A partir dos anos 1980, o contexto do ensino e da prática da dança desenvolvido nas universidades públicas brasileiras se torna campo representativo para formulação de pesquisas acadêmicas que buscam restaurar perspectivas pluriversais na produção do conhecimento e que remontam a uma orientação crítica aos impositivos coloniais. Destaco a criação do Grupo de Dança Odundê, fundado por estudantes negros da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia, nos anos 1980, e as proposições teórico-práticas pioneiras de Oliveira (1991), Santos (2002), Lobato (2002) e Damasceno (2003), como representações de lutas históricas que culminaram no fortalecimento de propostas antirracistas nas universidades de dança. Um professor de Educação Física, ao planejar uma unidade didática sobre danças brasileiras, deseja articular o conteúdo com temas contemporâneos transversais, como relações étnico-raciais.
Qual proposta metodológica melhor atende a esse objetivo, indo além da mera reprodução de passos e atingindo o nível de compreensão e tomada de consciência?