um produtor cultural. [...] Outra atividade que muitas vezes torna-se essencial para a produção cultural é a captação de recursos. Em uma parcela razoável dos projetos cabe ao produtor cultural a busca por recursos de modo a possibilitar a realização do evento ou produto. Neste caso, saber lidar com números, recursos financeiros, orçamentos, cronogramas de produção, tabela de custos etc. é vital para a produção cultural.”
RUBIM, Linda. Produção cultural. In: RUBIM, Linda (Org.). Organização e produção da cultura. Salvador: EDUFBA; FACOM/ CULT, 2005, p. 26.
Sobre a captação de recursos para a produção cultural, é correto afirmar que essa atividade
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Leia o texto a seguir.
Sobre o tema das políticas culturais brasileiras, a pesquisadora Lia Calabre (2019, p. 157), afirma que “nos anos 2000, o país passa a experimentar um movimento de incorporação da noção de direito à cultura pela gestão pública – como está garantido na Constituição Federal de 1988, assim como em algumas constituições estaduais e em muitas leis orgânicas municipais. Para tanto, desde 2003, vêm sendo construídas ferramentas e instrumentos visando a efetivação de tal direito”.
(CALABRE, Lia. Escritos sobre políticas culturais. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2019.)
São exemplos de ferramentas e instrumentos que visam a assegurar o direito à cultura:
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Segundo Canclini (2008, p. 96), “ser artista ou escritor, produzir obras significativas no meio dessa reorganização da sociedade global e dos mercados simbólicos, comunicar-se com públicos amplos, tornou-se muito mais complicado. Do mesmo modo que os artesãos ou produtores populares de cultura [...] não podem já referir-se apenas a seu universo tradicional, os artistas também não conseguem realizar projetos reconhecidos socialmente quando se fecham em seu campo. O popular e o culto, mediados por uma reorganização industrial, mercantil e espetacular dos processos simbólicos, requerem novas estratégias”.
CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas híbridas. São Paulo: Edusp, 2008, p. 96.
Para esse autor, o fenômeno da globalização
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Leia o diagrama a seguir que discorre sobre procedimentos de produção cultural para artistas independentes.

BATISTA, Andressa. Breve manual de produção cultural para artistas independentes. Porto Velho:
Semear Cultura, 2021, p. 154. [Reprodução]
Analisando o diagrama e, de acordo com o que a autora propõe em seu livro, é correto afirmar que
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Por detrás das pautas dos acontecimentos culturais - estreias, inaugurações, lançamentos de produtos etc. - que constituem os cadernos culturais diários e semanais - muitas vezes estão as assessorias de imprensa, que estabelecem e mantêm a articulação entre as fontes e as redações, facilitam o trabalho de ambos, mas nem sempre o definem.
MIRANDA, Nadja. Divulgação e jornalismo cultural. In: RUBIM, Linda (Org.). Organização e produção da cultura. Salvador: EDUFBA; FACOM/ CULT, 2005, p. 79-98. [Fragmento]
Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I. As assessorias, em muitos casos, tornam-se também fontes - porque têm a matéria-prima básica das informações -, notadamente nos cadernos culturais, que são constituídos, em grande parte, pelas informações delas provenientes.
PORQUE
II. O público imediato das assessorias não são os leitores, mas os próprios jornalistas. No relacionamento daqueles com estes, é necessário atuar com base na percepção que os jornalistas, nas redações, têm do fato e de como vão transmiti-los.
É correto afirmar que
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A avaliação e o monitoramento de ações culturais são fundamentais para acompanhar o desempenho dos mesmos. Etapa relevante de um planejamento estratégico, é, muitas vezes, não formulada. Para Cunha (2018, p. 167), “quando falamos de monitoramento e de avaliação de programas e projetos, precisamos estabelecer indicadores de várias naturezas que sejam capazes de abarcar a diversidade de nossas atividades e de traduzir a realidade das instituições culturais. O primeiro passo é sabermos o que queremos e quais ferramentas teremos para analisar os processos cotidianos (como questões financeiras, de tempo, de uso de recursos, de desenvolvimento das atividades e de público); e, em seguida, medir o alcance de nossas metas e resultados. [...] Assim, o registro de informações é fundamental para que possamos ter dados comparativos que demonstrem a evolução de determinados processos desejados”.
CUNHA, Maria Helena. Planejamento estratégico de projetos e programas culturais. São Paulo: Ed. SENAC, 2018, p. 167. [Fragmento]
São exemplos de indicadores de ações culturais:
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Considerando-se que Planejamento e Organização “são duas práticas indissociáveis para todo e qualquer evento. Apesar de cotidianamente serem empregadas como sinônimas, cada uma delas vai ter sua especificidade no processo gerencial dos eventos, independentemente de sua classificação ou tipologia.” (BARICHELLO, 2022, p. 45), assinale a alternativa correta.
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A acessibilidade é um dos quesitos fundamentais para garantir democratização e inclusão de acesso a eventos culturais. Sobre o tema, Cunha (2018) ressalta que “esse é um ponto fundamental a ser discutido durante a elaboração de projetos. Não se trata apenas de demonstrar a sua capacidade de permitir acesso às pessoas com necessidades especiais (sejam elas motoras, auditivas, visuais, intelectuais e/ou mentais) para cumprir uma exigência da legislação, mas, sim, de garantir e facilitar o acesso de mais pessoas ao produto cultural disponível como direito. Mais do que desempenhar um papel social, é vislumbrá-lo como um perfil de público específico de cultura que precisa de determinadas medidas para ter o seu acesso garantido”.
CUNHA, Maria Helena. Planejamento estratégico de projetos e programas culturais. São Paulo: Ed. SENAC, 2018, p. 145. [Fragmento]
Sobre a acessibilidade cultural, é correto afirmar que
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De acordo com Linda Rubim (2005), para que um sistema cultural se desenvolva em plenitude, é preciso atualizar, complementar e complexificar as atividades e práticas sociais necessárias e essenciais a ele. Para a autora, “além da diferenciação e especialização das atividades, desenvolvidas através do processo de divisão social do trabalho, que acompanha - em sentido negativo ou positivo - a história da sociedade humana, será preciso que tais atividades, agora autonomizadas, ganhem distinção social. Isto é, sejam reconhecidas pela sociedade como atividades diferenciadas e especializadas”.
RUBIM, Linda. Produção cultural. In: RUBIM, Linda (Org.). Organização e produção da cultura. Salvador: DUFBA; FACOM/ CULT, 2005, p. 16. [Fragmento]
A partir das ideias desse texto, relacione as atividades e práticas sociais concernentes a um sistema cultural (coluna I) aos tipos de profissionais e agentes característicos de tais atividades e práticas (coluna II).
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COLUNA I |
COLUNA II |
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1. Criação, inovação e invenção. 2. Transmissão, difusão e divulgação. 3. Preservação e manutenção. 4. Administração e gestão. 5. Organização. 6. Crítica, reflexão, estudo, pesquisa e investigação. 7. Recepção e consumo. |
( ) economistas, gestores e administradores. ( ) estudiosos, pesquisadores e críticos. ( ) públicos e consumidores. ( ) produtor cultural, promotor cultural e animador cultural. ( ) educadores e professores, profissionais de comunicação e das mídias. ( ) intelectuais, cientistas, artistas e criadores das manifestações culturais populares. ( ) arquitetos, restauradores, museólogos, arquivistas e bibliotecários. |
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
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Teixeira Coelho (2001), ao desenvolver a ideia de ação cultural, a define como um conjunto de atividades destinadas a viabilizar acesso a bens culturais. Segundo esse autor: “no tipo de organização social que temos, a dinâmica cultural pode ser entendida e descrita nos termos do modelo de todo sistema de produção do qual o sistema de produção cultural é variante. Esse sistema apresenta quatro clássicas fases: 1. a produção propriamente dita do bem cultural; 2. Sua distribuição aos pontos onde pode vir a entrar em contato com seu eventual destinatário; 3. a troca do bem (em nosso regime sua troca por dinheiro) [...]; 4. a fase última, a do seu consumo ou uso efetivo desse bem. São esses os setores em que pode intervir a ação cultural – que se transformará numa política de ação cultural quando dizer respeito a todos eles coordenadamente e de modo a totalizá-los numa entidade”.
COELHO, Teixeira. O que é ação cultural? São Paulo: Brasiliense, 2001, p. 74. [Fragmento]
Com base nessa visão integrada de ação cultural apresentada pelo autor, é correto afirmar que
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