Os coletivos, que proliferaram de modo notório no Brasil na última década, surgem para contestar e se contrapor às organizações políticas tradicionais, sobretudo aos partidos políticos, em que as lideranças são rotativas ou inexistentes. De fato, uma das características mais importantes dos movimentos contemporâneos é a organização em redes, que se formam e se desfazem conforme os projetos e as pautas do momento, dando mais fluidez às ações. Porém, embora essas redes tenham sido decisivas para organizar manifestações e ações de maior porte com rapidez, há uma grande disparidade entre os atores coletivos quanto à capacidade de utilizá-las como ferramenta de comunicação e como modo de fortalecer a representação. Enquanto alguns dispõem de maiores recursos para usar as redes a seu favor, outros as percebem como ferramentas de menor importância para sua atuação.
Com base na leitura do texto, conclui-se que, no Brasil, os movimentos sociais contemporâneos