Disciplina: Português
Banca: EXAMES & CONSULTORIA
Orgão: Câm. Piedade Caratinga-MG
TEXTO
Como Israel consegue manter tantas frentes de guerra pelo mundo
Gaza, Libano, Siria, lêmen — e agora Irã Israel mantém nada menos que cinco frentes de guerra abertas ao mesmo tempo pelo mundo, com enormes custos militares, econômicos e sociais,
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Mas como Israel consegue manter tantas frentes de combate abertas? E por quanto tempo essa intensa pressão militar pode continuar?
"Bem, eu não diria indefinidamente, mas por um longo tempo", responde o ex-ofícial de inteligência britânica Frank Ledwidge, professor de direito e estratégia na Universidade de Portsmouth, no Reino Unido.
Israel conta com “Forças Armadas formidáveis", disse Ledwidge à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC. "E, combinando os aspectos políticos, militares e econômicos, Israel é um país muito resistente. Já provou isso muitas vezes no passado. À questão agora é: será esse o caso do Irá?”
Além disso, apesar do enorme custo econômico desse esforço de guerra, o governo Netanyahu desfruta de enorme apoio político e social para sua campanha contra o Irã.
Oitenta e três por cento dos judeus israelenses apoiam o bombardeio do país persa, um percentual que mostra que o programa nuclear iraniano e o governo de Teerã, que muitos em Israel consideram uma ameaça existencial, agem como um elemento de unificação social.
"Não sabemos o que poderia acontecer se houvesse muito mais vítimas ou se houvesse um ataque iraniano muito maior. Mas, no momento, há um enorme apoio político e social ao governo", diz à BEC News Mundo/Avraham Diskin professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, que realizou a última pesquisa de opinião sobre a campanha contra o Irã.
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Por quanto tempo, no entanto, essa operação pode ser mantida?
Para Frank Ledwidge, do ponto de vista militar, dois fatores podem acabar prejudicando a capacidade de Israel de sustentar tantas frentes abertas: efetivo militar e munição.
Nesse sentido, o especialista ressalta que grande parte do sistema de mísseis israelense depende de importações dos Estados Unidos, seja de componentes ou de munição completa.
"Mas o problema é que o Exército dos EUA está sobrecarregado com suas entregas de armas e munições para a Ucrânia, e essa (a do Irã) vai ser uma guerra bastante intensa em termos de recursos, mesmo que Washington não se envolva”, avalia Ledwidge.
Especialistas em logística dos EUA "estão ficando muito preocupados com a já reduzida capacidade dos EUA de sustentar um conflito com a China, é o desafio que define o ritmo e a prioridade máxima do sistema industrial de defesa americano", de acordo com o professor da Universidade de Portsmouth.
O desgaste do efetivo militar também pode ser uma desvantagem que impeça Israel de avançar.
"Não é possível manter o mesmo ritmo de operação que os israelenses estão adotando indefinidamente", diz o especialista, ressaltando que as equipes aéreas e terrestres da Força Aérea israelense precisam do descanso necessário.
O cansaço acumulado de outras campanhas, ele ressalta, "afeta a eficácia e a eficiência, causa erros e, por fim, perdas”.
Talvez seja por isso que vimos Israel diminuir o ritmo de suas operações contra o Irá, "sem esquecer que também há operações em Gaza, e eles precisam cobrir o componente de defesa aérea de suas operações, além de ter capacidade para lidar com eventos imprevistos”.
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Os custos da guerra
Uma guerra prolongada também .tem um custo adicional: é extremamente cara.
Cada um dos mísseis Tamir usados pelo Domo de Ferro custa US$ 50 mil. Os Stunner usados pelo Estilingue de David custam US$ 1 milhão por unidade, enquanto os Arrow-3s usados para interceptar mísseis balísticos lançados pelo Irã custam US$ 3 milhões cada.
Um ex-consultor financeiro do Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel estima que a guerra com o Irã está custando a Israel cerca de US$ 750 milhões por dia, conforme ele revelou em entrevista ao veículo israelense Ynet News. E isso sem contar os danos causados no país pelos bombardeios iranianos.
Além disso, o custo acumulado da guerra em Gaza chegou a US$ 67,5 bilhões, de acordo com estimativas do jornal israelense Calcalist.
Será que Israel consegue manter esse nível de gastos?
Para Avraham Diskin, a resposta é sim. Por enquanto.
"Israel não escolheu quando entrar na guerra em Gaza, mas chegou em um momento ideal economicamente, porque Israel tem uma renda per capita muito maior do que muitos países europeus”. diz o cientista político.
No longo prazo, acrescenta Frank Ledwidge, à economia, é claro, vai sofrer.
"Mas isso é uma preocupação secundária no momento. Se você está sob o que considera uma ameaça existencial, então não importa quanto tempo ou dinheiro você está investindo, porque a alternativa e a eliminação ou a monte.”
Marque a alternativa em que o verbo em destaque está no pretérito imperfeito do subjuntivo, de acordo com a norma culta: