Almejando compreender a relação entre a institucionalização de saberes e seu incentivo pelas elites e pelo Estado num determinado período histórico, uma professora apresentou o trecho abaixo.
O Brasil do século XIX viu surgir, em seu interior, um conjunto de valores e modelos que a elite dirigente desejava adotar como referência para a sociedade. Eram inspirados no modelo puritano, ascético e europeu e ganharam corpo nas reformas sanitárias, pedagógicas e arquitetônicas deste século. Esses valores foram aglutinados em formulações filosóficas e científicas que procuravam ter junto à sociedade um efeito moral, normatizador. A palavra de ordem é sintonizar-se com a Europa, ou melhor, “civilizar-se” o mais rápido possível, de modo que o país pudesse, o quanto antes, competir no mercado internacional. Assistimos, naquele momento, à procura por inovações no campo da ciência aplicada. A ciência técnica passava a ser considerada “crucial” para o “destino da nação”.
Sobre o contexto temporal estudado, é correto afirmar que o Estado brasileiro