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No processo conhecido como esporulação bacteriana, como o que ocorre em espécies do gênero Bacillus, a formação de endósporos pode ser considerada como uma fase latente do ciclo de vida bacteriano, sendo essas estruturas altamente resistentes ao calor, a agentes químicos e à radiação e distinguindo-se das células vegetativas em diversas características estruturais e metabólicas. Em microscopia óptica, os endósporos apresentam-se como corpos refringentes e que exigem métodos especiais de coloração, como a técnica do verde malaquita infundido sob pressão por meio de vapor. Sobre as características encontradas nos endósporos e nas células vegetativas bacterianas, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Os endósporos possuem maior conteúdo de lipídios de membrana do que as células vegetativas, o que dificulta sua coloração por corantes básicos para microscopia.
( ) Os endósporos possuem alto teor de ácido dipicolínico, que não é encontrado nas células vegetativas e que contribui para a estabilidade do DNA em condições adversas.
( ) O teor de água presente nos endósporos é drasticamente reduzido em comparação com as células vegetativas, o que auxilia na resistência ao calor e à radiação.
( ) O córtex do endósporo é formado por um peptidoglicano modificado, distinto do peptidoglicano presente na forma vegetativa.
( ) As células vegetativas apresentam maior concentração de íons Ca2+ do que os endósporos, o que auxilia na manutenção da osmolaridade.
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Em 1971, David Baltimore sugeriu um esquema para classificação dos vírus de acordo com a maneira pela qual um vírus produz RNA mensageiro (mRNA) durante a infecção. A lógica dessa consideração é que, para se replicar, todos os vírus devem expressar mRNA para tradução em proteína, mas a maneira pela qual eles fazem isso é determinada pelo tipo de genoma utilizado pelo vírus. Nesse sistema, os vírus com genoma de RNA cujo genoma é do mesmo senso que o mRNA são chamados vírus de RNA de senso positivo (+), enquanto os vírus cujo genoma é do senso oposto (complementar) do mRNA são chamados vírus de RNA de senso negativo (−). Nesses casos, o RNA presente no genoma pode ser simples fita (ssRNA) ou dupla fita (dsRNA). Essa classificação também distingue vírus com DNA genômico de fita simples (ssDNA) ou de fita dupla (dsDNA). A tabela a seguir mostra cinco dos principais grupos de vírus de acordo com as características do genoma indicadas por Baltimore:
| CLASSIFICAÇÃO | CARACTERÍSTICA DO GENOMA |
|---|---|
| Grupo I | DNA dupla fita (dsDNA) |
| Grupo II | DNA simples fita (ssDNA) |
| Grupo III | RNA dupla fita (dsRNA) |
| Grupo IV | RNA simples fita senso positivo (+ssRNA) |
| Grupo V | RNA simples fita senso negativo (-ssRNA) |
Segundo essa classificação, um vírus cujo genoma pode ser diretamente traduzido no citoplasma da célula hospedeira para produzir proteínas virais estará classificado em qual grupo?
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Para verificar a viabilidade de uma suspensão de mitocôndrias isoladas e mantidas em meio nutriente adequado, o técnico responsável pelo laboratório realiza um ensaio que usa uma solução incolor de cloreto de trifeniltetrazólio, que muda de cor quando é transformado em formazana, apresentando uma coloração vermelha intensa. Essa conversão, mostrada na figura a seguir, ocorre quando as enzimas da cadeia transportadora de elétrons (CTE) estão ativas e funcionais, indicando que as mitocôndrias estão vivas e viáveis bioquimicamente.

Ao realizar o teste seguindo o protocolo adequado, o técnico verificou que a suspensão de mitocôndrias permaneceu incolor. Quais enzimas ou complexos enzimáticos devem estar inativos para explicar o resultado observado?
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Nos animais, a formação de gametas ocorre pela chamada divisão reducional das células, ou meiose, um processo que resulta em células que contêm metade do material genético das célulasmãe e que é dividido em duas etapas, chamadas de meiose I e meiose II. Dentro de cada uma dessas etapas, ocorrem processos da divisão celular muito bem definidos e subdivididos em fases de acordo com as numerações e nomenclaturas indicadas a seguir:
MEIOSE I
1. Prófase I
2. Metáfase I
3. Anáfase I
4. Telófase I
MEIOSE II
5. Prófase II
6. Metáfase II
7. Anáfase II
8. Telófase II
Associe os números correspondentes de cada fase informada anteriormente com cada um dos processos da divisão celular observados durante a meiose descritos a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Separação dos cromossomos homólogos, sem a separação dos centrômeros, mantendo as cromátides irmãs unidas.
( ) Descondensação dos cromossomos duplicados, reaparecimento do envoltório nuclear e dos nucléolos e início da citocinese.
( ) Os centrômeros se separam e as cromátides irmãs migram para os polos opostos da célula.
( ) Formação do complexo sinaptonêmico, emparelhamento e permutação entre as cromátides dos cromossomos homólogos.
( ) Desorganização do envoltório nuclear, desaparecimento do nucléolo e início da movimentação das cromátides irmãs para a placa metafásica.
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A eritromicina é um antibiótico pertencente à classe dos macrolídeos que se liga reversivelmente ao túnel de saída da subunidade 50S dos ribossomos e, quando utilizada em concentrações elevadas, promove a formação de polissomos, ribossomos presos ao mRNA que não realizam a extensão da cadeia peptídica. Isso ocorre uma vez que a eritromicina atua diretamente no processo de
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Uma das competências de um técnico em radiologia é o conhecimento aprofundado em anatomia, pois ele deve posicionar o paciente de forma adequada, bem como analisar esse posicionamento na imagem radiográfica. De acordo com a anatomia da mão, quais são os nomes dos ossos que compõem o carpo?
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Um homem de 39 anos, trabalhador rural, procura atendimento relatando dor abdominal difusa, episódios de diarreia intermitente e prurido anal leve. Refere que os sintomas pioram em períodos de maior estresse. O médico solicita um exame parasitológico de fezes (EPF). O laboratório utiliza método de Baermann-Moraes e observa ao microscópio a presença de larvas rabditoides móveis, com esôfago alongado. Com base nesse achado laboratorial, o parasita mais provável é
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Um laboratório de análises clínicas recebe diariamente grande volume de amostras de sangue, fezes e secreções respiratórias. Em uma tarde de segunda-feira, uma técnica de laboratório, com 5 anos de experiência, está processando hemoculturas suspeitas para Mycobacterium tuberculosis e secreções respiratórias positivas para influenza A. Durante a rotina, ela percebe que uma das centrífugas começou a vibrar de forma anormal. Ao desligar o equipamento, identifica que um dos tubos quebrou dentro do rotor, liberando material biológico. A tampa externa estava fechada, mas o rotor não era vedado (biossegurança inadequada). A técnica de laboratório imediatamente informa seu supervisor, que a orienta a “limpar com álcool 70% e seguir o trabalho”, afirmando que “não há risco, pois a tampa externa estava fechada”. O laboratório não possui POP (Procedimento Operacional Padrão) atualizado para acidentes com aerossóis e parte da equipe permanece trabalhando no mesmo ambiente. Considerando os princípios de biossegurança e as normas vigentes, qual deveria ser a conduta correta e segura diante desse evento?
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Um técnico recebe uma amostra de sangue sem etiqueta, acompanhada apenas de um pedido médico solto. Como ele deve proceder diante dessa situação?
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Um paciente de 32 anos procura a unidade de saúde relatando dor abdominal intermitente, episódios de diarreia sem muco ou sangue, aumento do apetite e perda de peso nas últimas semanas. O médico solicita um exame parasitológico de fezes. Na análise microscópica, o laboratório identifica ovos de parasita, de formato esférico, casca espessa e estriada, que protege o embrião, e estruturas compatíveis com um parasita metazoário de grande porte. Com base no quadro clínico e nos achados laboratoriais, o parasita mais provavelmente identificado é
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